Sustentabilidade
Agro ajuda indicadores econômicos em 2025, mas cenários de incertezas desafiam produtores em 2026 – MAIS SOJA

O agro foi fundamental para a melhora de alguns indicadores econômicos no Brasil em 2025, como o PIB e a redução da inflação, mas fatores internos e externos representam riscos e vão desafiar os produtores rurais em 2026, de acordo com dados divulgados e projeções feitas, na terça (9), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O balanço do setor agropecuário em 2025 e as perspectivas para 2026 foram apresentados em uma coletiva de imprensa, com a presença do presidente da CNA, João Martins, da diretora de Relações Internacionais, Sueme Mori, e do diretor técnico, Bruno Lucchi.
Assista na íntegra a coletiva: https://www.youtube.com/watch?v=oxn_ac1BgNE
Veja abaixo alguns pontos abordados na coletiva.
Inflação e PIB – A CNA avaliou que o agro foi responsável pelos resultados positivos dos índices macroeconômicos, como a redução da inflação, que deve fechar o ano em 4,4%, e o crescimento de 1% do PIB do Agronegócio em 2026, após expansão estimada de 9,6% (R$ 3,13 trilhões) para 2025.
A entidade explica que, sem a contribuição do agro, haveria risco de novo descumprimento da meta, o que exigiria manutenção de uma política monetária mais restritiva, visto que a taxa Selic está em 15% ao ano.
Situação Fiscal – A CNA aponta que 2026 será um ano desafiador para a economia brasileira, com destaque para a necessidade de ajuste fiscal. O governo provavelmente deverá buscar equilíbrio das contas públicas por meio de medidas para ampliar a arrecadação e garantir o cumprimento das metas, o que mantem o crescimento econômico em fragilidade.
Para atingir as metas fiscais, o governo dependerá de elevação de receitas, com aumento da arrecadação (maior fiscalização da Receita Federal) e criação de novas bases arrecadatórias para tentar cumprir a meta fiscal.
Endividamento – Em outubro deste ano, o crédito rural com taxas de mercado registrou a sua maior inadimplência desde o início da série histórica, em 2011, alcançando 11,4%. No mesmo período do ano anterior, o valor era de 3,54% e em janeiro de 2023 era de 0,59%.
As principais causas para esse cenário são os recorrentes problemas climáticos nos últimos anos; a queda nos preços das commodities e alta nos custos de produção; a falta de seguro rural; bancos mais restritivos e juros maiores.
A CNA explica que a recuperação econômica do produtor rural dependerá da capacidade de articular soluções estruturais que reduzam a vulnerabilidade financeira e climática, promovendo previsibilidade, confiança e resiliência para um crescimento sustentável do agro brasileiro.
Seguro – A falta de apoio para o seguro rural em 2025 deve refletir nos resultados do próximo ciclo. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) registrou o seu pior desempenho desde 2007, cobrindo apenas 2,2 milhões de hectares, o que representa menos de 5% da área agricultável do país.
A CNA reforça que a falta de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, contribui para a exposição do produtor às perdas climáticas e, consequentemente, para o aumento do endividamento no campo.
VBP – Segundo estimativas, o Valor Bruto da Produção (VBP) deve alcançar R$ 1,57 trilhão em 2026, crescimento de 5,1% em relação à 2025. O segmento agrícola deve totalizar R$ 1,04 trilhão (+6,6%), impulsionado pelo aumento da produção de grãos. Já o VBP da pecuária deve atingir 2,2%, chegando a R$ 528,09 bilhões, com a bovinocultura de corte apresentando expansão de 4,7%.
Para 2025, o VBP está estimado em R$ 1,49 trilhão, representando expansão de 11,9% em comparação a 2024. O segmento pecuário deve ter papel de destaque, com alta projetada de 14,2% (R$ 516,52 bilhões), puxada pela recuperação dos preços da bovinocultura de corte. Já o agrícola deve registrar alta de 10,8%, alcançando R$ 981,30 bilhões, sustentado pelo bom desempenho das safras de soja e milho.
Agricultura – De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as projeções para a safra 2025/2026 indicam que a produção total deve superar o volume colhido na safra anterior, podendo alcançar 354,8 milhões de toneladas, alta de 0,8%.
A área plantada com soja está projetada em cerca de 49,1 milhões de hectares e a produção em 177,6 milhões de toneladas, aumento de 3,6%. Já a previsão para o milho é de queda de 2,5% na produção de segunda safra, totalizando 110,5 milhões de toneladas. Considerando as três safras, a produção total será de 138,8 mi/ton (-1,6%).
No arroz, é esperada uma redução de área, que deve impactar no resultado da produção de 11,3 milhões de toneladas (-11,5%), reflexo do consumo estagnado que causaram quedas nos preços em 2025.
Pecuária – Os abates de bovinos no Brasil cresceram 5,6% em 2025, até o terceiro trimestre, enquanto a produção de carne bovina aumentou 3,8% no período. O destaque do abate de fêmeas no abate total (49,9%) deve reduzir a oferta de bovinos e animais para reposição de forma mais acentuada em 2026, com expectativa de alta nos preços no mercado do boi.
