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11 de julho de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -18/07/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana – Bom movimento de alta nos últimos dias, apesar do relatório do USDA levemente baixista da última sexta-feira. Entretanto, o mercado continua indefinido, com as negociações comerciais e clima no hemisfério norte no foco.

Canal do Cotton Brazil – Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 17/jul cotado a 68,80 U$c/lp (+1,6% vs. 10/jul). O contrato Dez/26 fechou em 70,04 U$c/lp (+0,8% vs. 10/jul).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 905 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36)), fonte Cotlook 17/jul/25.

Altistas 1 – EUA e Indonésia fecharam acordo com o país asiático se comprometendo a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com pelo 63 mil tons de algodão. Esse acordo, entretanto pode ameaçar a posição do Brasil neste importante mercado.

Altistas 2 – Apesar das boas condições das lavouras nos EUA, analistas apontam que o clima no Texas foi favorável até 4 de julho, mas secou depois. A previsão continua seca, o que aumenta a volatilidade e sustenta o viés de alta.

Altistas 3 – A volatilidade nos preços do algodão tem sido uma das menores em 30 anos, favorecendo as indústrias têxteis.

Altistas 4 – O principal índice da bolsa de valores de NY, o S&P 500 bateu novo recorde esta semana, impulsionado por resultados corporativos positivos e dados econômicos sólidos dos EUA.

Baixistas 1 – O ambiente já turbulento do comércio internacional piorou com novas tarifas e recentes confusões de interpretação em acordos já fechados. É necessário reduzir essas incertezas para recuperar a confiança do mercado.

Baixistas 2 – As vendas semanais de exportação de algodão dos EUA despencaram, totalizando apenas 5.500 fardos na semana de 10 de julho — uma forte retração em relação aos níveis recentes (-93% em x semana anterior), indicando baixa demanda e enfraquecimento do ritmo comercial.

Baixistas 3 – As importações de algodão pela China continuam em forte queda. Em junho/25, foram apenas 30 mil tons, uma retração expressiva tanto em relação ao ano anterior (-80,6%) quanto ao mês anterior (-13%).

Baixistas 4 – No acumulado de agosto de 2024 a junho de 2025, as importações totalizaram aproximadamente 1.049.456 toneladas, representando uma redução anual de 65,7%. Esses números refletem uma demanda significativamente enfraquecida.

Brazilian Cotton Dialogues 1 – De 20 a 25/jul, a Abrapa, através do programa Cotton Brazil, levará 15 representantes do setor têxtil, marcas, varejistas e do terceiro setor globais a fazendas, algodoeiras e laboratórios em MT, BA e GO para mostrar a produção sustentável do algodão brasileiro.

Brazilian Cotton Dialogues 2 – A comitiva reúne lideranças da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), Better Cotton, IDH, certificadoras, marcas e grupos têxteis com atuação global.

Brazilian Cotton Dialogues 3 – A ação integra o programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea.

EUA 1 – O USDA elevou a produção de algodão dos EUA em 2025/26 para 3,32 milhões tons, com área colhida expandindo 6% para 3,5 milhões ha, mesmo com rendimento caindo 1%, para 907 kg/ha. Estoques finais subiram para 1,05 milhão tons.

EUA 2 – 54% da área de algodão nos EUA foram classificadas como boas/excelentes pelo USDA. Na mesma semana em 2024, esse percentual era de 45%.

China 1 – O Ministério da Agricultura da China manteve as projeções para 2025/26, com estoques finais de 8,23 milhões tons. Produção e consumo permaneceram em 6,25 milhões tons e 7,4 milhões tons, respectivamente.

China 2 – A safra de algodão em Xinjiang, na China, avança moderadamente para esta época do ano. As condições de temperatura e umidade seguem favoráveis ao desenvolvimento da lavoura.

Bangladesh 1 – O governo bengalês busca renegociar a tarifa de 35% com os EUA até 1º de agosto. A ameaça da taxação já desvia pedidos para outros mercados e leva compradores a rever contratos.

Bangladesh 2 – Bangladesh importou 123,3 mil tons de algodão em junho, queda frente a mai/25 e jun/24, com a Zona do Franco Africano liderando as entregas (38%). Brasil (28%), Índia e EUA (13% cada) completaram os principais fornecedores.

Bangladesh 3 – No acumulado dos últimos 11 meses, Bangladesh importou 1,52 milhão tons de algodão (+11% ante 2023/24). A Zona do Franco Africano forneceu 40%, a Austrália 24% e o Brasil, 16%.

