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TSE manda retirar vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula a facções criminosas

Decisão foi tomada por 5 votos a 2 e também determina que a rede social X remova a publicação contra o presidente
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.
O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.
Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.
O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.
O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.
O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.
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Mulher é presa pela PM após esfaquear companheiro na cabeça no Jardim Florianópolis em Cuiabá

Vítima de 22 anos dormia no momento do ataque; suspeita foi detida em flagrante no Hospital Municipal após atendimento do Samu
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam uma mulher, de 26 anos, pelo crime de tentativa de homicídio, na madrugada desta sexta-feira (9.10), em Cuiabá. A suspeita foi detida em flagrante após esfaquear um homem, de 22 anos, na região da cabeça.
Por volta das 4h30, a equipe foi acionada para conferir uma situação de violência doméstica, no bairro Jardim Florianópolis. No local dos fatos, vizinhos informaram que os envolvidos haviam sido encaminhados para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Os militares se deslocaram até a unidade de saúde e entraram em contato com o casal. O homem relatou que estava dormindo quando foi atingido por uma facada desferida pela sua companheira. Ele não afirmou qual teria sido a motivação do crime e recebeu atendimento médico.
A suspeita, com a chegada da PM, passou a demonstrar estado de agitação e precisou ser medicada pelos funcionários do hospital. Após isso, recebeu alta e também não se pronunciou sobre o crime.
Ela recebeu voz de prisão e foi levada para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências.
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‘Sempre fui do agro e agora sigo ao lado dos meus filhos’: sojicultor faz da própria história um símbolo de sucessão familiar

Nascido em Rio Verde (GO), o engenheiro agrônomo e produtor rural Antônio Pimenta, de 67 anos, construiu uma trajetória de décadas ligada ao agronegócio. Filho e neto de agricultores, cresceu em uma família que, segundo ele, está entre as fundadoras do município e mantém até hoje uma ligação direta com a atividade rural.
Pimenta deixou o município para estudar em Goiânia por motivos familiares e permaneceu na capital até concluir Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Goiás, em 1983. A princípio, pretendia trabalhar com o pai, que já era agricultor e pecuarista, mas decidiu seguir carreira própria.
Trajetória: o passo a passo até a soja
O primeiro passo profissional foi em uma cooperativa de Rio Verde, onde permaneceu por 12 anos. Durante esse período, teve contato com diferentes atividades do agronegócio, como produção agrícola, reflorestamento, indústria de esmagamento de soja e produção de sementes.
“Fiquei lá por 12 anos e tive uma experiência profissional maravilhosa. Tive contato com todas as culturas, inclusive reflorestamento, indústria de esmagamento de soja e produção de sementes. Então, foi uma experiência muito boa”, afirma.
Foi também nesse período que Pimenta acompanhou a chegada de produtores do Sul do país ao Cerrado brasileiro. Segundo ele, a migração de agricultores principalmente do Rio Grande do Sul e do Paraná contribuiu para uma transformação profunda na agricultura da região.
“No início da década de 80, tive a oportunidade de receber esse pessoal aqui, de orientar. Foi uma experiência fantástica. Eles vieram para o Cerrado brasileiro fazer uma verdadeira revolução”, comenta.
O pai de Pimenta já plantava soja e trabalhava com confinamento de gado naquela época. Em 1996, depois da experiência na cooperativa, ele decidiu seguir também pelo caminho do empreendedorismo no agronegócio, atuando por 25 anos no setor de insumos agrícolas e sementes.
Em 1999, participou da fundação de uma empresa voltada à produção de sementes de soja, que chegou a representar, segundo ele, 25% do mercado goiano desse segmento. Ao longo dos anos, os negócios também envolveram lojas de insumos, transporte e armazenagem. Em 2020, Pimenta e seu único sócio venderam a totalidade dos negócios para uma empresa canadense.
“Eu só tinha um sócio nesse negócio, o Everaldo Barbosa Pereira, que até hoje é um grande amigo meu, um irmão. E nós tivemos a oportunidade de vender todo o negócio para uma empresa canadense”, afirma.
