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9 de outubro de 2026

Business

Dólar em alta e demanda global impulsionam preço da soja no Brasil

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As cotações do complexo soja avançaram no mercado brasileiro, sustentadas pelo aumento da disputa entre compradores domésticos e externos. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar frente ao real também favoreceu os negócios ao elevar a competitividade do produto nacional no mercado internacional.

Com a moeda norte-americana em alta, as exportações se tornam mais atrativas aos vendedores brasileiros. Ao mesmo tempo, consumidores domésticos precisam competir pela oferta disponível, cenário que reforça a sustentação dos preços da soja e de seus derivados.

Estoques mais apertados

Além do câmbio, dados sobre a oferta e a demanda mundial ajudam a explicar o movimento das cotações. De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisadas pelo Cepea, a relação entre os estoques e o consumo final mundial de soja na temporada 2025/26 deve ficar em 33,5%.

O percentual é o menor desde a safra 2022/23 e indica uma disponibilidade relativamente mais ajustada diante do consumo. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está relacionado ao crescimento da demanda global, impulsionada tanto pelo avanço do consumo quanto das negociações internacionais.

Demanda deve continuar crescendo em 2026/27

Para a safra 2026/27, as primeiras projeções apontam para uma oferta mundial ainda maior de soja. O crescimento da produção, no entanto, deve ser acompanhado por uma expansão acelerada da demanda.

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Com isso, a relação entre estoque e consumo final pode recuar novamente, para 32,3%, ficando abaixo dos 33,5% estimados para a temporada 2025/26.

Na avaliação do Cepea, a perspectiva de estoques proporcionalmente mais apertados diante da demanda segue oferecendo suporte às cotações do complexo soja.

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Alessandra Zanotto Costa é reeleita para a presidência da Abapa

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A produtora rural Alessandra Zanotto Costa foi reeleita na quinta-feira (8) para a presidência da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Ela cumprirá novo mandato no biênio 2027/2028. A eleição ocorreu em chapa única, durante Assembleia Geral Ordinária realizada em formato híbrido no Centro de Treinamento da entidade, em Luís Eduardo Magalhães (BA).

Segundo a Abapa, a gestão reeleita terá como prioridades a continuidade do trabalho já desenvolvido, a abertura de novas frentes de atuação e o aumento da participação dos associados.

A Bahia ocupa a posição de segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso. Nesse contexto, a condução da entidade tem relação direta com a representação institucional da cadeia e com a oferta de serviços voltados aos cotonicultores do estado.

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Em seu pronunciamento, Alessandra Zanotto Costa apresentou um balanço do primeiro mandato. Entre os pontos destacados estiveram a reorganização administrativa, o aprimoramento dos serviços prestados aos associados e a ampliação da atuação institucional da associação.

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A presidente também citou avanços na modernização da estrutura e da gestão e governança da Abapa, melhorias no Centro de Análise de Fibras, a reestruturação dos programas Fitossanitário e de Capacitação Profissional e o fortalecimento das relações com os poderes públicos e com outras entidades representativas do agronegócio.

Para o biênio 2027/2028, a diretoria pretende avançar nas áreas de educação e formação profissional, inteligência de dados, competitividade e fortalecimento da representatividade institucional. A proposta, segundo a associação, é aproximar os serviços da entidade das necessidades das propriedades rurais, ampliar a oferta de informações estratégicas aos associados e reforçar o papel da Abapa nas relações comerciais do setor.

Com a reeleição de Alessandra Zanotto Costa, a Abapa mantém a atual linha de gestão e estabelece como próximos focos a qualificação profissional, o uso de dados e o fortalecimento da atuação institucional junto aos produtores de algodão da Bahia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mercado de bioinsumos deve fechar 2026 com alta de até 7% em valor e 10% em volume

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O mercado brasileiro de bioinsumos deve encerrar 2026 com crescimento de 5% a 7% em valor de vendas e de cerca de 10% em volume, na comparação com 2025, conforme projeção da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio).

No primeiro semestre de 2026, o mercado cresceu 7% em volume em relação ao mesmo período do ano passado. Em valor de vendas, porém, não houve incremento, principalmente em razão do atraso nas compras e maior pressão de preços nos insumos agrícolas.

De acordo com a entidade, a desaceleração foi mais evidente no segundo trimestre, quando se intensificaram os problemas relacionados a preços e suprimento de fertilizantes e aumentaram as incertezas sobre os preços futuros das principais commodities agrícolas. Com isso, produtores retardaram decisões de compra e passaram a concentrá-las mais próximas do início do plantio da safra de verão.

“O crescimento em volume mostra que a adoção dos bioinsumos continua avançando, mesmo em um ambiente mais desafiador. Por outro lado, a diferença entre volume e valor evidencia a pressão sobre os preços médios, uma dinâmica que a indústria já vem acompanhando nos últimos anos. A expectativa é de recuperação do ritmo de compras no segundo semestre, sustentando um fechamento positivo para 2026”, afirma a diretora de operações da ANPII Bio, Larissa Bonotto.

Perfil das tecnologias oferecidas

Além do avanço da adoção, os dados mostram uma transformação no perfil das tecnologias oferecidas ao mercado. Entre os biodefensivos, cresce a participação de produtos com mais de uma classe de uso, como nematicidas-fungicidas e acaricidas-inseticidas biológicos.

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Nos inoculantes, também avançam formulações que combinam mais de uma espécie de microrganismo.

Essas categorias representaram 22% do valor das vendas no primeiro trimestre de 2026, ante 16% em 2025, indicando uma oferta mais diversificada e de maior valor agregado, em contraste com um mercado anteriormente mais concentrado nos produtos tradicionais, contendo apenas Bradyrhizobium e Azospirillum.

“Essa mudança no mix é um dos sinais de amadurecimento do mercado. As empresas estão ampliando seus portfólios e incorporando tecnologias com diferentes funcionalidades e combinações de microrganismos”, ressalta Anderson Nora Ribeiro, sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, consultoria responsável pela Plataforma de Inteligência de Mercado da ANPII Bio.

Segundo ele, também é observada uma diversificação na atuação das indústrias, que passaram a estar presentes em mais de um segmento, acompanhando a demanda por soluções cada vez mais integradas ao manejo agrícola.

A diversificação aparece na própria composição da indústria acompanhada pela plataforma: das 30 empresas analisadas em 2026, metade já atuam tanto com inoculantes quanto com defensivos biológicos, enquanto as demais mantêm atuação exclusiva em um dos dois segmentos.

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Como referência, no ano de 2022, esse percentual de empresas atuando com as duas categorias de produtos era de apenas 26%.

Regulamentação da Lei dos Bioinsumos

O desempenho do mercado ocorre paralelamente a uma mudança importante no ambiente regulatório, com a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) avançando para a etapa final de regulamentação.

Para a ANPII Bio, a conclusão dessa etapa é importante para dar maior previsibilidade ao ambiente regulatório e acompanhar a evolução de uma indústria que vem ampliando escala, portfólio e investimentos em novas tecnologias.

“A indústria chega a essa nova etapa regulatória com um mercado que já avançou em adoção, escala e diversidade tecnológica. A regulamentação poderá contribuir para dar mais segurança e previsibilidade aos investimentos e ao desenvolvimento de novas soluções. O próximo desafio será transformar esse marco em regras aplicáveis, equilibradas e compatíveis com as características dos produtos biológicos”, pontua a diretora de operações da ANPII Bio.

A expectativa da entidade é que a regulamentação preserve os avanços construídos ao longo do processo de elaboração da Lei e do decreto, conciliando segurança, inovação, proporcionalidade e viabilidade operacional para a indústria, sem perder de vista as necessidades do produtor e as particularidades das diferentes tecnologias biológicas.

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Preço da manga tommy cai 37,9% no mês e chega a R$ 3,31/kg

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Cotada a R$ 3,31/kg na última segunda-feira (5), a manga (Mangifera indica L.) da variedade Tommy Atkins é o produto destaque desta semana no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), registrando a tendência mais favorável para compra neste período.

Na comparação mensal, a fruta registrou uma queda de 37,9%. Em comparação ao mesmo período do ano passado, apresentou uma queda de 9,1%, tendo sido cotada a R$ 3,64/kg, enquanto a comparação semanal apontou redução de 12,4%.

Pertencente à família Anacardiaceae, originou-se na cidade de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida, em 1920, derivando da variedade Haden. Sua casca espessa tem coloração laranja-amarelada combinada com vermelho-púrpura intenso e protege uma polpa firme, suculenta e de coloração laranja-amarelada. O teor de fibra é médio e sabor e aroma são bem característicos.

Você sabia?

Exportada para países como Holanda, Espanha, Portugal e Reino Unido, a variedade é uma das mais cultivadas no território brasileiro, sendo o Vale do São Francisco seu líder de produção, especialmente as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). De outubro a dezembro, a manga Tommy tem seu período de maior volume de oferta.

O cultivo da mangueira irrigada no semiárido nordestino apresenta como principais características a utilização de espaçamentos menores e práticas de poda de condução, o que permite plantas mais compactas. Dessa forma, a primeira produção é antecipada e o rendimento de frutas estabiliza mais cedo.

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As plantas têm o crescimento vegetativo e a floração manejados por meio da irrigação, utilizando-se reguladores de crescimento e podas, o que resulta na possibilidade de haver produção de frutos em qualquer época do ano, de forma a atender diferentes mercados. Com alta produtividade e boa conservação pós-colheita, essa manga resiste bem a danos mecânicos e ao transporte de longa distância.

Benéfica à saúde

Com alto valor nutricional, a Tommy é rica em vitaminas A, do complexo B e C. Estes, se juntam a compostos bioativos, como polifenóis e carotenoides, assim como fibras e sais minerais, principalmente magnésio e potássio.

É alimento recomendado para a saúde dos olhos e favorece tanto renovação celular quanto imunidade fortalecida, tendo por destaque a ação antioxidante. Seu consumo auxilia também na saúde intestinal e no controle da pressão arterial.

Na culinária, a forma tradicional para consumo da variedade é in natura, mas também pode ser utilizada como componente de sucos integrais, polpa congelada, sorvete, doces, produtos, lácteos e outras inúmeras opções.

Comercialização

Em 2025, o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) comercializou 25.881,62 toneladas de manga Tommy Atkins, tendo como principais originários dessa produção, os estados da Bahia (52,1%), Pernambuco (29,9%) e São Paulo (13,5%).

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