Agro Mato Grosso
Terra indígena alvo de operação que investiga venda ilegal de ouro e pedras preciosas é líder nacional de alertas de garimpo

A região é lar do povo Nambikwara e frequentemente alvo de operações e conflitos entre garimpeiros e forças de segurança. Nesta terça-feira (12), foi alvo de uma operação que investiga venda ilegal de ouro e outras pedras preciosas.
A Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT) lidera, em 2025, o ranking nacional de alertas de garimpo, com 1.814 detecções, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesta terça-feira (12), a região foi alvo de uma ação da Polícia Federal que investiga suspeitos de movimentar R$ 200 milhões com a extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas.
Além de Pontes e Lacerda, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em outros 11 municípios no Brasil. Na Operação Ita Yubá, os policiais apreenderam barras de ouro, dinheiro e veículos, e determinou o sequestro de apartamentos, casas e fazendas, além de duas aeronaves.
A Sararé é lar do povo Nambikwara e frequentemente alvo de conflitos entre garimpeiros e forças de segurança devido à exploração ilegal.
Em outra operação iniciada no dia 1º de agosto pelo Ibama, na Sararé, os fiscais apreenderam em uma casa 7 kg de mercúrio, metal usado para separar o ouro, que pode contaminar rios e solos. Além disso, operação, nomeada ‘Xapiri-Sararé’, resultou na destruição de diversos equipamentos usados na extração clandestina:
- 63 escavadeiras
- 8 caminhonetes
- 10 caminhões
- 66 motores
- 17 motocicletas
- 114 acampamentos
Ainda de acordo com o órgão, em propriedades rurais próximas, que serviam como pontos de apoio logístico ao garimpo, foram destruídos depósitos clandestinos de combustível e locais de manutenção de máquinas.
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Fiscais apreenderam em uma casa 7 kg de mercúrio, metal usado para separar o ouro. — Foto: Reprodução
Avanço e impactos do garimpo
Conforme divulgado pelo Ibama, o aumento da atividade ilegal está ligado à migração de garimpeiros após operações federais em outras regiões e à facilidade de acesso ao território. Já foram desmatados 743 hectares de vegetação nativa.
O garimpo ilegal causa impactos ambientais e sociais graves, como:
- Poluição: contaminação de rios e igarapés com mercúrio e óleo, além do assoreamento
- Desmatamento: perda de vegetação nativa e destruição de habitats
- Ameaça cultural: prejuízos ao modo de vida tradicional do povo Nambikwara
- Expansão do crime organizado: fortalecimento de grupos criminosos na região
O Ibama afirma que continuará as ações de fiscalização por tempo indeterminado, cumprindo determinação judicial para conter o garimpo e proteger a Terra Indígena Sararé.
TI com maiores ocorrências de garimpo no Brasil
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Garimpo ilegal avança na Terra Indígena Sararé em Mato Grosso. — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace
Nos últimos anos, a Terra Indígena Sararé tem sido alvo de uma intensificação das atividades garimpeiras, que ameaçam não apenas a integridade do meio ambiente, mas também a saúde e os modos de vida das comunidades indígenas locais.
Com uma área de 67 mil hectares e habitada por grupos indígenas da etnia Nambiquara, a TI Sararé está entre as mais afetadas pelo garimpo ilegal no Brasil, segundo o Ibama. Estima-se que aproximadamente 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração ilegal de ouro, impulsionada por organizações criminosas armadas que atuam na região.
Desde 2023, o Ibama vem intensificando as ações de repressão à atividade ilegal. Mais de 300 escavadeiras utilizadas no garimpo foram apreendidas e destruídas, além de motores e outros equipamentos
Agro Mato Grosso
Pane a cada 10 minutos: mais de 400 motoristas pedem resgate na BR-163 durante feriado

Além das panes, 28 pessoas passaram mal durante o trajeto e receberam atendimento nas bases de apoio da concessionária.
A cada 10 minutos um motorista precisou de ajuda na BR-163 durante o feriado prolongado do Dia do Trabalhador, entre sexta-feira (1º) e domingo (3). Ao todo, 412 veículos foram atendidos pela concessionária Nova Rota do Oeste por causa de diferentes tipos de pane.
A maior parte dos atendimentos foi por problemas mecânicos:
- 🧑🔧Falha mecânica: 67% dos casos
- 🛞Falhas nos pneus: 13%
- ⛽Falta de combustível/pane seca: 8%
- 🚘Pane elétrica: 5%
- 🔥Superaquecimento do motor: 4%
Além das panes, 28 pessoas passaram mal durante o trajeto e receberam atendimento nas bases de apoio da concessionária, distribuídas ao longo da rodovia.
Do total de ocorrências, quase metade (46%) foi resolvida ainda na pista, permitindo que os motoristas seguissem viagem sem precisar de remoção do veículo.
Para atender a demanda maior no período, a concessionária informou que reforçou as equipes e reposicionou viaturas em pontos estratégicos da rodovia. Foram usados ambulâncias, guinchos, caminhões-pipa e veículos de inspeção para agilizar os atendimentos.
Quando um motorista pede ajuda, a equipe identifica o local com apoio de câmeras e envia a viatura mais próxima. No local, os profissionais fazem a sinalização da pista e prestam o atendimento necessário. Em casos mais complexos, o veículo é levado por guincho até um ponto de apoio.
Agro Mato Grosso
Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026
Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.
Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.
A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.
No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.
Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.
C/canaonline
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