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6 de outubro de 2026

Business

AMAGGI amplia uso de B100 em operações de três fazendas de MT

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A AMAGGI utilizou cerca de 360 mil litros de biodiesel puro (B100) em 47 máquinas durante operações agrícolas realizadas entre julho e agosto em três fazendas de Mato Grosso. O combustível foi empregado na colheita de algodão e milho e no preparo do solo, sem registro de perda de potência ou necessidade de adaptação dos equipamentos.

A experiência ocorreu nas fazendas Itamarati, em Campo Novo do Parecis, Água Quente, em Sapezal, e Nova, em Primavera do Leste. A empresa avalia que o desempenho observado durante as atividades abre espaço para ampliar a utilização do biocombustível em outras operações.

Além do volume utilizado, um dos pontos acompanhados pela companhia foi o comportamento das máquinas com o B100. De acordo com a AMAGGI, não foi necessária a substituição de peças nem a realização de alterações nos equipamentos para o uso do combustível.

“A ampliação do uso do B100 em mais três fazendas, e nas operações mais importantes da safra, demonstra a nossa confiança nesse biocombustível”, afirma o diretor Agro da AMAGGI, José Eduardo Tomaz.

Experiência avança dentro da empresa

A utilização do biodiesel puro não começou nesta safra. Desde 2023, o B100 é usado em parte dos caminhões que transportam os grãos da empresa. Na Fazenda Sete Lagoas, em Diamantino, todo o maquinário também opera com o combustível.

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Foi nessa propriedade que a AMAGGI realizou, no primeiro semestre deste ano, a primeira colheita de soja da empresa com máquinas abastecidas exclusivamente com B100. O combustível também já passou por testes na frota fluvial.

A produção do biodiesel é feita pela própria AMAGGI e integra as iniciativas da companhia para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Conforme a empresa, a substituição pelo biocombustível pode representar uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa, de acordo com o GHG Protocol.

A ampliação dos testes nas fazendas de Mato Grosso também ocorreu em um novo cenário regulatório. Em julho, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) retirou a exigência de autorização prévia para o uso voluntário de B100 em testes, dando mais agilidade à adoção do combustível nas operações.

Para Tomaz, os resultados obtidos nas três propriedades reforçam a viabilidade do B100 no campo. “Foram usados cerca de 360 mil litros, sem perda de potência perceptível. A colheita dessa safra 25/26 atesta a performance do Biodiesel. É mais uma evidência de sua viabilidade dentro da estratégia de sustentabilidade da companhia”, completa.


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Colheita do milho de segunda safra chega a 99,8% no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil alcançou 99,8% da área até a última sexta-feira (2), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6). O avanço foi de 0,3 ponto porcentual sobre a semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 0,2 ponto porcentual abaixo. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,9%, o atraso é de 0,1 ponto porcentual.

Segundo a Conab, apenas São Paulo e Paraná ainda não concluíram totalmente a colheita do milho de inverno no país. Ambos registravam 99% da área colhida até a sexta-feira (2). Nos demais Estados produtores, os trabalhos já atingiram 100%.

No caso da soja 2026/27, a semeadura chegou a 9,4% da área, com avanço semanal de 5,5 pontos porcentuais. Em relação ao mesmo momento da safra passada, o plantio está 1,2 ponto porcentual abaixo. Já na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 8,8%, os trabalhos estão em ritmo mais avançado.

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O Paraná lidera o plantio da oleaginosa, com 28% da área semeada. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 15%, e Mato Grosso, com 14,4%.

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Para o milho de primeira safra 2026/27, a semeadura atingiu 30,8% da área, alta de 3,3 pontos porcentuais frente à semana passada. O índice supera em 1,7 ponto porcentual o registrado no mesmo período do ciclo 2025/26 e também fica acima da média de cinco anos, de 27,9%.

Entre os Estados, o Paraná aparece com 72% da área semeada, seguido por Santa Catarina, com 65%, e Rio Grande do Sul, com 30,8%.

