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Comércio em MT aposta em estratégias para manter vendas aquecidas em janeiro

Mesmo diante de um cenário tradicionalmente marcado por despesas obrigatórias no começo do ano, comerciantes têm buscado alternativas para manter o fluxo de clientes e impulsionar as vendas neste período. Estratégias comerciais, ajustes no mix de produtos e atenção ao comportamento do consumidor têm sido decisivos para sustentar o movimento nas lojas.
Há segmentos em que o próprio período do ano favorece o desempenho das vendas. É o caso do ramo fitness. A empresária do segmento de vestuário, Elizabeth Cassimiro, explica que a organização da loja, localizada na capital mato-grossense, acontece de forma dinâmica, acompanhando o aumento natural da demanda, típico do mês de janeiro.
“A loja se organiza para receber os consumidores, e isso acontece de acordo com a procura dos clientes. No segmento fitness, janeiro é a melhor época do ano para vender, porque é quando as pessoas estão retomando as atividades físicas”, afirma.
Para driblar a queda de clientes em outros setores, alternativas também são adotadas para manter o ritmo de vendas. Para Zilda Zompero, proprietária de loja do setor de elétrica, hidráulica e iluminação, a estratégia comercial vai além de simples promoções, combinando preços competitivos com comunicação estratégica para atrair o consumidor.
“Para contornar a sazonalidade do mercado no início do ano, adequamos nossa estratégia comercial, combinando ofertas mais expressivas em produtos de grande giro com condições facilitadas nos nossos itens carro-chefe. Além disso, utilizamos as redes sociais para dar mais visibilidade ao setor de outlet, apresentando não apenas o produto, mas uma oportunidade de negócio imperdível para o cliente neste momento.”
Embora janeiro seja tradicionalmente um mês de promoções em diversos segmentos, no ramo fitness o foco está menos em liquidações e mais em estratégias que fortaleçam o relacionamento com o cliente ao longo do ano. É o que reforça Elizabeth Cassimiro.
“Não podemos perder a oportunidade de oferecer benefícios e garantir ofertas no mês de janeiro. Mas, no ramo fitness, janeiro é como o dezembro de outros segmentos: não é período de liquidação, e sim de fortalecer as vendas e usar estratégias para que o cliente continue comprando com a gente durante todo o ano.”
No segmento infantil, o comportamento do consumidor tende a ser mais estável ao longo do calendário. Para o empresário Gerson Luiz, janeiro não apresenta grandes oscilações no fluxo de clientes, o que contribui para um planejamento mais previsível das vendas.
Ele reforça que, mesmo com um movimento mais regular, o início do ano exige atenção especial às expectativas do consumidor, que costuma buscar algum diferencial no período pós-festas.
“Sempre trabalhamos com produtos em promoção como atrativo, mas em meses em que o consumidor espera algo a mais, buscamos entregar esse diferencial, seja em condições especiais ou em ações pontuais”, afirma.
“Além disso, os vendedores são treinados para identificar rapidamente as preferências de cada cliente e atender de forma adequada. A conversão em vendas acaba sendo uma consequência natural desse atendimento.”
Números do setor crescem em meio às dívidas de início de ano
A redução no fluxo de consumidores é considerada natural neste período, em razão das contas obrigatórias que pesam no orçamento das famílias, como IPVA, IPTU, material escolar e faturas do cartão de crédito com os gastos das festas de fim de ano. Ainda assim, as estratégias adotadas pelos comerciantes têm ajudado a impulsionar o consumo logo no começo do ano.
Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, e analisados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mostram que o primeiro mês do ano historicamente registra bom desempenho na movimentação do setor, indicando que o consumidor segue ativo e em busca de compras estratégicas.
O comércio apresentou crescimento de 5,6% e 2,5% nos meses de janeiro de 2024 e 2025, respectivamente. Paralelamente, a pesquisa que monitora o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec/CNC), em Cuiabá, revela que a maior parte das empresas inicia o ano com os estoques em patamar considerado adequado. Segundo o levantamento, 57,9% dos empresários avaliam a situação atual dos estoques como equilibrada, enquanto 24% apontam níveis acima do adequado e 17,7% abaixo do ideal.
Na prática, isso indica que o empresário entra no ano preparado para atender à demanda, mantendo flexibilidade para reagir rapidamente às oscilações do mercado – seja reforçando produtos de maior giro ou segurando novas compras diante de sinais de desaceleração.
Estratégias de vendas fortalecem a decisão de compra
O desafio do comércio neste início de ano não está apenas em atrair o cliente para dentro da loja, mas em convertê-lo em venda, oferecendo valor, experiência e soluções alinhadas ao momento de consumo.
Para o mentor de vendas Marcos Simioni, um dos erros mais comuns no varejo é tratar o estoque apenas como um problema operacional. Segundo ele, o estoque precisa ser encarado como um ativo estratégico, capaz de impulsionar resultados e fortalecer a relação com o consumidor.
“Um dos grandes erros de empreendedores e empresários é culpar exclusivamente a equipe de vendas pela baixa nos resultados. Hoje, a estratégia não está apenas na execução da venda, mas na inteligência por trás dela. O vendedor é apenas uma parte da engrenagem. O estoque, quando bem utilizado, revela padrões de desejo do cliente e pode ser transformado em ofertas mais atrativas e lucrativas.”
O especialista também destaca que a decisão de compra começa muito antes do atendimento direto. A organização do espaço, a exposição dos produtos e a clareza visual da loja influenciam diretamente o comportamento do consumidor, inclusive daquele que entra apenas para pesquisar.
“A mente do consumidor reage primeiro ao que reduz o esforço cognitivo e transmite coerência emocional. Uma loja organizada, com rotas visuais claras, comunica segurança e reduz a resistência à compra. O cliente que entra apenas para olhar está, na verdade, fazendo uma leitura inconsciente do ambiente e do valor percebido.”
Princípios práticos para lojistas e vendedores
Para encerrar, Marcos Simioni reforça que não existem fórmulas mágicas para vender mais, mas há princípios claros que ajudam lojistas e vendedores a melhorar os resultados de forma consistente. Segundo ele, são diretrizes baseadas em neurociência e inteligência comercial, que priorizam conexão, valor e relacionamento com o cliente.
Segundo Simioni, cinco princípios ajudam lojistas e vendedores a vender de forma mais inteligente neste início de ano:
1. Ver o invisível
“O problema nunca é o preço, mas a desconexão emocional com o cliente.”
Entender o que o consumidor sente e espera é mais importante do que apenas oferecer descontos.
2. Estoque com história
“Cada produto precisa de um novo contexto de valor para ser redescoberto.”
Produtos bem contextualizados despertam desejo e ajudam a melhorar o giro do estoque.
3. Organizar para promover
“Exposição, iluminação e ordem valem mais do que qualquer mídia espontânea.”
A loja comunica valor antes mesmo do atendimento começar.
4. Falar para ajudar, não para convencer
“Despertar curiosidade e gerar conexão é mais eficiente do que forçar uma venda.”
O cliente quer sentir que decide, não que está sendo pressionado.
5. Fidelizar pelo cuidado, não pelo desconto
“Confiança construída gera margem preservada.”
Relacionamento e pós-venda criam lealdade e reduzem a dependência de promoções.
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Nem confirmado, nem descartado… – O Livre

