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9 de outubro de 2026

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USDA eleva projeções para safra de milho e soja dos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira (9) suas estimativas para a produção de milho e soja no país na temporada 2026/27. Os números constam do relatório mensal de oferta e demanda e vieram acima das expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal para os dois grãos.

Para a soja, o USDA projetou safra de 4,562 bilhões de bushels, ou 124,17 milhões de toneladas, acima dos 4,535 bilhões de bushels, ou 123,43 milhões de toneladas, estimados no mês anterior. A expectativa de analistas era de 4,541 bilhões de bushels, equivalentes a 123,60 milhões de toneladas.

A produtividade da soja foi revisada de 52,8 para 53,1 bushels por acre, o que corresponde a 3,551 para 3,571 toneladas por hectare. O mercado esperava rendimento de 52,9 bushels por acre, ou 3,558 toneladas por hectare.

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No milho, a projeção de colheita passou de 15,8 bilhões para 16,034 bilhões de bushels, equivalentes a 401,32 milhões para 407,26 milhões de toneladas. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam 15,716 bilhões de bushels, ou 399,19 milhões de toneladas. A produtividade foi elevada de 178,5 para 181,2 bushels por acre, acima da expectativa de 177,6 bushels por acre.

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Nos estoques finais dos Estados Unidos, a estimativa para a soja subiu de 310 milhões para 315 milhões de bushels, ou de 8,44 milhões para 8,57 milhões de toneladas. Para o milho, a projeção avançou de 1,567 bilhão para 1,849 bilhão de bushels, o equivalente a 39,80 milhões para 46,96 milhões de toneladas.

O relatório também revisou para cima os estoques finais de trigo nos Estados Unidos, de 717 milhões para 740 milhões de bushels, ou de 19,52 milhões para 20,14 milhões de toneladas.

No cenário global, o USDA elevou os estoques de soja de 124 milhões para 124,3 milhões de toneladas e os de milho de 272,1 milhões para 280,4 milhões de toneladas em 2026/27. Para o trigo, a projeção mundial foi reduzida de 276,3 milhões para 276 milhões de toneladas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Casca do guaraná, geralmente descartada, pode fornecer cafeína e antioxidantes

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Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método “verde” e inovador que utiliza uma mistura à base de açúcares e outros compostos naturais para extrair das cascas das sementes do guaraná substâncias valiosas, como cafeína e antioxidantes.

Além de substituir os solventes tóxicos tradicionais, a nova estratégia também reduz significativamente o tempo de preparo e o consumo de energia durante o processo de produção, abrindo caminho para o aproveitamento sustentável da biodiversidade brasileira.

Poder da casca

Apesar de frequentemente ser descartada, a casca da semente desse fruto brasileiro é extremamente rica em guaranina (alcaloide quimicamente idêntico à cafeína), além de polifenóis altamente valorizados pela indústria de cosméticos e bioprodutos, como catequina, epicatequina e procianidina B2.

Os solventes normalmente usados para a extração desses compostos são voláteis e tóxicos, como o metanol. Outras substâncias provenientes da indústria do petróleo também precisam ser removidas na etapa final do processo.

Já com a nova formulação proposta pelo grupo da Unicamp, o extrato produzido com a casca da semente do guaraná sai pronto para ser utilizado por vários tipos de indústrias.

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Para isso, foram usados insumos renováveis, como o 1,3-propanodiol (produzido principalmente por meio da fermentação do açúcar do milho), a glicose (gerada durante a fotossíntese das plantas) e o ácido cítrico (que pode ser obtido, por exemplo, da fermentação do melaço da cana).

“Um dos principais diferenciais do estudo foi testar um solvente à base de açúcar altamente eficaz, que extrai bem os compostos da casca da semente do guaraná e dispensa a última etapa, que seria a retirada de solventes potencialmente tóxicos”, destaca o pesquisador.

