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24 de outubro de 2026

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Importações de trigo do Brasil atingem maior volume desde 2013, aponta Cepea

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Plantação de trigo. Foto: Pixabay.

As importações brasileiras de trigo alcançaram, em 2025, o maior volume desde 2013, impulsionadas pelos preços externos mais baixos e pela ampla oferta do cereal no mercado internacional. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Somente em dezembro, os portos brasileiros receberam 698,74 mil toneladas de trigo, o segundo maior volume mensal do ano, ficando atrás apenas de janeiro, quando as importações somaram 717 mil toneladas. Esse também foi o maior volume para um mês de dezembro desde 2016.

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USP descobre como reduzir em 60% os sintomas de fungo no trigo

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Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana.

A solução foi baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Se a descoberta for viabilizada comercialmente, tem potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no cultivo de trigo.

A Embrapa destaca que o diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.

Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.

Controle biológico vai além do combate direto ao fungo

Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), explica mais: “os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”.

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Todas as tês bactérias estudadas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.

Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.

Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável e, em alguns tratamentos, até aumentou.

Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.

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Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico

Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.

Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.

As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da raiz. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.

Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.

A infecção pelo fungo reduz a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afeta processos importantes para a defesa natural das plantas. Por outro lado, os tratamentos com as bactérias Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.

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Para Mendes, coordenador do estudo, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.

O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

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Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.

Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.

Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?

É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.

Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

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O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).

De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.

Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.

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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.

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O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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