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6 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Custo de produção altera para soja, milho e algodão em MT

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O custo de produção das principais culturas em Mato Grosso subiu para a safra 2026/27. Dados do Imea apontam alta mensal no custeio de soja, milho e algodão. O avanço reflete encarecimento de insumos, com destaque para fertilizantes e diesel.

Na soja, o custeio chegou a R$ 4.435,40/ha em março de 2026. Alta de 6,98% no mês. Fertilizantes responderam por 46,71% do total. O grupo subiu 10,77% e alcançou R$ 2.071,87/ha. O diesel avançou de R$ 6,35/l para R$ 7,21/l entre fevereiro e março. O aumento elevou despesas com operações mecanizadas.

No milho, o custeio atingiu R$ 3.686,80/ha. Crescimento mensal de 3,38%. Fertilizantes e corretivos subiram 5,67%. Defensivos avançaram 3,12%. A relação de troca piorou. O produtor precisa de 99,06 sc/ha para ureia, 125,37 sc/ha para MAP e 81,85 sc/ha para KCl, conforme gráfico na página 2.

No algodão, o custeio ficou em R$ 10.531,50/ha. Alta de 2,64% no mês. O custo total alcançou R$ 18.630,38/ha. Fertilizantes e corretivos subiram 6,27%. O avanço reverteu cenário frente à safra anterior e reduziu margem do produtor.

As três cadeias registraram impacto de tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário elevou preços de petróleo e insumos. O movimento restringiu oferta de fertilizantes e pressionou custos logísticos.

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O Imea alerta para relação de troca pressionada. O ambiente exige planejamento de compras.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Agro Mato Grosso

Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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