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10 de outubro de 2026

Business

Soja cai até 4,2% em outubro, enquanto boi gordo sobe 3,7%

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Os indicadores do Cepea para soja, milho e boi gordo apresentaram movimentos distintos na sexta-feira (9). A soja recuou no acumulado do mês, enquanto o boi gordo manteve a valorização. O milho registrou leve alta diária.

Soja

O indicador da soja Cepea/Esalq para Paranaguá (PR) fechou o dia a R$ 154,75 por saca de 60 quilos, queda de 0,10% em relação ao dia anterior. No acumulado de outubro, a desvalorização chegou a 4,22%. Em dólares, a cotação ficou em US$ 31,04 por saca.

No Paraná, o indicador da soja encerrou a sexta-feira a R$ 148,31 por saca, alta diária de 0,11%. Apesar da recuperação no dia, o preço acumulou queda de 4,26% no mês. Em dólares, o valor foi de US$ 29,75 por saca.

Milho

O indicador do milho Esalq/BM&FBovespa registrou alta de 0,25% no dia, a R$ 67,35 por saca de 60 quilos. No acumulado de outubro, porém, o preço teve queda de 1,92%. A cotação em dólares ficou em US$ 13,51 por saca.

Boi gordo

Já o indicador do boi gordo Cepea/Esalq alcançou R$ 377,80 por arroba na sexta-feira, avanço de 0,40% em relação ao dia anterior. No acumulado do mês, a alta chegou a 3,71%. Em dólares, o indicador ficou em US$ 75,79 por arroba.

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Operação agrícola esconde 6 problemas que fazem produtor perder dinheiro

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Olhar para dentro da operação agrícola é tão importante quanto acompanhar os preços das commodities, ainda mais em momentos de custos elevados e maior pressão sobre as margens.

No entanto, parte dos gastos do campo não aparece de forma evidente na planilha do produtor. Para ajudar a identificar esses gargalos e encontrar oportunidades de melhoria, o gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson, Lucas Zanetti, destaca seis pontos que merecem atenção no planejamento:

  1. Consumo de combustível

O combustível está entre os principais custos relacionados à operação de máquinas, e seu consumo pode variar de acordo com fatores como velocidade de trabalho, condições do solo, dimensionamento dos implementos, carga do moto e manutenção.

Uma máquina trabalhando fora da faixa adequada ou com componentes desgastados pode demandar mais esforço para realizar a mesma atividade, aumentando o consumo.

Acompanhar o consumo por operação e, sempre que possível, por hectare pode ajudar a identificar desvios e oportunidades de ajuste. A comparação entre diferentes áreas, atividades e períodos também permite entender quais condições estão associadas a um desempenho mais eficiente. Para máquinas que possuem gerenciamento de frota, como telemetria, esses dados podem contribuir para identificar erros operacionais ou de logística que resultam em um consumo de combustível acima do ideal.

  1. Sobreposição de operações

Quando a máquina percorre novamente uma área que já recebeu determinada atividade, o produtor pode estar gastando combustível, insumos, mão de obra e horas de equipamento sem gerar um ganho proporcional.

Zanetti destaca que tecnologias de agricultura de precisão, orientação e automação ajudam a reduzir sobreposições e a melhorar o aproveitamento da área trabalhada. Recursos de orientação permitem conduzir a máquina com maior precisão, enquanto o controle de seções pode evitar a aplicação de insumos em áreas que já receberam o tratamento.

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  1. Regulagem dos equipamentos

Uma máquina corretamente regulada pode fazer diferença tanto na qualidade da operação quanto no aproveitamento dos recursos.

No plantio, por exemplo, profundidade, população e distribuição das sementes precisam estar de acordo com a cultura e as condições da área. Em outras operações, ajustes inadequados podem comprometer a aplicação de insumos, aumentar perdas ou exigir maior esforço do equipamento.

A regulagem deve ser realizada antes do início da operação e revisada sempre que houver mudança nas condições de trabalho, cultura ou implemento.

  1. Tempo de máquina parada

Uma quebra durante a safra pode representar muito mais do que o valor do reparo. “O produtor também pode perder horas de trabalho, mão de obra e, principalmente, uma janela adequada para realizar determinada operação”, detalha Zanetti.

A manutenção preventiva deve ser considerada parte do planejamento da produção, e não apenas uma despesa. Antes de períodos críticos, a revisão dos principais componentes, a verificação de itens de desgaste e o planejamento das intervenções necessárias podem reduzir o risco de uma parada justamente quando a máquina é mais necessária.

  1. Dados que não viram decisão

Saber quanto uma máquina trabalhou é apenas o primeiro passo. De acordo com o especialista, informações sobre horas de operação, consumo, desempenho e produtividade podem ajudar o produtor a entender onde estão os principais custos e quais atividades apresentam maior ou menor eficiência.