Índia 1 – Até 11/jul, a área plantada de algodão na Índia totalizou 9,3 milhões há, 200 mil ha abaixo do registrado na mesma data em 2024 (9,5 milhões ha). A área total prevista é de 12 milhões há.

Paquistão 1 – O Paquistão mantém a produção estimada para 2024/25 entre 1,1 a 1,3 milhão tons de pluma, com lavouras se desenvolvendo de forma satisfatória na maior parte do cinturão do algodão.

Indonésia 1 – EUA e Indonésia fecharam acordo reduzindo de 32% para 19% a tarifa sobre produtos indonésios. Produtos reexportados de países com tarifas mais altas estarão sujeitos a ambas as taxas, embora as exportações dos EUA seguem sem tarifas.

Indonésia 2 – A Indonésia se comprometeu ainda a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com 63 mil tons de algodão (US$ 215 mi) já especificadas, segundo fontes locais. Detalhes sobre prazos e cotas individuais aguardam anúncio oficial.

Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 41,3 mil tons na segunda semana de julho. A média diária de embarque é 36,9% menor que no mesmo período em 2024.

Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (17/07) foram colhidos no estado da BA (39%), GO (43,11%), MA (30%), MG (45%), MS (44%), MT (5%), PI (50%), PR (95%) e SP (93%). Total Brasil: 14,92%.

Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (17/07) foram beneficiados nos estados da BA (15%), GO (10,7%), MA (4%), MG (15%),MS (9,3%), MT (0,2%), PI (22%) PR (80%) e SP (65%). Total Brasil: 4,39%.

Preços – Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 17-07

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: Abrapa



 

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Sustentabilidade

Negócios são contidos em dia de USDA; confira as cotações de soja

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negociações mais contidas no mercado interno, enquanto os melhores negócios foram registrados nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios permaneceram firmes ao longo da semana, sustentando as cotações mesmo com o recuo do dólar.

De acordo com o analista, a Bolsa de Chicago avançou após a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a moeda norte-americana apresentou queda, mas sem grandes oscilações. Com isso, os preços variaram entre estabilidade e alta durante a sessão.

Silveira afirma que o produtor segue cauteloso e continua buscando preços ainda mais elevados para avançar nas negociações.

“O mercado segue com boas indicações, mas o produtor continua cauteloso, buscando cotações ainda maiores”, destaca.

Segundo o analista, a semana foi marcada por um volume expressivo de negócios, impulsionado pelas indicações mais firmes de preços. “O mercado ficou mais animado pelo ponto de vista do vendedor”, resume.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00 por saca
  • Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 por saca
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00 por saca

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a referência em R$ 141,00 por saca, mesmo patamar observado em Rio Grande (RS).

Chicago fecha em alta após relatório do USDA

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a repercussão do relatório mensal do USDA e a confirmação de uma venda de soja norte-americana para a China.

O USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,475 bilhões de bushels na temporada 2026/27, o equivalente a 121,8 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas). O mercado esperava uma produção de 4,457 bilhões de bushels, ou 121,3 milhões de toneladas.

A produtividade foi mantida em 53 bushels por acre.

Já os estoques finais da safra 2026/27 foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que estimava 324 milhões de bushels (8,8 milhões de toneladas). Para a temporada 2025/26, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, enquanto os analistas esperavam 337 milhões.

Outro fator de sustentação dos preços foi o anúncio de exportadores privados norte-americanos sobre a venda de 254 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

No fechamento da sessão, o contrato julho/2026 avançou 14 centavos de dólar, ou 1,18%, para US$ 11,91 por bushel. A posição novembro/2026 subiu 9,25 centavos, ou 0,78%, encerrando a US$ 11,90¾ por bushel. Na semana, o contrato novembro acumulou valorização de 3,62%.

Entre os derivados, o farelo para agosto/2026 avançou US$ 3,00 por tonelada, fechando em US$ 320,40, enquanto o óleo de soja para agosto subiu 0,77%, para 70,46 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar recua na semana

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1068 na venda e R$ 5,1048 na compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0988 e R$ 5,1253. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,19%.

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Sustentabilidade

CESB 25/26: Campeão da Região Norte – Sequeiro obteve 136,64 sc/ha – MAIS SOJA

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Com produtividade de 136,64 sacas por hectare, o produtor Pedro Foresto Crispim, Fazenda Bela, em Goiatins (TO), garantiu o título de campeão da Região Norte, categoria sequeiro, do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB da safra 25/26.

