Sustentabilidade
Safra de soja argentina é estimada em 52,5 mi de t em 2026/27 – USDA – MAIS SOJA

De acordo com um adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a produção de soja da Argentina deve ser de 52,5 milhões de toneladas em 2026/27, ante 50,5 milhões na temporada anterior. A área total cultivada está estimada em 17,4 milhões de hectares em 2026/27, ante 16,5 milhões em 2025/26.
As exportações devem somar 5,5 milhões toneladas em 2026/27, ante 5,7 milhões na temporada anterior. As importações do país do país devem seguir em 7 milhões em 2026/27. Os estoques finais devem passar de 7,178 milhões de toneladas para 11,378 milhões de toneladas em 2026/27.
Auor/Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras
Sustentabilidade
Preços do arroz em casca sobem no RS impulsionados por exportações e firme demanda – MAIS SOJA

Setembro foi marcado pela continuidade da recuperação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. A oferta mais restrita sustentou as cotações, com produtores resistentes a ampliar as vendas, enquanto a intensidade da demanda variou ao longo do mês. Em determinados períodos, a concorrência entre indústrias domésticas, compradores de outros estados e agentes voltados à exportação intensificou a disputa pela matéria-prima.
A necessidade de recomposição dos estoques de algumas empresas também contribuiu para manter a procura aquecida. Nas primeiras semanas de setembro, produtores mais capitalizados permaneceram retraídos, enquanto vendedores com necessidade de caixa estiveram mais ativos. Do lado comprador, a demanda variou ao longo do período, mas ganhou força com a maior atuação de indústrias de outros estados e, principalmente, de agentes voltados à exportação.
Negócios chegaram a trabalhar com referências de R$ 90/sc de 50 kg posto Porto de Rio Grande, ampliando a concorrência pela matéria-prima. A baixa disponibilidade de arroz com rendimento inferior a 57% de grãos inteiros também levou compradores externos a buscar lotes com 58%, aumentando a disputa com a indústria doméstica.
Na segunda metade do mês, porém, a demanda externa perdeu intensidade e parte dos compradores reduziu a atuação. Ainda assim, indústrias com necessidade de recompor estoques permaneceram ativas, mantendo as cotações sustentadas. Na reta final de setembro, o mercado ficou mais heterogêneo, com oscilações nos preços, enquanto o excesso de chuvas, sobretudo na região central do estado, passou a dificultar tanto os negócios quanto os trabalhos de implantação da nova safra.
Preços regionais – No último mês, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 80,70/sc de 50 kg, alta de 8,7% frente à de agosto. No acumulado de setembro, entre 31 de agosto e 30 de setembro, o avanço foi de 6,04%. Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, houve aumento de 7,35% na Campanha, a R$ 78,43/sc de 50 kg. Na Fronteira Oeste e na Zona Sul, as elevações foram de 7,51% e 9,25%, respectivamente, a R$ 80,39/sc e R$ 82,50/sc. Na Planície Costeira Externa, Depressão Central e Planície Costeira Interna, as altas foram ainda mais expressivas, de 9,27%, 9,29% e 10,36%, a R$ 80,62/sc, R$ 76,76/sc e R$ 84,04/sc, respectivamente.
Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 63% a 65% de grãos inteiros subiu 8,16% entre agosto e setembro, a R$ 82,62/sc de 50 kg. Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, o aumento foi de 8,34%, a R$ 81,94/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, a elevação foi ainda mais intensa, de 10,03%, para R$ 79,29/sc.
Arroz beneficiado e indústria – Os preços do arroz beneficiado também avançaram em setembro. Segundo o IRGA, a média mensal foi de R$ 128,80/sc de 30 kg, alta de 1,9% frente a agosto e de 3,74% em relação a setembro de 2025.
