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Abiove e Anec se pronunciam sobre suspensão da Moratória da Soja

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou, na noite de segunda-feira (18), uma medida cautelar que determina a suspensão imediata da Moratória da Soja, pacto que busca impedir que traders de soja comprem de produtores que tenham desmatado áreas na região amazônica após julho de 2008, data de publicação do Código Florestal.

O processo teve início a partir de representações feitas por quatro entidades: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Em nota técnica, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) acusa 30 grandes empresas exportadoras de formação de cartel e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) de indução à conduta uniforme.

Respostas das acusadas

Em nota, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) disse que foi surpreendida com a decisão da SG do Cade e a recebe com extrema preocupação. “A Moratória da Soja é um pacto multissetorial firmado com a sociedade civil, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, entre outros, e nos seus mais de 18 anos de vigencia trouxe grandes beneficios para todo o setor sojicultor”, destaca.

A entidade afirma que deverá adotar as medidas administrativas cabíveis para recorrer da decisão enquanto mantém o mesmo espírito de total colaboração com o Cade.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), por sua vez, também afirma que recebeu com surpresa a decisão do Cade de instaurar processo administrativo para investigar alegações relacionadas à Moratória da Soja. A Associação reafirma que a iniciativa é um pacto multisetorial e é reconhecido pela União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), como uma política pública ambiental, que vige há mais de 20 anos.

“A entidade reitera seu compromisso com a legalidade e informa que tomará as medidas cabíveis de defesa, além de colaborar de forma plena e transparente com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários para o devido andamento do processo”.

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Agricultores recebem estações meteorológicas para monitoramento climático

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Comunidades rurais de Formosa e São João d’Aliança, Goiás receberam, neste mês de agosto, estações meteorológicas que vão coletar dados climáticos da região.

O objetivo é facilitar o manejo da irrigação dos cultivos de maracujá e manga que estão sendo implantados em assentamentos rurais desses municípios, atendidos pelo projeto Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã. Nas 41 propriedades selecionadas em Formosa e nas sete em São João d’Aliança, estão sendo instalados kits de irrigação e espaldeiras.

Os dados climáticos coletados pelas estações meteorológicas alimentarão o aplicativo “Irrigar para Desenvolver (ID)”, que vai auxiliar os agricultores no manejo da irrigação com informações diárias sobre o momento ideal e a quantidade certa de água a ser aplicada nos cultivos, contribuindo para o uso eficiente dos recursos. 

Segundo o pesquisador e coordenador das ações da Embrapa Cerrados no projeto, Lineu Rodrigues, o objetivo é que os produtores economizem água e energia e aumentem a produtividade

O aplicativo será inicialmente acessado apenas pelos participantes do projeto, que estão sendo cadastrados pelas secretarias municipais de agricultura.

Encontro com as comunidades

No dia 11 de agosto, foi entregue a estação meteorológica de Formosa, na Escola Municipal Fazenda Palmeira, na zona rural do município, com a presença de autoridades, agricultores e a comunidade local.

A prefeita de Formosa, Simone Ribeiro, ressalta que o projeto tem um caráter de união em prol da coletividade: “Estamos inaugurando um equipamento que, para muitos, pode ser simples, mas traz informação e capta diretamente a necessidade de cada produtor rural, que há muito tempo foi esquecido”, disse.

O município abriga 29 assentamentos de reforma agrária e do crédito fundiário, com cerca de 2,5 mil famílias assentadas. “Já temos produtores focais de maracujá, alguns entraram no projeto. E a manga vem como uma novidade”, explicou a secretária municipal de Agricultura, Suzana Borgmann.

Em São João D’Aliança, a estação foi instalada no Projeto de Assentamento (PA) Mingau e entregue no dia 18 de agosto. O prefeito Genivan Gonçalves conta que a estação abre uma nova perspectiva para os produtores do município.

“Essa estação vem proporcionar uma produção mais voltada ao aumento da produtividade, com menor gasto de água. Os agricultores não vão produzir só para subsistência, eles vão aumentar a produção e comercializar os produtos agrícolas”, diz.

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Embrapa lança novo feijão carioca durante evento em PE

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A Embrapa apresentou ao setor produtivo, durante o Semiárido Show 2025, em Petrolina (PE), a cultivar de feijão-comum biofortificado BRS FC409, do tipo carioca. O grão, que alia alto valor nutricional à boa produtividade no campo, foi o destaque do estande da instituição durante o evento que aconteceu do dia 26 a 29 de agosto. Desenvolvido no âmbito da Rede BioFORT, o feijão chega como alternativa estratégica para agricultores de 19 estados e do Distrito Federal, com mais ferro, zinco e proteína na dieta das famílias brasileiras.

O lançamento oficial foi conduzido pelo pesquisador Luis Cláudio de Faria, da Embrapa Arroz e Feijão. Além da apresentação e degustação, a cultivar esteve plantada na vitrine tecnológica do evento, evidenciando suas vantagens produtivas e a resistência a doenças que favorece o cultivo em diferentes regiões do país.

