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Produção de algodão na China pode superar 7 mi/t pelo segundo ano consecutivo

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As previsões para a produção de algodão no Brasil e na Austrália seguem elevadas, assim como para a China, onde espera-se uma safra superior a sete milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno do consumo permanecem diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (21).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quarta-feira, 18/jun, cotado a 64,84 U$c/lp (-0,5% vs. 12/jun). O contrato Dez/25 fechou em 66,67 U$c/lp (-1,2% vs. 12/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 991 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 18/jun/25).

Baixistas 1 – O contrato Dez/25 atingiu o menor patamar desde abril, pressionado por oferta abundante e demanda fraca.

Baixistas 2 – A produção no Brasil e Austrália permanece elevada. Na China, espera-se safra maior que 7 milhões de tons pelo segundo ano consecutivo.

Baixistas 3 – O consumo segue incerto diante de altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

Altistas 1 – Embora o USDA esteja projetando produção de 14 milhões de fardos este ano nos EUA, muitos analistas acreditam que essa previsão ainda está superestimada, especialmente diante das condições atuais de área e clima.

Missão Ásia 1 – A Abrapa encerrou com sucesso a missão na Ásia. Na segunda (16), o seminário Cotton Brazil Outlook reuniu os principais industriais têxteis da Coreia do Sul em Seul. O evento foi realizado em parceria com a SWAK, principal entidade do setor têxtil Coreano.

Missão Ásia 2 – O governador de MT, Mauro Mendes, prestigiou o evento com sua comitiva, assim como a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner.

Missão Ásia 3 – A missão faz parte do programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea. Antes de Seul, a comitiva brasileira composta por produtores e traders brasileiros esteve no Congresso Chinês de Algodão em Guangzhou (China), e em Taipei (Taiwan).

Better Cotton Conference 1 – A Abrapa destacou durante a Better Cotton Conference a contribuição do cotonicultor brasileiro para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Better Cotton Conference 2 – O tema foi abordado pelo diretor da Abrapa, Marcelo Duarte, durante sua palestra no evento, que ocorreu nesta semana em Izmir, Turquia.

Better Cotton Conference 3 – O diretor da SLC Roberto Acauan participou de importante painel na plenária principal do evento. Roberto apresentou as ações do grupo para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Better Cotton Conference 4 – A delegação brasileira que participou do evento, com representantes da Abrapa e da Anea, ainda realizou importantes reuniões para nosso setor durante o evento na Turquia.

Better Cotton Conference 5 – A Better Cotton anunciou que se tornará um padrão regenerativo nos próximos 12 meses, atualizando seus Princípios e Critérios, implementando uma estrutura de relatórios baseada em resultados socioambientais.

Better Cotton Conference 6 Nick Weatherill foi apresentado como novo CEO da Better Cotton, substituindo Alan McClay após 10 anos. Ex-diretor executivo da International Cocoa Initiative, Weatherill traz ampla experiência em sustentabilidade.

Better Cotton Conference 7 – O primeiro compromisso internacional de Nick como CEO será uma viagem ao Brasil em Julho, em parceria com Abrapa e Anea.

EUA – O plantio nos EUA está chegando ao fim. O trabalho está quase concluído em seis dos 15 principais estados produtores e 85% da área estimada foi plantada até 15/jun (5 p.p. a menos que a média de cinco anos).

China 1 – As importações de algodão pela China em maio somaram cerca de 40 mil tons. Desde Out/16 os números não eram menores que 50 mil tons. O volume acumulado em 2024/25 é de 1,05 milhão de tons (contra 2,9 milhões tons da temporada passada).

China 2 – Importações de fios de algodão pela China atingiram 100 mil tons em maio (-7% X abr/25 e abaixo também de mai/2024). No acumulado da temporada, o total é de 1,06 milhão tons (contra 1,3 milhão em 2023/24).

China 3 – Observadores locais continuam prevendo um aumento na produção chinesa de algodão este ano, mesmo com o clima mais quente em Xinjiang.

Paquistão 1 – O plantio já foi concluído em muitos distritos paquistaneses.

Paquistão 2 – Entra em vigor em 1º de julho o imposto de 18% sobre fios importados. Fiações paquistanesas já preveem aumento de preços no mercado interno.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 71,9 mil tons na primeira semana de maio. A média diária de embarque é 10,3% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (19/06), foram colhidos no estado da BA (6%), GO (30,55%), MG (25%), MS (2,25%), PI (9%), PR (75%) e SP (76,5%). Total Brasil: 2,42%.


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Dia do Feijão: data celebra alimento que está presente há séculos no prato do brasileiro

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Dia do Feijão, comemorado nesta terça-feira (10), celebra um dos alimentos que “dez em dez brasileiros preferem”, como diz o trecho da música “Feijão Maravilha”, composta por Gonzaguinha.

No entanto, o feijão tem sido cada vez menos consumido nos últimos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2023 cada brasileiro consumiu, em média, 12,8 kg de feijão por ano, abaixo dos 18,8 kg registrados em décadas anteriores, reflexo das mudanças nos hábitos alimentares e do aumento do consumo de produtos ultraprocessados.

