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21 de outubro de 2026

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Disputa por 11 segundos de TV causa novo racha entre Medeiros e Janaina

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O Livre ouviu as campanhas dos dois candidatos ao Senado; grupo do deputado acusa emedebista de romper acordo, enquanto defesa diz que STF corrigiu divisão desigual

Uma diferença de pouco mais de 11 segundos no horário eleitoral abriu um novo racha entre José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB), candidatos ao Senado pela mesma coligação.

Na sexta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o tempo de propaganda da coligação Coração da Gente seja dividido igualmente entre os dois candidatos.

Antes da decisão, Medeiros tinha 1 minuto e 12,64 segundos por programa, enquanto Janaina contava com 49,78 segundos. Agora, cada um terá 1 minuto e 1,21 segundo. Na prática, Medeiros perde 11,43 segundos, mesmo tempo acrescentado à propaganda de Janaina.

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Procuradas pelo O Livre, as duas campanhas apresentaram versões diferentes sobre a origem da divisão e os efeitos políticos da decisão.

Campanha de Medeiros acusa Janaina de romper acordo

A campanha de Medeiros afirma que havia um acordo para que cada candidato ficasse com o tempo correspondente ao próprio partido, enquanto o espaço das demais siglas da coligação seria dividido igualmente.

Como o PL possui a maior participação no cálculo do horário eleitoral, Medeiros teria direito a uma exposição maior. Segundo sua equipe, Janaina aceitou inicialmente essa distribuição, mas depois procurou a Justiça para reivindicar metade de todo o tempo da coligação.

O grupo também critica o fato de a decisão ter sido tomada por Alexandre de Moraes, alvo frequente de Medeiros, e avalia que a iniciativa pode afastar de Janaina parte do eleitorado de direita.

Aliados pretendem transformar a redução do tempo em combustível para mobilizar apoiadores nas redes sociais e em eventos pelo estado. A avaliação da campanha é que a controvérsia pode fortalecer Medeiros entre os eleitores ligados à família Bolsonaro.

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A afirmação de que Janaina teria perdido “todos os votos da direita”, porém, representa uma projeção da campanha adversária, e não um efeito eleitoral comprovado.

(Foto: Aprosoja)

Janaina diz que STF apenas corrigiu desigualdade

A defesa de Janaina nega que o STF tenha retirado um tempo pertencente a Medeiros para entregá-lo à emedebista.

Segundo a nota encaminhada ao O Livre, a decisão apenas corrigiu uma distribuição que destinava aproximadamente 60% do horário ao candidato do PL e 40% à candidata do MDB.

Janaina e o Diretório Nacional do MDB recorreram ao Supremo depois de um pedido de urgência ser negado no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A decisão local era provisória e não representava o julgamento definitivo do caso.

No STF, a defesa alegou que a divisão deveria respeitar a igualdade entre as candidaturas masculina e feminina. Como a coligação lançou um homem e uma mulher ao Senado, cada um deveria receber 50% do horário.

Mas de que lado o STF Ficou?

Alexandre de Moraes acolheu o argumento da campanha de Janaina e determinou o cumprimento imediato da nova distribuição. A decisão foi fundamentada no artigo 17, parágrafo 8º, da Constituição e no entendimento firmado pelo STF sobre a participação feminina nas eleições.

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Para Janaina, portanto, não houve apropriação do tempo do PL, mas a garantia de igualdade entre os dois candidatos.

A disputa foi resolvida juridicamente, mas aprofundou o desgaste entre Medeiros e Janaina. Embora estejam na mesma coligação, os dois concorrem diretamente pela preferência do eleitor e travam, agora, uma batalha política muito maior do que os 11 segundos discutidos no Supremo.

