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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Antes do USDA, mercado de soja deve seguir travado no Brasil – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve seguir travado nesta-terça-feira, com os dois principais formadores de preços em sentidos opostos. A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem perdas, à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve elevar os estoques finais do país. Já o dólar mostra força frente ao real e atua como contraponto, trazendo suporte às cotações.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja operou totalmente travado. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.

Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda, que será divulgado nesta terça. Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem impacto significativo. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios; se saiu algo, foi muito pontual”, disse.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca diminuiu de R$ 140,00 para R$ 138,00, enquanto em Santa Rosa (RS) recuou de R$ 140,50 para R$ 139,00. Em Cascavel (PR), os valores seguiram em R$ 136,00. Em Rondonópolis (MT), houve queda de R$ 123,00 para R$ 121,00, e em Dourados (MS) a saca estabilizou em R$ 126,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação ficou em R$130,00.

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Nos portos, Paranaguá (PR) recuou de R$ 144,00 para R$ 143,00 por saca, enquanto Rio Grande (RS) recuou de R$ 146,00 para R$ 143,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com queda de 0,61% para o contrato janeiro/26 do grão, coatado a U$ 10,87 por bushel.

* O mercado opera próximo ao menor nível de preços em seis semanas, pressionado pelas incertezas sobre a demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos e pela expectativa de que a grande oferta sul-americana manterá o abastecimento confortável. O Departamento de Agricultura dos EUA divulga ainda hoje o relatório mensal de oferta e demanda, que pode movimentar as cotações.

CÂMBIO

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* O dólar comercial registra alta de 0,40% a R$ 5,4422. O Dollar Index registra alta de 0,03% a

99,123 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,37%. Japão, +0,14%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,60%. Frankfurt, +0,31%. Londres, +0,15%.

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* O petróleo opera em alta. Janeiro do WTI em NY: US$ 59,08 o barril (+0,33%).

AGENDA

—-Terça-feira (9/12)

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Relatório de oferta e demanda mundial e dos EUA para grãos – USDA/Wasde, 14h.

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– Primeiro dia de reunião do Copom.

—–Quarta-feira (10/12)

– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e o INPC referentes a novembro.

– Dados trimestrais de abate no Brasil – IBGE, 9h.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

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– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: A decisão de política monetária, junto com as projeções para a economia, será publicada às 16h pelo FED.

– Segundo dia de reunião do Copom e atualização da Selic.

– Japão: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Quinta-feira (11/12)

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– China: O saldo da balança comercial de novembro será publicado à meia-noite pela alfândega.

– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 7h pela AIE.

– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a novembro.

– Nova projeção para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.

– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 10h pela OPEP.

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– EUA: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 11/12 – USDA, 10h30

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

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– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (12/12)

– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de novembro será publicada às 4h pelo Destatis.

– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de outubro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.

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– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News



 

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.

O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.

Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.

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PERFIL – De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho – MAIS SOJA

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Dependente da importação de insumos, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto o cenário internacional antes de fazer planos para a próxima safra. Não à toa, a geopolítica é um dos destaques do 4º Congresso Abramilho, que ocorrerá no dia 13 de maio, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” analisa os reflexos de conflitos e tensões internacionais no setor.

O debate ocorre em um cenário de alta complexidade, onde a logística de fertilizantes, defensivos e diesel é diretamente afetada por instabilidades externas. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores de alimentos do mundo, o Brasil enfrenta desafios logísticos. Um deles é a alta dependência externa, já que mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Além disso, parcela significativa do diesel e de moléculas essenciais para defensivos agrícolas vêm de mercados estrangeiros, como a China.

Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige atenção redobrada devido à sensibilidade da cadeia produtiva aos eventos externos. “A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, ponderou Silveira.

Ele ressaltou que qualquer oscilação no mercado global atinge o produtor brasileiro rapidamente. O debate também abordará as negociações do Acordo Mercosul-União Europeia e outros tratados internacionais que influenciam o fluxo comercial. O objetivo é traçar diretrizes para que o agronegócio possa mitigar riscos e encontrar caminhos para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.

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Segundo ele, o painel buscará soluções que envolvam tanto políticas governamentais quanto iniciativas privadas. “Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questionou Glauber Silveira.

O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” será às 12h e terá a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além dela, participarão Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor geral Brasil da Pivot Bio; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação será conduzida por Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.

Serviço
Evento: 4º Congresso Abramilho
Data: 13 de maio de 2026, das 8h às 14h
Local: Unique Palace, Brasília/DF
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808

Fonte: Abramilho

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Sustentabilidade

Oferta de Soja em MT deve recuar 4,47% na Safra 26/27, aponta Imea – MAIS SOJA

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Em mai/26, a oferta de soja para a safra 26/27 em Mato Grosso foi estimada em 49,53 mi de t, queda de 4,47% em relação à temporada anterior. Essa redução está atrelada à projeção de menor produção de soja no estado, sustentada por um cenário de incertezas, principalmente, quanto ao nível de investimentos.

Apesar, do recuo, a produção projetada para a safra é a terceira maior de toda a série histórica do instituto. No que se refere à demanda pela oleaginosa, a previsão é que sejam consumidas 49,39 mi de t na safra 26/27, retração de 3,54% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 13,65 mi de t deverão ser destinadas ao consumo no estado e 5,23 mi de t para outros estados.

Em relação à destinação, as exportações foram estimadas em 30,51 mi de t, queda de 4,98% no comparativo entre safras. Esse movimento é reflexo da menor disponibilidade do grão mato-grossense. Por fim, o estoque final da safra 26/27 foi estimado em 0,14 mi de t, retração de 78,46% em relação à safra anterior.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: diante da cautela quanto à oferta global, após a União Europeia rejeitar cargas oriundas da Argentina, o farelo de soja em Chicago registrou elevação de 1,85% em relação à semana passada.
  • ACRÉSCIMO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso encerrou o período na média de R$103,68/sc, incremento de 1,39% no comparativo semanal.
  • AUMENTO: com a demanda aquecida pela soja em grão e a valorização nas cotações dos coprodutos da oleaginosa, o indicador Cepea apresentou alta de 1,20% frente à semana passada.
Imea divulga primeira projeção da safra 26/27 de soja com redução na produtividade em Mato Grosso.

A área de soja no estado foi projetada em 13,04 milhões de ha, alta de 0,25% em relação à safra 25/26. O avanço mais moderado reflete preços mais baixos da oleaginosa e custos de produção ainda elevados, o que pressiona as margens do produtor. Além disso, as condições de financiamento mais restritas, aliadas às altas taxas de juros, limitam a expansão sobre novas áreas.

Com relação ao rendimento, neste início, as projeções ainda incorporam incertezas associadas às condições climáticas e ao manejo fitossanitário das lavouras. Segundo a NOAA, no 1º trim de desenvolvimento da oleaginosa, a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño é próxima de 80%, podendo intensificar a irregularidade das chuvas em MT.

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Diante desse cenário, a produtividade da temporada foi estimada em 62,44 sc/ha, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Por fim, com o recuo no rendimento, a produção de soja para a safra 26/27 foi projetada em 48,88 milhões de t, redução de 5,19% frente à safra 25/26.

Fonte: IMEA



 

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