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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: O milho fechou em alta com boa demanda externa e interna – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeoconômica, comentários referentes à 11/12/2026
FECHAMENTOS DO DIA 11/12

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 1,95% ou $ 8,25 cents/bushel, a $431,75. A cotação para março fechou em alta de 1,60% ou $ 7,00 cents/bushel, a $445,50.

ANÁLISE DA ALTA

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. A demanda externa e interna foram novamente o destaque para o cereal, em linha com os bons números do relatório de oferta e demanda do USDA de dezembro. Uma venda relâmpago de 186 mil toneladas no dia foi registrada. O relatório tardio de vendas para exportação de 7 a 13 de novembro superou a expectativa do mercado e até a última data os compromissos são 30% superiores ao ano anterior. O relatório NASS sobre o uso de milho no mercado interno mostrou um aumento médio de 9,43% no uso total do cereal.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho da B3 fechou em baixa clima e dólar

Os principais contratos de milho encerram em baixa nesta quinta-feira. As cotações do milho na B3 se acomodaram depois das recentes chuvas. O mercado ainda segue atento ao
atraso no plantio da soja, o que pode afetar a janela ideal para o milho safrinha, mas aos poucos o prêmio de risco climático vai reduzindo. O dólar também está se acomodando depois do sobressalto dos dias anteriores, por motivos políticos, o que está pressionando a cotação do mercado físico no interior. No entanto, os portos ainda aproveitam o dólar acima
de R$ 5,40 para oferecer melhores preços.

OS FECHAMENTOS DO DIA 12/12

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com perdas no dia: o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 72,27, com baixa de R$ -0,76 no dia e baixa de R$ -2,13 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 75,15, com baixa de R$ -0,62 no dia e baixa de R$ -0,94 na semana. O vencimento de maio/26 foi de R$ 74,36, apresentando baixa de R$ -0,74 no dia e baixa de R$ -1,23 na semana.

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NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-RECORDE DE EXPORTAÇÕES (altista)

Os preços do milho fecharam em leve alta em Chicago, impulsionados pelo desempenho positivo das exportações americanas. Isso levou o USDA a elevar sua projeção de exportações para a safra 2025/2026 de 78,11 milhões de toneladas para 81,28 milhões de toneladas na terça-feira, um recorde histórico.

EXPORTAÇÕES SEMANAIS MAIORES (altista)

Em linha com isso, e dando continuidade aos seus esforços para atualizar os relatórios semanais de exportação dos EUA, que estavam atrasados, o USDA informou que as vendas de milho da safra 2025/2026 entre 7 e 13 de novembro totalizaram 2.380.400 toneladas. Esse número superou a estimativa do setor privado, que era de 800.000 a 2.000.000 toneladas. Com essas vendas, o total negociado subiu para 40,72 milhões de toneladas, 29,68% a mais do que as 31,40 milhões de toneladas negociadas na mesma data do ano passado.

EUA-NOVAS VENDAS (altista)

Além disso, o USDA confirmou hoje, em seus relatórios diários, novas vendas de 186 mil toneladas de milho para a safra 2025/2026, para destinos ainda não definidos.

BRASIL-SAFRA MAIOR DO QUE O USDA PROJETOU (baixista)

No Brasil, a Conab elevou ligeiramente sua estimativa para a safra de milho 2025/2026, de 138,84 para 138,88 milhões de toneladas, mantendo a estimativa para a safrinha em 110,46 milhões de toneladas e a estimativa de exportação em 46,50 milhões de toneladas. Na terça-feira, o USDA projetou a produção e as vendas de milho no Brasil em 131 e 43 milhões de toneladas, respectivamente.

ARGENTINA-86% EM CONDIÇÕES ÓTIMAS OU BOAS (baixista)

Em seu relatório semanal, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) indicou que o plantio de milho na Argentina está retomando o ritmo com a abertura do período de plantio para as safras tardias, principalmente na região centro-sul da província de Buenos Aires. “Até o momento, 59,2% dos 7,8 milhões de hectares projetados foram semeados. Da área plantada, 86% está em boas/excelentes condições, sustentadas por níveis adequados de umidade do solo registrados nas últimas semanas.

