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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Governo de MT é comunicado pela Abiove sobre fim da Moratória da Soja

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Foto: Aprosoja MT

O governo de Mato Grosso foi comunicado oficialmente, nesta segunda-feira (5), sobre a decisão da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) de se desfiliar do acordo da Moratória da Soja. A medida ocorre após a regulamentação da Lei Estadual nº 12.709/2024, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro e estabelece novos critérios para a concessão de incentivos fiscais no estado.

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O governador Mauro Mendes destacou que a decisão representa uma vitória para Mato Grosso e assegura segurança jurídica aos produtores rurais. Segundo ele, a partir de agora, as empresas do setor deverão cumprir exclusivamente a legislação ambiental brasileira, tendo o Código Florestal como principal parâmetro para exigências ambientais.

“A partir de agora, essas empresas, como qualquer brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. O Código Florestal Brasileiro será a baliza para que façam exigências ambientais. Essa é uma conquista de Mato Grosso, pois havia regras que iam muito além do que determina a lei brasileira e que vinham causando prejuízos aos nossos produtores”, afirmou o governador.

Mauro Mendes ressaltou ainda que a legislação ambiental brasileira já é rigorosa, especialmente no bioma amazônico, onde os proprietários de terras podem utilizar apenas 20% da área, sendo obrigatória a preservação dos 80% restantes. Para o governador, a maioria dos produtores apoia o cumprimento da lei e reconhece que o desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, além de impactar negativamente o agronegócio.

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Sobre a Moratória da Soja

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um acordo firmado entre empresas exportadoras que veta a compra de soja produzida em áreas desmatadas do bioma amazônico, mesmo quando o desmate ocorreu dentro da legalidade. Na prática, a Lei Estadual nº 12.709/2024 impede a concessão de incentivos fiscais a empresas que permaneçam vinculadas ao pacto.

Declaração da Abiove

Em nota, a Abiove informou que iniciou as tratativas para a desfiliação do Termo de Compromisso da Moratória da Soja, ressaltando que o acordo cumpriu um papel histórico ao longo de quase duas décadas e deixou um legado relevante para a produção sustentável no país. A entidade destacou ainda que o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade do pacto e que ele foi amplamente incorporado às políticas públicas de preservação ambiental.

A associação afirmou confiar que a legislação brasileira, aliada ao Código Florestal e à Resolução Conama nº 510/2025, continuará assegurando altos padrões socioambientais à soja brasileira. Segundo a Abiove, a segurança jurídica é um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e para a manutenção do acesso da soja e de seus derivados aos mercados internacionais.

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Sustentabilidade

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp – MAIS SOJA

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A safra de grãos 2026/27 caminha para novos recordes de produção tanto no cenário paulista quanto no brasileiro. De acordo com análise do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), fundamentada no 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço da área cultivada justifica o crescimento das projeções para o novo ciclo.

Em São Paulo, a produção total de grãos deve atingir a marca inédita de 12,43 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,2% (+146,9 mil toneladas) frente ao ciclo 2025/26. Esse resultado é sustentado pela ampliação de 3,5% na área plantada, estimada em 2,84 milhões de hectares, compensando a retração prevista de 2,2% na produtividade média estadual.

Carros-chefes da agricultura paulista, a soja e o milho concentram os maiores volumes do estado, previstos em 5,4 milhões e 5,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja tem previsão de avanço de 0,3% na colheita (+15,1 mil toneladas) e de 1,9% na área, embora a produtividade aponte recuo de 1,6% diante da postura cautelosa dos produtores em relação a possíveis efeitos do El Niño, fator que atrasou o início da semeadura em relação ao padrão histórico. Já o milho paulista projeta salto de 4,9% na produção (+229,6 mil toneladas), puxado pela expansão de 7,8% da área, com perspectivas positivas para todas as safras, especialmente a primeira.

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No panorama de outras culturas em território paulista, o algodão (+6,7%) e o sorgo (+6,1%) destacam-se com estimativas de crescimento. Por outro lado, há projeções de recuo para o feijão (-2,4%), pressionado por perdas em área e produtividade e pelo receio de alterações no regime de chuvas no sudoeste do estado, e para o amendoim (-12,4%), afetado por desestímulo decorrente de altos custos operacionais e cotações desfavoráveis.

BRASIL

No âmbito nacional, o 1º levantamento da Conab estima uma safra brasileira de grãos de 367,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% (+4,9 milhões de toneladas) sobre o período anterior. A área plantada no país deve avançar 2,3% (alcançando 1,9 milhão de hectares adicionais), enquanto a produtividade média registra ligeira queda de 0,9%.

O milho desponta como a principal alavanca do recorde nacional, com colheita prevista de mais de 148 milhões de toneladas (+2,4%), respondendo isoladamente por 71,7% do incremento total de grãos do país. O quadro reflete o fortalecimento do consumo doméstico para a produção de etanol do cereal, o ritmo consistente das exportações e preços mais vantajosos no mercado em relação a outras culturas. Crescimentos também são esperados para o sorgo (+9,0%), a soja (+0,7%) e o algodão (+0,3%).

Em contrapartida, as lavouras nacionais de arroz (-2,9%) e feijão (-0,7%) apontam retração de volume no país. A leguminosa tem sido desestimulada por ocorrências de mosca-branca em regiões produtoras, enquanto a cadeia orizícola projeta impactos na produtividade em razão de previsões de chuvas excessivas sobre a Região Sul ao longo do ciclo.

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Clique aqui para acessar o relatório completo elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:CNA

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Site: CNA

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Sustentabilidade

Disparada do dólar impulsiona preços da soja no Brasil, mas volatilidade limita negócios

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O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com forte volatilidade e preços predominantemente mais altos nesta segunda-feira (26). A disparada do dólar e as perdas na Bolsa de Chicago influenciaram as negociações. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos acentuados do câmbio dificultaram a formação de preços pelos traders, mantendo as indicações bastante nominais ao longo da sessão.

Nos portos, foram reportadas ofertas de até R$ 160,00 por saca, mas sem indicação de volumes expressivos negociados. A combinação de queda em Chicago e forte valorização do dólar trouxe instabilidade às cotações, apesar da melhora nos preços do mercado físico.

Segundo Silveira, alguns produtores aproveitaram a alta da moeda norte-americana para fechar contratos em dólar que estavam em aberto para a safra nova. Ainda assim, o foco permanece nos trabalhos de plantio, enquanto a comercialização segue limitada.

No mercado físico, as cotações da soja tiveram os seguintes movimentos:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 152,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 149,00 para R$ 153,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 147,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 140,00 para R$ 143,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,00 para R$ 158,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira. A forte desvalorização do real frente ao dólar e o avanço da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos voltaram a pressionar as cotações.

A surpreendente reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil trouxe nervosismo ao mercado financeiro. Como consequência, o dólar subiu fortemente na comparação com o real, tornando a soja brasileira mais competitiva. Os operadores temem que a demanda chinesa se desloque para o mercado brasileiro.

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Do lado da oferta, o clima segue favorecendo os trabalhos de colheita nos Estados Unidos, ampliando a disponibilidade global do produto e adicionando pressão sazonal às cotações.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.476.453 toneladas na semana encerrada em 22 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.068.086 toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,25 centavos de dólar, ou 1,13%, a US$ 12,41 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,52 1/2 por bushel, com retração de 15,00 centavos de dólar, ou 1,18%.

Entre os subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 6,40, ou 1,84%, a US$ 340,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,01 centavos de dólar, com ganho de 0,17 centavo, ou 0,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 8,41%, negociado a R$ 5,4098 para venda e a R$ 5,4078 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3928 e a máxima de R$ 5,6048.

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Sustentabilidade

Soja: Tratamento de sementes com fungicidas é crucial para reduzir a incidência de doenças no estabelecimento da lavoura – MAIS SOJA

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O bom estabelecimento da lavoura de soja é fundamental para a obtenção de boas produtividades. Além da influência de fatores associados a plantabilidade da cultura, o estabelecimento da soja pode ser influenciado por uma série de fatores bióticos e abióticos, a exemplo das condições climáticas e ambientais, bem como a ocorrência de pragas e patógenos que podem afetar o desenvolvimento das plantas.