Presente no cardápio dos brasileiros desde antes da chegada dos portugueses, no século XVI, o feijão tem origem que remonta a cerca de 10 mil anos antes de Cristo. Descobertas arqueológicas indicam que as primeiras plantações ocorreram na região do atual Peru.

No Brasil, após a colonização portuguesa, novas variedades foram incorporadas ao cultivo, enquanto a influência africana trouxe diferentes formas de preparo. Esse processo ajudou a consolidar o feijão como base da alimentação diária. Ao longo dos séculos, o grão tornou-se essencial na rotina alimentar brasileira, atravessando gerações e marcando presença em receitas do dia a dia e em pratos tradicionais como feijoada, baião de dois e feijão-tropeiro.

O alimento se destaca por apresentar um perfil nutricional diferenciado, que combina proteínas vegetais, fibras, ferro, vitaminas do complexo B e minerais essenciais. Estudos indicam que o consumo regular contribui para o controle da glicemia, promove maior saciedade e auxilia na redução do risco de doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.

Pesquisas publicadas na revista Nutrition Journal mostram que dietas que incluem feijão e outras leguminosas podem reduzir a HbA1c em cerca de 0,5% em três meses em pessoas com diabetes tipo 2. Além disso, esses alimentos colaboram para o controle da glicemia, o aumento da saciedade e a manutenção da saúde metabólica. A HbA1c é um marcador que indica a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses e é utilizado para avaliar o controle do açúcar no organismo.

O feijão consumido pelos brasileiros também se destaca pela diversidade de tipos e propriedades nutricionais. Entre os mais populares estão o carioca, preto, fradinho e branco, cada um com características próprias. O feijão preto e o fradinho apresentam maior teor de ferro e antioxidantes; o carioca se destaca pelo equilíbrio entre sabor, digestibilidade e fibras; e o feijão branco oferece boas quantidades de proteínas, fibras e minerais essenciais. Essa variedade reforça a presença do feijão como um alimento essencial para uma alimentação saudável, aliando tradição, sabor e valor nutricional.

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3ª reestimativa da safra de laranja reduz produção para 292,6 milhões de caixas em SP e MG

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Foto: Mapa/divulgação

A terceira reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro projeta uma produção de 292,60 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com o levantamento divulgado pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10). O volume representa uma redução de 0,7% em relação à segunda reestimativa, divulgada em dezembro de 2025, que apontava 294,81 milhões de caixas, e queda de 7% frente à estimativa inicial de maio, de 314,60 milhões de caixas.

A revisão para baixo é atribuída, principalmente, à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal. De acordo com dados da Climatempo Meteorologia, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a precipitação acumulada no parque citrícola foi 10% inferior à média histórica, somando 862 milímetros, contra 959 milímetros do padrão registrado entre 1991 e 2020.

Até meados do mês de janeiro, aproximadamente 87% da safra já havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto, uma grama abaixo da projeção anterior. Esse recuo elevou a quantidade de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg, que passou de 265 para 267 frutos.

No caso das variedades tardias, a colheita da Valência e da Folha Murcha atingiu 75%, com nova estimativa de peso médio de 161 gramas por fruto. Já a variedade Natal alcançou 77% da colheita, com peso médio projetado em 163 gramas. Com isso, o número de frutos por caixa subiu de 248 para 253 nas variedades Valência e Folha Murcha. No caso da Natal, foi de 248 para 250 frutos.

Clima

Apenas nas regiões do setor Sul (Porto Ferreira e Limeira), o volume acumulado de chuva registrado de janeiro a maio foi superior ao da média da série para as regiões – 1.052 mm ante a média de 917 mm (+15%) e 1.075 mm ante a média de 1.036 mm (+4%), respectivamente.

Nas demais dez regiões do cinturão, choveu menos do que a média histórica. As regiões do setor norte (Triângulo Mineiro, Bebedouro e Altinópolis) continuam com os maiores déficits hídricos – 644 mm ante a média de 916 mm para a região (-30%), 629 mm ante 922 mm (-32%) e 768 mm ante 1.045 mm (-26%), respectivamente.

Queda nos frutos

A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa, o maior patamar observado ao longo de 11 safras. O índice reflete o aumento da severidade do greening nos pomares. Entre as variedades, a taxa segue em 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi, em 18,5% para as demais variedades precoces, em 22% para a Pera, em 25,6% para Valência e Folha Murcha e, para a variedade Natal, 28,5%.

Na análise regional, a queda de frutos acompanha a incidência e a intensidade da doença, sendo mais elevada nos setores Sul, Centro e Sudoeste do cinturão citrícola e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é conduzida pelo Fundecitrus em parceria com o professor titular aposentado da FCAV/Unesp, José Carlos Barbosa.

Relatório completo em: https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Reestimativa-da-Safra-de-Laranja.pdf.

Versão em inglês:  https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Orange-Crop-Forecast-Update.pdf.

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Conab: plantio de soja chega a 99,7% no Brasil

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Foto: Loren King/Pixabay

O plantio de soja chegou a 99,7% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura atingia 99,6%, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 99,5% da área, índice 0,2 ponto percentual inferior ao registrado atualmente.

Plantio por região no Brasil

Por região, os maiores índices de plantio são observados nos estados de Tocantins, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, todos com 100% da área semeada. O estado do Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 99%, enquanto o Maranhão registra 95% da área plantada.

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