Featured
Antes do USDA: soja sem grandes novidades e recuo em Chicago; saiba as cotações

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas alterações no físico nesta quarta-feira (9), com os preços ainda em níveis elevados, principalmente nos portos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que há pouca soja disponível e os produtores que ainda possuem produto seguem segurando as ofertas em busca de bids melhores.
Com isso, permanece elevada a disparidade de preços entre compradores e vendedores, principalmente no mercado interno. “A indústria encontra dificuldade na originação, com o basis local bastante elevado”, destaca Silveira.
Na Bolsa de Chicago, a soja registrou pequenas quedas, enquanto o dólar avançou e os prêmios não apresentaram mudanças significativas. Nesse cenário, as oscilações no mercado físico foram pontuais.
No mercado físico, os preços apresentaram altas em algumas praças e estabilidade em outras.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 153,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 154,50
- Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 150,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 144,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 145,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,00 para R$ 161,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. O dia foi de realização de lucros e correção técnica, com os agentes posicionando suas carteiras diante do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta.
As perdas, entretanto, seguem limitadas pela boa demanda chinesa pela soja americana. Hoje, os exportadores privados reportaram a venda de 340 mil toneladas para a China e de 100 mil toneladas para destinos não revelados. Também limita as perdas a preocupação com o clima seco sobre o cinturão produtor. Além disso, o petróleo voltou a ter uma consistente alta.
Segundo o USDA, até 6 de setembro, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Não houve alteração nestes percentuais na comparação com a semana anterior.
O Departamento deverá, no seu relatório de setembro, indicar corte nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27 para a soja. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,492 bilhões de bushels. Em agosto, a previsão era de 4,519 bilhões.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 289 milhões de bushels, contra 320 milhões indicados em agosto. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 325 milhões para 320 milhões de bushels.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,1 milhões de toneladas, recuando frente aos atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá manter sua estimativa em 125,1 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,51%, a US$ 13,09 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,25 1/4 por bushel, com retração de 6,75 centavos de dólar ou 0,50%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,45%, a US$ 351,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,57 centavos de dólar, com perda de 0,13 centavo ou 0,18%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,1105 para venda e a R$ 5,1085 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1153.
O post Antes do USDA: soja sem grandes novidades e recuo em Chicago; saiba as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured
Eleitorado deu recado sobre segurança e custo de vida nas urnas, avalia cientista político da UnB

Professor Jeferson Ramos aponta avanço conservador no Congresso, pressão por mudanças no STF e indefinição no 2º turno presidencial
Nas eleições de 2026, o crescimento da participação de partidos mais conservadores no Congresso Nacional e no governo dos estados foi interpretado como uma resposta do eleitorado sobre pautas do dia a dia. A avaliação é do economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos.
Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram como pautas dominantes nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados estaduais e federais e governadores.
“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista ouvido pelo jornalismo da Rádio Nacional.
Críticas ao STF
Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) pesou menos na hora do voto, ficando mais de lado nas disputas eleitorais.
“Embora tenha sido uma temática relevante, que saiu na mídia e deixou a imagem do Supremo um pouco comprometida, o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista.
Apesar disso, o STF deve ser alvo das discussões legislativas no Senado Federal, com a nova configuração de maioria conservadora, segundo Jeferson. “Nos próximos quatro anos, veremos o desenho institucional do Supremo sofrer algumas alterações, a extensão do poder individual de cada ministro e, eventualmente, até a limitação do mandato [dos ministros da Suprema Corte].”
Fim da escala 6×1
No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida neste ano é o fim da escala 6×1, que tem votação prevista para esta semana, como confirmado pelo presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Porém, com a alteração expressiva na composição da Câmara e do Senado, o professor Jeferson Ramos dos Santos acredita que o ritmo de votação e o perfil das propostas tendem a mudar.
“O quadro político mudou sensivelmente. Geralmente, quando há incertezas, vemos nas casas legislativas uma postergação até que o quadro fique mais claro e os atores [blocos e lideranças parlamentares] se posicionarem. Então, não acho incomum se o fim da 6×1 tomasse um pouquinho mais de tempo para ir a plenário”, disse.
Disputa presidencial
De acordo com resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) vão para o segundo turno da disputa pela vaga presidencial com a menor diferença já registrada em um primeiro turno eleitoral.
São cerca de 2,22 milhões de votos (1,87 ponto percentual) favoráveis ao candidato Flávio.
O professor universitário percebe que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro, data em que os brasileiros voltam às urnas para decidir quem vai comandar o Brasil entre 2027 e 2030.
“Temos 2% de diferença entre os candidatos e uma abstenção recorde. São algumas dezenas de milhões de eleitores que não se posicionaram. Então, a campanha está aberta e, a partir desta semana, uma nova eleição se colocada na praça.”
Agendas legislativas
O resultado final da disputa presidencial pode ter impacto na agenda da nova legislatura da Câmara e do Senado Federal, a partir de 1º de fevereiro de 2027, prevê o especialista.
“A agenda, se mais conservadora, pode caminhar menos para temas trabalhistas e, talvez, para uma agenda de valores e mais focada em segurança pública. Mas o resultado da eleição presidencial vai ter impacto para reequilibrar um pouco essas pautas legislativas ou para empurrá-las ainda mais à direita”, estima o professor Jeferson Ramos dos Santos.
O horário eleitoral para o segundo turno voltará nesta sexta-feira (9). Os candidatos à Presidência da República e aos governos de seis estados mais o Distrito Federal poderão fazer propaganda até 23 de outubro, dois dias antes do pleito final.
Featured
Prefeitura de Cuiabá realiza mutirão do Outubro Rosa com mamografias e exames gratuitos no CER Pascoal Ramos