Já os dados mais recentes da Produção Industrial Física do IBGE apontam redução da atividade em agosto. O índice de beneficiamento de arroz e de fabricação de produtos do arroz ficou em 89,33 pontos, queda de 6,12% frente a julho, mas ainda 0,4% acima do registrado em agosto de 2025. Preços internacionais – No mercado internacional, os preços também avançaram em setembro, sobretudo para o arroz Indica. Segundo a FAO, o índice agregado de preços do arroz (FARPI) alcançou média de 110,5 pontos, alta de 1,4% frente a agosto e de 9,5% em relação a setembro de 2025. O índice específico do Indica avançou 2,6% no mês, para 115 pontos, atingindo o maior nível em 20 meses e completando a sexta alta mensal consecutiva.
Nos demais segmentos acompanhados pela FAO, os preços recuaram entre 0,5% e 2%, principalmente diante da menor demanda. Nas Américas, a menor safra em colheita nos Estados Unidos e as perspectivas de novos cortes de produção entre países concorrentes do Mercosul contribuíram para sustentar as cotações do Indica.
Entre as referências do Mercosul para o arroz com 5% de quebrados, os preços médios chegaram a US$ 572,20/t no Brasil, US$ 564,90/t no Uruguai e US$ 477,50/t na Argentina. Frente a agosto, as altas foram de 5,61%, 4,36% e 4,95%, respectivamente.
Safra 2026/27 – A semeadura da safra 2026/27 avançou no Rio Grande do Sul durante setembro. Segundo a Conab, entre 18 e 25 do mês, a parcela semeada passou de 10% para 18% da área prevista, percentual superior aos 2% registrados no mesmo período de 2025 e à média dos últimos cinco anos, de 6,1%.
Entre os seis estados acompanhados pela Companhia, que representam 88% da área cultivada com arroz no País, a semeadura chegou a 15,5% até 25 de setembro. Em Santa Catarina, os trabalhos alcançaram 27% da área, enquanto, no Maranhão, permaneceram em 6,5%. No Rio Grande do Sul, contudo, o excesso de chuvas passou a limitar os trabalhos no encerramento do mês, sobretudo na região central. As precipitações elevaram o nível do Rio Jacuí e dificultaram o avanço das atividades em algumas áreas.
Fonte: Agromensais Cepea
Sustentabilidade
Semeadura do arroz no RS avança de forma heterogênea sob impacto das chuvas – MAIS SOJA

A implantação do arroz ocorre de forma heterogênea entre as regiões. Na Região Sul, a semeadura avançou expressivamente. Em termos de extensão semeada, na Fronteira Oeste, o plantio está mais avançado, alcançando aproximadamente 50% da área em alguns municípios. Em algumas áreas, o prosseguimento das operações ainda depende da diminuição da umidade e dos níveis dos rios.
Foi dada continuidade ao preparo das áreas onde as condições de solo permitiram, embora o elevado volume de chuvas tenha imposto restrições ao avanço das operações. Nas áreas de várzea e próximas aos cursos d’água, foram registrados alagamentos. O excesso hídrico também provocou erosão de solo e de nutrientes, podendo comprometer o estabelecimento e o potencial produtivo das áreas mais afetadas.
A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os volumes expressivos de chuva praticamente interromperam o avanço da semeadura. Em São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, áreas foram afetadas por enchentes e estão em avaliação quanto à
necessidade de replantio e de reparos nos sistemas de irrigação e drenagem. Já são observados danos por perda de solo e fertilizantes e atraso no desenvolvimento das plantas.
Na de Pelotas, a semeadura avançou de 8% para 21% da área estimada no período. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo. Na de Santa Maria, pouco mais de 10% da área foi plantada. Em Formigueiro, em áreas de várzea dos rios Vacacaí e São Sepé, a perspectiva de novas chuvas gera risco de redução da área efetivamente implantada.
Na de Santa Rosa, as lavouras situadas próximas aos rios foram temporariamente alagadas devido à elevação dos níveis dos cursos d’água, embora o período de inundação tenha sido relativamente curto.
