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22 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Terra indígena alvo de operação que investiga venda ilegal de ouro e pedras preciosas é líder nacional de alertas de garimpo

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Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT) lidera, em 2025, o ranking nacional de alertas de garimpo, com 1.814 detecções, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesta terça-feira (12), a região foi alvo de uma ação da Polícia Federal que investiga suspeitos de movimentar R$ 200 milhões com a extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas.

Além de Pontes e Lacerda, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em outros 11 municípios no Brasil. Na Operação Ita Yubá, os policiais apreenderam barras de ouro, dinheiro e veículos, e determinou o sequestro de apartamentos, casas e fazendas, além de duas aeronaves.

A Sararé é lar do povo Nambikwara e frequentemente alvo de conflitos entre garimpeiros e forças de segurança devido à exploração ilegal.

Em outra operação iniciada no dia 1º de agosto pelo Ibama, na Sararé, os fiscais apreenderam em uma casa 7 kg de mercúrio, metal usado para separar o ouro, que pode contaminar rios e solos. Além disso, operação, nomeada ‘Xapiri-Sararé’, resultou na destruição de diversos equipamentos usados na extração clandestina:

  • 63 escavadeiras
  • 8 caminhonetes
  • 10 caminhões
  • 66 motores
  • 17 motocicletas
  • 114 acampamentos

 

Ainda de acordo com o órgão, em propriedades rurais próximas, que serviam como pontos de apoio logístico ao garimpo, foram destruídos depósitos clandestinos de combustível e locais de manutenção de máquinas.

Fiscais apreenderam em uma casa 7 kg de mercúrio, metal usado para separar o ouro. — Foto: Reprodução

Fiscais apreenderam em uma casa 7 kg de mercúrio, metal usado para separar o ouro. — Foto: Reprodução

Avanço e impactos do garimpo

Conforme divulgado pelo Ibama, o aumento da atividade ilegal está ligado à migração de garimpeiros após operações federais em outras regiões e à facilidade de acesso ao território. Já foram desmatados 743 hectares de vegetação nativa.

O garimpo ilegal causa impactos ambientais e sociais graves, como:

  • Poluição: contaminação de rios e igarapés com mercúrio e óleo, além do assoreamento
  • Desmatamento: perda de vegetação nativa e destruição de habitats
  • Ameaça cultural: prejuízos ao modo de vida tradicional do povo Nambikwara
  • Expansão do crime organizado: fortalecimento de grupos criminosos na região

 

O Ibama afirma que continuará as ações de fiscalização por tempo indeterminado, cumprindo determinação judicial para conter o garimpo e proteger a Terra Indígena Sararé.

TI com maiores ocorrências de garimpo no Brasil

 

Garimpo ilegal avança na Terra Indígena Sararé em Mato Grosso. — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace

Garimpo ilegal avança na Terra Indígena Sararé em Mato Grosso. — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace

Nos últimos anos, a Terra Indígena Sararé tem sido alvo de uma intensificação das atividades garimpeiras, que ameaçam não apenas a integridade do meio ambiente, mas também a saúde e os modos de vida das comunidades indígenas locais.

Com uma área de 67 mil hectares e habitada por grupos indígenas da etnia Nambiquara, a TI Sararé está entre as mais afetadas pelo garimpo ilegal no Brasil, segundo o Ibama. Estima-se que aproximadamente 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração ilegal de ouro, impulsionada por organizações criminosas armadas que atuam na região.

Desde 2023, o Ibama vem intensificando as ações de repressão à atividade ilegal. Mais de 300 escavadeiras utilizadas no garimpo foram apreendidas e destruídas, além de motores e outros equipamentos

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Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “MT é um exemplo do que o Brasil pode fazer”

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Primeiro trecho da Ferrovia Estadual foi entregue em Dom Aquino e avança na integração logística da produção de Mato Grosso ao país

O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

 

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Elefanta Baby chega a santuário em MT após dois anos de espera 

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A elefanta Baby chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, marcando o fim de uma longa espera iniciada após o encerramento das atividades do zoológico do Parque Beto Carrero World, em Santa Catarina.

O transporte do animal foi realizado por uma equipe especializada e acompanhado por veterinários e tratadores ao longo de todo o percurso. A chegada representa um novo capítulo na vida da elefanta, que agora passará por um período de adaptação antes de explorar áreas maiores do santuário.

Baby passou anos da vida vivendo em um circo e agora chega ao Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Baby viveu grande parte da vida em cativeiro e foi transferida para o espaço de conservação após anos sob cuidados humanos. Desde o fechamento do zoológico, em 2024, instituições e especialistas trabalhavam para viabilizar sua mudança para um local mais adequado às necessidades da espécie.

De acordo com o santuário, a elefanta permanecerá inicialmente em uma área preparada para recebê-la com segurança. Durante os primeiros dias, a equipe técnica acompanhará seu comportamento, alimentação e condições de saúde para garantir uma transição tranquila.

O que é o Santuário de Elefantes Brasil?

O Santuário de Elefantes Brasil é o único da América Latina dedicado exclusivamente ao acolhimento de elefantes que viveram em zoológicos, circos ou outras situações de cativeiro. O local oferece amplas áreas naturais para que os animais recuperem comportamentos típicos da espécie e tenham mais autonomia.

A expectativa dos responsáveis é que, gradualmente, Baby se adapte ao novo ambiente e possa desfrutar de uma rotina mais próxima daquela encontrada na natureza. O processo, no entanto, será conduzido respeitando o ritmo do animal.

Com a chegada da elefanta, o santuário amplia o grupo de animais acolhidos e reforça seu trabalho voltado ao bem-estar e à recuperação física e emocional de elefantes resgatados em diferentes regiões do país.

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Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

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mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).

De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.

“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.

Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.

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