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13 de outubro de 2026

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El Niño impacta planejamento para safra de feijão 2026/27

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O mercado brasileiro de feijão apresentou comportamento dividido no início de outubro. Enquanto o feijão-carioca registrou variações majoritariamente positivas nas cotações, o feijão-preto teve desempenho misto, com altas e quedas conforme a região analisada, conforme levantamento do Centro de Estudo de Economia Aplicada (Cepea).

No mercado interno, as compras seguem focadas na reposição de estoques pelo varejo, sem movimento expressivo de ampliação de consumo. A oferta restrita típica do período de entressafra, aliada a incertezas climáticas e à projeção de redução da área cultivada nos estados do Sul para a safra 2026/27, mantém o setor atento à evolução do abastecimento nos próximos meses.

No campo, as condições climáticas têm sido ponto de preocupação. Chuvas frequentes estão limitando o aproveitamento das janelas de semeadura, enquanto no sudoeste paulista a elevada umidade exige cuidados redobrados com o manejo fitossanitário, diante do risco de aumento na incidência de doenças. A possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño também contribui para a cautela no planejamento da nova safra.

No comércio exterior, setembro mostrou recuo nas exportações e avanço nas importações na comparação com agosto. Mesmo assim, a balança comercial permanece superavitária, com destaque para o fato de os embarques se concentrarem em tipos de feijão diferentes dos mais consumidos no mercado doméstico.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr

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Concurso de café reúne produtores de 16 municípios em Juína

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Juína recebe, no dia 31 de outubro, o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso, que reunirá produtores de 16 municípios para destacar os cafés produzidos no estado. A iniciativa ocorre em uma atividade que envolve mais de 400 famílias e está presente em 29 municípios mato-grossenses, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT).

A produção estadual deve alcançar 268,9 mil sacas beneficiadas em 2026, conforme o 3º Levantamento da Safra de Café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro. O cenário da cafeicultura também envolve investimentos nas lavouras, ampliação da área em produção e expansão dos cafezais clonais, fatores apontados pela companhia no levantamento.

A escolha de Juína para sediar o concurso destaca a importância da região Noroeste para a cafeicultura estadual. O município está entre os principais produtores de café de Mato Grosso, ao lado de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.

Promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT) e pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf-MT, o evento pretende aproximar produtores, especialistas e consumidores. A proposta é valorizar a qualidade dos grãos e estimular a diferenciação dos cafés regionais, ampliando as possibilidades de comercialização.

Para a diretora-superintendente do Sebrae-MT, Lélia Brun, o reconhecimento da qualidade pode contribuir para ampliar o espaço dos pequenos produtores no mercado. “Queremos que os pequenos produtores conquistem mais espaço no mercado, com o reconhecimento da qualidade dos seus cafés e o fortalecimento da produção”, afirma.

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Qualidade e valorização da produção

A busca por diferenciação é um dos eixos do concurso, que pretende estimular boas práticas e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nas propriedades rurais. Na região Noroeste, o avanço da cafeicultura tem sido acompanhado pela adoção de tecnologias e por melhorias na produtividade, com atenção à qualidade dos grãos.

O gerente da Regional Noroeste do Sebrae-MT, Wlademir Silva, destaca o potencial dos cafeicultores da região e a possibilidade de ampliar a presença dos produtos mato-grossenses no mercado. Para ele, o concurso ajuda a aproximar a produção rural de novas oportunidades comerciais.

“Juína e toda a região têm grande potencial na produção de café. O concurso valoriza quem está no campo e mostra que Mato Grosso tem condições de conquistar espaço no mercado por meio da qualidade e da diferenciação do produto”, pontua.

A participação de jurados, baristas e especialistas também integra a iniciativa. O contato com esses profissionais busca estimular a troca de conhecimentos e contribuir para o aprimoramento da produção, além de reforçar a importância da qualidade na valorização dos cafés.

A abrangência estadual é outro aspecto da disputa. Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, 16 municípios estão inscritos na primeira edição, em um estado que reúne 29 municípios produtores e mais de 400 famílias envolvidas na atividade.

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Degustação e gastronomia integram programação

Além do concurso, o público poderá conhecer diferentes formas de preparo e consumo do café. A programação inclui cozinhas show com bebidas, panificação e doces à base do produto, além de uma experiência de harmonização com queijos premiados de Mato Grosso.

O evento também terá uma estação de degustação dos cafés participantes, feira de expositores e o Empório Origem Mato Grosso. As atividades serão realizadas no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Juína, das 13h às 20h, com entrada gratuita.


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Abates de bovinos em Mato Grosso recuam 7,61% em um ano

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Mato Grosso abateu 606,33 mil bovinos em setembro de 2026, volume 0,73% menor que o registrado em agosto e 7,61% abaixo do observado no mesmo mês de 2025. Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que a redução foi concentrada nas fêmeas, especialmente entre os animais adultos.

