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21 de outubro de 2026

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Com plantio liberado, sojicultores de São Paulo devem ficar atentos às datas da nova safra

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Foto: Pedro Silvestre

Produtores de soja de São Paulo iniciaram, nesta terça-feira (1º), o calendário de semeadura da cultura na Região 1, após o encerramento do período de vazio sanitário. A janela segue até 29 de dezembro e faz parte do calendário regionalizado adotado no estado, que divide os municípios produtores em três regiões com períodos específicos para o plantio.

Na região 2, a semeadura começa em 13 de setembro, enquanto na região 3 o início está previsto para 16 de setembro. A definição das datas busca organizar o período de cultivo e contribuir para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Durante o vazio sanitário, os produtores devem manter as áreas livres de plantas vivas de soja. A medida busca interromper o ciclo do fungo e reduzir a presença do patógeno antes do início de uma nova safra. Com o encerramento do período, o plantio passa a ser permitido dentro das janelas determinadas para cada região.

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A calendarização da semeadura está prevista na Portaria SDA/MAPA nº 1.124/2024 e integra as medidas de defesa fitossanitária para a cultura. Entre os objetivos está racionalizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência do fungo às moléculas utilizadas no controle da doença.

A ferrugem asiática está entre os principais problemas fitossanitários da soja e, em condições favoráveis ao desenvolvimento da doença, pode provocar perdas de produtividade de até 90%. Por isso, o vazio sanitário e o calendário de semeadura fazem parte de um conjunto de estratégias para diminuir a pressão do patógeno sobre as lavouras paulistas.

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Cadastro das áreas é obrigatório

Além de respeitar a janela definida para cada região, o produtor paulista deve realizar o cadastro da área produtora de soja. O registro é obrigatório e deve ser feito em até 15 dias após o término do calendário de semeadura correspondente à região.

O cadastro pode ser realizado pelo celular, por meio do sistema disponibilizado pela Defesa Agropecuária, ou presencialmente em uma das unidades do órgão. O descumprimento da determinação está sujeito às penalidades previstas na legislação estadual.

As datas e a relação dos municípios que integram cada uma das três regiões estão disponíveis na Defesa Agropecuária de São Paulo.

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Agro Mato Grosso

Carreta carregada de algodão pega fogo em rodovia de MT

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Uma carreta Iveco branca, carregada com pluma de algodão, pegou fogo na tarde desta terça-feira (20), na BR-163, no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte). O acidente foi registrado por volta das 14h30, na altura do km 658 da rodovia federal, logo em frente ao posto de combustíveis São Cristóvão. Não houve feridos.

A concessionária Nova Rota do Oeste foi acionada para prestar atendimento à ocorrência no trecho. De acordo com os relatos do motorista, as chamas tiveram início no momento em que a parte superior da carga de algodão encostou na fiação da rede elétrica de alta tensão ao longo da via.

Em uma manobra rápida, antes que o fogo se alastrasse por completo, o condutor conseguiu desatrelar o cavalo mecânico do restante da estrutura.

Uma força-tarefa foi montada para conter o incêndio e evitar riscos adicionais à região e aos motoristas que trafegavam pelo local. A operação contou com o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além do auxílio direto de caminhões-pipa disponibilizados tanto pela concessionária Nova Rota do Oeste quanto pela empresa Compacta.

Apesar do susto e dos prejuízos materiais causados pela destruição da carga de pluma de algodão, o motorista saiu ileso e não houve registro de outros feridos. O tráfego na região exigiu atenção dos condutores durante os trabalhos de combate às chamas e rescaldo da pista.

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Agro Mato Grosso

Dupla é presa após invadir casa, render família e roubar carros em Sorriso I MT

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Dois homens foram presos suspeitos de invadir uma casa no bairro Kaiabi, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, e manter os moradores reféns, nessa segunda-feira (19). As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.

Segundo a Polícia Militar, as vítimas foram rendidas e os criminosos fugiram levando veículos da família. Após buscas com o apoio de um helicóptero, os policiais localizaram os suspeitos escondidos em uma área de mata e recuperaram a arma utilizada na ação.

