Agro Mato Grosso
Operação contra desmatamento e garimpo ilegal apreende armas e munições em MT

Duas espingardas e cinco munições foram apreendidas durante uma fiscalização contra crimes ambientais na região de Aripuanã (a 976 km de Cuiabá), nesta segunda-feira (12). O material foi localizado em dois pontos distintos durante a Operação Abafa Amazônia 2/2026, que reúne forças de segurança para combater o desmatamento, as queimadas e o garimpo ilegal.
A primeira arma, uma espingarda calibre 32, foi encontrada em uma construção rústica coberta com lona, escondida embaixo de uma cama, em uma área de desmatamento próxima à Comunidade Nossa Senhora da Glória. O armamento estava sem numeração de série, identificação de marca e munições.
Durante o retorno pela estrada de acesso, os agentes avistaram um homem em uma motocicleta escura. Ao perceber a presença das equipes, ele teria descartado um objeto às margens da via e fugido em direção desconhecida.
Na verificação, os policiais encontraram um saco com outra espingarda, de calibre 20, além de cinco cartuchos intactos do mesmo calibre. A arma tinha numeração de série, mas não possuía identificação de marca.
Nenhuma pessoa foi localizada ou identificada como responsável pelo material apreendido. As duas espingardas e as munições foram recolhidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia de Aripuanã, onde serão tomadas as providências cabíveis.
A ação contou com a participação do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Força Nacional de Segurança Pública.
Agro Mato Grosso
Quatro empregadores de MT entram para ‘lista suja’ de trabalho análogo à escravidão

A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo.
Quatro empregadores de Mato Grosso foram incluídos na atualização de outubro de 2026 da “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal. O cadastro reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
- 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada.
Entre as irregularidades identificadas pelas fiscalizações estão alojamentos degradantes, falta de água potável e de instalações sanitárias adequadas, ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) e problemas nas contratações. Veja abaixo quais são os empregadores incluídos na lista:
Trabalhadores resgatados em Nova Maringá
Vinte trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma área rural de Nova Maringá, a 392 km de Cuiabá, em setembro de 2025. O grupo trabalhava na extração de lenha em uma área desmatada.
Segundo a auditoria fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, o local era de difícil acesso, isolado e sem meios de transporte público ou particular disponíveis. O ambiente também apresentava desordem e falta de higiene.
A empresa T. F. Zimpel Ltda., ligada a Taiany França Zimpel, foi incluída no cadastro. Na época do resgate, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que os trabalhadores haviam sido contratados pela empresa para realizar atividades de corte e empilhamento de madeira.
Grupo em trabalho análogo à escravidão é resgatado em área isolada de MT
Trabalhadores alojados em ônibus em Sorriso
Dez trabalhadores de uma empresa de construção civil em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, foram resgatados de condições análogas à escravidão enquanto estavam alojados em um ônibus adaptado como moradia durante a execução de obras.
A inspeção identificou condições precárias de higiene, conforto e segurança. O veículo tinha um banheiro sem vaso sanitário e pia, infestação de baratas, armazenamento inadequado de alimentos e instalações elétricas improvisadas, que ofereciam riscos de choques elétricos e incêndio.
Os trabalhadores faziam refeições em locais improvisados, não tinham espaço adequado para descanso e enfrentavam calor excessivo e falta de privacidade. A fiscalização também constatou problemas no fornecimento de água potável.
Foram identificadas ainda irregularidades trabalhistas, como o pagamento de parcelas salariais fora dos registros formais e falhas na gestão de riscos ocupacionais.
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Os trabalhadores foram contratados e, ao invés de terem um alojamento, moravam dentro de um ônibus adaptado — Foto: Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso
Fazenda em Alto Taquari
Em março de 2026, uma operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel da Auditoria Fiscal do Trabalho resgatou 12 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma fazenda de Alto Taquari, a 480 km de Cuiabá.
A fiscalização constatou que a maioria dos trabalhadores havia sido recrutada em outros estados, principalmente no Maranhão e em Minas Gerais, por intermediadores de mão de obra. Apenas um deles tinha registro formal. Também foi identificado um adolescente exercendo uma atividade proibida para sua faixa etária.
Os alojamentos apresentavam problemas estruturais, condições inadequadas de higiene e instalações elétricas improvisadas. Os trabalhadores não tinham equipamentos de proteção individual, treinamentos obrigatórios ou assistência médica regular.
A operação também identificou jornadas excessivas, exposição a riscos de acidentes e ausência de um programa de gerenciamento de riscos nas atividades de corte de madeira e produção de carvão vegetal.
Fazenda em Nova Bandeirantes
O pecuarista Onério Castanha voltou a aparecer na “lista suja” após uma nova inclusão relacionada à Fazenda Novo Astro, em Nova Bandeirantes. O registro atual envolve quatro trabalhadores.
Esta não é a primeira vez que o nome dele aparece no cadastro. Em 2012, o pecuarista já havia sido incluído na lista após uma fiscalização realizada na Fazenda Serrinha, também em Nova Bandeirantes. Na ocasião, 19 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão na propriedade.
Como alguém vai parar na ‘lista suja’?
- Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais.
- Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado.
- Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa.
- Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso.
⚠️ Como denunciar?
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.
O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A partir dessas informações, a fiscalização avalia se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realiza verificações no local.
Agro Mato Grosso
Ônibus de viagem com destino a Natal (RN) tomba em curva de serra em MT

