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24 de junho de 2026

Business

Ano comercial 2025/26 para o algodão começa com contratos em queda em Nova York

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Agosto marca o início oficial do ano comercial 2025/26 para algumas culturas, como é o caso do algodão. Em Nova York, a fibra encerrou a semana com queda de 1,2% no contrato para dezembro de 2025 e de 0,7% para 2026.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (8).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 07/ago cotado a 66,43 U$c/lp (-1,2% vs. 31/jul). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-0,7% vs. 31/jul).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 691 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 – Os mercados financeiros chineses estão se recuperando do impacto inicial do “Tarifaço”, trazendo um otimismo cauteloso para uma possível recuperação do mercado têxtil no próximo ano.

Altistas 2 – Apesar da cautela ainda predominar nas compras a médio prazo, Vietnã, Bangladesh e Indonésia têm comprado visando entrega imediata, incluindo algodão brasileiro.

Altistas 3 – Na sua previsão de julho, o FMI projetou crescimento global de 3,0% para 2025 e 3,1% para 2026, uma revisão para cima em relação às previsões de abril.

Baixistas 1 – Mesmo assim, esses números continuam abaixo do crescimento global de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração da economia mundial.

Baixistas 2 – Segundo o FMI, persistem riscos de baixa devido a possíveis aumentos de tarifas, elevada incerteza e tensões geopolíticas.

Baixistas 3 – Por enquanto, a safra americana está indo bem, sem seca e em condições muito melhores que no mesmo período do ano passado.

Agenda – O mercado aguarda os números de oferta e demanda de Agosto do USDA que serão divulgados na próxima terça-feira (12).

Missão Compradores 1 – Delegação de representantes de fiações dos 6 maiores países importadores de algodão, que representam 80% das importações globais, participaram da 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.

Missão Compradores 2 – O grupo visitou fazendas de algodão, algodoeiras e laboratórios nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás ao longo da semana.

Missão Compradores 3 – Comprimento, resistência e coloração da pluma agradaram Tahrin Aman, da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “O Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, disse.

Missão Compradores 4 – A agenda técnica terminou em Brasília com um workshop sobre qualidade e sustentabilidade do algodão Brasileiro.

Missão Compradores 5 – A Missão Compradores é uma iniciativa do Cotton Brazil, sendo realizada em parceria com ApexBrasil e Anea com os objetivos de aumentar as exportações e a valorizar o algodão brasileiro.

EUA – O USDA reportou estabilidade nas condições das lavouras de algodão em 3/ago, com 55% das lavouras como “boa a excelente“, acima dos 45% do ano passado

China 1 – As exportações chinesas de têxteis e vestuário atingiram US$ 26,766 bilhões em julho, com ligeira queda anual. Desse total, US$ 11,604 bilhões foram de têxteis e US$ 15,162 bilhões de artigos de vestuário.

China 2- No acumulado de jan a jul/2025, o volume exportado chegou a US$ 170,741 bilhões, registrando crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Bangladesh 1 – Segundo notícias locais, produtos de vestuário de Bangladesh com pelo menos 20% de algodão dos EUA terão tarifa de 20% aplicada apenas sobre a parte não americana, aumentando competitividade contra Índia, Vietnã e Paquistão.

Bangladesh 2 – Os exportadores precisarão comprovar a porcentagem e valor do algodão americano usado. A Associação de Fabricantes e Exportadores de Confecções de Bangladesh trabalha em sistema de documentação para atender as exigências dos EUA.

Bangladesh 3 – A medida pode impulsionar a importação de algodão dos EUA para Bangladesh, com potencial para cerca de 476 mil tons após a implementação.

Bangladesh 4 – Com essa nova regra dos EUA, as compras de algodão brasileiro por Bangladesh tendem a cair. Na última temporada, o Brasil foi o 2º maior fornecedor (16,11%), atrás da Índia (19,4%), com Benin (12,03%) e EUA (10,12%) em seguida.

