Connect with us
13 de outubro de 2026

Business

tecnologia brasileira ganha espaço no campo

Published

on

O Dia Mundial dos Fertilizantes é celebrado nesta terça-feira (13). Por mais que a data remeta a um insumo fundamental para a produção de alimentos, ela também lembra o Brasil de um número incômodo: cerca de 85% dos adubos utilizados no país são importados.

No entanto, existe uma parte da nutrição de plantas que é pesquisada, formulada e fabricada no país, e que ganha ainda mais relevância quando o produto que vem de fora fica mais caro e mais escasso.

É o caso dos fertilizantes líquidos e, entre os bioinsumos, dos inoculantes, produtos à base de bactérias que fixam o nitrogênio do ar e o disponibilizam para a planta. De acordo com a CropLife Brasil, no primeiro semestre de 2026, a área tratada com bioinsumos somou 46,2 milhões de hectares.

Desse total, os inoculantes responderam por 9,4 milhões de hectares, alta de 38,6% sobre o mesmo período de 2025, embora o faturamento do segmento tenha recuado 21,5%, para R$ 107 milhões.

“O Brasil tem uma indústria de nutrição de plantas que nunca parou de produzir e de inovar. São empresas que desenvolvem tecnologia para o solo tropical, com quem trabalha nele todos os dias”, afirma o CEO do Grupo GIROAgro, Leonardo Sodré.

Advertisement

O tema ganha peso em um ano de adubo mais curto. As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro caíram 8,8% entre janeiro e julho, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), enquanto a Conab projeta 181,64 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27.

Nesse cenário, a recomendação da empresa é extrair mais de cada quilo de nutriente. Análise de solo, parcelamento das doses, tecnologia de aplicação e formulações líquidas que reduzem perdas permitem ajustar a nutrição ao longo do ciclo, de forma complementar à adubação de base.

Os inoculantes entram na mesma lógica: reduzem a necessidade de nitrogênio mineral em culturas como a soja, mas não substituem a adubação com fósforo, potássio e micronutrientes.

“Produzir mais fertilizante no Brasil é metade da resposta. A outra metade é usar melhor o que se tem. Fazer cada quilo de nutriente chegar à planta também é reduzir a dependência”, conclui Sodré.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Produtor rural pode solicitar câmeras de segurança pelo Vigia Agro em MT; veja como

Published

on

Programa da Sesp-MT oferece equipamentos de videomonitoramento e armazenamento de imagens em nuvem; adesão exige cadastro, documentos e envio de formulários

Produtores rurais de Mato Grosso podem solicitar a adesão ao programa Vigia Mais MT/Vigia Agro, iniciativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) que busca ampliar o monitoramento de áreas rurais e reforçar o combate à criminalidade no campo. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os interessados sobre os procedimentos necessários para participar.

O programa prevê a disponibilização de câmeras de videomonitoramento, sistema de gerenciamento e armazenamento de imagens em nuvem por até 10 dias. A estrutura pode contribuir para monitorar estradas vicinais, rodovias e pontos de acesso às propriedades rurais, auxiliando o trabalho das forças de segurança pública.

Para solicitar a adesão, é necessário realizar o cadastro, reunir a documentação exigida e encaminhar os formulários previstos no Edital nº 001/2023, conforme as orientações da Sesp-MT.

Como solicitar a adesão ao Vigia Agro

O primeiro passo é acessar o portal oficial do programa e localizar o formulário de habilitação.

Acesse o portal: Vigia Mais MT — Sesp-MT

Advertisement

O representante legal do interessado deve preencher as informações solicitadas e organizar os documentos necessários para dar continuidade ao processo.

1. Reúna os documentos exigidos

A documentação indicada para a habilitação inclui:

  • Documento de identidade com foto ou equivalente do representante legal;
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) do representante legal;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Federal, em primeiro e segundo graus;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Estadual, em primeiro e segundo graus;
  • Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • Ato constitutivo que comprove a representação legal;
  • Comprovante de endereço da matriz do proponente;
  • Documento de propriedade do imóvel correspondente ao endereço informado.

No caso de imóvel alugado, o procedimento prevê a apresentação de comprovante do período de locação. Conforme o material de orientação, pode ser utilizada uma conta de água ou energia elétrica do estabelecimento cadastrado, de acordo com as exigências do edital.

2. Preencha os formulários obrigatórios

Além dos documentos pessoais e cadastrais, o pedido deve incluir os anexos previstos no edital:

  • Anexo 1 — Pedido de Habilitação: formaliza a solicitação de adesão;
  • Anexo 3 — Projeto Executivo: apresenta o projeto de implantação do sistema de videomonitoramento;
  • Anexo 4 — Quadro de Distribuição de Dispositivos de Captação de Imagens: identifica a distribuição dos equipamentos previstos;
  • Anexo 5 — Demonstração de Interesse de Segurança Pública: apresenta a justificativa de interesse público para a implantação do monitoramento no local indicado.

Os documentos devem seguir os modelos estabelecidos no edital e ser preenchidos e assinados, quando necessário.

3. Organize os arquivos e envie a solicitação

Depois de reunir os documentos e preencher os anexos, a orientação é organizar todo o material em um único arquivo compactado no formato ZIP.

Antes do envio, confira se os arquivos estão completos, legíveis e de acordo com as exigências para a habilitação.

Advertisement

A documentação deve ser encaminhada ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), pelo e-mail:

videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

4. Como tirar dúvidas sobre o programa

Os interessados podem buscar orientações junto à Gerência de Videomonitoramento da Sesp-MT pelos seguintes canais:

Telefone: (65) 98145-0303
E-mail: videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

Quem instala e mantém as câmeras?

A participação no programa envolve responsabilidades tanto do poder público quanto do participante habilitado.