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Em nível nacional, 94% da área está sob condições hídricas adequadas/ótimas, com níveis mínimos de estresse hídrico. Embora algumas áreas isoladas ainda apresentem excesso de umidade, isso não altera a perspectiva geral. A reposição adequada da umidade do solo garante boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras semeadas tardiamente, além de beneficiar o milho mais desenvolvido das semeaduras precoces que estão começando a espigar”, explicou a organização.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Soja: Tratamento de sementes com fungicidas é crucial para reduzir a incidência de doenças no estabelecimento da lavoura – MAIS SOJA

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O bom estabelecimento da lavoura de soja é fundamental para a obtenção de boas produtividades. Além da influência de fatores associados a plantabilidade da cultura, o estabelecimento da soja pode ser influenciado por uma série de fatores bióticos e abióticos, a exemplo das condições climáticas e ambientais, bem como a ocorrência de pragas e patógenos que podem afetar o desenvolvimento das plantas.

Nesse contexto, medidas como o tratamento de semente com fungicidas específicos exercem um papel central na proteção inicial da lavoura. O tratamento de sementes de soja com fungicidas visa erradicar ou reduzir aos níveis mais baixos possíveis os fungos nas sementes, além de protegê-las dos patógenos presentes no solo, em diferentes condições de semeadura (Utiamada et al., 2025).

Dentre os principais patógenos que podem acometer a soja nas fases iniciais de desenvolvimento, destacam-se fungos dos gêneros Diaporthe, Cercospora e Fusarium, além das espécies Colletotrichum truncatum, Corynespora cassiicola, Sclerotinia sclerotiorum, Rhizoctonia solani e Macrophomina phaseolina. A ocorrência desses patógenos pode provocar lesões e danos aos tecidos vegetais, comprometer o estabelecimento das plântulas e, em casos mais severos, causar a morte das plantas, reduzindo o estande da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Fusarium spp. em plantas de soja.

Nesse contexto, o tratamento de sementes com fungicidas eficazes constitui uma importante estratégia para a proteção inicial da soja. O correto posicionamento desses produtos, considerando seu espectro de ação e sua eficácia contra os patógenos-alvo, é fundamental para favorecer o estabelecimento da lavoura e preservar o potencial produtivo, especialmente em safras cujas condições ambientais favorecem a sobrevivência, a disseminação e o desenvolvimento desses agentes fitopatogênicos.

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Resultados sumarizados dos experimentos cooperativos da safra 2024/2025 demonstram a eficiência de alguns dos principais fungicidas utilizados no controle de fungos de sementes e de solo, contribuindo para um melhor posicionamento desses produtos no campo. Conforme destacado por Utiamada et al. (2025), todos os fungicidas avaliados (tabela 1) apresentaram menor incidência de Fusarium spp. em relação à testemunha inoculada, sendo que o maior controle foi verificado com fludioxonil + metalaxil M + tiabendazol (T3 – 89%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 88%).

Tabela 1. Fungicidas utilizados nos experimentos de tratamento de sementes de soja (nome comercial e ingrediente ativo), doses do produto comercial (p.c.), do ingrediente ativo (i.a.), volume de calda (mL/100 kg de sementes) e empresa fabricante, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)
Tabela 2. Incidência de Fusarium spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha inoculada, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Já para (Diaporthe spp.), patógeno frequentemente associado a anomalia da vagem e podridão da haste, todos os fungicidas analisados proporcionaram controles superiores a 90%, variando de 91% a 93%. Para o controle de Colletotrichum truncatum, os melhore resultados foram obtidos com o uso de tiofanato metílico + fluazinam (92%), entretanto, os autores destacam que todos os tratamentos proporcionaram controle superior a 80%.

