Sustentabilidade
Helicoverpa armigera demanda atenção durante todo o ciclo da soja – MAIS SOJA

Embora seja considerada uma praga secundária na cultura da soja, a lagarta Helicoverpa armigera pode causar prejuízos significativos à lavoura. Por ser polífaga, a praga consegue se alimentar de diferentes espécies vegetais, o que favorece sua sobrevivência e persistência em áreas agrícolas. Essas lagartas consomem folhas e caules, mas apresentam preferência por estruturas reprodutivas, como brotos, inflorescências, frutos e vagens (Dias et al., 2015).
Figura 1. Lagarta Helicoverpa armígera.
A elevada capacidade adaptativa e a alta prolificidade da praga, associadas à ampla gama de hospedeiros, permitem que a lagarta cause danos à cultura da soja em diferentes estádios de desenvolvimento, desde o estabelecimento da lavoura até o enchimento de grãos. Os prejuízos decorrentes do ataque podem incluir a redução expressiva da área foliar, a diminuição do estande de plantas durante a fase inicial de desenvolvimento e o consumo direto dos grãos em formação. Essas injúrias podem comprometer tanto o rendimento da cultura quanto a qualidade das sementes produzidas.
Figura 2. Danos causados pela lagarta Helicoverpa armígera na cultura da soja.

Associados ao elevado potencial destrutivo da praga, a alta prolificidade e o curto ciclo de desenvolvimento da Helicoverpa armigera favorecem o rápido crescimento populacional, intensificando o risco de danos à cultura da soja. Estima-se que o ciclo de ovo a adulto varie de 25 a 45 dias, enquanto as fêmeas podem depositar até 1.000 ovos ao longo da fase adulta. Para o monitoramento da praga, também é importante considerar que a fase de pupa ocorre no solo, onde os indivíduos permanecem abrigados (IRAC, 2026)
Figura 3. Ciclo de vida da lagarta Helicoverpa armigera.

Embora os níveis de ação recomendados para o controle da lagarta Helicoverpa armigera na cultura da soja sejam de 4 lagartas por metro linear ou 30% de desfolha durante o período vegetativo e de 2 lagartas por metro linear ou 15% de desfolha durante o período reprodutivo, perdas expressivas de produtividade podem ocorrer mesmo sob densidades populacionais inferiores. Conforme demonstrado por Pessoa et al. (2019), o dano causado por uma única lagarta pequena de Helicoverpa armigera durante o período vegetativo pode resultar em uma perda de até 2,01 sacas por hectare, equivalente a 2,16% da produtividade média.
Diante desse potencial de dano, o monitoramento frequente e a tomada de decisão baseada nas condições da lavoura são fundamentais para evitar perdas produtivas. A depender da intensidade do ataque e das condições observadas em campo, pode ser necessário intervir antes que a população atinja o nível de ação estabelecido. Para o monitoramento de H. armigera e de outras espécies da subfamília Heliothinae, recomenda-se, além do pano de batida, vistoriar os ponteiros, as flores e as vagens em um metro de linha, permitindo identificar a presença da praga e sua distribuição na lavoura (Roggia et al., 2020).

Referências:
DIAS, B. F. et al. DESEMPENHO DE Helicoverpa armigera EM GENÓTIPOS DE SOJA COM DIFERENTES PERFIS DE METABÓLITOS SECUNDÁRIOS. VII Congresso Brasileiro de Soja, 2015. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1019034/1/R.81DESEMPENHODEHelicoverpaarmigeraEMGENOTIPOSDESOJACOM.PDF >, acesso em: 13/10/2026.
IRAC. DO OVO AO ADULTO: CONHEÇA O CICLO DE Helicoverpa armigera. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.irac-br.org/single-post/do-ovo-ao-adulto-conheca-o-ciclo-de-helicoverpa-armigera?utm_campaign=afc874c7-0771-44d8-bc57-6fc6124122e2&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=14a5097b-2130-4036-bbbb-999450b17d1b >, acesso em: 13/10/2026.
PESSOA, M. C. P. Y.; ÁVILA, C. J.; MARINHO-PRADO, J. S.; LUCHINI, G. A.; SOUZA, E. C. S.; RICHETTI, A.; FLUMIGNAN, D. L. NÍVEL DE DANO DE Helicoverpa armígera EM FASE VEGETATIVA DE SOJA (SAFRA 2016/2017) EM PONTA PORÃ. Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna – SP, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1113824/1/DanoHelicoverpaPessoaBP852019.pdf >, acesso em: 13/10/2026.
ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa Soja, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologias de Produção de Soja, cap. 9, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 13/10/2026.

Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Baixa do dólar e retração compradora mantêm preços em queda – MAIS SOJA

As cotações domésticas do milho continuam em baixa, diante da forte desvalorização do dólar frente ao Real e da retração de compradores. Segundo o Cepea, a queda nos preços internacionais (o que reduz a paridade de exportação), a produção 2025/26 recorde no Brasil e as exportações em ritmo abaixo do observado na temporada passada também influenciam as baixas.
Pesquisadores do Cepea indicam que, com as vendas externas enfraquecidas e o bom andamento da semeadura da safra de verão (soja e milho), compradores estão na expectativa de baixas ainda mais expressivas no curto prazo.
O Centro de Pesquisas destaca que parte desses agentes já tem buscado realizar compras para entrega nos próximos meses, com a finalidade de manter estoques confortáveis. Do lado da venda, apesar da prioridade às atividades de campo, produtores têm se mostrado mais flexíveis nas negociações, seja em valores, prazos de pagamento ou de entrega.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Agro Mato Grosso
Bayer destaca inovação e sustentabilidade do algodão brasileiro

No Congresso Internacional Brasil 2026, empresa aborda qualidade da fibra, novas aplicações industriais e redução de emissões
A inovação no campo é um dos caminhos para impulsionar a qualidade do algodão e alinhar a produção agrícola às crescentes demandas da indústria têxtil e de confecção por matérias-primas mais sustentáveis e funcionais. Essa discussão estará em pauta no Congresso Internacional Brasil 2026, realizado em Fortaleza (CE), nos dias 14 e 15 de outubro, com o tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades”. A Bayer participa do evento com soluções para a produção do algodão, além de reforçar o papel estratégico do país no mercado global e apresentar novas possibilidades de uso da fibra na indústria.
O algodão brasileiro ganha cada vez mais destaque no mercado global. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a produção de mais de 4,1 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, o que mantém o país na liderança das exportações mundiais. “O Brasil alia eficiência e alta qualidade no cultivo do algodão. Produzimos uma fibra de excelência e ocupamos uma posição privilegiada ao unir escala e tecnologia na cotonicultura. A Bayer apoia essa evolução ao trabalhar com um portfólio sob medida para dar suporte ao produtor em todas as etapas do plantio”, afirma o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente (na foto).
Mais do que uma escolha para o vestuário, a ciência comprova que o algodão oferece vantagens funcionais superiores no setor de roupas esportivas. Um estudo da Universidade de Ghent, na Bélgica, publicado no periódico Applied and Environmental Microbiology, comprovou que roupas de ginástica em poliéster favorecem a proliferação da bactéria responsável pelo odor desagradável do suor, enquanto o algodão inibe essa proliferação e previne o mau cheiro.
Já na área da saúde, especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam o uso de peças íntimas de algodão devido à sua capacidade de permitir a circulação de ar e a respirabilidade da pele para prevenir infecções e odores.
“Além de ser uma matéria-prima essencial para a confecção de roupas, o algodão possui características únicas de conforto, respirabilidade, renovabilidade e biodegradabilidade. Paralelamente à sustentabilidade da fibra, o setor pode explorar novas possibilidades de uso e agregar funcionalidade e inovação tecnológica às peças”, acrescenta o diretor de Negócios de Algodão da Bayer.
No campo da tecnologia médica, um estudo publicado no jornal Advanced Functional Materials aponta o desenvolvimento de um curativo feito com fibras de algodão que libera medicamentos de forma controlada para acelerar a regeneração de feridas na pele. E o aproveitamento do algodão se estende ainda à produção de óleo comestível, cosméticos, ração animal, fertilizantes e biodiesel; uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis que ajuda a diminuir as emissões de carbono no setor de transportes.
“Reforçamos os diferenciais socioambientais do algodão brasileiro. Mais de 90% da produção é cultivada em regime de sequeiro, e a maior parte da produção nacional é certificada. Por meio da plataforma PRO Carbono da Bayer, é possível identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las”, explica Fernando Prudente. “Para aproximar o campo do consumidor final, apoiamos iniciativas como o movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que promove o consumo consciente e valoriza a matéria-prima brasileira ao incentivar peças com, no mínimo, 70% da fibra natural em sua composição”, pontua.
Como parte da programação do Congresso, Prudente participará do painel “O Futuro das Fibras”, ao lado de representantes da cadeia, para debater o papel do algodão em um mercado global cada vez mais exigente em sustentabilidade e rastreabilidade. “As transformações que deverão moldar o mercado de fibras nos próximos anos estarão em pauta, bem como a busca por matérias-primas mais sustentáveis e o desenvolvimento de fibras funcionais”, conclui o executivo da Bayer.
Agro Mato Grosso
Nortox apresenta Typhoon e Tempus, novas soluções e maior eficiência no controle de pragas