Advertisement

De acordo com as informações divulgadas pela Famato, a Sesp-MT disponibiliza as câmeras de videomonitoramento, o sistema de gerenciamento e o armazenamento das imagens em nuvem por até 10 dias.

Já o participante fica responsável pela instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, além do fornecimento de internet e dos demais recursos necessários para o funcionamento do sistema.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre o setor produtivo rural e as forças de segurança pública, ampliando o monitoramento de áreas estratégicas e contribuindo para a prevenção e o combate à criminalidade no campo.

Continue Reading

Business

Concurso de café reúne produtores de 16 municípios em Juína

Published

on

Juína recebe, no dia 31 de outubro, o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso, que reunirá produtores de 16 municípios para destacar os cafés produzidos no estado. A iniciativa ocorre em uma atividade que envolve mais de 400 famílias e está presente em 29 municípios mato-grossenses, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT).

A produção estadual deve alcançar 268,9 mil sacas beneficiadas em 2026, conforme o 3º Levantamento da Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro. O cenário da cafeicultura também envolve investimentos nas lavouras, ampliação da área em produção e expansão dos cafezais clonais, fatores apontados pela companhia no levantamento.

A escolha de Juína para sediar o concurso destaca a importância da região Noroeste para a cafeicultura estadual. O município está entre os principais produtores de café de Mato Grosso, ao lado de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.

Promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT) e pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf-MT, o evento pretende aproximar produtores, especialistas e consumidores. A proposta é valorizar a qualidade dos grãos e estimular a diferenciação dos cafés regionais, ampliando as possibilidades de comercialização.

Para a diretora-superintendente do Sebrae-MT, Lélia Brun, o reconhecimento da qualidade pode contribuir para ampliar o espaço dos pequenos produtores no mercado. “Queremos que os pequenos produtores conquistem mais espaço no mercado, com o reconhecimento da qualidade dos seus cafés e o fortalecimento da produção”, afirma.

Advertisement

Qualidade e valorização da produção

A busca por diferenciação é um dos eixos do concurso, que pretende estimular boas práticas e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nas propriedades rurais. Na região Noroeste, o avanço da cafeicultura tem sido acompanhado pela adoção de tecnologias e por melhorias na produtividade, com atenção à qualidade dos grãos.

O gerente da Regional Noroeste do Sebrae-MT, Wlademir Silva, destaca o potencial dos cafeicultores da região e a possibilidade de ampliar a presença dos produtos mato-grossenses no mercado. Para ele, o concurso ajuda a aproximar a produção rural de novas oportunidades comerciais.

“Juína e toda a região têm grande potencial na produção de café. O concurso valoriza quem está no campo e mostra que Mato Grosso tem condições de conquistar espaço no mercado por meio da qualidade e da diferenciação do produto”, pontua.

A participação de jurados, baristas e especialistas também integra a iniciativa. O contato com esses profissionais busca estimular a troca de conhecimentos e contribuir para o aprimoramento da produção, além de reforçar a importância da qualidade na valorização dos cafés.

A abrangência estadual é outro aspecto da disputa. Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, 16 municípios estão inscritos na primeira edição, em um estado que reúne 29 municípios produtores e mais de 400 famílias envolvidas na atividade.

Advertisement

Degustação e gastronomia integram programação

Além do concurso, o público poderá conhecer diferentes formas de preparo e consumo do café. A programação inclui cozinhas show com bebidas, panificação e doces à base do produto, além de uma experiência de harmonização com queijos premiados de Mato Grosso.

O evento também terá uma estação de degustação dos cafés participantes, feira de expositores e o Empório Origem Mato Grosso. As atividades serão realizadas no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Juína, das 13h às 20h, com entrada gratuita.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Advertisement
Continue Reading

Business

Abates de bovinos em Mato Grosso recuam 7,61% em um ano

Published

on

Mato Grosso abateu 606,33 mil bovinos em setembro de 2026, volume 0,73% menor que o registrado em agosto e 7,61% abaixo do observado no mesmo mês de 2025. Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que a redução foi concentrada nas fêmeas, especialmente entre os animais adultos.

Na comparação mensal, os abates de machos cresceram 1,37%, enquanto os de fêmeas diminuíram 3,67%. Entre elas, a retração mais expressiva ocorreu na categoria com mais de 24 meses, cujo volume caiu 7,02% em relação a agosto.

O movimento foi ainda mais acentuado na comparação anual. Em setembro, o número de fêmeas abatidas recuou 15,17% frente ao mesmo período do ano passado. Entre os machos, a queda foi de 1,67%.

A diferença entre as categorias indica que as fêmeas tiveram maior participação na redução dos abates no estado. O comportamento também evidencia a menor saída de animais adultos, grupo que inclui parte importante das potenciais matrizes do rebanho bovino.

Entre as fêmeas com mais de 24 meses, o recuo chegou a 21,51% em relação a setembro de 2025. A redução reforça o movimento de retenção de animais nas propriedades, em vez do envio para os frigoríficos.

Advertisement

A tendência está relacionada à dinâmica de renovação do rebanho, já que a permanência de fêmeas nas fazendas permite sua utilização na reprodução. Com isso, a menor disponibilidade dessa categoria para abate contribui para restringir a oferta de bovinos destinados à indústria frigorífica.

O cenário também pode ganhar força nos próximos meses. Segundo a análise do Imea, a chegada do período chuvoso e o início da estação de monta tendem a favorecer a manutenção das matrizes nas propriedades, reduzindo a oferta de fêmeas para abate.

Na prática, a combinação desses fatores pode manter a pressão de baixa sobre os volumes de abate dessa categoria, enquanto a evolução dos envios de machos dependerá do comportamento da oferta de animais disponíveis para terminação e comercialização.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT