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13 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Famílias vivem em acampamento improvisado há 20 anos à espera de assentamento em MT

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Famílias que vivem no Acampamento União Cinco Estrelas, em Novo Mundo (MT), aguardam há mais de duas décadas pela implantação de um assentamento da reforma agrária em uma área da Fazenda Cinco Estrelas, reconhecida pela Justiça como pertencente à União. Enquanto esperam em moradias improvisadas ao entorno da propriedade, os moradores enfrentam dificuldades de acesso à água, falta de infraestrutura e preocupação com a segurança.

A fazenda tem cerca de 4,3 mil hectares e integra o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Novo Mundo, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em 2025, o órgão publicou a relação de 74 famílias selecionadas para ocupar lotes no projeto.

Já em abril de 2026, a Justiça Federal determinou a desocupação de 2 mil hectares da fazenda dos atuais ocupantes, conforme o plano de ocupação elaborado pelo Incra. O prazo inicial de 30 dias foi ampliado para até a última semana deste mês, com possibilidade de prorrogação pela Justiça.

A reportagem procurou a defesa da família Rodrigues da Cunha, citada na decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Uma moradora local, que não quis ter a identidade divulgada, contou a imprensa que vive no acampamento há cerca de dez anos. Segundo ela, a falta de água tem afetado os moradores, os animais e as plantas mantidos pelas famílias.

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“Está com mais de semana que o caminhão-pipa não vem trazer água para a gente aqui. Aí as plantas morrendo, a criação morrendo de sede. A gente também está sem água para nada. A gente precisa que isso aconteça o mais rápido possível, porque estamos esperando há anos”, afirmou.

Os moradores do Acampamento União Cinco Estrelas enfrentam dificuldades de acesso à água e falta de infraestrutura. — Foto: Arquivo pessoal

Os moradores do Acampamento União Cinco Estrelas enfrentam dificuldades de acesso à água e falta de infraestrutura. — Foto: Arquivo pessoal

A reportagem procurou a Prefeitura de Novo Mundo e a Secretaria Municipal de Obras para questionar o fornecimento de água e as condições de infraestrutura relatadas pelos moradores, mas não recebeu resposta até esta publicação.

Maria também relatou a presença de pessoas armadas na região e disse que os moradores têm preocupação com a própria segurança. Uma representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que não quis ter a identidade divulgada, informou que encaminhou essas denúncias dos moradores à Defensoria Pública da União, o Ministério Público Federal e a Agência Nacional de Mineração.

A Polícia Militar informou que realiza o policiamento na região com equipes da Patrulha Rural, da Força Tática do 15º Comando Regional e da unidade local de Novo Mundo. Segundo a corporação, denúncias recebidas na área foram apuradas nos últimos meses, mas não houve flagrantes que resultassem em detenções ou apreensões de armas.

A polícia informou ainda que a única prisão realizada no local nos últimos meses ocorreu em agosto, por violência doméstica.

Um morador local, que não quis ter a identidade divulgada, está acampado há mais de cinco anos. Ele vive no local com a esposa e faz trabalhos temporários para se manter enquanto aguarda a criação do assentamento.

“Depois de tanta espera, espero que se cumpra a determinação da Justiça e que se crie logo esse assentamento, pois as famílias têm sofrido muito todos esses anos debaixo da lona, aguentando esse sol escaldante. E agora, no início da chuvarada, ventos fortes estão desmanchando os barracos”, ressaltou.

 

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Histórico de trabalho escravo

 

Famílias que vivem no Acampamento União Cinco Estrelas, em Novo Mundo (MT), aguardam há mais de duas décadas pela implantação de um assentamento da reforma agrária. — Foto: Arquivo pessoal

Famílias que vivem no Acampamento União Cinco Estrelas, em Novo Mundo (MT), aguardam há mais de duas décadas pela implantação de um assentamento da reforma agrária. — Foto: Arquivo pessoal

A Fazenda Cinco Estrelas está localizada na Gleba Nhandu. A propriedade da União sobre a área foi reconhecida pela Justiça Federal, e o PDS Novo Mundo foi criado pelo Incra em 2002. No ano seguinte, a fazenda foi palco de um caso de trabalho escravo. À época, o Ministério do Trabalho registrou um dos maiores resgates, retirando da área 140 trabalhadores que viviam em condições degradantes.

A decisão do TRF-1 determinou a desocupação de 2 mil hectares para permitir o avanço da implantação do projeto. O cumprimento da ordem prevê a participação de órgãos públicos e prioriza medidas de conciliação e mediação.

A decisão judicial, por si só, não significa que o assentamento já esteja implantado. Ainda são necessárias providências para que a área seja efetivamente destinada às famílias selecionadas.

Pedidos de mineração na área

 

O Incra informou a imprensa que mantém o monitoramento da Fazenda Cinco Estrelas e que adotou medidas técnicas, administrativas e judiciais após tomar conhecimento de atividades de mineração na região.

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Segundo o órgão, análises cartográficas e fundiárias identificaram pedidos de exploração de ouro que abrangem cerca de 4.346,63 hectares, praticamente toda a área da fazenda. O órgão apontou ainda que a Câmara Nacional de Conciliação Agrária acompanha o caso.

O Instituto afirmou que comunicou a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ministério Público Federal (MPF) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) sobre a situação, diante da ausência de autorização do titular da área para as atividades. O Incra também informou ter adotado medidas judiciais relacionadas à posse e solicitado à Sema a suspensão das licenças.

Mesmo com a propriedade da União reconhecida pela Justiça e as 74 famílias selecionadas para o projeto, a implantação do assentamento ainda depende das providências necessárias ao cumprimento da decisão e à destinação efetiva das terras. Enquanto isso, famílias que esperam há anos pela área continuam vivendo no acampamento.

Já em abril de 2026, a Justiça Federal determinou a desocupação de 2 mil hectares da Fazenda Cinco Estrelas dos atuais ocupantes, conforme o plano de ocupação elaborado pelo Incra. — Foto: Arquivo pessoal

Já em abril de 2026, a Justiça Federal determinou a desocupação de 2 mil hectares da Fazenda Cinco Estrelas dos atuais ocupantes, conforme o plano de ocupação elaborado pelo Incra. — Foto: Arquivo pessoal

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Mato Grosso tem dois alertas de tempestade com ventos fortes e risco de granizo; entenda

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Produtor rural pode solicitar câmeras de segurança pelo Vigia Agro em MT; veja como

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Programa da Sesp-MT oferece equipamentos de videomonitoramento e armazenamento de imagens em nuvem; adesão exige cadastro, documentos e envio de formulários

Produtores rurais de Mato Grosso podem solicitar a adesão ao programa Vigia Mais MT/Vigia Agro, iniciativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) que busca ampliar o monitoramento de áreas rurais e reforçar o combate à criminalidade no campo. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os interessados sobre os procedimentos necessários para participar.

O programa prevê a disponibilização de câmeras de videomonitoramento, sistema de gerenciamento e armazenamento de imagens em nuvem por até 10 dias. A estrutura pode contribuir para monitorar estradas vicinais, rodovias e pontos de acesso às propriedades rurais, auxiliando o trabalho das forças de segurança pública.

Para solicitar a adesão, é necessário realizar o cadastro, reunir a documentação exigida e encaminhar os formulários previstos no Edital nº 001/2023, conforme as orientações da Sesp-MT.

Como solicitar a adesão ao Vigia Agro

O primeiro passo é acessar o portal oficial do programa e localizar o formulário de habilitação.

Acesse o portal: Vigia Mais MT — Sesp-MT

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O representante legal do interessado deve preencher as informações solicitadas e organizar os documentos necessários para dar continuidade ao processo.

1. Reúna os documentos exigidos

A documentação indicada para a habilitação inclui:

  • Documento de identidade com foto ou equivalente do representante legal;
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) do representante legal;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Federal, em primeiro e segundo graus;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Estadual, em primeiro e segundo graus;
  • Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • Ato constitutivo que comprove a representação legal;
  • Comprovante de endereço da matriz do proponente;
  • Documento de propriedade do imóvel correspondente ao endereço informado.

No caso de imóvel alugado, o procedimento prevê a apresentação de comprovante do período de locação. Conforme o material de orientação, pode ser utilizada uma conta de água ou energia elétrica do estabelecimento cadastrado, de acordo com as exigências do edital.

2. Preencha os formulários obrigatórios

Além dos documentos pessoais e cadastrais, o pedido deve incluir os anexos previstos no edital:

  • Anexo 1 — Pedido de Habilitação: formaliza a solicitação de adesão;
  • Anexo 3 — Projeto Executivo: apresenta o projeto de implantação do sistema de videomonitoramento;
  • Anexo 4 — Quadro de Distribuição de Dispositivos de Captação de Imagens: identifica a distribuição dos equipamentos previstos;
  • Anexo 5 — Demonstração de Interesse de Segurança Pública: apresenta a justificativa de interesse público para a implantação do monitoramento no local indicado.

Os documentos devem seguir os modelos estabelecidos no edital e ser preenchidos e assinados, quando necessário.

3. Organize os arquivos e envie a solicitação

Depois de reunir os documentos e preencher os anexos, a orientação é organizar todo o material em um único arquivo compactado no formato ZIP.

Antes do envio, confira se os arquivos estão completos, legíveis e de acordo com as exigências para a habilitação.

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A documentação deve ser encaminhada ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), pelo e-mail:

videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

4. Como tirar dúvidas sobre o programa

Os interessados podem buscar orientações junto à Gerência de Videomonitoramento da Sesp-MT pelos seguintes canais:

Telefone: (65) 98145-0303
E-mail: videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

Quem instala e mantém as câmeras?

A participação no programa envolve responsabilidades tanto do poder público quanto do participante habilitado.

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De acordo com as informações divulgadas pela Famato, a Sesp-MT disponibiliza as câmeras de videomonitoramento, o sistema de gerenciamento e o armazenamento das imagens em nuvem por até 10 dias.

Já o participante fica responsável pela instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, além do fornecimento de internet e dos demais recursos necessários para o funcionamento do sistema.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre o setor produtivo rural e as forças de segurança pública, ampliando o monitoramento de áreas estratégicas e contribuindo para a prevenção e o combate à criminalidade no campo.

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Agro Mato Grosso

Bayer destaca inovação e sustentabilidade do algodão brasileiro

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No Congresso Internacional Brasil 2026, empresa aborda qualidade da fibra, novas aplicações industriais e redução de emissões

A inovação no campo é um dos caminhos para impulsionar a qualidade do algodão e alinhar a produção agrícola às crescentes demandas da indústria têxtil e de confecção por matérias-primas mais sustentáveis e funcionais. Essa discussão estará em pauta no Congresso Internacional Brasil 2026, realizado em Fortaleza (CE), nos dias 14 e 15 de outubro, com o tema “Futuro em Movimento: Transformação, Inovação e Novas Realidades”. A Bayer participa do evento com soluções para a produção do algodão, além de reforçar o papel estratégico do país no mercado global e apresentar novas possibilidades de uso da fibra na indústria.

O algodão brasileiro ganha cada vez mais destaque no mercado global. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a produção de mais de 4,1 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, o que mantém o país na liderança das exportações mundiais. “O Brasil alia eficiência e alta qualidade no cultivo do algodão. Produzimos uma fibra de excelência e ocupamos uma posição privilegiada ao unir escala e tecnologia na cotonicultura. A Bayer apoia essa evolução ao trabalhar com um portfólio sob medida para dar suporte ao produtor em todas as etapas do plantio”, afirma o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente (na foto).

Mais do que uma escolha para o vestuário, a ciência comprova que o algodão oferece vantagens funcionais superiores no setor de roupas esportivas. Um estudo da Universidade de Ghent, na Bélgica, publicado no periódico Applied and Environmental Microbiology, comprovou que roupas de ginástica em poliéster favorecem a proliferação da bactéria responsável pelo odor desagradável do suor, enquanto o algodão inibe essa proliferação e previne o mau cheiro.

Já na área da saúde, especialistas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam o uso de peças íntimas de algodão devido à sua capacidade de permitir a circulação de ar e a respirabilidade da pele para prevenir infecções e odores.

“Além de ser uma matéria-prima essencial para a confecção de roupas, o algodão possui características únicas de conforto, respirabilidade, renovabilidade e biodegradabilidade. Paralelamente à sustentabilidade da fibra, o setor pode explorar novas possibilidades de uso e agregar funcionalidade e inovação tecnológica às peças”, acrescenta o diretor de Negócios de Algodão da Bayer.

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No campo da tecnologia médica, um estudo publicado no jornal Advanced Functional Materials aponta o desenvolvimento de um curativo feito com fibras de algodão que libera medicamentos de forma controlada para acelerar a regeneração de feridas na pele. E o aproveitamento do algodão se estende ainda à produção de óleo comestível, cosméticos, ração animal, fertilizantes e biodiesel; uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis que ajuda a diminuir as emissões de carbono no setor de transportes.

“Reforçamos os diferenciais socioambientais do algodão brasileiro. Mais de 90% da produção é cultivada em regime de sequeiro, e a maior parte da produção nacional é certificada. Por meio da plataforma PRO Carbono da Bayer, é possível identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las”, explica Fernando Prudente. “Para aproximar o campo do consumidor final, apoiamos iniciativas como o movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que promove o consumo consciente e valoriza a matéria-prima brasileira ao incentivar peças com, no mínimo, 70% da fibra natural em sua composição”, pontua.

Como parte da programação do Congresso, Prudente participará do painel “O Futuro das Fibras”, ao lado de representantes da cadeia, para debater o papel do algodão em um mercado global cada vez mais exigente em sustentabilidade e rastreabilidade. “As transformações que deverão moldar o mercado de fibras nos próximos anos estarão em pauta, bem como a busca por matérias-primas mais sustentáveis e o desenvolvimento de fibras funcionais”, conclui o executivo da Bayer.

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