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20 de junho de 2026

Business

Pesquisa revela poder dos laranjais brasileiros em capturar carbono

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Os pomares de laranja do cinturão citrícola brasileiro, que abrange o estado de São Paulo e o sudoeste e Triângulo Mineiro, retiram da atmosfera o equivalente a 133 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂). A estimativa faz parte de um estudo da Embrapa Territorial e do Fundecitrus, com apoio do Fundo de Inovação para Agricultores da empresa britânica innocent drinks, publicado na revista Agrosystems, Geosciences & Environment.

Segundo a pesquisa, cada laranjeira fixa 4,28 quilos de carbono por ano em sua biomassa. Em média, cada hectare de produção cítrica remove 2 toneladas de carbono da atmosfera anualmente. “As laranjeiras fixam carbono nas folhas, galhos, tronco, raízes e também no solo, com a decomposição de folhas, raízes finas e restos de poda”, afirma o pesquisador Lauro Rodrigues Nogueira Júnior.

Com base em medições de campo em 80 laranjeiras e dados biométricos de mais de 1.300 árvores, os cientistas desenvolveram modelos matemáticos capazes de estimar o carbono armazenado em cada árvore. O estudo apontou que uma laranjeira armazena, em média, 52 quilos de carbono em sua biomassa viva, o que equivale a 25 toneladas de carbono por hectare — valor superior ao estimado atualmente pelos inventários oficiais de gases de efeito estufa no Brasil, que consideram 21 toneladas por hectare para culturas perenes.

As 162 milhões de laranjeiras com mais de três anos cultivadas em 337 mil hectares nos estados de São Paulo e Minas Gerais armazenam juntas cerca de 8,4 milhões de toneladas de carbono, o que representa a neutralização de aproximadamente 10 dias de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de um brasileiro por árvore.

O estudo também estimou o estoque total de carbono do cinturão citrícola, considerando a biomassa das árvores, o carbono orgânico do solo e a vegetação nativa preservada nas propriedades. O total chega a 36 milhões de toneladas de carbono estocadas, o que equivale a 133 milhões de toneladas de CO₂ que deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Além de mitigar mudanças climáticas, os pomares de laranja contribuem para a biodiversidade. Um levantamento realizado no estudo identificou mais de 300 espécies de animais silvestres convivendo com a produção em cinco propriedades analisadas, principalmente aves e mamíferos. No total, as propriedades citrícolas do cinturão mantêm quase 160 mil hectares de vegetação nativa preservada.

Para ampliar o acesso aos dados, a Embrapa Territorial criou um painel interativo online com os modelos desenvolvidos, permitindo consultas por variedade e classe de idade das árvores. Segundo Lauro, os resultados podem melhorar as estimativas de emissões do setor citrícola e apoiar produtores e empresas que queiram acessar o mercado de carbono.


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Agro Mato Grosso

MT inaugura terminal e 1º trecho de ferrovia inédita que vai ligar 16 municípios

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Mato Grosso inaugurou, neste sábado (20), o trecho inicial da primeira ferrovia estadual em construção no estado. A entrega contempla 162 quilômetros de trilhos e um terminal ferroviário localizado em Dom Aquino, na região sudeste, em uma obra que recebeu investimento privado de R$ 5 bilhões.

Além de autoridades locais, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro dos Transportes, George Santoro, participaram da cerimônia de entrega.

Considerada a maior obra ferroviária em execução no Brasil, a ferrovia estadual terá, ao todo, 740 quilômetros de extensão, conectando os municípios de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, passando por 16 cidades mato-grossenses e incluindo um ramal até Cuiabá.

Atualmente, a carga percorre 600 km em média de carreta da fazenda até Rondonópolis e com o terminal Dom aquino vai diminuir pra 150 km.

Segundo a concessionária Rumo Logística, responsável pela obra, além de ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual, especialmente soja e milho, a ferrovia vai conectar Mato Grosso à malha ferroviária nacional, permitindo que os produtos produzidos no estado cheguem ao Porto de Santos. O modal também deve facilitar a chegada de produtos e insumos de outras regiões do país ao estado.

