Connect with us
6 de agosto de 2026

Business

Tarifa dos EUA trava exportação de 2.500 contêineres de manga do Brasil

Published

on

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, manifestou forte preocupação com o anúncio do presidente e pré-candidato Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto. O impacto imediato, segundo ele, recai sobre a manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A medida, segundo Coelho, atinge diretamente a janela de dois meses e meio em que o Brasil tradicionalmente abastece os EUA com manga, em um período planejado com anos de antecedência. “Já foram compradas embalagens, reservados contêineres e firmados contratos com supermercados e importadores. Uma mudança brusca como essa gera insegurança em toda a cadeia”, afirmou.

O setor estima que cerca de 2.500 contêineres de manga seriam exportados durante a temporada. Com a tarifa, esses embarques ficam inviabilizados economicamente. Enviar as frutas para a Europa, segundo Coelho, causaria um colapso nos preços locais, enquanto o redirecionamento ao mercado interno resultaria em excesso de oferta, perda de valor e risco de desperdício.

“O produto poderá chegar a valer zero. E isso significa deixar de colher, perder a produção e enfrentar desemprego em larga escala”, alertou o presidente da Abrafrutas.

A entidade participou de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do governo federal, junto com representantes de outros setores afetados, como carne, peixe, suco de laranja e mel. A proposta do setor é que o Brasil negocie com os Estados Unidos a retirada de alimentos da lista de produtos que receberão a nova tarifa.

“Não podemos aceitar que alimentos sejam taxados dessa forma, especialmente em um mundo onde milhões passam fome. É uma questão humanitária”, defendeu Coelho.

Além da diplomacia oficial, a estratégia da Abrafrutas envolve diálogo direto com importadores americanos, para pressionar o governo local e associações comerciais a reverem a medida.

“É hora de diálogo, bom senso e equilíbrio. Todos perderão com essa taxação”, concluiu.

Continue Reading

Business

Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

Published

on


Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

O post Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

Published

on


Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

Published

on


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

O post Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT