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12 de outubro de 2026

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Jovens de 16 a 24 anos lideram ranking do tabagismo no Brasil; 63% acham que têm saúde ‘ótima’

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Estudo do A.C. Camargo revela que 19% da juventude é fumante ativa de cigarros comuns ou eletrônicos. Um terço dos brasileiros sofre com o fumo passivo em casa ou no trabalho

Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus.

Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país.

A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%).

Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram.

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Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos.

Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado.

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A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%).

Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).

A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%.

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O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados.

Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes.

O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina.

Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes.

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Projetos sociais da Polícia Militar atendem mais de 2 mil jovens e formam campeão europeu em MT

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Iniciativas gratuitas de artes marciais e futebol em Cuiabá, VG e Leverger usam o esporte como ferramenta de prevenção primária à violência

O esporte e a disciplina caminham lado a lado no combate à vulnerabilidade social. A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 1º e 2º Comandos Regionais, já atende mais de duas mil crianças e jovens, que através da prática esportiva encontraram uma oportunidade de transformação de vida e convivência cidadã.

Pelo menos 2.051 participantes integram diretamente as modalidades oferecidas pelos batalhões militares de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger e unidades especializadas da Capital. Para o comandante-geral adjunto, coronel André Wilian Doreleo, o esporte atua como uma ferramenta estratégica de prevenção primária à violência e fortalecimento dos laços comunitários.

“A missão da Polícia Militar vai muito além do policiamento ostensivo e tático no combate à criminalidade. Quando abrimos os portões dos nossos batalhões para acolher nossas crianças no tatame ou no campo de futebol, estamos investindo no futuro do nosso Estado. O esporte ensina respeito, resiliência e companheirismo. Cada jovem que treina conosco é uma vida protegida e um futuro transformado”, destacou o coronel.

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Entre os destaques está o atleta de jiu-jitsu do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Túlio Filho, que conquistou, em janeiro deste ano, a medalha de ouro e o título de Campeão Europeu, em Lisboa, Portugal. Desde os 8 anos de idade, Túlio integra o projeto social do batalhão. Essa foi a segunda vez do atleta representando o Estado na Europa, em 2025 Túlio ficou em segundo lugar na categoria “adulto meio pesado”. “O jiu-jitsu transformou a minha vida completamente. O esporte me ensinou a ter disciplina e seguir um caminho certo na minha própria vida. O jiu-jitsu Rotam foi um grande divisor de águas, pois eu consegui realizar meus sonhos. Só tenho agradecer aos instrutores, meus pais e amigos pelo apoio e incentivo”, declarou Túlio Filho.

O Batalhão também atende jovens na escolinha de futebol Grêmio Rotam. O comandante da Rotam, tenente-coronel Fábio Alves Ribeiro, enfatizou que a vitória representa não apenas o talento individual do atleta, mas também o resultado de um trabalho contínuo de formação esportiva, disciplina e cidadania promovido pelo projeto social da unidade.

“A iniciativa tem transformado a vida de dezenas de jovens por meio do esporte, incentivando valores como respeito, superação e trabalho em equipe. Cada medalha conquistada é reflexo do compromisso da Rotam com o desenvolvimento humano e social. Ver um atleta formado dentro da nossa unidade alcançar o topo da Europa é motivo de orgulho para toda a corporação”, declarou tenente-coronel Fábio Alves Ribeiro. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) também conta com projetos sociais de judô e aulas de futebol, que já atende mais de 50 matrículas. Os alunos colecionam diversos títulos nacionais e também participam de campeonatos anuais feitos pela unidade. A Força Tática proporciona os projetos Young Boys (Futsal) e Gibborim (Estudos Bíblicos).

Ainda em Cuiabá, há os projetos sociais e esportivos por meio do 1º Batalhão com o Lutando pelo Futuro (Karatê e Jiu Jitsu) que atende mais de 200 alunos, o 3º Batalhão com projeto Crescer com mais de 300 estudantes, bem como o 9º Batalhão com Projeto Lutas que conta hoje com mais de 100 matrículas. Além disso, os policiais militares do 10º Batalhão coordenam os projetos Black Belt (Karatê), Aruandê (Capoeira), Escolinha de Futebol e Futsal, assim como Ginástica para Melhor Idade e Dança e Atividade Recreativa, com 980 participantes.

Já no município de Santo Antônio de Leverger, a 3ª Companhia Independente apresenta o projeto Jiu Jitsu e Judô com 130 alunos. Em Várzea Grande, o 4º Batalhão da PM, que integra o 2º Comando Regional, se destaca, desde 2018, com o 4º Bravo Lutas, voltado para a prática de artes marciais, com mais 140 alunos nas modalidades de Jiu Jitsu, Karatê, Judô e Wrestling (luta livre).

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“A prática esportiva é uma ferramenta poderosa de transformação social, pois ela afasta as crianças da vulnerabilidade e molda o caráter de quem será o futuro da nossa sociedade. Nosso compromisso é continuar apoiando iniciativas como esta, que formam não apenas atletas, mas, acima de tudo, bons cidadãos”,enfatizou o comandante do 3º Batalhão, tenente-coronel Adonival Coelho de Souza Júnior.

Todos os projetos sociais ofertados pela Polícia Militar são gratuitos. Além disso, o ingresso de novos alunos podem ser realizados durante todo o ano com a autorização dos pais e/ou responsáveis legais e com a entrega de toda a documentação solicitada por cada diretoria dos projetos.

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Nossa Senhora Aparecida reúne milhões de fiéis e simboliza a fé do povo brasileiro

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Padroeira do Brasil desde 1930, santa é celebrada em 12 de outubro; bispo emérito destaca a devoção como símbolo de esperança para os pobres e a América Latina

Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

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Missa em ação de graças a nossa Senhora Aparecida na esplanada dos ministérios.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.

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Veja vídeo! Após apoiar Lula em 2022, Blairo anuncia voto em Flávio Bolsonaro

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Declaração foi registrada em vídeo; ex-governador apoiou o petista há quatro anos

O ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi declarou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A declaração aparece em um vídeo gravado durante uma conversa em grupo.

Na gravação, Blairo menciona as diferenças políticas, econômicas e sociais entre os participantes e faz suspense sobre sua escolha. “Eu até dia 25 vou decidir meu voto, tá certo?”, brinca.

Logo depois, pede calma aos presentes e revela o candidato escolhido: “E ele vai ser pro Flávio. Um abraço.”

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Ex-ministro da Agricultura no governo Michel Temer, Blairo apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2022. Desta vez, anunciou voto no adversário do petista.

Veja vídeo

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