Índia 1 – O governo indiano informou que as importações de algodão do Brasil aumentaram 10x nesta temporada. Os embarques brasileiros saltaram de 11,5 mil tons em 2023/24 para 111,4 mil tons até mai/2025.

Índia 2 – As compras dos EUA também dobraram, passando de 45,7 mil tons para 89,3 mil tons, com forte demanda por fibras extra longas.

Índia 3 – A indústria têxtil indiana pede o fim da taxa de 11% sobre algodão importado, com produção doméstica no nível mínimo em 15 anos e preços acima do mercado internacional.

Índia 4 – Os EUA anunciaram nova tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, válida a partir de 27/ago, elevando a carga tributária total para 50% quando combinada com tarifa já existente. O setor têxtil está entre os principais impactados pela medida.

Paquistão – Setor têxtil paquistanês recebe com cautela tarifa de 19% sobre exportações para EUA, valor 10% menor que o inicialmente ameaçado, garantindo vantagem competitiva frente a outros exportadores regionais.

Turquia – Os EUA anunciaram tarifa de 15% sobre produtos turcos a partir de 8/ago, com o fim da pausa prolongada em tarifas “recíprocas”. A medida afetará diretamente as exportações têxteis do país para o mercado norte-americano.

Brasil – Exportações 1 – As exportações brasileiras de algodão somaram 127,1 mil tons em jul/2025, queda de 24% em relação ao volume exportado no mesmo mês em 2024.

Brasil – Exportações 2 – No acumulado de ago/24 a jul/25, as exportações brasileiras de algodão somaram 2,83 milhões tons, alta de 5,8% em comparação com ago/23-jul24. O volume exportado foi recorde.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (07), foram colhidos no estado da BA 40,56%, GO 69,36%, MA 60%, MG 66%, MS 76%, MT 27%, PI 79,7%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 33,56%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (07), foram beneficiados nos estados da BA 30%, GO 23,9%, MA 8%, MG 29%, MS 28,5%, MT 4%, PI 33,5%, PR 90% e SP 100%. Total Brasil: 11,15%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Abrapa

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Safra paulista 2025/26 avança em milho, café e laranja

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As estimativas de maio para a safra 2025/26 em São Paulo apontam desempenho distinto entre as principais culturas do estado. Milho, café e laranja devem registrar aumento de produção, enquanto soja, trigo, cana-de-açúcar e algodão têm previsão de queda na comparação com o ciclo anterior, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA-SP), com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

Entre os destaques de alta, o café tem produção estimada em 5,6 milhões de sacas, ou 334,5 mil toneladas, avanço de 25,2% sobre a safra passada. O resultado combina expansão de 8,1% na área cultivada e aumento de 18,7% na produtividade. A região de Franca responde por 43,4% da colheita estadual.

Na laranja, a projeção é de 272,6 milhões de caixas de 40,8 quilos, equivalentes a 11,1 milhões de toneladas, crescimento de 10,2% frente à safra anterior. O avanço ocorre com ampliação de 12,2% da área em produção, mesmo com recuo de 2,8% na produtividade.

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No milho, o principal impulso vem da primeira safra, com previsão de 2 milhões de toneladas, alta de 37,1%, apoiada no aumento de 21,1% da área plantada e de 13,2% na produtividade. Já o milho safrinha deve recuar 3,3%, para 2,06 milhões de toneladas, em razão da redução da área cultivada.

Entre as culturas em queda, a soja deve somar 4 milhões de toneladas, volume 2,3% menor que o de 2024/25. A retração está associada à redução de 10,6% da área plantada, em um cenário de margens mais apertadas e custos elevados de produção. A produtividade, por outro lado, avançou 9,3%, favorecida por boas condições climáticas e maior adoção de tecnologia.

O trigo tem produção estimada em 320,7 mil toneladas, baixa de 16,5%, apesar da expansão de 72,1% na área plantada. A produtividade foi projetada em 1.614 quilos por hectare, queda de 51,5%. No algodão, a estimativa é de 27 mil toneladas, recuo de 34,1%, com redução de 29,1% na área cultivada e de 7,1% na produtividade. A cana-de-açúcar destinada à indústria deve atingir 386,2 milhões de toneladas, 1,2% abaixo do ciclo anterior, com área em produção 12,7% menor e produtividade 2,2% maior.

