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Tarifa dos EUA trava exportação de 2.500 contêineres de manga do Brasil

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O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, manifestou forte preocupação com o anúncio do presidente e pré-candidato Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto. O impacto imediato, segundo ele, recai sobre a manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A medida, segundo Coelho, atinge diretamente a janela de dois meses e meio em que o Brasil tradicionalmente abastece os EUA com manga, em um período planejado com anos de antecedência. “Já foram compradas embalagens, reservados contêineres e firmados contratos com supermercados e importadores. Uma mudança brusca como essa gera insegurança em toda a cadeia”, afirmou.

O setor estima que cerca de 2.500 contêineres de manga seriam exportados durante a temporada. Com a tarifa, esses embarques ficam inviabilizados economicamente. Enviar as frutas para a Europa, segundo Coelho, causaria um colapso nos preços locais, enquanto o redirecionamento ao mercado interno resultaria em excesso de oferta, perda de valor e risco de desperdício.

“O produto poderá chegar a valer zero. E isso significa deixar de colher, perder a produção e enfrentar desemprego em larga escala”, alertou o presidente da Abrafrutas.

A entidade participou de uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros do governo federal, junto com representantes de outros setores afetados, como carne, peixe, suco de laranja e mel. A proposta do setor é que o Brasil negocie com os Estados Unidos a retirada de alimentos da lista de produtos que receberão a nova tarifa.

“Não podemos aceitar que alimentos sejam taxados dessa forma, especialmente em um mundo onde milhões passam fome. É uma questão humanitária”, defendeu Coelho.

Além da diplomacia oficial, a estratégia da Abrafrutas envolve diálogo direto com importadores americanos, para pressionar o governo local e associações comerciais a reverem a medida.

“É hora de diálogo, bom senso e equilíbrio. Todos perderão com essa taxação”, concluiu.

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Diminuição das chuvas e avanço do greening devem reduzir produção de citros

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Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Capão Bonito

A nova projeção do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) para a safra de laranja 2025/26 acendeu um alerta no setor. A estimativa, divulgada nesta semana, aponta redução de 3,9% na produção do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro em relação ao levantamento de setembro.

Com isso, a maior região produtora de citros do país deve colher 294,8 milhões de caixas de laranja. Quando comparado à primeira previsão apresentada em maio, o recuo é de 6%.

Segundo o Fundecitrus, dois fatores principais explicam o comportamento da safra: a alta taxa de queda de frutos, que atinge 23% devido ao avanço do greening, considerada a doença mais destrutiva dos citros, e a redução no tamanho das frutas provocada pela irregularidade das chuvas.

“Nos meses de maio a novembro, o Parque Citrícula teve chuvas 20% abaixo da média histórica. Em setembro 70% abaixo da média histórica. Então, uma boa parte da safra foi colhida nessas condições de menor quantidade de chuva. Isso impacta no peso das frutas e impacta na projeção final”, destaca o coordenador de pesquisa e estimativa de safra do Fundecitrus, Guilherme Rodriguez.

Segundo Rodriguez, o Fundecitrus segue monitorando o desenvolvimento da safra. A próxima atualização dos números está prevista para 10 de fevereiro de 2026.

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Sistema OCB elege Tania Zanella como primeira mulher presidente-executiva

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Foto: Divulgação

O Sistema OCB elegeu a primeira mulher como presidente-executiva da história da entidade. A nomeação de Tania Zanella foi aprovada na última terça-feira (9) como parte de uma reforma de governança que tem o objetivo de trazer modernização institucional à organização.

A executiva ocupava, desde dezembro de 2024, o cargo de presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), além de ser superintendente nacional do Sistema OCB desde setembro de 2021.

Agora, o novo estatuto do Sistema OCB consolida o modelo dual de governança, separando de forma mais clara as funções estratégicas e institucionais — agora sob comando do presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas — das funções executivas, assumidas por Tania.

“É uma honra assumir esta missão. Sei da responsabilidade, especialmente por ser a primeira mulher nessa posição. Estou pronta para conduzir a gestão com coragem, diálogo e foco em resultados para as cooperativas. Vocês podem contar comigo”, afirmou a nova presidente, durante a 28ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada na Casa do Cooperativismo, em Brasília, onde o anúncio foi oficializado.

De acordo com nota do Sistema OCB, a escolha de Tania foi amplamente celebrada pelas lideranças regionais. Conselheiros destacaram sua capacidade técnica, trajetória no Sistema OCB e postura dialogada.

“Ter a Tania como presidente executiva é um reconhecimento merecido — não apenas pelo seu trabalho, mas pela liderança exercida com competência, serenidade e diálogo”, afirmou Luís Alberto Pereira, representante do Centro-Oeste. Para André Pacelli, do Nordeste, o momento simboliza “um avanço na profissionalização e na inovação que o cooperativismo exige para os próximos anos”.

Além da nova governança, a Assembleia aprovou o plano de trabalho para 2026. Entre as prioridades estão educação política, acompanhamento da aplicação da reforma tributária, uso estratégico de inteligência artificial, fortalecimento do marketplace do cooperativismo e ampliação de ferramentas de inteligência de dados.

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Ex-presidente do Incra vai assumir secretaria de Agricultura em SP

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo de São Paulo vai nomear Geraldo Melo Filho, ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para comandar a Secretaria de Agricultura e Abastecimento a partir de 2026.

A escolha, de acordo com informações de fontes próximas ao governo, ocorre em meio ao processo de transição provocado pela saída do atual secretário, Guilherme Piai (Republicanos), que deixará o cargo no fim deste ano para concentrar esforços em sua pré-campanha para deputado federal.

Geraldo Melo Filho presidiu o Incra entre 2019 e 2022, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, ele dirige o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade sem fins lucrativos que atua na articulação política do setor agrícola, ligada à Frente Parlamentar da Agricultura (FPA).

Piai deve permanecer à frente da pasta até 31 de dezembro. A mudança busca garantir continuidade às políticas em andamento e manter diálogo com o setor produtivo.

No dia 15 de dezembro, o Palácio dos Bandeirantes sediará um evento que marcará a despedida de Piai e apresentará um pacote de entregas da secretaria.

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