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8 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Qual era o máximo que podia ser produzido de soja na safra 2025/26? – MAIS SOJA

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O potencial de produtividade de uma lavoura é definido como o máximo que pode ser produzido, segundo o clima e as características genéticas da cultivar escolhida. Quando não existe limitação por água, esse potencial é definido como potencial de produtividade irrigado (PI); já nos casos das lavouras de sequeiro, o solo e a água durante o ciclo da cultura passam a ser fatores que definem o potencial de produtividade de sequeiro (PS). Hoje, existem diversos trabalhos que abordam o potencial de produtividade como uma forma de diagnosticar as oportunidades dos sistemas de produção.

O Soybean Money Maker (SMM), trabalho focado em identificar o potencial de produtividade de soja no Brasil e no Paraguai, realizou avaliação de 234 lavouras na safra 2025/26 para observar o cenário de PI e PS em 15 estados do Brasil e 7 departamentos do Paraguai. Os resultados mostraram que o PI variou entre 5,0 e 7,0 toneladas por hectare (t ha-1) (83 a > 116 sacas por hectare). Ao analisar o cenário brasileiro, observa-se que os maiores potenciais foram registrados no norte do Rio Grande do Sul (RS) e Mato Grosso do Sul (MS), além do nordeste do Paraná (PR) e sudeste de São Paulo (SP), enquanto os menores foram observados no noroeste do Pará (PA), norte do Tocantins (TO) e no estado do Maranhão (MA). De maneira geral, verifica-se a existência de um gradiente de PI em função da latitude. Ao analisar o Paraguai, o PI das lavouras diagnosticadas variou entre 5,5 e 6,8 t ha-1 (92 a 113 sacas por hectare), com os maiores valores concentrados nos departamentos de Alto Paraná e Caaguazú (Figura 1).

Figura 1. Potencial de produtividade irrigado, em toneladas por hectare, no Soybean Money Maker (SMM) safra 2025/26, delimitada exclusivamente à área de colheita da cultura da soja no Brasil e no Paraguai com lavouras diagnosticadas no SMM. Fonte: Equipe FieldCrops.

Os resultados do PS mostraram um cenário muito diferente com variação entre 3,0 e 7,0 toneladas por hectare (t ha-1), o que equivale a 50 a >116 sacas por hectare. Os menores valores de PS foram observados nas regiões sul e noroeste do RS, sul do MS e noroeste do PR, além de áreas no norte de Goiás (GO), leste da Bahia (BA), sul do MA e oeste do PA. Esses menores patamares estiveram associados principalmente à irregularidade das chuvas ao longo do ciclo da cultura, somada à baixa capacidade de armazenamento de água no solo.

Analisando o Paraguai, observa-se que o menor PS diagnosticado pertence ao departamento de San Pedro (3,0 t ha-1 ou 50 sacas por hectare). Isso devido à menor concentração de chuvas no departamento somada a solos predominantemente arenosos e com temperaturas médias superiores à zona oriental do país. Em contrapartida, departamentos como Itapúa, Caazapá, Alto Paraná e Canindeyú apresentaram maiores valores de PS (acima de 5 t ha-1) (Figura 2).

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Figura 2. Potencial de produtividade de sequeiro, em toneladas por hectare, no Soybean Money Maker (SMM) safra 2025/26, delimitada exclusivamente à área de colheita da cultura da soja no Brasil e no Paraguai com lavouras diagnosticadas no SMM. Fonte: Equipe FieldCrops.


Referências:

ALVES, A.F. et al., 2026. Soybean Money Maker: o resultado do diagnóstico: colher + investindo certo – Safra 2025/2026, 6 ed. Disponível em: < https://www.equipefieldcrops.com/e-books >, acesso: 12/09/2026.

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Sustentabilidade

SLC Agrícola prevê elevação na área de soja e algodão em 2026/27; milho deve cair – MAIS SOJA

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A SLC Agrícola divulgou suas estimativas de área e produtividade para as culturas de soja, milho e algodão para a temporada 2026/27.

A empresa projeta área plantada de 854,4 mil hectares para a safra 2026/27, crescimento de 2,2% em relação à safra anterior. A expansão é impulsionada pelo algodão de segunda safra, viabilizado, principalmente, pela ampliação da área irrigada, fruto do principal projeto de investimento da companhia.

O algodão deve chegar a 200,36 mil hectares, somando-se as duas safras, elevação de 0,3% ante 2025/26. A área de soja deve somar 442,075 mil hectares, avanço de 2,9% ante 2025/26. Já o milho segunda safra deve cobrir 154,607 mil hectares, retração de 2,3% ante a temporada anterior.

O algodão primeira safra foi orçado em 2.075 quilos por hectare, apresentando avanço de 0,4% ante 2025/26. O algodão segunda safra está projetado em 2.000 kg/ha, 0,9% de alta em relação a temporada 2025/26.

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O milho segunda safra foi previsto em 7.957 kg/ha, sendo 2,8% superior ao ano passado. A soja (comercial + sementes) deve ter um rendimento de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante 2025/26.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sucessor®, o novo e potente inseticida da UPL, com tecnologia BlastTM, possui efeito de choque extremo para combate das principais pragas da soja, milho e algodão – MAIS SOJA

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A UPL Brasil, empresa do Grupo UPL, fornecedor global de soluções agrícolas sustentáveis, eleva sua linha de inseticidas ao mais alto padrão de eficácia com Sucessor®, solução com formulação inédita e tecnologia Blast™, que combate as mais importantes pragas da soja e milho (complexo de percevejos e cigarrinha) e do algodão (bicudo).

Sucessor® fortalece ainda mais a liderança da UPL em inseticidas contra pragas, posição conquistada com contínuos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de escuta ativa dos produtores e pesquisadores.

Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, assinala: “Sucessor® é o resultado de mais de 10 anos de investimentos em pesquisa e representa a evolução do controle de pragas, sendo o único produto da categoria registrado para as três culturas. Essa inovação da UPL é reflexo do nosso modelo de inovação que escuta as necessidades do campo para desenvolver tecnologias aderentes aos principais desafios da lavoura, apoiando o agricultor que precisa de ferramentas cada vez mais modernas, eficientes, confiáveis e consistentes”.

Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da UPL Brasil, acrescenta: “Sucessor® combina choque extremo, velocidade de ação, longo efeito residual e consistência de controle. Esses diferenciais só são possíveis devido à tecnologia de formulação Blast™, desenvolvida pela UPL, que possibilita a combinação de ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma formulação altamente sinérgica e consistente.”

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Sucessor® proporciona choque extremo sobre os alvos, com eliminação, em média, entre 30 minutos e uma hora. Consequentemente, os agricultores precisam de menos aplicações para combater os insetos que causam tantos prejuízos aos cultivos. A velocidade e eficácia do evento de choque também reduz a taxa e velocidade de reinfestação, adicionando ao efeito prolongado do produto na lavoura.

O produto chega ao mercado após testes realizados em diferentes regiões do Brasil nas últimas safras. Os resultados comprovam seus atributos positivos, informa o pesquisador Geraldo Papa, que avaliou a performance do produto no campo. Papa destaca que “tanto para percevejos da soja como do milho e para bicudo do algodão, Sucessor® está no mesmo nível dos melhores”.

Ele diz: “se pegar os três melhores para o bicudo, Sucessor® está no mesmo nível ou melhor em alguns aspectos; se pegar os melhores para controle de percevejos em soja, Sucessor® entrou no mesmo nível e em alguns aspectos melhor; e para o percevejo barriga-verde do milho, a mesma coisa”.

O pesquisador Edivaldo Velini também acompanhou o desenvolvimento da tecnologia de formulação do produto e experimentos de Sucessor®. Para ele, um mérito é a tropicalização da tecnologia. Ou seja: “a tecnologia Blast™ permitiu que a eficácia fosse comprovada em condições brasileiras, o que dá muito mais segurança para os agricultores utilizarem o produto em suas lavouras”. Ele destaca também a captura de sinergismo entre os princípios ativos, assim como a estabilidade da formulação, este “o grande diferencial do produto”.

“Gerar a inovação que transforma o agro por meio da escuta ativa do campo é parte de quem somos. É nossa responsabilidade colocar no mercado soluções que ajudam o agricultor brasileiro a superar os desafios de cada safra. Com Sucessor®, avançamos muito nesse compromisso”, ressalta o CEO Cristiano Figueiredo.

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Sobre a UPL

A UPL Ltd. (NSE: UPL &amp; BSE: 512070, LSE: UPLL) é uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões. Além disso, o Grupo está focado em acelerar o progresso do sistema alimentar por meio do conceito OpenAg®. Consequentemente, tem construído uma rede que está reimaginando a sustentabilidade e redefinindo a maneira como uma indústria inteira pensa e trabalha – aberta a novas ideias, e inovação como missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável.

Como uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo (presentes em mais de 140 países, representados por mais de 12.000 colaboradores globalmente), o seu robusto portfólio consiste em soluções inovadoras, biológicas e tradicionais de proteção de cultivos – com mais de 15.000 registros. Para obter mais informações e soluções em toda a cadeia de valor alimentar, Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

El Niño ‘explosivo’ pode ser um dos mais fortes desde 1950 entre janeiro e março de 2027, com Pacífico acima de 4°C; veja o que vem pela frente

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Os dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que o El Niño continua ganhando força e pode alcançar uma intensidade histórica nos próximos meses. Segundo a agência, a probabilidade de o fenômeno permanecer forte a muito forte entre janeiro e março de 2027 supera 83%.

A intensificação foi observada principalmente nas águas do Pacífico equatorial. No último mês, foram registradas anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 4 °C em partes do Pacífico equatorial oriental. O índice Niño-3.4 chegou a +2,1 °C, enquanto o Niño-3 atingiu +3,0 °C e o Niño-1+2 alcançou +3,9 °C.

A NOAA também aponta que as condições abaixo da superfície do oceano continuam reforçando o fenômeno. As temperaturas subsuperficiais permanecem mais de 10 °C acima da média em profundidade no Pacífico oriental, enquanto mudanças nos ventos, na convecção e na precipitação indicam que oceano e atmosfera estão atuando de forma conjunta para fortalecer o El Niño.

O cenário chama ainda mais atenção quando são consideradas as chances de um evento histórico. A NOAA estima 54% de probabilidade de que a intensidade do fenômeno supere o nível de eventos anteriores entre setembro e novembro, 83% entre outubro e dezembro e 70% entre novembro e janeiro. O critério considera um RONI de três meses igual ou superior a +2,5 °C.

Apesar da força do fenômeno, a NOAA ressalta que a intensidade do El Niño, sozinha, não determina exatamente como o clima vai se comportar em cada região. A distribuição das chuvas, a atuação de sistemas meteorológicos de menor escala e o momento em que esses eventos ocorrem também são fundamentais para definir os impactos sobre o Brasil e sobre a agricultura.

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Para a safra 2026/27 de soja, portanto, o alerta está ligado principalmente à possibilidade de mudanças no padrão de chuva e temperatura ao longo dos próximos meses. O El Niño já está estabelecido e se fortalecendo, mas seus efeitos não representam uma garantia de estiagem ou excesso de chuva. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO da NOAA está prevista para 12 de novembro de 2026.

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