Agro Mato Grosso
Indústria madeireira de MT dá férias coletivas para 130 funcionários após tarifa de 50% imposta pelos EUA

Representantes do setor afirmam que não há alternativas viáveis a curto prazo para absorver a produção que seria destinada aos EUA. Entre janeiro e julho, o estado exportou 16 mil toneladas de madeira, sendo que 40% aos Estados Unidos.
Uma indústria madeireira de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, concedeu férias coletivas a 130 funcionários após os Estados Unidos anunciar a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que teve início no último dia 6 deste mês. Segundo a empresa, apenas 20 trabalhadores continuam em atividade.
Segundo o proprietário da empresa, Rafael Mazon, cerca de 7 mil metros cúbicos de madeira estão estocados no pátio, sem previsão de escoamento. Ele afirma que, diante da nova taxa, o negócio corre risco de encerrar as atividades.
“Essa tarifa torna inviável a nossa permanência no mercado, principalmente porque os Estados Unidos são um grande consumidor em escala e volume. A América do Sul até consome, mas não tem a mesma demanda da economia americana”, explicou Mazon.
Diante do cenário, a empresa estuda a possibilidade de transferir sua planta para o Paraguai, país que não foi incluído nas novas tarifas norte-americanas.
Impacto no setor madeireiro de Mato Grosso
De acordo com o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem), o estado conta com 523 indústrias de madeira beneficiada, que juntas empregam aproximadamente 20 mil trabalhadores.
Antes da aplicação da tarifa, entre janeiro e o final de julho, Mato Grosso exportou 16 mil toneladas de madeira, sendo que 40% desse volume foi destinado ao mercado dos Estados Unidos.
As espécies nativas, como Ipê e Cumaru, são as mais procuradas pelos norte-americanos. Para atender às exigências desse mercado, a madeira passa por beneficiamento. O Cumaru, por exemplo, já é exportado cortado no tamanho ideal para a fabricação de pisos e decks.
Ainda segundo o Cipem, representantes do setor afirmam que não há alternativas viáveis no curto prazo para absorver a produção que seria destinada aos EUA. Para o presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Frank Almeida, a taxação gera incertezas sobre o futuro do mercado madeireiro no estado e pressiona o setor.

Fiemt e Cipem discutem impactos do tarifaço no setor de base florestal
O tarifaço em MT
Desde o último dia 6, passou a valer a taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida já afeta as exportações de Mato Grosso, em diversos setores, como de madeira, grãos e carnes, que agora buscam alternativas para manter a produção.
De acordo com o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), a estratégia é preservar o ritmo de produção e ampliar parcerias comerciais com países asiáticos, como Coreia do Sul, Vietnã e Japão.
Agro Mato Grosso
Batida entre duas carretas deixa um morto e destrói veículos na Serra da Petrovina, em MT

Colisão no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, deixou cabine destruída e carga espalhada pelo asfalto; rodovia já foi liberada.
Um motorista, ainda não identificado, morreu na manhã deste domingo (20) após duas carretas baterem na Serra da Petrovina, no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. A rodovia ficou interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência e foi liberada no inicio da tarde.
Imagens registradas no local mostram a dimensão do acidente e os estragos provocados pela batida. Um dos veículos ficou tombado na pista, com a estrutura e os eixos voltados para cima. Pedaços de pneus e partes metálicas ficaram espalhados pelo asfalto. A cabine de uma das carretas ficou completamente destruída após a colisão, com a parte dianteira retorcida.
O baú refrigerado também foi danificado, com parte da estrutura lateral e do teto destruída, deixando o compartimento de carga exposto. A carga transportada pelas carretas também ficou espalhada pela rodovia. Caixas e embalagens de produtos congelados foram encontradas sobre o asfalto, no acostamento e às margens da pista.
Parte do material usado no isolamento térmico do baú também ficou espalhada pelo local. A morte foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que esteve no local para apurar as circunstâncias do acidente. O Instituto Médico-Legal (IML) também foi acionado.
Segundo a concessionária Way-364, responsável pelo trecho, o acidente ocorreu por volta da manhã e mobilizou equipes para atendimento e sinalização da rodovia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a dinâmica da batida nem sobre possíveis outras vítimas.
Agro Mato Grosso
Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

Aeronave havia passado por manutenção em Primavera do Leste antes do voo. Segundo delegado, houve uma possível falha pouco depois da decolagem em Poxoréu.
O avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)
Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.
“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.
Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.
“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.
Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.
Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.
Entenda o caso
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Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.
Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.
O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.
Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.
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Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução
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Agro Mato Grosso
Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

O motorista da carreta relatou à polícia que seguia pela rodovia quando o carro da vítima teria entrado repentinamente em sua frente. A Polícia Civil investiga as causas do acidente.
A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).
Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.
O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.
O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.
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