Dois veículos da família, incluindo uma caminhonete, foram encontrados abandonados na zona rural, em uma estrada de acesso à Fazenda Celeste.

De acordo com a polícia, os suspeitos são integrantes de uma facção criminosa. A principal linha de investigação aponta que o objetivo do assalto seria roubar armas de fogo que pertenciam ao dono da casa.

As investigações continuam para localizar outros envolvidos na ação.

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Ação integrada leva ‘Van Rosa’ e serviços de combate à violência doméstica para mulheres rurais em MT

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As mulheres rurais de Mato Grosso passarão a contar com reforço no acesso a orientações, serviços de proteção e combate à violência doméstica durante os encontros comunitários no campo. A medida leva o atendimento móvel da Van Rosa e as equipes do programa SER Família Mulher diretamente às comunidades produtoras, encurtando a distância entre os serviços públicos e as moradoras de áreas isoladas.

A medida foi formalizada pela Portaria Conjunta nº 167/2026/SEAF/CC/GABMULHER/SETASC, assinada em 7 de outubro de 2026. O ato normativo une a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), a Casa Civil, por meio do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) para expandir a rede de atendimento no interior do Estado.

Na prática, a iniciativa permite levar aos encontros de mulher rural informações sobre direitos, orientações sobre como buscar ajuda e aproximação com os serviços da rede de proteção. A presença das equipes também abre espaço para o diálogo sobre a violência doméstica e para a divulgação dos canais de atendimento disponíveis.

Para as mulheres que vivem em comunidades rurais, a distância dos centros urbanos e o isolamento podem dificultar o acesso aos serviços públicos e à ajuda em situações de violência. Por isso, levar essas equipes diretamente aos eventos é uma forma de aproximar os serviços de proteção das mulheres, contribuindo para que elas conheçam seus direitos e saibam onde buscar apoio.

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A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que a união entre as instituições é fundamental para ampliar o alcance das políticas públicas e fortalecer a segurança das mulheres que vivem no campo.

“Quando unimos esforços, conseguimos chegar mais perto das mulheres rurais e levar até elas informações, orientação e acesso às políticas públicas. A agricultura familiar também se fortalece quando as mulheres têm seus direitos respeitados, vivem com segurança e encontram apoio para buscar ajuda. Essa parceria é um passo importante para que nenhuma mulher do campo se sinta sozinha diante de uma situação de violência”, afirma Andreia Fujioka.

Arquivo: 17º Encontro das Mulheres Rurais em Chapada dos Guimarães 2025

Para a primeira-dama de Chapada dos Guimarães, a violência contra as mulheres é um problema grave na região e ressalta a importância de levar os serviços de proteção aos encontros de mulher rural.

“Sabemos que a violência contra as mulheres é um problema grave na nossa região, e muitas vezes quem vive na zona rural tem ainda mais dificuldade para buscar ajuda e conhecer os serviços disponíveis. Por isso, essa portaria é tão importante. A presença da Van Rosa e das equipes do SER Família Mulher nos eventos aproxima as mulheres da rede de proteção, leva informação e mostra que elas não estão sozinhas. É uma iniciativa que pode ajudar muitas mulheres a reconhecer seus direitos e saber onde procurar apoio, e com certeza uma medida que vai contribuir com as ações municipais que a coordenadoria de políticas públicas para as mulheres está realizando ”, destaca a primeira-dama. Daiane Giliolli, produtora rural

A produtora rural Daiane Giliolli de Cotriguaçu, também destaca a importância de abrir espaço para que as mulheres falem sobre a violência, compartilhem experiências e conheçam os caminhos para buscar ajuda. Participante de eventos e reuniões ligados à agricultura e às mulheres, ela chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por quem vive em áreas rurais mais isoladas.

“É muito importante tratar desse assunto, ter mulheres falando sobre violência e, principalmente, ouvir quem já passou por essa situação. Participo de diversos eventos e reuniões sobre agricultura e mulheres e vejo como esse debate é necessário. Na minha opinião, a violência doméstica no campo é uma realidade muito preocupante, porque muitas mulheres vivem isoladas, ficam sozinhas e, às vezes, não têm a quem recorrer ou a quem pedir socorro”, afirma Daiane.

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Agro MT