Plataformas de gestão e conectividade permitem centralizar informações da operação e acompanhar dados da frota, apoiando o planejamento e a tomada de decisão.

“O próximo passo é transformar esses dados em indicadores que possam ser acompanhados ao longo da safra. Saber quanto uma máquina consome, quanto tempo permanece efetivamente trabalhando e onde estão as principais paradas permite ao produtor enxergar custos que muitas vezes ficam diluídos na operação.”

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  1. Custo por hectare

A análise da eficiência também pode ir além do gasto imediato. Para entender o desempenho de uma máquina, o produtor pode considerar o custo total da operação, que envolve fatores como combustível, manutenção, disponibilidade, produtividade e vida útil do equipamento.

“Em uma operação agrícola, eficiência não significa apenas fazer mais em menos tempo. Significa aproveitar melhor cada litro de combustível, cada hora de máquina e cada hectare trabalhado. Quando o produtor consegue identificar onde estão as perdas, passa a ter mais informações para tomar decisões e melhorar o resultado da operação”, reforça o especialista.

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Ministério da Agricultura anuncia prioridade para regulamentação dos bioinsumos

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A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) está concentrando esforços na regulamentação do marco legal dos bioinsumos, instituído pela Lei nº 15.070/2024, mesmo que isso implique desacelerar temporariamente a elaboração do decreto regulamentador da nova Lei dos Agrotóxicos (Lei nº 14.785/2023).

A decisão foi apresentada pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, durante reunião do Comitê de Insumos da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), ao abordar as prioridades regulatórias e a modernização dos procedimentos do Ministério.

Segundo Goulart, a escolha considera o estágio de implementação das duas legislações e seus efeitos sobre os respectivos setores. Enquanto a Lei nº 14.785/2023 é amplamente autoaplicável, permitindo a execução de grande parte de seus dispositivos independentemente do decreto, a ausência de regulamentação específica dos bioinsumos representa um entrave mais significativo para a indústria, especialmente em relação à segurança jurídica, aos registros e aos investimentos.

A elaboração das normas para os bioinsumos é coordenada pela Casa Civil, que promove discussões entre órgãos públicos e rodadas de diálogo com representantes do setor privado.

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Segundo o secretário, o desafio é assegurar que o decreto respeite os limites estabelecidos pela lei e contemple as particularidades de um segmento que reúne diferentes modelos de produção e utilização de produtos biológicos.

Goulart também defendeu a simplificação dos procedimentos sem comprometer a qualidade técnica das avaliações. “Regulação complicada e complexa não significa rigor de análise”, afirmou.

Entre as possibilidades a serem consideradas estão modelos mais inclusivos, produtos de dupla aptidão, registros múltiplos e procedimentos proporcionais ao risco.

Entretanto, o secretário ressaltou que a publicação do decreto não encerrará o processo. A abrangência da Lei nº 15.070/2024 exigirá atos infralegais específicos para áreas como controle fitossanitário, nutrição vegetal, alimentação animal e medicamentos veterinários.

Até que essas normas sejam editadas, os registros e as importações de produtos biológicos continuam submetidos aos enquadramentos regulatórios aplicáveis às suas respectivas categorias.

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Indústria apoia prioridade, mas faz cobrança

A decisão do Mapa é considerada acertada pelo diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Mauro Heringer.

Para ele, a priorização da regulamentação dos bioinsumos representa uma alocação tecnicamente justificável da capacidade operacional do governo e responde a um dos principais gargalos enfrentados pelo setor.

“A decisão de priorizar a regulamentação dos bioinsumos, em vez de dispersar a capacidade técnica do Mapa, demonstra leitura correta de onde está o verdadeiro gargalo do setor, e dialoga diretamente com o que a indústria de biológicos vem apontando há tempo”, afirma.

O dirigente concorda que o caráter amplamente autoaplicável da Lei nº 14.785/2023 permite concentrar recursos técnicos na implementação da Lei nº 15.070/2024. Na avaliação da Abinbio, a ausência de regulamentação específica compromete a previsibilidade necessária para o desenvolvimento de negócios, a obtenção de registros e a realização de investimentos em um segmento no qual o Brasil ocupa posição de destaque internacional.

Heringer também apoia a coordenação conduzida pela Casa Civil e o diálogo entre governo e iniciativa privada, mas ressalta que a efetividade do processo depende do respeito aos limites legais e da superação das divergências existentes dentro da própria indústria.

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Para ele, a construção das regras deve preservar modelos inclusivos e adotar critérios técnicos que permitam adequar os procedimentos ao risco de cada produto, sem flexibilizar os padrões de qualidade e segurança.

