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Pesquisa identifica arqueias com potencial para milho em solos salinizados

Uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Brandeis University, dos Estados Unidos, identificou que arqueias extremófilas podem aumentar a tolerância do milho ao excesso de sal no solo. O estudo, publicado no periódico Environmental Microbiome, mostrou que esses microrganismos colonizam a rizosfera da cultura e ajudam a manter o crescimento das plantas sob estresse salino. O resultado aponta uma base técnica para futuros bioinoculantes em áreas degradadas pela salinização.
Os microrganismos foram isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), espécie adaptada a ambientes salinos e usada na fitorremediação. Em seguida, foram cultivados em laboratório e testados em plantas de milho, cultura considerada sensível ao acúmulo de sais no solo.
Nos ensaios em ambiente controlado, as plantas inoculadas com arqueias apresentaram crescimento mais vigoroso, maior biomassa e preservação dos níveis de clorofila, mesmo em altas concentrações de sal. A análise por qPCR do gene 16S rRNA específico para arqueias confirmou a colonização da rizosfera, com aumento da abundância microbiana à medida que a salinidade avançou.
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Segundo a Embrapa, o sequenciamento do genoma completo identificou genes ligados à produção de fitormônios, como auxinas, e de osmoprotetores, compostos que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos. De acordo com Itamar Melo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e coordenador do estudo, solos salinizados acabam excluídos da produção agrícola e há poucas tecnologias eficazes para recuperação dessas áreas.
O tema tem relevância direta para o campo. Levantamentos da Embrapa indicam que o Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, com mais da metade concentrada no Semiárido nordestino. Na região, entre 20% e 25% das áreas irrigadas já apresentam problemas de salinidade ou drenagem, afetando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo.
A pesquisa ainda está em fase experimental, mas aponta possibilidade de avaliação futura de bioinoculantes aplicados em sementes ou no solo antes do plantio, sobretudo em sistemas irrigados com água salobra.
No curto prazo, a evidência disponível sustenta novos testes em condições reais de produção. Segundo os pesquisadores, a aplicação de arqueias deverá ser validada em campo e integrada a práticas de manejo, como drenagem adequada, rotação de culturas e uso equilibrado da irrigação, antes de eventual adoção comercial.
Fonte: embrapa.br
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demanda fraca faz mercado ajustar valores

O mercado brasileiro de feijão opera com reduzida liquidez nesta semana, reflexo da menor disposição de compra nas principais praças comercializadoras do país, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
A lentidão verificada nas aquisições pelo setor varejista diminuiu a necessidade de reposição por parte das indústrias processadoras, que neste momento priorizam a rotação dos estoques já existentes antes de retomarem compras em volume.
Com a demanda mais contida, produtores e vendedores com posição financeira sólida têm adotado estratégia de restringir a oferta do produto, buscando evitar quedas mais acentuadas nas cotações.
No caso do feijão-carioca, a fraca demanda tem dificultado a manutenção dos patamares de preço registrados nas semanas anteriores, com pressão de baixa sobre os valores praticados.
Já para o feijão-preto tipo 1, o movimento comprador também perdeu força. Após as valorizações observadas recentemente, o mercado passa por ajustes nos preços.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Inspeções de soja, milho e trigo para exportação caem nos EUA na semana

