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5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Manejo de solo passa a fazer parte do Zoneamento de Risco Climático da soja – MAIS SOJA

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  • Projeto-piloto estará disponível para produtores do Paraná a partir de agosto e vai utilizar um conjunto de indicadores para classificar o nível de manejo das lavouras.
  • Com o ZarcNM, os percentuais de subvenção das apólices de seguro rural serão maiores conforme a classe de manejo, podendo chegar a 35%. O padrão atual para a soja é de 20%.
  • A metodologia da Embrapa avalia qualidade e histórico de manejo do solo, com foco em práticas conservacionistas que aumentam a disponibilidade de água reduzindo os riscos às culturas.
  • A classificação do nível de manejo será gerada em uma plataforma digital, com dados fornecidos por operadores credenciados, como cooperativas, laboratórios e prestadores de serviço..
  • A iniciativa busca incentivar os produtores a adotarem boas práticas e tecnologias mais sustentáveis.

Com um projeto-piloto no Paraná, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para cultura da soja irá considerar, a partir da próxima safra, também a adoção de boas práticas de manejo do solo que aumentam o volume de água disponível para as plantas. A partir de agosto, os produtores que aderirem ao projeto terão acesso a percentuais diferenciados de subvenção nas apólices do seguro rural, de acordo com o nível de manejo adotado na propriedade. A inovação da proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa no Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) pretende contribuir para a mitigação dos riscos climáticos enfrentados pela soja.

A Instrução Normativa Nº 2 de 2025, que regulamenta o ZarcNM, foi publicada no Diário Oficial em 9 de julho, após a Resolução nº 107 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural que aprovou as regras do projeto-piloto. Com isso, o manejo adotado entra no cálculo para avaliação do risco climático da cultura. Nesta fase inicial do projeto, o Mapa destinou R$ 8 milhões.

Segundo o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério, Diego Melo de Almeida, o projeto concretiza a evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). “Esse é um caminho que nós temos perseguido com a Embrapa há, no mínimo, dois anos. A safra de verão será o pontapé inicial, mas esperamos seguir no aprimoramento da metodologia e ampliar o alcance e a alocação de recursos para as próximas safras”, revela.

O pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), diz que essa atualização é crucial em períodos de escassez hídrica, que atualmente representa a principal causa de perdas na produção de grãos de soja no Brasil. “O ZarcNM evidencia a redução de risco por meio de uma estratégia de manejo bem conduzida, uma informação fundamental para o produtor, para as atividades de planejamento agrícola e para o seguro rural”, explica Farias.

De acordo com o cientista, a adoção de práticas conservacionistas é determinante para aumentar a infiltração de água e reduzir o escorrimento superficial, comuns durante chuvas intensas e em grandes volumes. Junto a outras práticas de manejo do solo, elas promovem maior disponibilidade de água às plantas.

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Apresentação no Congresso Brasileiro de Soja 2025

O tema Zarc Níveis de Manejo estará em debate neste dia 22 de julho, às 14h, em um painel do X Congresso Brasileiro de Soja e do Mercosoja 2025. Para discutir a pauta, está prevista uma palestra sobre os impactos das mudanças climáticas sobre a produção agrícola, que será ministrada pelo pesquisador da Embrapa Trigo (RS), Gilberto Rocca da Cunha.

Com relação aos princípios metodológicos e aplicações do ZarcNM, o painel contará com a palestra do pesquisador da Embrapa Agricultura Digital José Eduardo Monteiro. Além disso, as políticas de gestão do risco, no âmbito do ZarcNM, serão apresentadas pelo representante do Ministério da Agricultura, Diego Melo de Almeida, do Departamento de Gesetão de Riscos (Deger). O painel será moderado pelo pesquisador da Embrapa José Renato Bouças Farias.

Durante o Congresso, também será apresentada a publicação Indicadores para classificação dos níveis de manejo no ZarcNM Soja.

Quanto melhor o nível de manejo, maior a subvenção do seguro

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O pesquisador explica que o ZarcNM passará a considerar quatro Níveis de Manejo (NMs), definidos a partir de seis indicadores. Os percentuais de subvenção no seguro rural serão maiores conforme a qualidade do manejo: 20% para as áreas classificadas como Nível de Manejo 1 (NM1), 25% para NM2, 30% para NM3 e 35% para NM4. Pela regra atual do PSR, o percentual de subvenção padrão para a soja é de 20%.

