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24 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de trigo mantém preços estáveis e baixa fluidez nos negócios na semana – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana marcado por estabilidade nos referenciais de preços e ritmo lento de negociações, em um ambiente de cautela por parte dos compradores. Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, a demanda seguiu limitada, sustentada por volumes ainda pendentes de retirada referentes a janeiro, além de contratos já alinhados para fevereiro, o que restringiu a necessidade imediata de novas compras.

No Rio Grande do Sul, o canal de exportação perdeu intensidade como fator de sustentação, com referências próximas de R$ 1.130 por tonelada no porto para embarques em fevereiro. Moinhos locais relataram baixa moagem ao longo da semana, inclusive com interrupções nas operações após o retorno das férias coletivas, reflexo da dificuldade no escoamento de farinha.

“Esse cenário contribui para manter o ritmo das compras bastante seletivo”, observa Bento.

No Paraná, os preços permaneceram firmes em termos nominais, com indicações ao redor de R$ 1.200 por tonelada, sem variação relevante na comparação semanal. De acordo com o analista, apesar de ajustes pontuais e de uma recomposição parcial observada na comparação mensal, o mercado segue com baixa fluidez no curto prazo, limitado pela ampla oferta regional, pela cautela dos compradores e pela ausência de estímulos mais consistentes do lado da demanda ao longo da semana.

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Line-up

O line-up de exportação, registros de embarques realizados ou programados do Brasil, apontam a saída de 1,067 milhão de toneladas de trigo entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 na temporada 2025/26. O volume é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior, quando 1,124 milhão de toneladas saíram dos portos brasileiros. Durante janeiro, o documento indicou que poderão ser exportadas 308,999 mil toneladas, contra 657,691 mil toneladas do mesmo mês do ano passado. O levantamento é de Safras & Mercado.

Bangladesh permanece como o principal destino do trigo brasileiro, concentrando 418,303 mil toneladas, o que corresponde a 39,2% do volume total programado. Na sequência, o Vietnã aparece com 279,094 mil toneladas, representando 26,1% dos embarques. A Indonésia ocupa a terceira colocação no ranking de destinos, com 139,447 mil toneladas, equivalentes a 13,1% do total. Juntos, esses três mercados asiáticos respondem por mais de 78% do volume exportado via Rio Grande, evidenciando a forte concentração regional da demanda.

Entre os demais destinos, o Quênia soma 62,790 mil toneladas (5,9%), seguido pelo Equador, com 52 mil toneladas (4,9%), e pela África do Sul, que registra 37,935 mil toneladas, ou 3,6% do total.

Argentina

De acordo com a Bolsa de Buenos Aires, a colheita de trigo foi finalizada na Argentina. A produção ficou em 27,8 milhões de toneladas e o rendimento médio nacional de 4.350 quilos por hectare, resultado 43,1% e 50,4% superior ao da safra anterior e à média dos últimos cinco anos, respectivamente. As informações são da Safras News LatAm.

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Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Perdeu o Soja Brasil? Veja os destaques da última edição do programa

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O que movimenta a safra de soja 2026/27 no Brasil? A última edição do programa Soja Brasil reúne reportagens sobre pesquisa agrícola na China, os desafios do plantio no Paraná e os impactos do clima para os produtores rurais.

A expedição Soja Brasil percorre Mato Grosso para mostrar os desafios logísticos do escoamento da produção, desde o transporte rodoviário até a integração com as ferrovias. O programa também acompanha o avanço do plantio pelo país e traz a previsão do tempo para a primavera, com alertas para o calor e a irregularidade das chuvas em diferentes regiões.

Outro destaque é a tecnologia no campo. Na abertura nacional do plantio da soja 2026/27, em Ipiranga do Norte (MT), produtores conheceram máquinas e soluções voltadas à precisão das operações, à economia de fertilizantes e à eficiência no trabalho agrícola.

Na China, a equipe mostra como pesquisadores investem em melhoramento genético, manejo do solo e rotação de culturas para ampliar a produtividade da soja e reduzir a dependência das importações. Já no Paraná, o excesso de umidade dificulta a semeadura em algumas regiões e acende o alerta para possíveis impactos no calendário do milho safrinha.

O programa traz ainda informações sobre o ritmo do plantio no Brasil e os principais assuntos em destaque no portal Soja Brasil, incluindo o manejo de pragas e doenças e histórias de produtores rurais.

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Sustentabilidade

Soja: preços sobem no Brasil, mas portos saturados limitam comercialização

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com valorização dos preços, mas poucos negócios registrados nesta sexta-feira (23). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar das cotações mais altas, a sessão apresentou poucas indicações de compra, enquanto a saturação dos portos e o foco dos produtores no plantio da nova safra limitaram a comercialização.

Segundo Silveira, algumas tradings já estão próximas de concluir seus programas de embarques do ano, em um cenário de portos bastante saturados. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, sem alterações significativas ao longo da sessão.

A semana apresentou melhora no volume de negócios em relação aos dias anteriores, mas a movimentação ainda ficou bastante abaixo da observada há três semanas.

Confira:

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 148,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 139,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 155,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira (22) com preços mais altos para o grão, o farelo e o óleo, conforme o balanço divulgado para a sessão.

Apesar da pressão de oferta decorrente do avanço da colheita de soja nos Estados Unidos, o mercado foi sustentado por compras de fundos, levando em conta a boa demanda pela oleaginosa norte-americana, especialmente por parte da China. A valorização do petróleo também favoreceu o avanço das cotações. Na semana, a posição novembro de 2026 registrou recuo acumulado de 0,37%.

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As vendas líquidas norte-americanas de soja da temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, somaram 2.841.200 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. A China liderou as compras, com 2.178.600 toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que apontavam para vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Com o clima favorável no Meio-Oeste, parte dos produtores estava concluindo a colheita de soja e direcionando os trabalhos para o milho. Além disso, as expectativas de uma safra brasileira maior em 2026/27 seguem no radar dos operadores.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,27%, a US$ 12,56½ por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 12,68½ por bushel, avanço de 3,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 1,20 por tonelada, ou 0,34%, a US$ 346,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 66,83 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,09 centavo, ou 0,13%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira (23) com baixa de 0,96%, negociado a R$ 4,9897 para venda e a R$ 4,9877 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9887 e a máxima de R$ 5,0558.

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Sustentabilidade

Fitotoxicidade de herbicidas em soja exige atenção ao posicionamento dos produtos – MAIS SOJA

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Com o aumento da ocorrência de plantas daninhas de difícil controle nas lavouras brasileiras, estratégias integradas de manejo têm ganhado espaço na cultura da soja, visando ampliar a eficácia de controle e reduzir os prejuízos decorrentes da matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes destaca-se como uma das principais ferramentas, especialmente no manejo de espécies daninhas resistentes a herbicidas pós-emergentes.

Entretanto, devido à atuação desses produtos no solo, erros de posicionamento podem resultar em efeitos fitotóxicos indesejados na cultura da soja. Dependendo das condições de aplicação e das características do herbicida, esses efeitos podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas, limitar seu crescimento e prejudicar o desempenho da cultura. Entre os fatores envolvidos, destaca-se o carryover, associado à persistência de resíduos de herbicidas no solo em níveis capazes de causar injúrias às culturas subsequentes.

O carryover ocorre quando resíduos de herbicidas permanecem biologicamente ativos no solo e são absorvidos pelas plantas, provocando alterações em seu crescimento e desenvolvimento. Esse efeito pode estar relacionado tanto à aplicação de herbicidas pré-emergentes na própria cultura quanto à persistência de resíduos de produtos utilizados no cultivo anterior (Werle & Oliveira, 2018).

A intensidade das injúrias depende de diversos fatores, incluindo o tipo de solo, a umidade, o regime de precipitação, a mobilidade do herbicida no solo, a presença de palhada, a concentração e a dose do produto, além da seletividade da molécula à cultura. Conforme o herbicida e seu mecanismo de ação, os sintomas de fitotoxicidade podem se manifestar na parte aérea ou no sistema radicular das plantas (Figura 1).

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Figura 1. Injúria durante a emergência da cultura da soja decorrente de herbicida pré-emergente ou carryover.
Fonte: Werle & Oliveira (2018)

Vale destacar que, além das diferenças entre os herbicidas, as cultivares de soja também podem apresentar respostas distintas quanto à sensibilidade aos produtos e à intensidade dos sintomas de fitotoxicidade. No caso dos herbicidas pós-emergentes, a manifestação desses sintomas varia conforme o mecanismo de ação do produto, podendo incluir desde necroses nos tecidos vegetais até deformações foliares e redução do crescimento das plantas (Figura 2). Esses efeitos tendem a ser particularmente prejudiciais quando ocorrem nas fases iniciais do desenvolvimento da soja, podendo comprometer o estabelecimento da cultura e, dependendo da intensidade das injúrias, resultar em perdas expressivas de produtividade.

Figura 2. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns dos principais herbicidas utilizados em soja.
Foto: André Consonni

Conforme observado por Alves et al. (2021), a fitotoxicidade causada pela deriva de Dicamba em soja não tolerante pode resultar em perdas de produtividade de até 12% para cada 1% de injúria, dependendo da severidade dos sintomas e do estádio de desenvolvimento da cultura em que ocorre o dano. Esse resultado evidencia o potencial impacto da fitotoxicidade sobre a produtividade da soja e reforça a importância do posicionamento adequado dos herbicidas, considerando as características dos produtos, a seletividade às cultivares e as condições de aplicação, a fim de minimizar os riscos de injúrias e seus reflexos no desempenho produtivo da cultura.


Veja mais: Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes?


Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 23/10/2026.

WERLE, R.; OLIVEIRA, M. C. Chave para Identificação de Injúrias Causadas por Herbicidas. University of Wisconsin-Madison UW-Extension, WiscWeeds, 2018. Disponível em: < https://maxweeds.rbind.io/pt/post/chave_id-herbicida/2018-herb-pt.pdf >, acesso em: 23/10/2026.



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