“Desse modo, conseguimos reduzir o consumo energético, facilitando o processo e, ao mesmo tempo, mantendo os benefícios proporcionados pelas substâncias utilizadas na formulação do solvente, como o 1,3-propanodiol, que é umectante e ajuda a manter a hidratação, a glicose, que traz viscosidade, e o ácido cítrico, que ajuda na estabilidade e na duração do produto”, explica Felipe Sanchez Bragagnolo, pós-doutorando na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA-Unicamp).

O projeto contou com a participação de pesquisadores da Universidad Politécnica de Madrid e do Instituto de Investigación en Ciencias de la Alimentación (ambos da Espanha), além da Universidad de la República, do Uruguai.

Importância da casca

O Brasil produziu em 2025 cerca de 2.460 toneladas de sementes de guaraná, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A semente representa só entre 15% e 20% do peso total do fruto fresco; os outros 80% ou 85% correspondem à casca avermelhada e ao casquilho. O reaproveitamento desse expressivo volume de subprodutos abre oportunidades para a bioeconomia.

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“A cafeína e os compostos fenólicos do guaraná têm várias potencialidades. Por isso, um produto desenvolvido com um tipo de solvente que também possa ser considerado como um aditivo para a formulação final pode ir justamente ao encontro dessa tendência do mercado. Além disso, também temos a questão da biodiversidade, já que o guaraná é nativo do Brasil”, avalia Bragagnolo.

Entre os próximos passos do grupo está o desenvolvimento de novas tecnologias que envolvam a biodiversidade brasileira.

“Usar cascas de outras frutas, trocar a glicose por mel, testar outras formas de aplicação e de composição para esse solvente e para o extrato final, retirado depois de todo esse processo: todos esses testes poderiam ser feitos na universidade, mas também em colaboração com empresas que estivessem desenvolvendo novos produtos”, diz o pesquisador.

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Pragas da soja, milho e algodão são alvo de novo inseticida com ação rápida

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O controle de pragas que comprometem a produtividade da soja, do milho e do algodão é o foco de um novo inseticida apresentado pela UPL Brasil. Batizado de Sucessor, o produto utiliza uma tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete combater insetos em um intervalo médio de 30 minutos a uma hora após a aplicação.

A solução é direcionada ao manejo do complexo de percevejos e da cigarrinha nas lavouras de soja e milho, além do bicudo-do-algodoeiro, uma das principais pragas da cotonicultura brasileira.

Segundo a fabricante, o inseticida foi desenvolvido ao longo de mais de dez anos de pesquisas e passou por avaliações em diferentes regiões produtoras do país nas últimas safras.

A principal característica anunciada pela empresa é a combinação de velocidade de ação e efeito residual prolongado, com potencial para reduzir a necessidade de novas aplicações. Os resultados de eficácia, entretanto, podem variar conforme a espécie da praga, a pressão de infestação e as condições de manejo.

Tecnologia busca ampliar eficiência no controle de pragas

O Sucessor utiliza a tecnologia Blast, desenvolvida pela UPL para permitir a combinação de ingredientes ativos que, segundo a fabricante, apresentam dificuldades de compatibilidade em formulações convencionais.

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A proposta é aproveitar a ação conjunta dessas substâncias para obter maior eficiência no combate aos insetos e prolongar o período de proteção das lavouras.

De acordo com Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da UPL Brasil, a formulação foi projetada para oferecer ação inicial rápida e controle residual.

“Sucessor combina choque extremo, velocidade de ação, longo efeito residual e consistência de controle. Esses diferenciais só são possíveis devido à tecnologia de formulação Blast”, afirma.

A empresa sustenta que a rapidez no controle dos insetos pode contribuir para diminuir a reinfestação e, consequentemente, a necessidade de reaplicações. A definição do número de tratamentos, porém, depende do monitoramento das pragas e das recomendações técnicas para cada cultura.

Testes avaliaram desempenho em condições brasileiras

Antes de chegar ao mercado, o inseticida passou por experimentos conduzidos em diferentes regiões do Brasil.