No controle de Cercospora spp., os maiores controles foram verificados com os tratamentos tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 71%), metominostrobina + fluazinam (T7 – 70%), tiofanato metílico + clorotalonil (T5 – 69%) e fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 62%) (Utiamada et al., 2025), enquanto que para o controle de Macrophomina phaseolina, os melhores resultados no controle desse patógeno presente nas sementes foram obtidos pelos fungicidas metominostrobina + fluazinam (T7 – 91%), fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 90%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 90%).

Tabela 3. Incidência de Cercospora spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Vale destacar que, independentemente do patógeno avaliado, os resultados apresentados por Utiamada et al. (2025) demonstram que o tratamento de sementes de soja com fungicidas contribuiu para reduzir a incidência de doenças nas plantas tratadas. Esses resultados reforçam a importância dessa prática para a proteção sanitária inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e contribuindo para a manutenção do estande e do potencial produtivo da lavoura.

Confira a Circular Técnica completa com os resultados da eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas, no controle dos principais fungos de sementes e de solo, safra 2024/2025, clicando aqui!



Referências:

UTIAMADA, C. M. et al. EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA COM FUNGICIDAS, NO CONTROLE DOS PRINCIPAIS FUNGOS DE SEMENTES E DE SOLO, SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 223. 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1183594/1/Circ-Tec-223.pdf >, acesso em: 26/10/2026.

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Sustentabilidade

Novembro vai ser calorão ou o frio vai permanecer? Veja onde as temperaturas vão subir no Brasil

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A previsão para os próximos dias indica contrastes entre frio, calor e chuva no Brasil. Enquanto uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas em parte do país, áreas do Norte devem enfrentar calor intenso, com máximas próximas de 40 °C. A chegada de uma frente fria também favorece a ocorrência de pancadas de chuva, temporais e rajadas de vento em diferentes regiões.

No Centro-Oeste e em áreas do Matopiba, a chuva pode contribuir para a reposição da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras de soja. Apesar disso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, especialmente no Brasil Central durante o início de novembro.

Massa de ar polar no Sul

A atuação de uma massa de ar polar atípica deve manter o frio em boa parte da Região Sul nos próximos dias. Nesta terça-feira (27), a Serra Gaúcha e áreas de Santa Catarina ficam sob risco de geada. Na Baixada, as temperaturas mínimas podem chegar a 10 °C, mas sem risco de formação do fenômeno.

O cenário, porém, deve mudar ao longo da semana. Entre quarta e quinta-feira, as temperaturas máximas podem superar os 28 °C nos três estados da região.

Além da variação térmica, a previsão aponta uma semana marcada por umidade e chuvas passageiras. Na primeira semana de novembro, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no sul do Rio Grande do Sul. Já na segunda semana do mês, a chuva volumosa também pode atingir o norte gaúcho e o norte do Paraná, com acumulados próximos de 100 milímetros.

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Sudeste e Centro-Oeste

A influência do ar frio também deve ser sentida em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas podem ficar abaixo dos 15 °C.

Em contrapartida, o início de novembro deve ser marcado por calor e chuva irregular em áreas do Brasil Central. Em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e no oeste da Bahia, os acumulados podem chegar a 50 milímetros em pontos da região.

Na Zona da Mata mineira, a previsão indica volumes de aproximadamente 40 milímetros.

O tempo no Norte e Nordeste

O calor deve ganhar força nos próximos cinco dias em áreas do Norte e do Nordeste. Em Santarém, no Pará, e no norte do Piauí, as temperaturas podem atingir 40 °C.

Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria deve favorecer a ocorrência de chuva no Nordeste e no Centro-Oeste. Nesta terça-feira, há possibilidade de temporais, rajadas de vento e até queda de granizo em áreas atingidas pelas instabilidades.

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No Matopiba, em Mato Grosso e no sul do Pará, as precipitações podem ajudar a recompor a umidade do solo e favorecer o avanço do plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras de soja.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027 – MAIS SOJA

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As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano. Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.

De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais. A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.

Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias. No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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