Nesse contexto, medidas como o tratamento de semente com fungicidas específicos exercem um papel central na proteção inicial da lavoura. O tratamento de sementes de soja com fungicidas visa erradicar ou reduzir aos níveis mais baixos possíveis os fungos nas sementes, além de protegê-las dos patógenos presentes no solo, em diferentes condições de semeadura (Utiamada et al., 2025).

Dentre os principais patógenos que podem acometer a soja nas fases iniciais de desenvolvimento, destacam-se fungos dos gêneros Diaporthe, Cercospora e Fusarium, além das espécies Colletotrichum truncatum, Corynespora cassiicola, Sclerotinia sclerotiorum, Rhizoctonia solani e Macrophomina phaseolina. A ocorrência desses patógenos pode provocar lesões e danos aos tecidos vegetais, comprometer o estabelecimento das plântulas e, em casos mais severos, causar a morte das plantas, reduzindo o estande da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Fusarium spp. em plantas de soja.

Nesse contexto, o tratamento de sementes com fungicidas eficazes constitui uma importante estratégia para a proteção inicial da soja. O correto posicionamento desses produtos, considerando seu espectro de ação e sua eficácia contra os patógenos-alvo, é fundamental para favorecer o estabelecimento da lavoura e preservar o potencial produtivo, especialmente em safras cujas condições ambientais favorecem a sobrevivência, a disseminação e o desenvolvimento desses agentes fitopatogênicos.

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Resultados sumarizados dos experimentos cooperativos da safra 2024/2025 demonstram a eficiência de alguns dos principais fungicidas utilizados no controle de fungos de sementes e de solo, contribuindo para um melhor posicionamento desses produtos no campo. Conforme destacado por Utiamada et al. (2025), todos os fungicidas avaliados (tabela 1) apresentaram menor incidência de Fusarium spp. em relação à testemunha inoculada, sendo que o maior controle foi verificado com fludioxonil + metalaxil M + tiabendazol (T3 – 89%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 88%).

Tabela 1. Fungicidas utilizados nos experimentos de tratamento de sementes de soja (nome comercial e ingrediente ativo), doses do produto comercial (p.c.), do ingrediente ativo (i.a.), volume de calda (mL/100 kg de sementes) e empresa fabricante, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)
Tabela 2. Incidência de Fusarium spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha inoculada, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Já para (Diaporthe spp.), patógeno frequentemente associado a anomalia da vagem e podridão da haste, todos os fungicidas analisados proporcionaram controles superiores a 90%, variando de 91% a 93%. Para o controle de Colletotrichum truncatum, os melhore resultados foram obtidos com o uso de tiofanato metílico + fluazinam (92%), entretanto, os autores destacam que todos os tratamentos proporcionaram controle superior a 80%.

No controle de Cercospora spp., os maiores controles foram verificados com os tratamentos tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 71%), metominostrobina + fluazinam (T7 – 70%), tiofanato metílico + clorotalonil (T5 – 69%) e fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 62%) (Utiamada et al., 2025), enquanto que para o controle de Macrophomina phaseolina, os melhores resultados no controle desse patógeno presente nas sementes foram obtidos pelos fungicidas metominostrobina + fluazinam (T7 – 91%), fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 90%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 90%).

Tabela 3. Incidência de Cercospora spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Vale destacar que, independentemente do patógeno avaliado, os resultados apresentados por Utiamada et al. (2025) demonstram que o tratamento de sementes de soja com fungicidas contribuiu para reduzir a incidência de doenças nas plantas tratadas. Esses resultados reforçam a importância dessa prática para a proteção sanitária inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e contribuindo para a manutenção do estande e do potencial produtivo da lavoura.

Confira a Circular Técnica completa com os resultados da eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas, no controle dos principais fungos de sementes e de solo, safra 2024/2025, clicando aqui!



Referências:

UTIAMADA, C. M. et al. EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA COM FUNGICIDAS, NO CONTROLE DOS PRINCIPAIS FUNGOS DE SEMENTES E DE SOLO, SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 223. 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1183594/1/Circ-Tec-223.pdf >, acesso em: 26/10/2026.

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