O representante da Abinbio, entretanto, amplia a discussão para além da elaboração dos instrumentos legais. Segundo ele, a modernização normativa precisa ser acompanhada por mudanças concretas nos procedimentos administrativos dos órgãos reguladores federais e estaduais.

“Pouco adiantará a modernização do cabedal legal se o mesmo, na ponta, não for traduzido em ganhos de efetividade na agilização dos procedimentos infralegais dos órgãos e operadores públicos responsáveis pelo sistema regulatório dos insumos biológicos e químicos”, avalia.

Nesse contexto, Heringer defende a modernização dos sistemas de informação e a adoção de novos métodos procedimentais, com ênfase em ferramentas digitais e inteligência artificial (IA). Segundo ele, o objetivo é otimizar os fluxos de trabalho e conferir maior eficiência e previsibilidade às decisões administrativas relacionadas aos registros de insumos biológicos e químicos.

A proposta está alinhada à defesa de um modelo regulatório que combine maior responsabilidade dos agentes econômicos, auditoria e gestão de risco, sem eliminar as exigências de registro nem reduzir os requisitos de qualidade dos produtos.

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Siscomex e Lei de Proteção de Cultivares

Foto: Célio Roberto Maia / Embrapa

Outro ponto destacado por Heringer é a necessidade de preparação das empresas para a descontinuidade do sistema anterior de importação no Portal Único Siscomex, prevista para 1º de janeiro de 2027. O dirigente recomenda que as companhias iniciem imediatamente os testes e ajustes de seus processos, a fim de evitar interrupções operacionais e custos adicionais de transação.

A atualização da Lei de Proteção de Cultivares também integra a agenda de modernização. Goulart informou que o avanço da proposta depende do Congresso Nacional e que a tramitação poderá ganhar impulso após o período eleitoral.

O Mapa considera o texto maduro e apresentou parecer favorável com ressalvas, posteriormente incorporadas em grande parte ao relatório legislativo.

O secretário destacou o avanço das negociações nos últimos dois anos, em comparação com as quase três décadas anteriores de discussão. A legislação completará 30 anos em 2027, marco que, na avaliação de Heringer, representa uma oportunidade para consolidar a convergência entre os diferentes segmentos do agronegócio.

Para o diretor da Abinbio, o setor está diante de uma janela estratégica que combina a regulamentação dos bioinsumos, a atualização da legislação de cultivares e o compromisso de reduzir o custo Brasil. O resultado, afirma, dependerá da continuidade do diálogo entre governo e indústria e da capacidade de transformar os avanços legais em procedimentos mais simples, previsíveis e eficientes, sem abrir mão do rigor técnico.

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Programa premia estudantes de Patrocínio por redações sobre a cadeia do café

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Estudantes do Colégio Professor Ormy Araújo Amaral, em Patrocínio (MG), foram premiados nesta sexta-feira (9) na etapa local do programa “Vivenciando a Prática: Café”. A iniciativa, realizada pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), pela Associação De Olho no Material Escolar e pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), reconheceu as melhores redações sobre o tema “Café e futuro profissional: o que aprendi nas visitas à cadeia produtiva”.

A primeira colocação ficou com Isabel Rodrigues dos Reis, que recebeu um tablet. Gabrielle Oliveira do Amaral ficou em segundo lugar e foi premiada com um Kindle. Anna Cecília Ferreira Costa conquistou a terceira colocação e recebeu um smartwatch.

A professora Nilia Helena Ferreira Costa, orientadora dos trabalhos, também foi homenageada com um tablet pelo apoio aos alunos na elaboração das redações e pelo incentivo à transformação do conteúdo aprendido em sala e nas visitas técnicas em produção escrita.

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O programa combinou atividades teóricas e práticas. Na preparação em sala de aula, os estudantes assistiram a filmes sobre a história do café e tiveram contato com conteúdos voltados à importância da cultura para o Cerrado Mineiro e às diferentes possibilidades profissionais ligadas ao setor.

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Na etapa prática, os alunos visitaram a Expocacer e acompanharam processos da cadeia produtiva, como classificação, torra, armazenagem, comercialização e industrialização. Também conheceram diferentes métodos de preparo do café utilizados no dia a dia da cafeteria.

A programação incluiu ainda uma imersão em práticas sustentáveis da cafeicultura regional, com destaque para a abordagem regenerativa, voltada à restauração de recursos naturais. Segundo as instituições envolvidas, a experiência permitiu aos estudantes ampliar a compreensão sobre a cafeicultura para além da produção agrícola, incluindo tecnologia, inovação e sustentabilidade nos processos produtivos.

A etapa realizada em Patrocínio aproximou os alunos da dinâmica da cadeia do café no Cerrado Mineiro e destacou a relação entre formação, desenvolvimento regional e sustentabilidade em uma das principais atividades do agro brasileiro.

Fonte: cecafe.com.br

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