Com base em avaliações de campo conduzidas pela Embrapa em 62 propriedades do Paraná e 201 locais do Mato Grosso do Sul, foi possível validar a metodologia de classificação. Farias explica que o segundo nível do ZarcNM, o NM2, representa a média dos manejos de solo até então adotados nesses estados.

Por outro lado, os níveis seguintes (NMs 3 e 4) pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo, por intermédio do aprimoramento das práticas de manejo. Dessa forma, esses manejos aumentam a disponibilidade hídrica e, assim, reduzem os riscos de falta d’água às culturas.

Já a classificação NM1 revela áreas manejadas de forma inadequada, apresentando limitações nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e, consequentemente, maiores riscos de perdas por déficit hídrico. “O aprimoramento do manejo do solo, por meio de técnicas e práticas comprovadamente eficazes, leva a um aumento significativo na produtividade das culturas, à redução do risco de perdas causadas por condições de seca e ao aumento da fixação de carbono no solo. Além disso, promove a conservação

Para o pesquisador, a adoção dos níveis de manejo nos trabalhos de Zarc permite delimitar as áreas e identificar os períodos de menor risco climático para a implantação da cultura da soja no Brasil. O risco é contemplado não só devido à composição textural do solo, mas também decorrente da interação com o nível de adoção de diferentes práticas de manejo do solo.

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Eduardo Monteiro, coordenador da Rede Zarc Embrapa e pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), acrescenta que o ZarcNM possibilita avaliar com maior precisão o risco associado a cada classe de manejo. “Esse refinamento pode ajudar a identificar oportunidades de ampliação de regiões ou de épocas de cultivo para sistemas de produção em níveis de manejo maiores, com menos risco”, completa.

O mecanismo de subvenção diferenciada do programa de seguro rural vinculado à classificação de nível de manejo também visa incentivar os produtores a adotarem boas práticas e tecnologias mais produtivas e sustentáveis, além de reconhecer aqueles que já fazem isso. “A classificação ZarcNM deve ajudar o produtor a fazer um diagnóstico rápido do seu sistema de produção e identificar pontos-chave que, se corrigidos, podem contribuir para aumentar sua produtividade”, analisa Monteiro.

Indicadores

“Quanto melhor o manejo e maior o histórico de boas práticas, melhores as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, maiores o teor de matéria orgânica, a redistribuição hidráulica, o crescimento do sistema radicular e a produtividade”, ressalta Farias.

Na avaliação do pesquisador, a classificação em níveis de manejo é fundamentada em indicadores objetivos e verificáveis, o que possibilita a implementação de mecanismos de fomento ou incentivos que promovam a melhoria do manejo do solo dentro de programas de política agrícola.

Os seis indicadores considerados são: tempo sem revolvimento do solo, porcentagem de cobertura do solo em pré-semeadura (palhada), diversificação de cultura nos três últimos anos agrícolas, percentual de saturação por bases, teor de cálcio e percentual de saturação por alumínio. Além dos indicadores quantitativos, alguns pré-requisitos precisam ser observados como, por exemplo, semeadura em contorno ou em nível.

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As informações detalhadas sobre a metodologia de classificação podem ser consultadas na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Como vai funcionar

O objetivo do projeto-piloto para a safra 2025/2026 no Paraná é testar o fluxo operacional de uso do ZarcNM no PSR, vinculado a subvenções diferenciadas. A partir dos critérios e indicadores definidos na metodologia, a classificação do nível de manejo da propriedade ou talhão será calculada de forma automatizada por meio de uma plataforma digital desenvolvida pela Embrapa Agricultura Digital, o Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM).

Ele vai funcionar com três conjuntos de informações. O primeiro se refere aos dados para identificação da propriedade e histórico da área, como informações sobre operações mecanizadas, intervenções no solo e cultivos pré-semeadura, importantes para a classificação. O segundo conjunto são informações obtidas por meio de sensoriamento remoto e geoprocessamento, utilizadas para verificação da área. Por fim, o terceiro engloba os resultados das análises de solo de rotina, mas com geolocalização das amostras.