Ação “Mulheres em foco, saúde em ação” oferta Papanicolau, testes rápidos de ISTs, vacinação e terapias de bem-estar; veja como participar
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza neste sábado (10) uma ação especial em alusão ao Outubro Rosa, com serviços gratuitos de prevenção, exames e atendimentos no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Pascoal Ramos. A programação será realizada das 7h às 15h e é aberta à comunidade.
Com o tema “Mulheres em foco, saúde em ação”, a iniciativa busca ampliar o acesso da população aos cuidados preventivos e reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras doenças que afetam a saúde da mulher.
Durante a ação, serão oferecidos serviços de solicitação de mamografia, coleta e/ou agendamento de exame preventivo do colo do útero (Papanicolau), além de aferição de pressão arterial, verificação de glicemia e saturação de oxigênio e atualização da caderneta de vacinação.
A programação também inclui testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), orientações sobre alimentação saudável, atividade física, vacinação e exames preventivos, além de serviços de relaxamento e bem-estar, como massagem miofascial e relaxamento terapêutico com aplicação de luz infravermelha.
A ação será realizada em parceria pelas equipes do CER II Pascoal Ramos, UDR Coxipó, IST e Atenção Básica de Saúde, reunindo diferentes áreas da rede municipal para levar informação, prevenção e atendimento à população.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o Outubro Rosa é um período de mobilização para incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a própria saúde e não deixarem os exames preventivos para depois.
SERVIÇO
Data: 10 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 7h às 15h
Local: CER II Pascoal Ramos
Featured
Governador defende modelo de gestão de MT para o Brasil: “É isso que nós fazemos aqui e queremos para o país”

Otaviano Pivetta afirma que responsabilidade fiscal e redução do custo da máquina pública são caminhos para diminuir o peso do Estado sobre o trabalhador
O governador Otaviano Pivetta afirmou, em entrevista à CNN Brasil, nesta terça-feira (6.10), que o modelo de gestão adotado em Mato Grosso, desde 2019, pode servir de referência para o Brasil. Segundo ele, a responsabilidade fiscal, a redução do custo da máquina pública e a busca por maior eficiência do Estado são caminhos para diminuir o peso da estrutura pública sobre o trabalhador e criar condições para o país avançar.
“É isso que nós fazemos aqui em Mato Grosso e o que queremos para o Brasil. Precisamos de um Governo Federal que tenha responsabilidade fiscal, que não gaste de forma irresponsável e que tenha coragem para fazer as reformas de que o país precisa”, afirmou Otaviano Pivetta.
Entre as medidas adotadas em Mato Grosso estão o fortalecimento das regras de responsabilidade fiscal, a revisão dos incentivos fiscais, a reedição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) e a reforma administrativa.
Para o governador, esse conjunto de ações representa um modelo de gestão baseado no equilíbrio das contas, na eficiência e em resultados. “É preciso diminuir o tamanho da máquina pública, fazer o Estado custar e pesar menos sobre o trabalhador. Em Mato Grosso, nós fazemos isso com responsabilidade e foco em resultados. Eu represento um modelo de gestão de resultados e é isso que queremos para o Brasil”, disse.
Otaviano Pivetta também defendeu que a estrutura pública esteja voltada para a prestação de serviços e a realização de obras necessárias ao desenvolvimento.
“A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar, e não para ficar segurando, travando o desenvolvimento. O Estado precisa estar a serviço da população e do desenvolvimento”, concluiu.
Agro Mato Grosso13 horas agoImea estima área maior e produção de 6,65 milhões de toneladas de algodão em MT
Sustentabilidade9 horas agoSoja/BR: Semeadura alcança 9,4% impulsionada pelas chuvas em MT e no Sul – MAIS SOJA
Business20 horas agoControle biológico ajuda a reduzir pulgão-do-sorgo em lavouras de MG
Featured14 horas agoImea projeta queda de 7,5% na produção de milho em MT para a safra 26/27 sob alerta do clima
Sustentabilidade15 horas agoImea mantém produção de soja em MT em 48,88 milhões de t para a safra 26/27 – MAIS SOJA
Business10 horas agoAçúcar e etanol seguem em alta em São Paulo, com chuvas limitando produção
Featured6 horas agoMT lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional
Sustentabilidade16 horas agoEl Niño exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do País – MAIS SOJA

















