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22 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Cade suspende Moratória da Soja e abre investigação contra empresas signatárias MT

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou que traders de soja (empresas que comercializam o grão) suspendam o acordo da “Moratória da Soja” dentro de 10 dias, sob pena de multas pesadas.

A medida, que instaura um processo administrativo contra as associações e empresas que são signatárias do acordo, é preventiva.

➡️A Moratória da Soja, assinada em 2006, busca proteger a floresta amazônica ao impedir que traders de soja comprem de produtores que tenham desmatado áreas na região após julho de 2008.

Mas, para o Cade, o pacto “constitui um acordo anticompetitivo entre concorrentes que prejudicam a exportação de soja”.

“Essas práticas, se comprovadas, resultam na aquisição de produtos em condições mais desvantajosas ou por valores acima daqueles que seriam encontrados em mercados efetivamente competitivos”, diz a Superintendência-Geral, em nota.

➡️Empresas e entidades do setor como a Anec e a Abiove, que representam comerciantes globais de grãos como ADM, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Cofco, têm 10 dias para cumprir a determinação.

Proibições

Segundo a decisão, as medidas preventivas do Cade devem ser adotadas pelo grupo de trabalho da Moratória da Soja, que inclui Anec, Abiove e 30 empresas de grãos signatárias do programa.

A decisão também proíbe que os exportadores de soja coletem, compartilhem, armazenem e divulguem informações comercialmente sensíveis relacionadas ao comércio de soja e aos produtores com os quais mantêm negócios.

Além disso, determina a retirada de todas as informações sobre a Moratória da Soja e da publicidade relacionada disponível online.

Segundo a agência Reuters, o superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto de Souza, determinou uma investigação completa sobre os signatários do acordo, no qual as empresas compartilham informações comercialmente sensíveis.

As empresas que quiserem utilizar os critérios da Moratória da Soja na compra de grãos produzidos na Amazônia devem fazê-lo “de maneira independente, adstritos à legislação nacional”, escreveu o superintendente.
Como milho e soja vêm tomando área de arroz e feijão há 19 anos

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Repercussão

 

Já o grupo ambientalista Greenpeace afirmou à Reuters que a decisão foi resultado de pressão do setor agropecuário, comprometendo quase 20 anos de avanços.

“Ao suspender a moratória, o Cade não apenas estimula o desmatamento, mas também silencia o direito do consumidor de escolher produtos que não contribuam para a devastação da Amazônia”, disse a organização.

Segundo o Greenpeace, os ataques ao pacto “são políticos e favorecem justamente quem mais lucra com a destruição da Amazônia”.

Para a Aprosoja Mato Grosso, que se opõe à Moratória, a decisão do Cade foi considerada “histórica”.

“Há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vinha impondo barreiras comerciais injustas aos produtores… impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas”, afirmou a entidade em nota.

A Anec disse à Reuters que recebeu a decisão com “extrema preocupação” a decisão e afirmou que vai adotar as medidas administrativas cabíveis para recorrer da decisão.

Segundo a associação, o programa é um “pacto multissetorial”, assinado com a sociedade civil, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, e deve ser mantido.

Já a Abiove, que representa as indústrias esmagadoras de oleaginosas, disse ter ficado “surpresa” com a recomendação de uma investigação aprofundada e a imposição de medidas preventivas, acrescentando em nota que tomará medidas para comprovar a legalidade do pacto.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “MT é um exemplo do que o Brasil pode fazer”

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Primeiro trecho da Ferrovia Estadual foi entregue em Dom Aquino e avança na integração logística da produção de Mato Grosso ao país

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

 

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Elefanta Baby chega a santuário em MT após dois anos de espera 

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A elefanta Baby chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, marcando o fim de uma longa espera iniciada após o encerramento das atividades do zoológico do Parque Beto Carrero World, em Santa Catarina.

O transporte do animal foi realizado por uma equipe especializada e acompanhado por veterinários e tratadores ao longo de todo o percurso. A chegada representa um novo capítulo na vida da elefanta, que agora passará por um período de adaptação antes de explorar áreas maiores do santuário.

Baby passou anos da vida vivendo em um circo e agora chega ao Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Baby viveu grande parte da vida em cativeiro e foi transferida para o espaço de conservação após anos sob cuidados humanos. Desde o fechamento do zoológico, em 2024, instituições e especialistas trabalhavam para viabilizar sua mudança para um local mais adequado às necessidades da espécie.

De acordo com o santuário, a elefanta permanecerá inicialmente em uma área preparada para recebê-la com segurança. Durante os primeiros dias, a equipe técnica acompanhará seu comportamento, alimentação e condições de saúde para garantir uma transição tranquila.

O que é o Santuário de Elefantes Brasil?

O Santuário de Elefantes Brasil é o único da América Latina dedicado exclusivamente ao acolhimento de elefantes que viveram em zoológicos, circos ou outras situações de cativeiro. O local oferece amplas áreas naturais para que os animais recuperem comportamentos típicos da espécie e tenham mais autonomia.

A expectativa dos responsáveis é que, gradualmente, Baby se adapte ao novo ambiente e possa desfrutar de uma rotina mais próxima daquela encontrada na natureza. O processo, no entanto, será conduzido respeitando o ritmo do animal.

Com a chegada da elefanta, o santuário amplia o grupo de animais acolhidos e reforça seu trabalho voltado ao bem-estar e à recuperação física e emocional de elefantes resgatados em diferentes regiões do país.

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Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

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mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).

De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.

“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.

Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.

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