Destaques da Embrapa

O Semiárido Show 2025 reuniu 20 unidades de pesquisa da Embrapa, que levaram ao público soluções tecnológicas, minicursos e oficinas voltados à agricultura familiar. As tecnologias apresentadas foram: GliriNutri, para uso da gliricídia na alimentação de ruminantes, e a tradicional cultivar de milho BRS Gorutuba, adaptada ao Semiárido. O evento se consolidou como espaço de troca de conhecimentos e construção de alternativas sustentáveis para o campo.

Um momento simbólico da programação foi a celebração dos 50 anos de atuação da Embrapa no Nordeste. Seis unidades comemoraram meio século de pesquisas na região, em ato que contou com a presença da presidente da empresa, Silvia Massruhá, e da diretora de Inovação, Ana Euler. A chefa-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Tereza Cristina de Oliveira, destacou a importância do trabalho em rede para fortalecer a agricultura familiar e apoiar políticas públicas que elevem renda e qualidade de vida no semiárido.

Além das vitrines tecnológicas e oficinas presenciais, os visitantes puderam conhecer o e-Campo, plataforma digital da Embrapa que oferece cursos de capacitação online em temas como nutrição e adubação do coqueiro, aquaponia residencial e produção agroecológica de sementes e ovos embrionados. A integração entre pesquisa, transferência de tecnologia e capacitação marcou mais uma edição do maior evento da agricultura familiar do Nordeste.

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Agro Mato Grosso

Tecnologia e verticalização do agronegócio transformam cidade em Mato Grosso

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A verticalização da produção de soja, milho e proteína animal vem remodelando a realidade dos municípios mato-grossenses, e Nova Mutum se destaca nesse cenário. Localizada às margens da BR-163, a 264 quilômetros ao norte de Cuiabá, a cidade vive um ciclo de crescimento intenso, atraindo grandes indústrias e gerando novas oportunidades de emprego e renda.

Um dos pioneiros da região, o produtor rural Lírio João Bianchezzi, 70 anos, chegou à cidade no início dos anos 1980 com um irmão, disposto a trabalhar na agricultura. Eles iniciaram o cultivo de arroz em terras do Cerrado, ainda consideradas “inóspitas”. Inspirado por um curso realizado no Paraná, Lírio aplicou o plantio direto, prática que transformou a agricultura local. “Hoje 100% de Mato Grosso realiza plantio direto”, destaca.

Naquele período, a soja complementava o arroz. “Plantávamos arroz em um ano e soja no outro. Na época, havia apenas duas variedades: a dopo e a cristalina”, recorda. O milho também foi um desafio, já que as sementes disponíveis eram adaptadas ao Sul do país e não ao Centro-Oeste. Atualmente, soja, milho e algodão ocupam 770 mil hectares no município, segundo o IBGE de 2022.

Para L

meros do crescimento

O aumento da produtividade impactou profundamente a economia de Nova Mutum. Entre 2010 e 2022, a população cresceu de 31.649 para 55.832 habitantes, com estimativa atual de 63.455. O PIB, que era de R$ 300 milhões em 2001, alcançou R$ 6,036 bilhões em 2021. O IDH saltou de 0,432 em 1991 para 0,758 em 2021.

A verticalização está presente em toda a cidade, com comércios e serviços voltados ao setor agrícola. A agroindustrialização atraiu empresas como Bunge (soja), FS Bioenergia e Inpasa (etanol), Icofort (óleo de algodão) e frigoríficos Excelência (suínos) e BRF (aves). O estoque de empregos formais ultrapassa 24 mil postos, principalmente ligados ao agronegócio.

O setor também estimula a educação. O campus da Unemat oferece cursos de Agronomia, Engenharia de Alimentos, Administração e Ciências Contábeis, todos alinhados à realidade regional. A faculdade particular Unifama amplia a oferta com Direito, Farmácia, Fisioterapia, Pedagogia e Psicologia.

Sustentabilidade e aproveitamento

Segundo Wilmar Paquer, engenheiro agrícola da região, uma das razões do sucesso é a sustentabilidade: “Nada se perde. O farelo da soja vai para ração animal, o resíduo do milho também. O chorume dos suínos é usado como adubo e o gás gera energia para a rede”.

Estudos sobre controle biológico de pragas e doenças buscam reduzir o uso de químicos e minimizar impactos ambientais.

Apoio institucional

Produtores recebem suporte da Aprosoja-MT por meio do programa Soja Legal, que orienta sobre normas trabalhistas, ambientais e o Cadastro Ambiental Rural, além de apoio em fiscalizações de órgãos como Ibama, Sema e Indea. “O objetivo é produzir de forma sustentável, e todos estão no caminho certo”, afirma Rafael Vinícius, coordenador regional da Aprosoja em Nova Mutumírio, o avanço se deu graças à tecnologia e ao manejo eficiente do solo. “A tecnologia nos fez chegar aonde chegamos. Agora avançamos para um novo ciclo”, ressalta.

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