A impressionante produtividade foi obtida em uma área de 2,68 hectares, cujas práticas de manejo foram voltadas à construção da fertilidade do solo, à preservação do perfil físico e ao manejo criterioso da cultura ao longo de todo o ciclo. O histórico da área demonstra uma rotação de culturas envolvendo soja, milho, milheto e braquiária, além de sucessivas correções da acidez com aplicações de calcário e gesso em safras anteriores, além da calagem na safra 25/26, onde também foi realizada adubação de sistema com 300 kg/ha de 00-49-00 + S a lanço.

A cultivar NEO 820 IPRO foi semeada com espalhamento entrelinhas de 50 cm, população planejada de 260 mil plantas por hectare e profundidade de 3,5 cm. O tratamento de sementes continha inseticidas e fungicidas. Para a coinoculação realizada via sulco de semeadura foram utilizados Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum brasilense, associados ao fornecimento de cobalto, molibdênio e níquel. Antes da semeadura também foi realizada dessecação com glufosinato de amônio, glifosato e flumioxazina, enquanto a adubação de plantio contemplou 100 kg/ha de fosfato (00-49-00 + S) e 150 kg/ha de cloreto de potássio (na pré-semeadura).

Durante o desenvolvimento vegetativo, o manejo nutricional incluiu nova aplicação de 150 kg/ha de KCl em V2, reforçando o suprimento de potássio. Paralelamente, foi realizado controle de plantas daninhas com aplicações sequenciais de cletodim e glifosato, além de um programa fitossanitário voltado ao manejo de pragas e doenças. As aplicações combinaram fungicidas protetores e sítio-específicos, inseticidas com diferentes mecanismos de ação e adjuvantes.

Na fase reprodutiva, o manejo foi intensificado com aplicações foliares de macro e micronutrientes, além de nova aplicação de Azospirillum brasilense em R1. O programa fitossanitário foi mantido até R5.5, alternando fungicidas como mancozebe, clorotalonil e difenoconazol, associados ao controle de insetos por meio de inseticidas como bifentrina, acetamiprido, abamectina, piriproxifem, imidacloprido e acefato. Também foi realizada suplementação de potássio em R5.3.

Entre os principais fatores responsáveis pelo elevado rendimento, o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior destaca a fertilidade e perfil do solo, a genética e qualidade das sementes e as boas condições climáticas, com precipitação acumulada de 1026 mm, elevada eficiência climática e agrícola. Esses fatores permitiram expressivo peso de mil grãos (263,3 g) resultando na produtividade de 136,64 sc/ha.

A partir desse ano, os Cases Campeões do CESB passam a ser disponibilizados mediante uma taxa de contribuição simbólica. Essa mudança tem como principal objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade das ações promovidas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), sempre voltadas ao fortalecimento da sojicultura nacional (CESB, 2026).

Clique aqui e confira!



Referências:

CESB. Comitê Estratégico Soja Brasil. Case Campeões, 2026. Disponível em: < https://www.cesbrasil.org.br/category/cases-campeoes/ >, acesso em: 10/07/2026.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações dos Cases CESB.

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Sustentabilidade

recorde histórico de 156,13 sc/ha

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A safra 2025/26 ficará marcada na história da sojicultura brasileira. O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, de Major Vieira (SC), atingiu 156,13 sacas por hectare e se tornou o Campeão Nacional da 18ª edição do Desafio de Máxima Produtividade do CESB — o maior resultado já auditado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil em dezoito anos de competição. Os resultados foram divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho em Indaiatuba (SP).

Mas o recorde individual não é o único dado que chama atenção. A média de produtividade de todas as áreas auditadas pelo CESB nesta safra chegou a 97,25 sc/ha. Mais revelador ainda: todos os dez melhores colocados da edição estão acima de 120 sacas por hectare — um patamar que era considerado fora do alcance prático há menos de uma década.


Uma evolução que os números comprovam

A trajetória do Desafio CESB ao longo de 18 anos deixa claro o avanço da sojicultura brasileira:

Na safra 08/09, o TOP 10 do Desafio registrava média de 77,8 sc/ha. Na safra 25/26, essa mesma faixa está em 138,53 sc/ha — um salto de mais de 60 sacas em menos de duas décadas.

Outro dado que ilustra essa evolução: na safra 08/09, nenhuma das áreas auditadas ultrapassava 90 sc/ha. Em 2025/26, 72% das áreas inscritas estão acima desse patamar. A média histórica do Desafio, ao longo dos 18 anos de competição, é de 84,81 sc/ha.