Na comparação mensal, os abates de machos cresceram 1,37%, enquanto os de fêmeas diminuíram 3,67%. Entre elas, a retração mais expressiva ocorreu na categoria com mais de 24 meses, cujo volume caiu 7,02% em relação a agosto.

O movimento foi ainda mais acentuado na comparação anual. Em setembro, o número de fêmeas abatidas recuou 15,17% frente ao mesmo período do ano passado. Entre os machos, a queda foi de 1,67%.

A diferença entre as categorias indica que as fêmeas tiveram maior participação na redução dos abates no estado. O comportamento também evidencia a menor saída de animais adultos, grupo que inclui parte importante das potenciais matrizes do rebanho bovino.

Entre as fêmeas com mais de 24 meses, o recuo chegou a 21,51% em relação a setembro de 2025. A redução reforça o movimento de retenção de animais nas propriedades, em vez do envio para os frigoríficos.

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A tendência está relacionada à dinâmica de renovação do rebanho, já que a permanência de fêmeas nas fazendas permite sua utilização na reprodução. Com isso, a menor disponibilidade dessa categoria para abate contribui para restringir a oferta de bovinos destinados à indústria frigorífica.

O cenário também pode ganhar força nos próximos meses. Segundo a análise do Imea, a chegada do período chuvoso e o início da estação de monta tendem a favorecer a manutenção das matrizes nas propriedades, reduzindo a oferta de fêmeas para abate.

Na prática, a combinação desses fatores pode manter a pressão de baixa sobre os volumes de abate dessa categoria, enquanto a evolução dos envios de machos dependerá do comportamento da oferta de animais disponíveis para terminação e comercialização.


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Vendas de milho e algodão avançam em MT, mas preços recuam em setembro

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A comercialização de milho e algodão em Mato Grosso avançou em setembro, mas os dois mercados registraram recuo nos preços médios. No milho, a menor demanda das indústrias e a concorrência internacional limitaram o ritmo dos negócios. Já no algodão, as cotações da pluma, apesar da desvalorização no mercado externo, permaneceram em níveis considerados atrativos aos produtores e favoreceram as vendas antecipadas.

Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que as negociações da safra 2025/26 chegaram a 80,23% da produção de milho projetada e a 78,74% da pluma de algodão estimada para o ciclo. Em ambos os casos, o avanço mensal manteve a comercialização à frente do ritmo registrado no mesmo período da temporada anterior.

No milho, o percentual negociado aumentou 5,60 pontos percentuais em relação a agosto e ficou 2,64 pontos percentuais acima do observado em setembro de 2025. Mesmo com a evolução, as vendas ocorreram de forma gradual, em um cenário de menor necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias.

O preço médio do cereal no estado ficou em R$ 47,57 por saca, queda de 7,84% na comparação mensal. A redução reflete um mercado com demanda interna menos ativa e menor sustentação das compras externas, diante da concorrência de outros países fornecedores.

No algodão, o avanço da comercialização foi acompanhado por uma retração mais moderada das cotações. A pluma teve preço médio de R$ 137,28 por arroba, recuo de 1,48% em relação a agosto. Mesmo com a queda na bolsa de Nova York, os patamares de preços contribuíram para manter o interesse dos produtores nas negociações.

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Vendas antecipadas seguem em ritmos distintos

As diferenças entre os mercados também aparecem nas negociações da safra 2026/27. No milho, a comercialização antecipada alcançou 19,79% da produção prevista até setembro, com avanço de 3,83 pontos percentuais no mês. O preço médio ficou em R$ 48,69 por saca, queda de 2,62% em relação a agosto.

O ritmo mais cauteloso está relacionado à dificuldade de ampliar os investimentos para a próxima temporada. Conforme a análise do Imea, as aquisições de insumos seguem em ritmo inferior ao observado em 2025, cenário que reforça a prudência dos produtores na fixação antecipada do cereal.

No algodão, as vendas antecipadas da pluma chegaram a 43,38% da produção prevista para a safra 2026/27, com crescimento de 4,05 pontos percentuais em setembro. O preço médio negociado foi de R$ 138,64 por arroba, recuo mensal de 1,31%. Mesmo com a desvalorização da fibra, os preços ainda considerados favoráveis estimularam a fixação antecipada de parte da produção.

O caroço de algodão também apresentou avanço nas negociações. Na safra 2025/26, as vendas alcançaram 69,14% da produção estimada, com preço médio de R$ 756,80 por tonelada, queda de 0,43% em relação ao mês anterior. Para o ciclo 2026/27, a comercialização chegou a 12,71%, avanço de 3,73 pontos percentuais, enquanto o preço médio ficou em R$ 752,55 por tonelada, recuo de 0,96% no mês.

Os números indicam que o algodão mantém um ritmo mais adiantado de comercialização antecipada em relação ao milho. Enquanto a fixação da pluma da próxima safra já supera 40% da produção projetada, as vendas futuras do cereal ainda não chegaram a um quinto do volume estimado, em um cenário de cautela com os investimentos e de pressão sobre os preços.

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