Na de Soledade, prosseguiu o preparo para o cultivo de arroz pré-germinado, e iniciou o plantio em algumas áreas. Também ocorre a implantação em sistema de semeadura em solo seco. As chuvas frequentes e volumosas dificultaram tanto o preparo do solo quanto a semeadura. A área semeada corresponde a 7%.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,25%, passando de R$ 80,89 para R$ 80,69.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Chuvas e granizo afetam lavouras de milho e desaceleram plantio no RS – MAIS SOJA

A semeadura de milho avançou pouco nas principais regiões produtoras, mas continuou condicionada pela elevada umidade do solo e pela ocorrência de chuvas intensas. As lavouras implantadas (75%) estão predominantemente em germinação, emergência e início do desenvolvimento vegetativo. Apesar das baixas temperaturas, da reduzida luminosidade e do excesso hídrico em algumas áreas, o estabelecimento está satisfatório.
Os temporais registrados no final de setembro provocaram danos localizados a folhas e plantas, erosão, falhas de estande e perdas de potencial produtivo, e ocorreu granizo em diferentes regiões. Nas áreas não afetadas, avançaram as operações de adubação nitrogenada em cobertura e o manejo de insetos. Há incidência pontual de percevejos, grilos e cigarrinhado-milho, cuja pressão está baixa ou em redução em parte das lavouras.
A expectativa de produção está elevada nas áreas com bom estabelecimento, embora os danos provocados pelos eventos meteorológicos já tenham reduzido o potencial de algumas lavouras. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Itacurubi, a precipitação de granizo atingiu as lavouras, e foram observados problemas de erosão em áreas declivosas ou com pouca cobertura de palhada. Em São Gabriel, as chuvas intensas provocaram problemas de germinação, falhas de estande e danos pontuais de granizo. Em São Borja, as plantas que ainda não receberam nitrogênio em cobertura apresentam coloração amarelada associada às baixas temperaturas e à nebulosidade. Em Manoel Viana, o desenvolvimento da cultura está adequado, e a semeadura está concluída.
As operações de manejo estão em andamento. Na de Caxias do Sul, a semeadura ocorre em ritmo muito lento devido às chuvas e à elevada umidade do solo. As áreas já implantadas apresentam boa germinação, mas o crescimento inicial está reduzido pela combinação de baixas temperaturas e luminosidade.
Na de Frederico Westphalen, cerca de 75% da área foi semeada, e o estabelecimento está satisfatório. As operações se concentram no controle de cigarrinha-do-milho e de percevejos e na aplicação de nitrogênio em cobertura.
Na de Ijuí, a semeadura permanece em 92% da área. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, embora as chuvas tenham provocado danos foliares e o granizo tenha reduzido em até 50% o índice foliar nas áreas atingidas. Também ocorreram perdas de plantas por erosão em áreas de convergência do terreno. Foram observadas infestações pontuais de grilos e percevejos. O monitoramento de cigarrinha indica baixa incidência.
Na de Passo Fundo, a semeadura atingiu 90% da área prevista de aproximadamente 84 mil hectares. As lavouras se encontram em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Foi realizada adubação nitrogenada em cobertura nas áreas mais precoces. Na de Pelotas, foram semeados 5%, e as lavouras com estabelecimento inicial satisfatório.
Na de Santa Rosa, 89% da área foi semeada, e o restante será implantado em safrinha. O granizo no final de setembro provocou perdas expressivas, e há necessidade de ressemeadura ou substituição por outra cultura em alguns casos. Em Santo Antônio das Missões, pelo menos 25 dos aproximadamente 100 pivôs de irrigação do município tombaram durante o temporal. Nas áreas não afetadas, avançaram as aplicações de nitrogênio. A população de cigarrinhas reduziu em relação às primeiras áreas emergidas.
Na de Soledade, não houve avanço da semeadura, que atingiu 60% da área. Os plantios mais precoces se encontram em fase de conclusão. As temperaturas mais baixas após as chuvas reduziram o ritmo de crescimento, mas há tendência de recuperação mediante elevação térmica.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,37%, passando de R$ 62,67 para R$ 62,44. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
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