A edição atual também registrou crescimento de participação: foram 5.300 inscrições contra 4.726 na safra anterior, representando alta de 12%. Produtores de 1.061 municípios e 18 estados participaram, abrangendo 4,8 milhões de hectares — o equivalente a 10% da área brasileira cultivada com soja. O número de auditorias subiu de 812 para 922 áreas, crescimento de 13,5%.


O que explica os maiores resultados: o sistema, não a ação isolada

O ponto central debatido no Fórum foi a lógica que orienta os sistemas de maior desempenho. De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, os pilares que se repetem nas áreas recordistas são: implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de alto vigor, construção e manejo do perfil do solo, nutrição equilibrada ao longo do ciclo, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, e assistência técnica qualificada.

“O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente”, afirmou Silva.

O desejo do CESB, segundo os palestrantes, é que os sistemas de alto rendimento alcancem margem líquida acima de 40% — combinando produtividade, eficiência e rentabilidade como tripé inegociável.


Case Sul/Nacional: 156,13 sc/ha em Major Vieira (SC)

Foto: CESB

A Agrícola Lourival Ruthes colheu 156,13 sc/ha em uma área inserida em um contexto desafiador: janela de semeadura estreita na região e acúmulo de apenas 781mm de chuva no ciclo.

A cultivar utilizada foi a BMX Zeus Ipro, semeada em 11 de novembro com ciclo de 136 dias. A população esperada era de 290.000 plantas/ha e a obtida chegou a 270.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. A maioria das vagens apresentou três grãos, e o Peso de Mil Grãos (PMG) alcançou 243,33g frente à referência da obtentora de 209g — com 235 grãos por planta.

Entre os diferenciais do manejo, destacam-se aplicações foliares em V4 e V6 para melhorar a deposição e absorção dos produtos e prevenção ao mofo branco, além do uso de bico cone para fungicidas em velocidade abaixo de 10km/h. Em R5.5, foi realizada aplicação para o manejo do complexo de manchas, com inclusão de mancozebe — cujo efeito, segundo o consultor Daicon Godeski Moreira, é mais fisiológico do que fungicida nessa janela. A decisão de aplicação foi tomada com monitoramento de 50% dos trifólios ainda verdes.

O custo de produção da área foi de R$ 8.163,53/ha — bem acima do custo médio das áreas auditadas na região, de R$ 4.718,06/ha. A receita bruta alcançou R$ 18.735,60/ha, com preço médio de venda de R$ 120,00/sc. O ROI da área foi de 1,29, com eficiência agronômica de 91% e eficiência climática de 83%.


Case Nordeste: 143,77 sc/ha e a oitava conquista do Grupo Gorgen

Foto: CESB

O Grupo Gorgen, com consultoria de Edinei Fugalli, sagrou-se octacampeão da Região Nordeste na categoria Sequeiro, com 143,77 sc/ha na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA).

A fazenda totaliza 3.300 hectares de soja com média de 95,8 sc/ha. O talhão campeão apresentou eficiência climática de 82% e eficiência agronômica de 92%, com acúmulo de 1.320mm de chuva durante o ciclo e alguns momentos de estiagem.

A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 3 de novembro com 126 dias de ciclo. A população almejada era de 250.000 plantas/ha, com 230.666 plantas/ha obtidas (queda de 8%). A produção sobre algodão — cultura que exporta poucos nutrientes do solo, pois apenas a fibra sai da área — contribuiu para a construção da fertilidade. A resistência de penetração do solo atinge 1,5 MPa acima de 40cm, manejada com escarificação a cada quatro anos nas áreas de algodão.

Um ponto de destaque foi a ausência de glifosato na dessecação pós-emergência. “Um sonho realizado”, segundo o consultor Fugalli. A dessecação em pós foi realizada principalmente para controle do algodão tigueira. O ROI do talhão foi de 1,90.


Case Norte: 136,84 sc/ha com chuvas bem distribuídas no Tocantins

Foto: CESB

Na Fazenda Isabela, em Goiatins (TO), o produtor Pedro Foresto Crispim colheu 136,84 sc/ha com a cultivar NEO 820 Ipro, semeada em 2 de novembro com 123 dias de ciclo. A fazenda tem 1.000 hectares totais, dos quais 435 ha de soja, com média geral de 86 sc/ha.

O acúmulo de chuvas foi de 1.026mm durante o ciclo, com boa distribuição. A eficiência climática foi de 87% e a eficiência agronômica de 91%. A população obtida foi de 220.000 plantas/ha frente a 260.000 almejadas. O PMG alcançou 263,33g contra base de 205g da obtentora.