Depois da venda, Pimenta manteve o foco na atividade que sempre fez parte de sua vida. Hoje, trabalha ao lado dos três filhos em uma operação agrícola familiar. Lídia Pimenta Martins atua na área de governança, Marília Pimenta Martins cuida das finanças e Danilo Pimenta Martins, engenheiro agrônomo, é responsável pela operação. Antônio participa do conselho e continua contribuindo com diferentes áreas do negócio.
“Eu já sempre fui agricultor, continuei na agricultura. Hoje tenho uma empresa familiar com meus filhos. Eu fico no conselho, ajudando em todas as áreas que eu posso”, explica.
A produção da família está concentrada em Goiás e Tocantins. Em Rio Verde, Pimenta mantém a atividade agrícola ligada à região onde nasceu. No Tocantins, começou um projeto em 2011, inicialmente com a compra de áreas para investimento e arrendamento, até passar também a produzir em família.
A atuação no estado alcança a região de Porto Nacional e áreas próximas a Palmas, Silvanópolis e Santa Rosa. “Inicialmente eu comecei a comprar lá para investir, arrendava, e agora eu estou plantando também em família lá”, conta.
A soja é a principal cultura, mas a produção é diversificada com milho, sorgo, gergelim e feijão-mungo. A pecuária ocupa uma área menor, principalmente em locais onde não é possível plantar e para aproveitamento da palhada deixada pelas lavouras.
“A soja é a principal cultura da propriedade, mas também cultivamos milho, sorgo, gergelim e feijão-mungo, em uma estratégia de diversificação. A pecuária é pequena e se concentra nas áreas que não permitem o plantio, além de aproveitar a palhada que sobra da lavoura”, explica.
Modernização em campo
A tecnologia também faz parte da estratégia da família. Pimenta afirma que a produção utiliza equipamentos e soluções disponíveis no mercado mundial, além de consultorias especializadas em gestão, contabilidade, área fiscal e governança. A proposta, segundo ele, é conduzir a propriedade com estrutura e planejamento de empresa.
“Utilizamos tecnologias de ponta, com máquinas e equipamentos modernos, como plantadeiras e colheitadeiras. Também contamos com consultorias nas áreas contábil, fiscal e de governança, porque tratamos a propriedade como uma empresa”, afirma.
Os desafios pelo caminho
Apesar dos avanços tecnológicos e da diversificação, Pimenta aponta os custos como um dos principais desafios para quem produz. Segundo ele, os conflitos internacionais aumentaram a pressão sobre os preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas.
“Hoje eu entendo que os grandes desafios da agricultura são os custos. Com essas guerras, complicou principalmente o custo de fertilizantes e defensivos também”, diz.
Para o produtor, porém, o principal gargalo atualmente está nos juros. O custo elevado do crédito, afirma, tem pressionado a capacidade de investimento e levado a família a buscar maior independência dos bancos.
“Principalmente, hoje, o maior gargalo que nós temos no setor é a taxa de juros que a gente está sendo obrigado a pagar nos bancos. Realmente essa taxa está quase inviabilizando o negócio”, afirma.
Como estratégia, a família procura reduzir a dependência do crédito e antecipar compras sempre que possível, pagando à vista para diminuir os custos financeiros e manter a atividade.
Determinação no setor
Mesmo diante dos desafios, Pimenta vê um futuro de grande importância para o Brasil no agronegócio mundial. Para ele, a demanda por alimentos em países populosos, como China e Índia, mantém o país em uma posição estratégica no abastecimento global.
“O mundo precisa comer e o Brasil é o celeiro do mundo. Um país como a China, que tem população para alimentar, e a Índia é outro desafio. Eu acho que o futuro do Brasil vai continuar sendo muito importante”, afirma.
Para que esse potencial se concretize, no entanto, o produtor considera fundamental manter a atividade economicamente viável. Controle de custos, gestão e sucessão familiar estão entre os pontos que considera essenciais para a continuidade do negócio. “É preciso deixar o negócio viável, focando em custo, gestão e sucessão familiar. Meus três filhos estão no negócio”, destaca.
É justamente a participação dos filhos que, para Pimenta, representa uma das partes mais importantes de sua trajetória. Segundo ele, manter a próxima geração interessada em continuar no agronegócio é um desafio, inclusive em outros países, onde nem sempre os filhos desejam assumir os negócios da família.
