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PM fecha “depósito” do crime em Peixoto de Azevedo e apreende grande carga de drogas

Suspeitos foram presos com maconha, cocaína e pasta base. Mulher confessou que recebia R$ 2 mil para guardar o estoque da facção
Policiais militares da Força Tática do 15º Comando Regional prenderam, neste sábado (15.8), um homem de 47 anos e uma mulher de 44 anos suspeitos de tráfico ilícito de drogas, em Peixoto de Azevedo. Durante a ação, foram apreendidas diversas porções e tabletes de maconha, cocaína e pasta base, além de uma balança de precisão, celular e dinheiro.
A ação teve início após a equipe da Força Tática receber informações compartilhadas com a Polícia Judiciária Civil de Matupá. Conforme os dados repassados, uma grande quantidade de entorpecentes teria chegado ao município de Peixoto de Azevedo e estaria sob responsabilidade do suspeito, que seria encarregado pela distribuição e comercialização das drogas.
Em posse das informações e da possível localização do suspeito, os militares da foram até a residência indicada. No local, os policiais visualizaram uma motocicleta em frente ao imóvel e o suspeito, que ao perceber a presença das equipes, correu para um dos cômodos da residência.
Diante da tentativa de fuga, os policiais realizaram a adentraram no imóvel e localizaram, sobre um balcão, grande quantidade de entorpecentes já embalados para comercialização. Durante a abordagem, o suspeito ainda tentou danificar o próprio celular, arremessando o aparelho contra o chão.
Durante as buscas na residência, os policiais encontraram mais entorpecentes já embalados e outra quantidade ainda sem embalagem, além de uma balança de precisão e R$ 165 em dinheiro. Questionado sobre o material, o suspeito afirmou que teria entregado uma quantidade maior de drogas em outra residência nas proximidades e indicou o endereço aos militares.
No segundo local, os policiais foram recebidos por uma mulher de 44 anos, que autorizou a entrada da equipe. Durante as buscas realizadas no quarto dela, foi localizada uma sacola contendo diversos tabletes de substâncias análogas à maconha, pasta base e cocaína. Questionada sobre o material, a mulher relatou aos policiais que receberia R$ 2 mil para armazenar os entorpecentes.
Ao todo, foram apreendidas 71 porções de maconha, além de nove tabletes grandes da mesma substância, 51 porções pequenas e três porções médias de cocaína; dois tabletes grandes e seis porções de pasta base.
Os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia de Polícia Civil de Peixoto de Azevedo para as providências cabíveis.
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Juros altos continuam sendo o principal obstáculo para a indústria acessar crédito no Brasil

Pesquisa da CNI revela que 76% das empresas enfrentam barreiras nas taxas de financiamento; uso de crédito longo para capital de giro acende alerta
Os juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.
A Sondagem Especial 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026 ouviu 1.701 empresas industriais, de 3 a 12 de agosto, sobre as condições enfrentadas entre fevereiro e julho. O universo da pesquisa inclui 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas industriais em todo o país.
Apesar de ainda liderarem o ranking de obstáculos, as taxas perderam peso em relação à pesquisa anterior. Em 2025, eram apontadas por 80% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 71% nas de longo prazo.
“A queda dos juros leva um tempo para se refletir no custo do crédito, que ainda chega bastante elevado para as empresas”, afirma em nota Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.
Outras barreiras
Depois dos juros, as exigências de garantias reais aparecem como o principal entrave nas operações de curto e médio prazo. O problema foi citado por 33,4% das empresas. No crédito de longo prazo, o percentual ficou em 31,5%.
A burocracia foi mencionada por 13,6% dos empresários nas operações de curto e médio prazo. Já no longo prazo, a segunda dificuldade foi o prazo de carência considerado insuficiente, citado por 18,9%.
Principais obstáculos
- Juros elevados: 76% no curto/médio prazo e 69% no longo prazo;
- Garantias reais: 33,4% e 31,5%, respectivamente;
- Burocracia: 13,6% no curto/médio prazo;
- Carência insuficiente: 18,9% no longo prazo.
Busca por crédito
Quase metade das empresas industriais, 49,9%, não tentou contratar ou renovar crédito de curto ou médio prazo no período analisado. Apenas 22,9% conseguiram contratar ou renovar financiamento, e 7,5% tentaram, mas não obtiveram os recursos.
No crédito de longo prazo, 54% não buscaram financiamento. Outros 15,5% conseguiram contratar ou renovar operações, e 9,2% tentaram, sem sucesso.
Considerando apenas as empresas que efetivamente buscaram crédito, a taxa de frustração aumentou em relação a 2025:
- Curto/médio prazo: 24,7%, contra 20% em 2025;
- Longo prazo: 37,2%, contra 33% no ano anterior.
As pequenas empresas tiveram os maiores índices de insucesso. No longo prazo, por exemplo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram obter o crédito procurado, ante 29,9% das grandes.
Crédito para despesas
A pesquisa também identificou que empresas industriais continuam recorrendo a linhas de longo prazo para financiar despesas do dia a dia. Entre as que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito, 28,7% indicaram o capital de giro como principal finalidade.
O percentual ficou acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção ou instalações (11,6%).
Segundo a CNI, o movimento chama atenção porque linhas de longo prazo normalmente são destinadas a investimentos, enquanto despesas como folha de pagamento, materiais e insumos costumam ser financiadas por operações de menor duração.
No curto e médio prazo, quase 60% das empresas apontaram o capital de giro como principal finalidade do crédito.
Menos custos
Para as empresas, a redução dos custos tributários e administrativos seria a principal medida para facilitar o acesso ao crédito. A alternativa foi escolhida por 38,4% dos entrevistados para operações de curto e médio prazo e por 31,2% para as de longo prazo.
Também aparecem entre as principais sugestões:
- Ampliação das linhas públicas: 22,8% no curto/médio prazo e 26,3% no longo;
- Simplificação das exigências bancárias: 21,1% e 22,1%, respectivamente.
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Novo Mercado Municipal deve levar 3 mil pessoas por dia ao Centro de Cuiabá

