Sustentabilidade
veja as cotações no pós-feriado

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas mudanças nesta terça-feira (13), com oscilações mistas nas cotações e baixa movimentação nos negócios.
O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os produtores seguem fora das negociações, concentrados no avanço dos trabalhos de plantio, enquanto poucos compradores participaram da sessão.
Na Bolsa de Chicago, o mercado apresentou maior volatilidade, mas encerrou com perdas leves. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, sem alterações importantes, contribuindo para as oscilações mistas dos preços no físico.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 148 para R$ 147
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 149 para R$ 148
- Cascavel (PR): seguiu em R$ 144,50
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 142
- Dourados (MS): diminuiu de R$ 141 para R$ 140
- Rio Verde (GO): ficou em R$ 140
- Portos de Paranaguá (PR): seguiu em R$ 155,50
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 157 para R$ 156
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. As cotações caíram pela segunda sessão seguida, pressionada pelo bom avanço da colheita nos estados e pela ausência de demanda chinesa.
De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira (13), as condições das lavouras norte-americanas de soja eram as seguintes até o dia 11:
- 57% estavam entre boas e excelentes condições;
- 29% em situação regular; e
- 14% em condições entre ruins e muito ruins.
Na semana anterior (4 de outubro), os índices eram de 57%, 29% e 14%, respectivamente. Na sexta passada, o USDA confirmou que a safra deve ser cheia nos Estados Unidos.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 4,00 centavos de dólar ou 0,31%, a US$ 12,83 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,00 por bushel, com retração de 4,75 centavos de dólar ou 0,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,50 ou 1,46% a US$ 370,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,02 centavos de dólar, com perda de 0,61 centavo ou 0,88%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,74%, negociado a R$ 5,0228 para venda e a R$ 5,0208 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9898 e a máxima de R$ 5,0293.
Sustentabilidade
Comercialização de algodão da safra 2025/26 soma 78,74% no MT – Imea – MAIS SOJA

Em setembro/26, a comercialização da pluma da safra 25/26 em Mato Grosso atingiu 78,74% da produção estimada, avanço de 3,21 p.p. ante ago/26, mantendo-se à frente do ritmo observado na safra passada.
Apesar do recuo dos preços na bolsa de Nova York no mês, as cotações permaneceram em patamares atrativos aos produtores, estimulando o avanço dos negócios, com preço médio de R$ 137,28/@, queda de 1,48% no comparativo mensal.
No caroço, as vendas também avançaram e alcançaram 69,14% da produção estimada, com preço médio de R$ 756,80/t, recuo de 0,43%.
Para a safra 26/27, a comercialização da pluma chegou a 43,38% da produção projetada, alta de 4,05 p.p. no mês. As vendas seguiram aquecidas e, mesmo com desvalorização da fibra, preços favoráveis incentivaram a fixação antecipada da produção, com média de R$ 138,64/@, recuo de 1,31% ante ago/26.
No caroço, as vendas atingiram 12,71%, avanço de 3,73 p.p., com queda no mês de 0,96% e com preço médio de R$ 752,55/t.
As informações constam no Boletim Semanal do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda – MAIS SOJA

As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar frente ao Real e da retração de compradores. Segundo o Cepea, a queda nos preços internacionais (o que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas.
Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo.
O Centro de Pesquisas destaca que parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis. Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Agro Mato Grosso
Bayer destaca inovação e sustentabilidade do algodão brasileiro

No Congresso Internacional Brasil 2026, empresa aborda qualidade da fibra, novas aplicações industriais e redução de emissões
A inovação no campo é um dos caminhos para impulsionar a qualidade do algodão e alinhar a produção agrícola às crescentes demandas da indústria têxtil e de confecção por matérias-primas mais sustentáveis e funcionais. Essa discussão estará em pauta no Congresso Internacional Brasil 2026, realizado em Fortaleza (CE), nos dias 14 e 15 de outubro, com o tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades”. A Bayer participa do evento com soluções para a produção do algodão, além de reforçar o papel estratégico do país no mercado global e apresentar novas possibilidades de uso da fibra na indústria.
O algodão brasileiro ganha cada vez mais destaque no mercado global. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a produção de mais de 4,1 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, o que mantém o país na liderança das exportações mundiais. “O Brasil alia eficiência e alta qualidade no cultivo do algodão. Produzimos uma fibra de excelência e ocupamos uma posição privilegiada ao unir escala e tecnologia na cotonicultura. A Bayer apoia essa evolução ao trabalhar com um portfólio sob medida para dar suporte ao produtor em todas as etapas do plantio”, afirma o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente (na foto).
Mais do que uma escolha para o vestuário, a ciência comprova que o algodão oferece vantagens funcionais superiores no setor de roupas esportivas. Um estudo da Universidade de Ghent, na Bélgica, publicado no periódico Applied and Environmental Microbiology, comprovou que roupas de ginástica em poliéster favorecem a proliferação da bactéria responsável pelo odor desagradável do suor, enquanto o algodão inibe essa proliferação e previne o mau cheiro.
Já na área da saúde, especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam o uso de peças íntimas de algodão devido à sua capacidade de permitir a circulação de ar e a respirabilidade da pele para prevenir infecções e odores.
“Além de ser uma matéria-prima essencial para a confecção de roupas, o algodão possui características únicas de conforto, respirabilidade, renovabilidade e biodegradabilidade. Paralelamente à sustentabilidade da fibra, o setor pode explorar novas possibilidades de uso e agregar funcionalidade e inovação tecnológica às peças”, acrescenta o diretor de Negócios de Algodão da Bayer.
No campo da tecnologia médica, um estudo publicado no jornal Advanced Functional Materials aponta o desenvolvimento de um curativo feito com fibras de algodão que libera medicamentos de forma controlada para acelerar a regeneração de feridas na pele. E o aproveitamento do algodão se estende ainda à produção de óleo comestível, cosméticos, ração animal, fertilizantes e biodiesel; uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis que ajuda a diminuir as emissões de carbono no setor de transportes.
“Reforçamos os diferenciais socioambientais do algodão brasileiro. Mais de 90% da produção é cultivada em regime de sequeiro, e a maior parte da produção nacional é certificada. Por meio da plataforma PRO Carbono da Bayer, é possível identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las”, explica Fernando Prudente. “Para aproximar o campo do consumidor final, apoiamos iniciativas como o movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que promove o consumo consciente e valoriza a matéria-prima brasileira ao incentivar peças com, no mínimo, 70% da fibra natural em sua composição”, pontua.
Como parte da programação do Congresso, Prudente participará do painel “O Futuro das Fibras”, ao lado de representantes da cadeia, para debater o papel do algodão em um mercado global cada vez mais exigente em sustentabilidade e rastreabilidade. “As transformações que deverão moldar o mercado de fibras nos próximos anos estarão em pauta, bem como a busca por matérias-primas mais sustentáveis e o desenvolvimento de fibras funcionais”, conclui o executivo da Bayer.
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