O levantamento para maio mostra uma safra 2025/26 marcada por crescimento em café, laranja e milho no estado de São Paulo, enquanto soja, trigo, algodão e cana-de-açúcar apresentam previsão de produção menor na comparação anual.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Business

Brasil x Escócia: no agro, seleção brasileira dá goleada histórica sobre os britânicos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Nos gramados, o histórico dos embates entre Brasil e Escócia em Copas do Mundo não deixa dúvidas: a seleção brasileira é, sim, superior aos escoceses. Os dois países já se enfrentaram 4 vezes no principal torneio de futebol do planeta, com 3 vitórias do Brasil e 1 empate. No jogo do comércio global, o cenário também é amplamente favorável ao agronegócio nacional.

Em ritmo de ‘aquecimento’ para o confronto entre Brasil e Escócia nesta quarta-feira (24), às 19h, em Miami, nos Estados Unidos, confira os principais destaques que consolidam o agro brasileiro como o ‘craque do jogo’.

Goleada na balança comercial

Segundo dados oficiais do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil fechou 2025 com US$ 4,04 bilhões em exportações para o Reino Unido, bloco comercial integrado pelos escoceses. O resultado garantiu um superávit de US$ 383,4 milhões.

E o ritmo de goleada continua em 2026: no primeiro trimestre deste ano, os embarques do agro para a região somaram US$ 92,13 milhões, um avanço expressivo de 9,5% frente ao ano passado.

Entre os principais produtos exportados, destaque para o complexo soja. Essa fatia de comércio oscila entre 35% e 45% de tudo o agro brasileiro envia para a região. Enquanto o Reino Unido tenta proteger sua pecuária local, os rebanhos britânicos dependem fortemente da soja em grão e do farelo.

Além da soja, o Reino Unido figura entre os destinos mais tradicionais para a carne de frango produzida no Brasil. Se destacam também as exportações de frutas frescas como manga, limão e melão.

O retrospecto em Copas do Mundo

Em Copas do Mundo, Brasil e Escócia não se enfrentam desde 1998 – último ano em que a seleção escocesa participou do torneio. Curiosamente, todos esses confrontos aconteceram válidos pela fase de grupos e o Brasil avançou de fase em todas as edições:

  • Alemanha Ocidental (1974): Brasil 0 x 0 Escócia
  • Espanha (1982): Brasil 4 x 1 Escócia
  • Itália (1990): Brasil 1 x 0 Escócia
  • França (1998): Brasil 2 x 1 Escócia

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Agro Mato Grosso

Incêndios em propriedades rurais: como o produtor deve agir para se proteger MT

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Além dos danos ambientais e econômicos, registro formal da ocorrência e produção de provas são fundamentais para resguardar o produtor de possíveis responsabilizações indevidas

Os incêndios em áreas rurais representam uma das maiores ameaças ao patrimônio, à produção agrícola e à preservação ambiental. Além dos prejuízos causados ao solo, às lavouras, aos animais e às estruturas das propriedades, o produtor rural também pode enfrentar questionamentos e processos relacionados à origem do fogo. Diante desse cenário, especialistas e produtores reforçam a importância de agir rapidamente após uma ocorrência para registrar os fatos e garantir proteção jurídica.

De acordo com o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe muita desinformação sobre a relação entre o produtor rural e as queimadas. Segundo ele, a ideia de que os incêndios são provocados, em sua maioria, pelos produtores não condiz com a realidade do campo.

“A agricultura brasileira sofre diariamente com desinformações e ataques infundados. Na questão das queimadas, uma das principais falácias é que o produtor seria responsável pela maioria dos incêndios. Na prática, o produtor é um dos maiores prejudicados, porque o fogo destrói a matéria orgânica do solo, compromete a fertilidade, reduz a produtividade e ainda coloca em risco lavouras, máquinas, animais e vidas humanas”, afirma.