Assessoria – Com mais de 100 espaços comerciais, estacionamento para 302 veículos e uma fachada coberta por 1,3 mil floreiras, o Novo Mercado Municipal Miguel Sutil já desponta como o principal símbolo da revitalização do Centro de Cuiabá. Nesta quinta-feira (8), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) levou um grupo de lojistas da região central para conhecer de perto a estrutura, que está em fase de finalização e tem 70% das lojas comercializadas.
Localizado entre a Rua Joaquim Murtinho e a Avenida Isaac Póvoas, em área de intensa circulação de pessoas, o prédio tem 23 mil metros quadrados e sete pavimentos.
O grupo foi recebido pelo gerente-geral da CS Mobi Cuiabá, Alan Guedes, que explicou que o térreo do mercado é composto por lojas e quiosques de diferentes segmentos , entre eles produtos de empório, como charcutaria, condimentos, embutidos em geral. O espaço terá ainda um piso com praça de alimentação e um terraço com vista panorâmica da cidade. O estacionamento, com 302 vagas, ocupa três andares e uma fachada ‘viva’ reúne quatro tipos diferentes de plantas e compõe o visual externo do prédio.
A expectativa é de que cerca de 3 mil pessoas frequentem o mercado diariamente, um fluxo que deve beneficiar todo o comércio do entorno.
Atrativo para o Centro
Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o empreendimento tem potencial para se tornar um polo de atração de alcance nacional. Ele destacou ainda que os lojistas da vizinhança também precisam se preparar para receber o novo público.
“O novo mercado municipal será um polo atrativo na região. É importante que o lojista do entorno também faça melhorias para captar esse público que virá ao Centro com mais intensidade. Essa é a ideia da CDL Cuiabá: ajudar o lojista e o desenvolvimento de Cuiabá, pensando num bem maior”, afirmou. 
Oportunidades para o varejo
Após a visita, a CDL Cuiabá reuniu os lojistas com o economista do Sebrae-MT, Fábio Apolinário, especialista em mercado, tributação e empreendedorismo. Ele apontou setores com potencial de crescimento na Baixada Cuiabana, como eventos, economia prateada, tecnologia da informação, turismo receptivo e de negócios (impulsionado pelo Pantanal e pela Chapada dos Guimarães) e centros de distribuição. Segundo ele, o varejo local também tende a crescer e, por isso, precisa se tornar cada vez mais competitivo.
Fábio citou como exemplos similares ao novo mercado da capital, empreendimentos em Niterói (RJ), Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC), cujas lojas de rua instaladas nos entornos dos mercados, onde houve reurbanização, apresentaram crescimento acima de 10% no faturamento.
Empresário do ramo de óticas e estabelecido no Centro há mais de quatro décadas, Manoel Procópio Filho se disse impressionado com o que viu. Para ele, o Novo Mercado valoriza o centro histórico e atrairá visitantes à região. “Ficamos maravilhados com o que pudemos observar, já praticamente na complementação das obras. Com o que está previsto para ser instalado no empreendimento, o nosso centro histórico terá um ganho muito importante”, avaliou.
Procópio também ressaltou que os empresários precisam fazer os melhoramentos mínimos necessários em seus negócios para que o consumidor atraído pela nova estrutura visite também as lojas físicas do entorno. E elogiou a iniciativa da entidade: “Mais uma vez a CDL sai na frente, levando os empresários a conhecer esse grande empreendimento e a entender o que vai acontecer com a inauguração dele”, finalizou o empresário.
Marcelo Dorileo, empresário do setor de papelaria e conselheiro da CDL Cuiabá, parabenizou a iniciativa. “Pudemos avaliar as possibilidades de investimentos no centro da cidade, além de muitas informações que recebemos da equipe do Sebrae-MT para avaliar a nova estrutura e nos orientar”.
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Polícia Militar atende denúncia de invasão, apreende arma raspada e prende dupla com cocaína e pés de maconha

Operação conjunta do 6º Batalhão, Força Tática e Rotam no bairro Lobo acabou com duas mulheres detidas por porte ilegal e tráfico
Equipes da Polícia Militar prenderam duas mulheres, 34 e 22 anos, por porte ilegal de arma, tráfico e cultivo ilícito de drogas, na noite desta quarta-feira (7.10), em Cáceres. Com a dupla, a PM apreendeu um revólver carregado com sete munições, porções de cocaína e dois pés de maconha.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais receberam denúncias sobre uma suposta invasão a uma residência, no bairro Lobo. De acordo com as informações, os suspeitos seriam membros de uma facção criminosa e estavam armados.
As equipes do 6º Batalhão, Força Tática e Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) foram ao endereço e não encontraram os supostos invasores. Na verificação ao imóvel, os policiais localizaram dois pés de maconha e um revólver de calibre 38 de numeração raspada com sete munições.
Ainda na casa, os militares encontraram as duas suspeitas. Uma delas afirmou ser moradora da residência e confirmou uma situação de tentativa de invasão anterior. Ela ainda disse que, após o fato, solicitou uma arma de fogo para sua defesa, que foi trazida pela segunda mulher detida.
Na abordagem, policiais femininas fizeram revista pessoal nas suspeitas e encontraram também 14 porções de cocaína que seriam vendidas por elas.
Diante do flagrante com os materiais ilícitos, a dupla recebeu voz de prisão e foi conduzida para a delegacia de Cáceres e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
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