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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PM prende casal com pistola roubada e mais de R$ 283 mil em dinheiro vivo na MT-322

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Suspeitos estavam em uma caminhonete Hilux e tentaram enganar os policiais sobre o valor transportado; arma e envelopes bancários foram achados na bolsa da passageira

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem, de 33 anos, e uma mulher, de 30 anos, por porte ilegal de arma de fogo, no fim da tarde desta terça-feira (20.10), em Bom Jesus do Araguaia. Com o casal, a PM apreendeu uma pistola com registro de roubo e mais de R$ 283,7 mil em dinheiro não declarado.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial estava em patrulhamento pela rodovia MT-322 e fez abordagem a uma caminhonete Hilux preta, que demorou alguns metros para obedecer às ordens. Os militares se aproximaram do veículo e encontraram o motorista e a passageira demonstrando muito nervosismo.

O homem foi questionado se transportava algum material ilícito e negou, afirmando que estava apenas com a quantia de R$ 60 mil em dinheiro, que seria proveniente da compra e venda de gado de sua propriedade rural.

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Os militares solicitaram para iniciar buscas e vistorias no carro. Na bolsa da mulher, encontraram uma pistola de calibre .9mm carregada de 18 munições, além de diversos envelopes bancários com dinheiro, que totalizaram a quantia de R$ 283.757,00.

Os suspeitos foram perguntados novamente sobre a origem da arma e o homem revelou que a pistola seria sua. Na verificação da numeração do objeto, foi identificada que a arma possuía queixa de roubo, registrada em fevereiro de 2025.

Diante da situação, o casal foi conduzido para a delegacia da cidade de Ribeirão Cascalheira e entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências.

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Detran-MT consolida sistema de agendamento e extingue filas para serviços presenciais no Estado

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Modelo adotado desde 2020 permite que usuário escolha dia e horário de atendimento; órgão também mantém lista de serviços rápidos que não exigem marcação prévia

Desde que foi implantado o sistema de atendimento presencial por agendamento, em 2020, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) conseguiu reduzir a fila de espera para a realização de serviços presenciais nas unidades da Autarquia em todo o Estado.

Com o atendimento por agendamento, o cidadão pode escolher o dia, o horário, o serviço e a unidade do Detran a qual deseja realizar algum serviço. O agendamento pode ser feito através do site do Detran (www.detran.mt.gov.br) em qualquer local que o cidadão tenha acesso a internet.

O senhor Toshiyuki Ernesto Nagasawa, agendou seu atendimento pelo site do Detran e contou sobre a praticidade do serviço. “Com o sistema de agendamento conseguimos programar a nossa vinda ao Detran e fazer tudo de forma mais cômoda e mais rápida, ficou muito bom. Agendei meu atendimento no site e fui atendido no mesmo dia. Fiz a vistoria do veículo, a transferência de propriedade, e já estou com o documento do veículo em mãos, tudo no mesmo dia e bem rápido”, relatou.

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O sistema de agendamento foi adotado pelo Detran-MT na pandemia da Covid-19, como forma de proporcionar mais segurança e comodidade aos cidadãos que buscam pelos serviços da Autarquia no Estado. “Permanecemos como modelo oficial de atendimento devido aos benefícios que proporciona tanto para os usuários quanto para a administração pública, como a redução de filas, eficiência na prestação de serviços e a garantia de que o cidadão será atendido no horário previamente agendado, evitando aglomerações, deslocamentos desnecessários e longos períodos de espera”, observou o Presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

Diariamente, o Detran realiza cerca de 16 mil atendimentos, seja por telefone, pelo aplicativo MT Cidadão, pelo site do órgão e presencialmente.

Alguns serviços do Detran podem ser realizados presencialmente, sem o agendamento prévio. São eles: retirada de CNH, agendamento de prova teórica, emissão de taxa para reteste de prova teórica, troca de Placa para Mercosul ou autorização de uma nova placa (se a atual foi extraviada) e finalização de qualquer processo de veículo que esteja aberto no sistema.

Como agendar o atendimento

O agendamento para atendimento presencial pode ser realizado pelo site oficial do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br). Na página inicial, o cidadão deve acessar a opção de agendamento, preencher os dados solicitados, escolher a unidade onde deseja ser atendido, selecionar o serviço, a data e o horário disponíveis e confirmar a solicitação.