Belusso destaca que muitos produtores investem em ações preventivas e estruturas de combate inicial ao fogo, como brigadas próprias, tanques de água, tratores e grades para contenção das chamas. Ainda assim, quando um incêndio atinge a propriedade, algumas medidas devem ser tomadas imediatamente.

A principal orientação é comunicar oficialmente os órgãos competentes e registrar a ocorrência por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando o local, a data e as possíveis circunstâncias do incêndio. Outra medida recomendada é a elaboração de uma ata notarial em cartório, documento que registra formalmente a situação encontrada na propriedade após o incidente.

“É importante que o produtor faça o boletim de ocorrência e, se possível, solicite uma ata notarial para documentar os danos e as circunstâncias do incêndio. Isso ajuda a evitar acusações indevidas de crime ambiental e garante que ele tenha elementos para comprovar que também foi vítima da situação”, explica Belusso.

Segundo o representante da Aprosoja MT, muitos incêndios têm origem acidental ou natural, especialmente durante o período seco, quando as altas temperaturas, a baixa umidade e até mesmo a incidência de raios favorecem o surgimento de focos de fogo em áreas de vegetação.

Prejuízos que vão além da área queimada  

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja MT, Yuri Nunes Cervo, conhece de perto os impactos causados pelos incêndios. Em 2020, sua propriedade enfrentou um dos maiores incêndios já registrados na região, com chamas que avançaram por áreas de reserva e exigiram dias de combate intenso.

Segundo ele, o controle do fogo mobilizou praticamente toda a equipe da fazenda, que utilizou abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para tentar conter as chamas em uma área de mata fechada.

“Foram mais de três dias consecutivos de combate dentro da mata. O fogo avançava tanto pelas copas das árvores quanto pela camada de palhada acumulada no solo, o que dificultava identificar onde as chamas estavam se propagando. O calor, a fumaça e as mudanças constantes do vento tornavam a situação extremamente perigosa”, relata.

Além dos danos imediatos, Yuri destaca que o fogo compromete anos de investimentos em conservação do solo. Práticas como o cultivo consorciado, o uso de cobertura vegetal, a integração com a pecuária e a aplicação de insumos biológicos perdem grande parte da sua eficiência quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“Quando o fogo atinge uma área produtiva, ele destrói todo um trabalho realizado para melhorar a qualidade do solo. São perdas relacionadas à matéria orgânica, à microbiota, à ciclagem de nutrientes, ao armazenamento de umidade e a diversos outros fatores que influenciam diretamente a produtividade”, explica.

Além dos prejuízos econômicos, ele ressalta os riscos à segurança dos trabalhadores, dos animais e das estruturas da propriedade, como alojamentos, residências e galpões.

Documentação pode evitar problemas futuros  

Para os produtores, os danos provocados pelo fogo muitas vezes não terminam quando as chamas são controladas. Em alguns casos, mesmo sendo vítima da situação, o proprietário pode enfrentar questionamentos ou investigações sobre a origem do incêndio.

Por isso, é recomendado que o produtor reúna o máximo possível de informações e evidências logo após a ocorrência. Fotografias, vídeos, registros da atuação das equipes de combate, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para demonstrar a origem do incêndio e as medidas adotadas para conter o avanço das chamas.

“Além de lidar com os prejuízos causados pelo fogo, o produtor precisa se preocupar com a segurança jurídica. Registrar os fatos e manter toda a documentação organizada é essencial para comprovar que ele adotou as medidas necessárias e que também foi afetado pela ocorrência”, ressalta Belusso.

Yuri lembra ainda que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos. Segundo ele, produtores rurais têm investido constantemente em capacitação, treinamento de brigadas, integração com o Corpo de Bombeiros e disponibilização de equipamentos para o combate aos incêndios.

“O produtor é o maior interessado em preservar tanto as áreas produtivas quanto as áreas de reserva. Por isso, participa de cursos, mantém contato direto com os órgãos de combate ao fogo e investe em ações preventivas. A preservação é uma necessidade para quem vive da terra”, conclui.

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