🚂A estrutura

 

Terminal e primeiros trechos da Ferrovia Estadual são entregues em MT — Foto: Wellington Nascimento/TVCA

Terminal e primeiros trechos da Ferrovia Estadual são entregues em MT — Foto: Wellington Nascimento/TVCA

A obra do primeiro trecho também incluiu a construção de 11 pontes e viadutos. O terminal ferroviário, instalado às margens da BR-070, entre os municípios de Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste, já está pronto para operação.

Com área total de 200 hectares, o terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura conta com cinco tombadores, sistema capaz de descarregar até 35 caminhões por hora e carregamento ferroviário para até 16 vagões por hora.

A infraestrutura inclui ainda quatro balanças rodoviárias, capacidade estática para armazenar até 42 mil toneladas, edificações de apoio aos motoristas e estacionamento com capacidade para até 250 caminhões.

Durante o pico das obras no terminal, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, a previsão é de geração de aproximadamente 200 postos de trabalho permanentes.

O complexo ferroviário ocupa uma área de cerca de 2 milhões de metros quadrados, em território de Dom Aquino, próximo ao limite com Primavera do Leste. A expectativa é de que o empreendimento impulsione a economia da região sudeste de Mato Grosso e beneficie municípios vizinhos.

Liderança na produção de grãos

 

Mato Grosso se mantém na liderança da produção de grãos — Foto: Secom-MT

Mato Grosso se mantém na liderança da produção de grãos — Foto: Secom-MT

Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, mantendo-se como o principal polo agrícola do país.

Dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta semana apontam que, na safra 2025/26, Mato Grosso se mantém na liderança da produção. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13.

A Conab projeta que para o estado uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, sobre uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior.

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‘Brasil está ficando grande demais para ser ignorado’: desafios do agro no novo cenário global

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Imagem criada por IA para o Canal Rural

Exigências ambientais mais rígidas, mecanismos de rastreabilidade e novas barreiras comerciais estão redesenhando as regras do comércio internacional. Diante desse cenário, uma pergunta ganha força entre especialistas e representantes do agronegócio: o Brasil está preparado para atender às novas demandas dos mercados globais?

Esse foi o principal debate de um evento realizado na última quarta-feira (17), em São Paulo, que reuniu representantes do setor produtivo, da academia e do mercado.

“Somos bons em criar leis, mas não somos tão bons em implementá-las”, resumiu Leonardo Munhoz, advogado no VBSO e doutor em direito agroambiental. Ele também é autor do livro “Restrições Ambientais ao Comércio Internacional e o Direito: O Agronegócio do Brasil está preparado?”, lançado durante o evento.

Ao longo da programação, especialistas discutiram os impactos das novas exigências ambientais sobre o comércio internacional e os desafios que elas impõem ao agronegócio brasileiro. O discurso de abertura ficou por conta do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Ingo Plöger.

Segundo ele, a capacidade do Brasil de produzir alimentos e proteínas animais em larga escala e com preços competitivos aumenta a pressão de produtores locais por mecanismos de proteção em diferentes mercados. “O incômodo dos outros países não é a quantidade, mas a indução do preço”, afirmou.

Comércio internacional e competitividade

Entre os temas discutidos estiveram a rastreabilidade da produção, a importância do Código Florestal, os mercados de carbono e os desafios de governança para atender às crescentes exigências dos compradores internacionais.

De um lado, a legislação florestal brasileira, que é considerada uma das mais rígidas do mundo; de outro, o desafio de conseguir gerenciar essas normas. De acordo com Munhoz, o Brasil não consegue estruturar a governança necessária para isso. Nesse contexto, ele reforça que o país está “parcialmente” preparado, o que não é suficiente para os desafios que se desenham.

“Falta uma resposta mais efetiva do Estado, tanto para fiscalização e punição quanto para a gestão de mecanismos econômicos, como o mercado de carbono, os programas de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) e os órgãos gestores desses sistemas”, disse.

Desafios da inclusão

Outro ponto levantado durante o evento foi o impacto das novas exigências sobre diferentes perfis de produtores. Para o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV Agro, Guilherme Bastos, a maior parte da cadeia exportadora brasileira já atende aos requisitos exigidos pelos mercados internacionais.