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Após a conclusão do procedimento, basta comparecer até a unidade escolhida, no horário marcado, levando a documentação necessária para a realização do serviço.

CLIQUE AQUI  e saiba mais.



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Wilson Santos quer comissão para cobrar melhorias no fornecimento de energia em MT

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Medida visa monitorar a concessionária após anúncio de R$ 1,4 bilhão em investimentos; deputado questiona transparência nas metas do novo contrato válido até 2057

 

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) propôs a criação de uma Comissão Especial na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para acompanhar e fiscalizar os serviços de distribuição de energia elétrica prestados pela Energisa, diante das reclamações e dos impasses relatados por consumidores de diferentes regiões do estado. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (19), durante audiência pública sobre o Projeto de Lei nº 692/2026, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 (PLDO 2027), após questionamentos sobre os investimentos de R$ 1,4 bilhão na expansão da rede trifásica, sendo R$ 700 milhões do governo estadual e R$ 700 milhões da concessionária.

Com a proposta, o parlamentar informou que a comissão seria formada para o próximo ano e defendeu que tenha caráter suprapartidário e conte com a participação de órgãos de controle e defesa do consumidor para monitorar a qualidade dos serviços e cobrar soluções para os problemas apresentados. “Não vamos mais deixar a população à mercê da sanha lucrativa da Energisa. Não vamos permitir que isso aconteça”, ressaltou.

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O debate começou com o presidente da CFAEO, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), ao mencionar uma emenda ao PLDO para atender à expansão da rede trifásica e questionar como seria a aplicação dos recursos e quais seriam os possíveis reflexos dos investimentos na tarifa de energia paga pela população. Na sequência, Pimenta esclareceu que o programa MT Trifásico foi instituído pela Lei nº 13.488/2026 e pelo Decreto nº 2.155, com previsão de execução entre 2026 e 2030 e a implantação de pelo menos cinco mil quilômetros de redes trifásicas de distribuição de energia elétrica na área rural de Mato Grosso.

Segundo o secretário, a participação do Estado corresponderá a 50% dos investimentos e poderá ocorrer por meio de aporte financeiro ou concessão de crédito presumido de ICMS, conforme a legislação tributária. Ele acrescentou que uma das premissas do programa é impedir que os recursos públicos investidos pelo governo estadual resultem em aumento na tarifa de energia.

“No aporte financeiro, o Estado utiliza recursos do orçamento e deposita em uma conta específica. Já no crédito presumido de ICMS, a empresa faz a escrituração fiscal conforme os investimentos realizados mensalmente. O Estado e a Energisa dividem igualmente os custos, e a parcela correspondente ao governo estadual será descontada da arrecadação do ICMS, em vez de ser depositada diretamente na conta”, explicou Fábio Pimenta.

Após os esclarecimentos, Wilson Santos destacou que a renovação da concessão da Energisa por mais 30 anos exige acompanhamento permanente do Parlamento. Ele lembrou que, neste ano, foram realizadas oito audiências públicas em Mato Grosso para discutir a atuação da concessionária e ouvir consumidores, especialmente moradores e produtores da zona rural, que relataram dificuldades no fornecimento de energia, falta de infraestrutura e limitações na expansão da rede trifásica.

O deputado ressaltou que a precariedade da infraestrutura energética compromete o desenvolvimento econômico, sobretudo no campo, onde a rede trifásica é essencial para atividades produtivas. Outro ponto levantado por ele foi a necessidade de conhecer as metas estabelecidas no novo contrato de concessão, que se estenderá até 2057. “Renovaram, mas nós não tivemos acesso ao que foi renovado aqui”, declarou.

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Para Wilson Santos, a comissão especial permitirá que a Assembleia Legislativa acompanhe os investimentos, fiscalize a prestação dos serviços e cobre respostas às reclamações da população. A proposta é estruturar o grupo em 2027, com participação suprapartidária e diálogo com outros órgãos públicos, para ampliar o controle sobre a distribuição de energia elétrica no estado.

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