A colheita de trigo 2026 também avançou e alcançou 36,4% da área até a última sexta-feira (2), com ganho semanal de 7,5 pontos porcentuais. No mesmo período da safra passada, o porcentual era de 31%. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 34,7%.

No trigo, o Paraná, maior produtor ao lado do Rio Grande do Sul, já colheu 62% da área. No Estado gaúcho, a retirada das lavouras do campo ainda não havia começado até a sexta-feira (2).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Imea estima área maior e produção de 6,65 milhões de toneladas de algodão em MT na safra 2026/27

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Mato Grosso deve ampliar a área destinada ao algodão na safra 2026/27, mas a produtividade projetada abaixo do recorde alcançado no ciclo anterior deve limitar o crescimento da produção. A primeira estimativa do Imea aponta 1,427 milhão de hectares a serem cultivados e 6,645 milhões de toneladas de algodão em caroço na próxima temporada. Já a safra 2025/26 foi encerrada com 1,37 milhão de hectares, produtividade histórica de 330,25 arrobas por hectare e produção de 6,81 milhões de toneladas.

A área estimada para o próximo ciclo representa aumento de 3,84% em relação à temporada 2025/26. Conforme o Instituto, a intenção de ampliar o cultivo está relacionada ao cenário atual de preços da pluma, considerado mais atrativo pelos cotonicultores.

Apesar da expansão da área, o rendimento médio esperado é de 310,39 arrobas por hectare, queda de 6,01% frente ao recorde registrado em 2025/26. A projeção considera condições climáticas menos favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, visto possíveis impactos do El Niño.

A estimativa ainda é inicial, reforça o Imea, e pode mudar conforme o andamento da soja, às condições climáticas durante a semeadura e o comportamento dos preços.

“O andamento da safra de soja, em conjunto com o clima no período da semeadura do algodão, bem como os patamares de preços nesse período, será fundamental para a decisão final do produtor”, ressalta a analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira.

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Safra 2025/26 teve rendimento histórico

Na temporada 2025/26, a área de algodão em Mato Grosso foi consolidada em 1,37 milhão de hectares, recuo de 11,18% em relação ao ciclo 2024/25. Mesmo com a redução, as lavouras encerraram a colheita com o maior rendimento já registrado na série histórica do Imea.

A produtividade de 330,25 arrobas por hectare ficou 2,13% acima da estimativa divulgada no mês anterior e 4,80% superior à da safra 2024/25. O resultado foi favorecido pelas chuvas ao longo do desenvolvimento da cultura, que contribuíram para a formação e o enchimento das maçãs.

“Com a finalização da colheita aqui em Mato Grosso e o avanço do beneficiamento, foi possível mensurar com maior precisão a real produtividade do ciclo 2025/26. Diante disso, agora em outubro de 2026, o Imea consolidou a produtividade do algodão em caroço em 330,25 arrobas por hectare, um aumento de cerca de 4,80% em relação ao último recorde, registrado na safra passada 24/25”, explica Cíntia.

O ganho de produtividade, porém, não foi suficiente para compensar a retração da área. Com isso, a produção de algodão em caroço foi consolidada em 6,81 milhões de toneladas, 6,92% abaixo do volume registrado na safra 2024/25.


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Preço do trigo segue em alta, mas qualidade do cereal preocupa, aponta Cepea

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A colheita de trigo avança no Brasil, mas a qualidade do cereal colhido tem ficado abaixo das expectativas, cenário que tem dado sustentação aos preços do produto dentro dos padrões superiores, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

O excesso de umidade registrado ao longo do ciclo de cultivo prejudicou a classificação do grão: cresceu a disponibilidade de trigos classificados como tipos 2 e 3, com peso hectolítrico (PH) reduzido, enquanto caiu a oferta de trigo tipo 1.

Com menos produto dentro dos padrões de qualidade mais procurados pelo mercado, os vendedores que ainda detêm lotes classificados como superior têm conseguido elevar os valores praticados nas negociações.

A colheita nacional segue em desenvolvimento e já se aproxima de um terço da área cultivada. Dados da Conab referentes até 25 de setembro indicam que 28,9% da área destinada ao trigo no país já havia sido colhida até aquele momento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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