Odílio Balbinotti Filho afirma que ainda não foi convidado para assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada ao programa Roda de Entrevistas, nesta quinta-feira (22), que contou com a participação do O Livre.
“Não recebi o convite do Flávio, o que existem são boatos, meu nome surgiu em algumas rodas, mas não há nada confirmado”, disse Balbinotti.
Empresário do agronegócio e fortemente ligado à direita, Balbinotti é suplente do senador eleito José Medeiros e organizador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
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Ficou mais caro viver em Cuiabá: valor médio dos imóveis negociados sobe 37%

Levantamento do Secovi-MT aponta que a média por transação chegou a R$ 528 mil; mercado movimentou R$ 1,83 bilhão em três meses
Viver em Cuiabá ficou mais caro para quem busca comprar um imóvel, considerando o valor médio das negociações. No terceiro trimestre de 2026, a média chegou a R$ 528.378, contra R$ 384.684 no mesmo período de 2025 — aumento de 37,35%, segundo levantamento do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT).
Os dados, obtidos a partir dos registros do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), mostram que o mercado movimentou R$ 1,83 bilhão entre julho e setembro. O resultado representa crescimento de 25,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
Apesar do avanço financeiro, a quantidade de imóveis negociados caiu 8,63%, passando de 3.800 para 3.472. Ou seja, houve menos vendas, mas com valor médio maior.
A região Sul registrou a maior alta na média das transações: 65,64%, chegando a R$ 420.483. Já a região Leste apresentou o maior valor médio da capital, de R$ 651.421 por negociação.
A alta de 37,35% não significa que todos os imóveis ficaram mais caros nessa proporção. A média também varia conforme o tamanho, a localização e o padrão das propriedades vendidas, e o levantamento não mede o custo de vida geral da cidade.
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Polícia Civil prende quadrilha e recupera celulares roubados em loja de Várzea Grande

Assalto no centro da cidade gerou prejuízo inicial de R$ 40 mil; três adultos e dois adolescentes foram detidos horas após o crime
A Polícia Civil prendeu três adultos e apreendeu dois adolescentes, na quinta-feira (22.10), suspeitos de participação no roubo a uma loja de celulares no centro de Várzea Grande. A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos do município (Derf-VG), poucas horas após o crime.
Entre os presos estão, dois homens de 32 e 22 anos e uma mulher de 23 anos, que foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas, associação criminosa e corrupção de menores.
Durante a ocorrência, os policiais recuperaram 15 celulares roubados da loja e apreenderam dois adolescentes, de 15 e 17 anos, envolvidos no crime.
O crime ocorreu na quarta-feira (21), por volta do meio-dia, quando dois criminosos, se passando por clientes, invadiram o local e anunciaram o assalto. Por meio de ameaças aos funcionários, os suspeitos subtraíram 39 aparelhos celulares, resultando em um prejuízo estimado de R$ 40 mil à empresa.
Com o auxílio do sistema de monitoramento, a equipe da Derf-VG identificou os locais por onde o veículo circulava com frequência e passou a monitorar as vias registradas nas imagens. Durante diligências, na Avenida Jurumirim, os policiais localizaram a motocicleta e realizaram a abordagem.
O condutor, de 22 anos, foi abordado e confirmou ter participado do roubo à loja de celulares. Ele também relatou que parte dos produtos estava em sua residência, em Cuiabá. No local, os policiais apreenderam aparelhos celulares.
Em continuidade às diligências, os investigadores chegaram ao bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, onde abordaram um veículo ocupado por um casal. Com os suspeitos, foram encontrados celulares roubados da loja.
Diante dos fatos, todos os envolvidos foram encaminhados para a Derf de Várzea Grande, onde após serem interrogados pelo delegado, Márcio Portela, foram autuados em flagrante.
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