Os volumes de soja, milho e trigo inspecionados para exportação nos portos dos Estados Unidos recuaram na semana encerrada em 1º de outubro de 2026. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Na comparação semanal, a soja caiu 1,53%, o milho recuou 13,5% e o trigo teve baixa de 10,3%.
Segundo o USDA, o volume de soja inspecionado para exportação somou 1,138 milhão de toneladas, ante 1,156 milhão de toneladas na semana anterior. Em igual período de 2025, o total havia sido de 783,495 mil toneladas. Na comparação anual, houve alta de 45,3%.
No milho, as inspeções alcançaram 1,367 milhão de toneladas, abaixo das 1,580 milhão de toneladas registradas na semana anterior. No mesmo intervalo do ano passado, o volume foi de 1,701 milhão de toneladas, o que representa queda anual de 19,6%.
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Para o trigo, foram inspecionadas 302,356 mil toneladas, frente a 337,047 mil toneladas na semana anterior e 592,223 mil toneladas em igual semana de 2025. O recuo ante o mesmo período do ano passado foi de 48,9%.
No acumulado do ano comercial, os embarques de milho chegaram a 7,110 milhões de toneladas, acima das 6,810 milhões de toneladas de igual período do ciclo anterior, avanço de 4,4%. A soja somou 3,986 milhões de toneladas, contra 3,046 milhões de toneladas no ciclo anterior, alta de 30,86%.
O trigo, por sua vez, acumulou 6,671 milhões de toneladas no ano-safra, abaixo das 10,264 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo anterior, retração de 35%.
O relatório semanal de inspeção de embarques considera o ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2026 para milho e soja.
Os dados do USDA indicam recuo semanal nas inspeções de exportação dos três grãos nos Estados Unidos, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para soja e milho e abaixo para o trigo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Setor produtivo cobra diálogo e avanço de pautas após eleição em MT

O resultado das eleições em Mato Grosso abre, para o setor produtivo, uma nova etapa de diálogo com os representantes escolhidos nas urnas. Sistema Famato e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) apontam a necessidade de avançar nas demandas apresentadas durante a campanha e de manter a interlocução com o governo estadual e o Congresso Nacional a partir de 2027.
Otaviano Pivetta foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas de Mato Grosso ao Senado. Também foram definidos os novos deputados estaduais e federais que representarão o estado na próxima legislatura.
Para o Sistema Famato, o encerramento da disputa eleitoral deve dar lugar ao acompanhamento dos compromissos apresentados aos eleitores. A entidade afirma que continuará levando aos representantes as demandas dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais.
A Acrimat, por sua vez, destaca a expectativa de estreitar a relação entre a pecuária e o poder público. A entidade também defende uma atuação articulada dos parlamentares em pautas de interesse do setor produtivo.
Pautas entram na agenda do próximo governo
Antes da votação no último domingo (4), a Famato participou de encontros com candidatos ao governo e ao Senado por meio da Aliança do Setor Produtivo, formada ainda por Fiemt e Fecomércio-MT. As entidades apresentaram uma agenda com prioridades para o período de 2027 a 2030.
O documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030 foi elaborado para subsidiar os planos de governo e a atuação dos representantes do estado no Congresso. As discussões também consideraram a Agenda Estratégica do Agronegócio, construída com base em informações técnicas e demandas dos Sindicatos Rurais.
Agora, a expectativa é que essas pautas avancem para a etapa de execução e acompanhamento. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, afirma que a entidade pretende manter o diálogo iniciado durante o período eleitoral.
“O período eleitoral terminou, mas o trabalho em defesa de Mato Grosso continua. Agora começa uma nova etapa, de diálogo, construção e acompanhamento dos compromissos assumidos”, diz.
Na avaliação da Acrimat, a relação com o Executivo estadual será especialmente importante para a pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, destaca em nota a expectativa de ampliar os canais de comunicação com o governo.
“Espero que possamos estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o setor da pecuária e o Governo do Estado, fortalecendo essa parceria em favor do produtor rural e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.
A entidade também direcionou a cobrança aos novos senadores. Para Conte, Mauro Mendes e José Medeiros deverão atuar em defesa de Mato Grosso e dos interesses do setor produtivo durante os mandatos no Congresso.
Em relação aos deputados eleitos, a Acrimat espera fortalecer a participação de Mato Grosso na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), por meio do Instituto Pensar Agro (IPA), e a atuação estadual junto à FPA-MT, por meio do Fórum Agro.
A manifestação da entidade também reconheceu os candidatos ligados ao setor produtivo que não foram eleitos.
No cenário nacional, a Acrimat ainda destaca a realização do segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo a entidade, o primeiro turno mostrou um sentimento de mudança e renovação presente em parte da sociedade brasileira e agora caberá ao eleitor fazer sua escolha. “Caberá agora ao eleitor fazer sua escolha, de forma livre e democrática, pensando no futuro da nossa nação”, frisa Nando Conte em nota.
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