Aos 67 anos, Pimenta diz que se sente realizado não apenas pelo caminho que percorreu, mas também pela possibilidade de continuar trabalhando no setor e construir o futuro ao lado dos filhos. “Sou muito realizado com o que eu faço e com o que eu pretendo fazer para o futuro do agro”, conclui.
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A escolha necessária – O Livre

Quando começou esta eleição, minha escolha era outra. Eu apoiava Ronaldo Caiado. Via nele experiência administrativa, capacidade de gestão e uma trajetória que, naquele momento, me parecia representar o caminho mais adequado para o Brasil.
Mas política também é capacidade de compreender a realidade. À medida que a campanha avançou e o cenário se definiu, passei a defender Flávio Bolsonaro. Não por conveniência, mas porque considero que ele representa hoje o projeto viável de mudança que o Brasil precisa.
Minha crítica ao atual governo não é circunstancial. Depois de décadas de poder da esquerda, o brasileiro já ouviu promessas suficientes para saber que discurso não transforma um país.
O resultado foi uma sucessão de oportunidades desperdiçadas, um Estado cada vez mais caro e burocrático, escândalos de corrupção que marcaram nossa história recente e uma dificuldade persistente de entregar ao cidadão serviços públicos compatíveis com aquilo que ele paga.
O problema também está na segurança. O brasileiro não quer um Estado que apareça depois que o crime aconteceu. Quer um Estado capaz de impedir que o crime aconteça. Enquanto famílias vivem atrás de grades, comerciantes fecham as portas mais cedo e organizações criminosas ampliam seu poder, não considero suficiente uma política que trate a segurança como questão secundária ou apenas como estatística.
E há uma inversão que me incomoda profundamente: o Estado precisa estar ao lado de quem cumpre a lei. A vítima não pode ser esquecida enquanto o debate público se concentra exclusivamente nas garantias de quem comete o crime. Direitos individuais são fundamentais, mas não existe Estado de Direito verdadeiro quando o cidadão honesto deixa de acreditar que será protegido.
Na economia, também não aceito a ideia de que o Estado possa gastar indefinidamente e transferir a conta para quem trabalha. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, menos burocracia, liberdade para empreender e segurança jurídica.
Mato Grosso é um exemplo eloquente: sua transformação não aconteceu porque o Estado produziu riqueza, mas porque trabalhadores, produtores e empresários tiveram coragem de investir, produzir e assumir riscos.
É justamente por isso que as propostas apresentadas por Flávio Bolsonaro me parecem compatíveis com o país que defendo. Seu programa prevê redução e racionalização da estrutura estatal, revisão de despesas, desestatizações, simplificação administrativa e medidas mais rigorosas contra o crime organizado. Não se trata de acreditar que um programa, sozinho, resolverá os problemas brasileiros. Trata-se de escolher uma direção.
O primeiro turno mostrou que essa busca por mudança não é pequena. Flávio recebeu 56,1 milhões de votos, 47,03% dos votos válidos, e terminou à frente de Lula. O resultado, para mim, representa mais do que uma disputa entre dois nomes: revela o tamanho do desejo de mudança existente no país.
Também vejo nessa eleição um recado do eleitor ao Congresso. A renovação de boa parte da representação parlamentar mostra que o brasileiro está menos disposto a aceitar políticos que transformam o mandato em profissão e o poder em benefício pessoal. O eleitor está cobrando mais representação, mais resultado e menos privilégios.
Comecei apoiando Caiado porque acreditava que ele poderia representar a mudança que o Brasil precisava. Hoje, diante das alternativas que chegaram ao segundo turno, entendo que Flávio Bolsonaro é o caminho viável para esse projeto.
Não espero milagres de um presidente. Nenhum homem, sozinho, conserta um país. Mas espero coragem para enfrentar problemas difíceis, responsabilidade para administrar o dinheiro público, firmeza para combater o crime e liberdade para quem quer trabalhar e empreender.
O Brasil não precisa de mais uma promessa de mudança. Precisa finalmente começar a mudar.
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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.*
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