“Boa parte desse comércio exportador está aderente às normas. Eles cumprem as exigências”, afirmou.

Na avaliação dele, o desafio está principalmente em ampliar a inclusão de pequenos e médios produtores nas cadeias voltadas à exportação. “À medida que você vai aumentando a barra, vai tornando mais difícil cumprir as exigências. Com isso, só consegue atender quem é grande, estruturado e tem margem para fazer isso”, destacou.

Segundo Bastos, sem mecanismos que facilitem a adaptação às novas demandas, parte dos produtores pode acabar direcionando sua produção apenas ao mercado doméstico.

Preocupação ambiental ou protecionismo?

A lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês) continua sendo o maior motor dessa transformação no comércio internacional. Na prática, o regulamento do bloco proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. Itens como café, cacau, soja e madeira do Brasil serão impactados.

Para Munhoz, a decisão envolve dois aspectos principais. “É proteção ambiental ou há algum aspecto de protecionismo por trás dessa justificativa?”, questionou.

Segundo ele, a preservação ambiental passou a ocupar espaço central nas discussões globais e vem sendo incorporada cada vez mais às regras que orientam o comércio internacional.

“As medidas ambientais e a preservação do meio ambiente são preocupações que vêm dominando a pauta e estão sendo incorporadas às jurisprudências internacionais, tanto da OMC quanto da Corte Internacional de Justiça”, explicou.

Nesse contexto, Munhoz avalia que normas e diretrizes que antes tinham caráter apenas orientativo vêm ganhando força prática nas relações comerciais entre os países. “O que era um soft law, não vinculante, está se tornando cada vez mais vinculante”, disse.

Apesar dos desafios, a avaliação predominante entre os participantes foi de que o Brasil reúne condições para manter uma posição de liderança no comércio global de alimentos. “O Brasil está ficando grande demais para ser ignorado”, afirmou Giuliano Ramos Alves, diretor do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg) da Abag.

Para isso, porém, será necessário avançar em áreas como governança, rastreabilidade e implementação das normas já existentes, transformando diferenciais como a agricultura tropical e o Código Florestal em vantagens competitivas cada vez mais reconhecidas pelos mercados internacionais.

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Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo

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O Dia do Vinho Brasileiro será celebrado neste domingo (21), em Bento Gonçalves e Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com correalização do Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A programação reúne ações abertas ao público e voltadas à divulgação de vinhos, espumantes e sucos de uva.

Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Praça das Rosas receberá o evento das 10h às 19h. Segundo o material divulgado, 11 vinícolas participarão da exposição com comercialização e degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva: Amitié, Artisti, Casa Ottone, Cave Bertamoni, Gallon, Nova Aliança, Peterlongo, Piccola Cantina, Sotterrani, Speranza e Rotava. Os 50 primeiros clientes de cada vinícola receberão taças personalizadas.

A programação no município também inclui opções de gastronomia e atrações artísticas. A correalização local é da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, com apoio da Sicredi Serrana e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH).

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Em Dom Pedrito, a ação será realizada das 14h às 18h, na Rua Coberta, junto à Praça General Osório. O evento prevê degustação de vinhos e sucos de uva. De acordo com o texto de divulgação, esta é a primeira vez que a região vitivinícola da Campanha Gaúcha promove uma ação para marcar a data. A correalização é da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com estudantes, servidores e professores do curso de Enologia, e apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito.

O Consevitis-RS informou que o Dia do Vinho Brasileiro é comemorado oficialmente no primeiro domingo de junho, com ações ao longo de todo o mês. A data foi instituída a partir do Projeto de Lei 3801/2004. No Rio Grande do Sul, há também uma lei estadual própria, promulgada em dezembro de 2003, que estabelece o período de celebrações do vinho brasileiro.

Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, as iniciativas buscam aproximar o público dos produtos e homenagear a cultura vitivinícola brasileira. Em caso de chuva, os eventos serão transferidos para domingo (28).

Os dois eventos são abertos ao público e concentram ações de divulgação da cadeia vitivinícola gaúcha. O material fornecido não informa estimativa de público, volume de produtos comercializados ou impactos econômicos diretos para produtores e vinícolas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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