Produtos combinam ingredientes ativos já conhecidos pelo mercado em formulações diferenciadas, com foco em estabilidade, velocidade de ação e melhor aproveitamento da aplicação
A Nortox, maior fabricante brasileira de agroquímicos, apresenta ao mercado dois novos produtos desenvolvidos para enfrentar alguns dos principais desafios do manejo de pragas nas lavouras: os inseticidas Typhoon e Tempus. As soluções reúnem dois ingredientes ativos em uma única formulação e incorporam a tecnologia OD (Oil Dispersion), um diferencial que busca elevar a estabilidade e a performance dos produtos no campo.
A tecnologia OD consiste em uma suspensão concentrada na qual partículas sólidas finamente processadas são dispersas em uma fase oleosa. Na prática, a tecnologia proporciona características importantes para a aplicação, como maior estabilidade da formulação, melhor espalhamento e adesividade sobre as folhas, além de contribuir para reduzir perdas do ingrediente ativo relacionadas à volatilização, à radiação ultravioleta e às variações de temperatura.
“No desenvolvimento das duas soluções, a empresa partiu de um desafio comum no campo: associar, em um único produto, ingredientes ativos com propriedades físico-químicas distintas, preservando sua estabilidade e permitindo que atuem de maneira complementar”, afirma Romeu Stanguerlin, Diretor Presidente da Nortox.
Manejo de pragas no milho
O Typhoon combina Metomil e Clorantraniliprole, dois ingredientes ativos conhecidos pelos produtores, agora reunidos em uma formulação OD desenvolvida pela Nortox. As três principais pragas que desafiam hoje a produção de milho são a cigarrinha, os percevejos e as lagartas. Com o Typhoon, o produtor passa a contar com uma única solução para o controle de duas delas — cigarrinhas e lagartas —, um importante avanço em tecnologia e manejo fitossanitário para a sanidade e a produtividade da lavoura.
Um dos diferenciais está na combinação de mecanismos e modos de atuação que favorecem o contato do produto com o alvo e sua distribuição na planta. A característica translaminar contribui para que o ingrediente ativo alcance diferentes regiões do tecido foliar. A proteção atravessa a folha e ataca a praga por dentro.
“Outro ponto a ser destacado é a qualidade da formulação. A maior adesividade e o menor potencial de volatilização favorecem a permanência dos ingredientes ativos sobre a superfície vegetal e reduzem perdas provocadas por condições ambientais”, afirma Tiago Palaro, Líder de Acesso ao Mercado.
Segundo ele, dados apresentados durante o desenvolvimento da tecnologia apontam redução de até 76% na volatilização do metomil, em comparação com outras formulações do ingrediente ativo, considerando o período avaliado nos testes.
Lagartas de difícil controle

O Tempus traz a associação de Clorpirifós e Clorantraniliprole em uma única formulação OD. A solução foi desenvolvida especialmente para situações que envolvem lagartas maiores e de difícil controle, um cenário que exige maior eficiência e rapidez no manejo.
A associação dos dois ingredientes ativos em uma formulação única representa uma alternativa às operações em que o produtor precisa realizar misturas de diferentes produtos no tanque.
“Além de simplificar a operação, a formulação pronta busca proporcionar maior previsibilidade à aplicação. Misturas de tanque envolvendo ingredientes com características físico-químicas diferentes podem apresentar desafios de compatibilidade e estabilidade da calda. No Tempus, a combinação é realizada pela Nortox dentro de uma formulação desenvolvida para manter a estabilidade dos componentes”, acrescenta Tiago Palaro.
Eficiência desde o início
A tecnologia presente nos dois produtos também está relacionada à velocidade de controle. Os novos produtos podem alcançar índices iniciais de controle superiores aos observados em misturas de tanque avaliadas pela Nortox. “Nos nossos testes, os produtos partiram de níveis de controle na faixa de 80% a 90%, enquanto algumas misturas de tanque avaliadas apresentaram índices iniciais de aproximadamente 50% a 60%”, frisa Tiago Palaro.
Para ele, o resultado reforça uma das principais propostas da nova geração de produtos: entregar ao agricultor uma solução que combine tecnologia de formulação, estabilidade, velocidade e eficiência, reduzindo a complexidade operacional e contribuindo para um manejo mais preciso, rápido e com menos perdas relacionadas aos danos causados pelas pragas.
Realidade do campo

João Marcos Ferrari, Diretor Comercial da Nortox, afirma que o lançamento de Typhoon e Tempus representa mais um passo da empresa no desenvolvimento de tecnologias voltadas às necessidades da agricultura brasileira. Ao combinar ingredientes ativos já conhecidos com uma formulação de maior estabilidade e desempenho, os produtos buscam oferecer ao produtor novas ferramentas para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador de pressão de pragas, condições climáticas adversas e necessidade de maior eficiência nas aplicações.
“Mais do que reunir dois ingredientes ativos em um único produto, Typhoon e Tempus chegam ao mercado com a proposta de transformar a qualidade da formulação em desempenho no campo, levando mais tecnologia para uma agricultura que precisa produzir mais, com precisão e eficiência”, finaliza Ferrari.
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