Assim que as informações da área de produção são registradas, o SINM gera a classificação do nível de manejo. Com isso, a seguradora irá submeter a proposta ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que fará a atribuição do percentual de subvenção correspondente ao nível alcançado.

A inserção das informações no sistema será realizada por meio de operadores credenciados previamente, como as cooperativas, seguradoras, laboratórios de análise de solo, empresas de geoprocessamento, órgãos públicos de assistência técnica, entre outros atores interessados. Equipes da Embrapa e do Mapa vem realizando reuniões técnicas com representantes das cooperativas e prestadores de serviço para apresentar o projeto-piloto do ZarcNM e tirar dúvidas sobre o fluxo de operação.

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Monteiro avalia que as cooperativas têm um papel fundamental nessa fase de implementação do projeto-piloto do ZarcNM no PSR. “Algumas cooperativas já mantêm programas de capacitação de produtores e monitoramento da qualidade do manejo nas lavouras, elas têm contato com agricultores que adotam boas práticas, então podem atuar como facilitadoras”, explica.

Uma das cooperativas que participará da fase de implementação do projeto-piloto é Cocamar. “Sempre buscamos estar na linha de frente da inovação no agronegócio, principalmente quando essas inovações beneficiam nossos cooperados. Por isso, participar do projeto-piloto do ZarcNM, em parceria com a Embrapa, será uma experiência extremamente relevante.

Selecionamos 20 cooperados que são referência em boas práticas agrícolas para implementar a proposta e testar na prática a nova metodologia baseada em níveis de manejo”, conta o gerente-executivo técnico da Cocamar, Renato Watanabe.

De acordo com Watanabe, um dos principais desafios foi enquadrar os produtores dentro desses níveis de forma criteriosa, já que cada realidade no campo é única. Ainda assim, a expectativa é que os resultados serão muito positivos. “O ZarcNM traz uma nova perspectiva para a análise de risco climático e abre caminho para políticas públicas mais justas e eficientes, principalmente no acesso ao crédito e ao seguro rural. Acreditamos que essa nova abordagem vai estimular a adoção de práticas mais sustentáveis, além de fortalecer a resiliência das lavouras frente aos desafios climáticos”.

O SINM funciona através de APIs (Interface de Programação de Aplicações), um conjunto de protocolos que permite a comunicação de um sistema para outro, de forma automática e sem manipulação direta dos dados. “Estamos construindo um caminho alternativo para viabilizar a subvenção diferenciada para quem comprova boas práticas, em que a rastreabilidade, a transparência e a verificabilidade das informações são essenciais para todas as partes”, ressalta Monteiro.

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Aqueles que quiserem se credenciar para prover serviços ao setor produtivo como operadores do sistema precisam comprovar capacidade técnica e, no caso dos laboratórios, devem também ter a aprovação em algum dos programas de proficiência em análises de solo. “Neste momento, procuramos facilitar as articulações entre cooperativas, seguradoras, empresas de sensoriamento remoto e laboratórios para atuarem em conjunto e ofertarem soluções integradas, de forma a facilitar a obtenção e registro dos dados necessários para a classificação do manejo”, relata Monteiro.

Candidatos a operadores do SINM podem consultar a documentação técnica e solicitar o credenciamento por meio de um formulário disponível neste link.

A evolução do Zarc

Quando criado, em 1996, o Zarc considerava três classes de água disponível do solo, sendo determinadas apenas pela textura do solo, principalmente pelo teor de argila. A partir de 2022, um novo método de classificação passou a considerar seis classes de água disponível do solo, em função dos teores de areia, silte e argila. A metodologia agora proposta passa a considerar também a estrutura e a fertilidade física, química e biológica, pela influência exercida na disponibilidade hídrica no solo.

Foto de capa: Antonio Neto

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa

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Sustentabilidade

Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

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Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.

Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1).  No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.

Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.

Fonte: Embrapa
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma

A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).

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Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.

Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.

Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.

Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.


Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo


Referências:

CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.

SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.

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SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

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Sustentabilidade

Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

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Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

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Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

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Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

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A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.

Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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