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O pesquisador Geraldo Papa, que participou das avaliações de campo, afirma que os resultados observados colocam o produto em patamar semelhante ao de outras soluções utilizadas no controle de percevejos e do bicudo-do-algodoeiro.

“Tanto para percevejos da soja como do milho e para bicudo do algodão, Sucessor está no mesmo nível dos melhores”, relata.

Segundo Papa, em determinadas avaliações o produto apresentou desempenho superior ao de alguns inseticidas utilizados como referência. O material divulgado, no entanto, não apresenta os dados completos dos ensaios, como índices de mortalidade, doses aplicadas e condições experimentais, para uma comparação independente.

Outro pesquisador que acompanhou o desenvolvimento da tecnologia foi Edivaldo Velini. Ele destaca a adaptação da formulação às condições encontradas nas lavouras brasileiras.

Para Velini, um dos aspectos relevantes é a estabilidade da mistura e a possibilidade de aproveitar a ação conjunta dos ingredientes ativos.

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“A tecnologia Blast permitiu que a eficácia fosse comprovada em condições brasileiras, o que dá muito mais segurança para os agricultores utilizarem o produto em suas lavouras”, afirma.

Produto foi desenvolvido ao longo de mais de dez anos

Segundo Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do novo inseticida levou mais de uma década e considerou demandas identificadas junto a produtores e pesquisadores.

A companhia afirma que o Sucessor reúne registro para uso nas três culturas contempladas pela tecnologia: soja, milho e algodão.

O lançamento ocorre em um cenário no qual o manejo de insetos exige atenção dos agricultores, especialmente diante da necessidade de preservar a produtividade e evitar perdas provocadas por infestações.

Além da eficiência dos produtos, o controle dessas pragas depende de estratégias de manejo integrado, que incluem monitoramento das populações, identificação dos insetos, adoção de níveis de ação e rotação de mecanismos de ação para reduzir o risco de resistência.

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Para os produtores, a utilização do novo inseticida deve considerar as pragas e culturas autorizadas em registro, as doses recomendadas e as orientações da bula, além das condições específicas de cada lavoura.

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Rio Grande do Sul amplia rede de monitoramento da ferrugem asiática da soja

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A Emater do Rio Grande do Sul instalou na última semana coletores de esporos para o monitoramento da ferrugem asiática da soja no estado. O trabalho integra o Programa Monitora Ferrugem RS, coordenado pela Secretaria de Agricultura e pela Emater, com foco na identificação da presença de esporos de Phakopsora pachyrhizi, fungo causador da doença. Na safra 2026/2027, a rede conta com 100 pontos de coleta distribuídos pelo território gaúcho.

O programa teve a primeira fase na safra 2019/2020, quando monitorava 24 municípios. Desde então, a estrutura foi ampliada até alcançar os 100 pontos de coleta instalados nesta temporada.

Entre os coletores instalados no Rio Grande do Sul, 11 estão na região administrativa de Santa Rosa. Os pontos estão distribuídos nos municípios de São Paulo das Missões, Garruchos, Bossoroca, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Giruá, Santa Rosa, Três de Maio, Novo Machado, Santo Antônio das Missões e São Miguel das Missões.

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Segundo a Emater, a região administrativa de Santa Rosa deverá cultivar mais de 784,5 mil hectares de soja na safra 2026/2027. Nesse contexto, o monitoramento busca acompanhar a presença de esporos do fungo associado à ferrugem asiática ao longo do ciclo produtivo.

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De acordo com a Emater, a instalação dos coletores e a colocação da primeira lâmina ocorreram em 5 de outubro. A partir dessa etapa, as lâminas serão substituídas semanalmente, sempre às segundas-feiras, e encaminhadas a laboratórios parceiros para análise.

As coletas previstas pelo Programa Monitora Ferrugem RS seguem até 8 de março de 2027, dentro do cronograma de acompanhamento da ferrugem asiática da soja no estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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