O ROI foi de 1,55, com preço médio de venda de R$ 118/sc e lucratividade líquida de 60,86% — o que evidencia o papel da rentabilidade como objetivo central do sistema, e não apenas da produtividade máxima.


Case Irrigado: 138,97 sc/ha e o manejo de solos arenosos em Goiás

Foto: CESB

A Fazenda Lago Bonito, do Grupo Santa Vitória, em Mundo Novo (GO), registrou 138,97 sc/ha na categoria Irrigado — recorde histórico do CESB nessa modalidade. A área total da fazenda é de 234 hectares, com média de 92,82 sc/ha. A operação iniciou em 2020 e já no primeiro ano de soja, em 2022, a média foi de 78,9 sc/ha.

O solo arenoso da área (12% argila) exigiu trabalho intensivo de correção de solo, incluindo alumínio tóxico entre 20 e 40cm de profundidade, descompactação com subsolador e uso de Brachiaria piatã para descompactação e translocação de nutrientes no perfil. A chuva acumulada no ciclo foi de 929mm, dos quais 128mm vieram da irrigação.

A cultivar foi a BMX Olimpo Ipro, semeada em 1º de outubro com 129 dias de ciclo. A população esperada era de 180.000 plantas/ha e a obtida foi de 172.000 plantas/ha, com apenas 7% de falhas. O PMG chegou a 193g contra referência de 171g. O custo de produção da área foi de R$ 6.106,33/ha frente a R$ 5.160,00/ha de custo médio regional. O ROI foi de 1,62, com eficiência climática de 72% e eficiência agronômica de 93%.


Case Centro-Oeste: 118,68 sc/ha em Confresa (MT)

Foto: CESB

Na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT), o produtor Rodolfo Schlatter registrou 118,68 sc/ha com a cultivar BMX Olimpo Ipro, semeada em 30 de outubro com 122 dias de ciclo. A eficiência climática foi de 93% e a eficiência agronômica de 78%, com 1.320mm de acúmulo de chuvas no ciclo e solo com boa infiltração até 40cm de profundidade.

A população almejada era de 288.000 plantas/ha, com 251.777 plantas/ha obtidas. A altura de plantas foi de 110cm, com PMG de 220g contra referência de 171g da obtentora. O ROI foi de 1,24.


Case Sudeste: 122,66 sc/ha em Cambuquira (MG)

Foto: CESB

A Agropecuária Três Irmãos, na Fazenda Floresta em Cambuquira (MG), colheu 122,66 sc/ha com a cultivar DM 54IY57 RF12X, semeada em 10 de novembro com 128 dias de ciclo. A produtividade do talhão campeão foi de 86,39 sc/ha, com média da fazenda de 85,83 sc/ha — demonstrando que o talhão auditado supera significativamente a média da propriedade.

A eficiência climática foi de 90% e a agronômica de 79%, com 1.124mm de chuva acumulada no ciclo. O PMG obtido foi de 233,33g frente à referência de 170g, resultado atribuído à fotossíntese prolongada promovida por nutrição adequada ao longo de todo o ciclo. O cálcio esteve acima de 30% da CTC até mais de 1,80m de profundidade.

O custo de produção do talhão foi de R$ 7.218,00/ha ante um custo médio regional de R$ 6.205,00/ha. O ROI foi de 1,17, e a propriedade tem como regra não passar quatro anos sem trigo ou cobertura de inverno em nenhum talhão.


O que o CESB aprendeu em 18 safras

Ao longo de dezoito edições, o Desafio CESB construiu uma das bases de informação mais abrangentes sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. A leitura conjunta dos casos campeões desta safra aponta padrões recorrentes: investimento em manejo de solo e nutrição em profundidade, posicionamento preciso de cultivares, populações de plantas ajustadas ao ambiente, monitoramento rigoroso para decisões de proteção fitossanitária e, sobretudo, manutenção de um sistema de produção coerente ao longo dos anos.

Sérgio Abud – Vice Presidente do CESB Foto: CESB

Como sintetizou Sergio Abud, vice-presidente do CESB: “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo.”

O número de 156,13 sc/ha é a expressão máxima desse esforço. Mas o dado mais estratégico para o produtor talvez seja outro: 72% das áreas auditadas na safra 25/26 já passam de 90 sacas. O teto está subindo — e a distância entre os melhores e a média está diminuindo.

Redação: Equipe Mais Soja com informações da assessoria de imprensa CESB.

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