Veículo saiu de Sinop (MT) com 16 passageiros e tombou na Serra da Petrovina, em Pedra Preta. Motorista relatou problema na direção antes do acidente.
Um ônibus de viagem que saiu de Sinop, a 503 km de Cuiabá, com destino a Natal (RN), tombou em uma curva na Serra da Petrovina, em Pedra Preta (MT), na manhã desta segunda-feira (12). O veículo transportava 16 passageiros, e duas pessoas ficaram feridas.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 5h20, na altura do km 137 da rodovia. Uma das vítimas sofreu uma fratura no pé, enquanto a outra teve uma fratura na clavícula. Não foram divulgadas informações sobre o atual estado de saúde dos feridos.
À PRF, o motorista relatou que o ônibus apresentou um problema na direção, o que teria impedido o veículo de completar a curva, provocando o tombamento.
O condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou ingestão de bebida alcoólica. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.
Até a última atualização desta reportagem, o ônibus permanecia tombado no local. Uma equipe da PRF aguardava a chegada de um guincho para realizar o destombamento e a retirada do veículo.
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Duas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRFDuas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRF
Agro Mato Grosso
Jovem de Goiás morre em acidente que matou vereador e mulher no MT

Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, trabalhava como autônoma. Jovem é natural de Anápolis.
Natural de Anápolis, no região central de Goiás, a jovem Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, morreu em um grave acidente registrado em Mato Grosso. O caso também deixou outras duas vítimas fatais, entre elas um vereador do estado e uma mulher.
Em contato com a reportagem, a analista Luana Gabrielle Santana Alves, de 25 anos, confirmou a identidade da irmã. De acordo com a familiar, a jovem atuava como autônoma e não tinha filhos. Nas redes sociais, Luana Gabrielle prestou uma homenagem à irmã, a quem definiu como parceira e confidente.
Na publicação, a jovem relatou que as duas estavam cheias de planos para o futuro e que haviam passado o último fim de semana juntas, sem imaginar que aquele encontro seria uma despedida.
A irmã lamentou a perda repentina e destacou o sofrimento com a ausência de Ana Vitória. “Como eu queria que tudo isso fosse um pesadelo, que você voltasse e que a gente ainda tivesse tanto tempo pela frente. Eu não consigo acreditar, irmã. Não consigo aceitar que você se foi. Está doendo tanto saber que vou ter que aprender a viver sem você aqui”, escreveu.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender ao capotamento de um carro branco, sob a informação de que havia uma pessoa presa às ferragens. Ao chegarem ao local, os militares encontraram os três ocupantes do veículo já mortos. Uma das mulheres apresentava fraturas múltiplas, e a outra sofreu ferimentos graves na cabeça.
As equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e uma ambulância do hospital foram acionadas para atender à ocorrência. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas. Segunda Luana, Ana Vitória será velada neste domingo (11) na funerária Serpos, início às 23h. O sepultamento será na segunda-feira (12), às 15h, com saída às 13h30.
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