Diante desse cenário, a projeção é de queda de 4,5% na produção brasileira de carne bovina em 2026, na comparação anual. Com redução nos abates, menor oferta de carne e demanda firme, as expectativas são de aumento nos preços da arroba do boi gordo e animais de reposição em 2026. Por outro lado, uma possível alta no preço da carne bovina pode ampliar a competitividade das demais carnes.
Comércio exterior – Já no cenário internacional, a Confederação avalia que 2026 deve ser marcado por intensas movimentações, com os Estados Unidos mantendo uma política comercial agressiva, alinhada à estratégia de estímulo à industrialização e atração de investimentos estrangeiros.
Os acordos comerciais e as negociações conduzidas pelo governo Trump podem reconfigurar o fluxo global de produtos agropecuários. Para a CNA, se confirmados, os rearranjos geopolíticos e tarifários devem comprometer as exportações brasileiras e a competitividade do país nos principais destinos compradores.
Caso as tarifas adicionais de 40% sobre os produtos não incluídos nas listas de exceção se mantenham, o impacto para o setor pode alcançar até US$ 2,7 bilhões em termos anualizados em 2026, cerca de 22% das exportações agropecuárias brasileiras ao país. Neste ano, entre agosto e novembro, as exportações do agro para o mercado americano registraram queda de 37,85%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Mercosul-UE – No próximo ano, o processo de ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve avançar após a Comissão Europeia apresentar proposta para aprovar o capítulo comercial, separadamente das partes política e de cooperação.
A CNA alerta para riscos severos na implementação do acordo com possível aplicação de salvaguardas para produtos agrícolas do Mercosul importados na UE, potencialmente minando os ganhos esperados com o acordo.
Lei Antidesmatamento – O Parlamento Europeu aprovou novo adiamento da Lei do Desmatamento Europeu (EUDR) e a legislação passará a valer apenas em 30 de dezembro de 2026 para grandes operadores e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas.
China – As investigações chinesas sobre as importações de carne bovina no país podem resultar na aplicação de salvaguardas no país, afetando as compras do produto de todos os fornecedores. O Brasil responde por cerca de 50% das importações chinesas do produto.
A incerteza do acordo com os Estados Unidos também é preocupante. Um acordo que envolva compromisso de compras de soja americana pode reduzir a participação da soja brasileira no mercado chinês.
A CNA alerta, ainda, para as diretrizes que devem orientar o 15º Plano Quinquenal do país asiático, que visafortalecer a agricultura e reduzir a dependência de produtos importados, especialmente de grãos. Nesse planejamento, o governo pretende controlar melhor seus estoques de alimentos, estabelecer regras mais rígidas para produtos considerados estratégicos e estimular alternativas ao uso do farelo de soja na produção.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Cotações reagem no fechamento de mercado de hoje; confira os preços do dia

O mercado brasileiro de soja reportou alguns negócios ao longo do dia, com ofertas pontuais no porto a preços mais firmes. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o pregão foi melhor para as cotações.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou alta e chegou a se aproximar de 1% de valorização nos melhores momentos da sessão. Além disso, os prêmios ganharam fôlego e ajudaram na formação dos preços, enquanto o dólar positivo também atuou como fator de sustentação.
Confira os preços de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS) manteve em R$ 130,00
- Santa Rosa (RS) manteve em R$ 131,00
- Cascavel (PR) subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
- Rondonópolis (MT) subiu de R$ 111,00 para R$ 114,00
- Dourados (MS) subiu de R$ 112,00 para R$ 115,00
- Rio Verde (GO) subiu de R$ 111,00 para R$ 114,00
- Paranaguá (PR) subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Rio Grande (RS) subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após recuar nas duas últimas sessões, em reação ao relatório baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços encontraram sustentação em um movimento de recuperação técnica.
Uma nova venda de grão americano para a China, a queda do dólar e a alta do petróleo também contribuíram para a elevação. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 334 mil toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2025/26.
As importações de soja em grão pela China em novembro somaram 8,04 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, as importações chinesas atingiram 113,83 milhões de toneladas, avanço de 6,3% sobre 2024 e volume recorde, impulsionado por compras na América do Sul em meio à disputa comercial com os Estados Unidos.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulga nesta quinta-feira, dia 15, o resultado do esmagamento dos Estados Unidos em dezembro. Os números saem às 14 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em 224,809 milhões de bushels, ante 216,041 milhões em novembro e 206,604 milhões em dezembro do ano anterior.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 10,42 1/2 por bushel. A posição maio fechou a US$ 10,55 por bushel, com elevação de 3,00 centavos ou 0,28%.
Nos subprodutos, o farelo março subiu US$ 0,30, para US$ 2.891,90 por tonelada, enquanto o óleo março caiu 0,22 centavo, para 50,98 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,4008 para venda e R$ 5,3988 para compra, oscilando entre mínima de R$ 5,3595 e máxima de R$ 5,4235.
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Sustentabilidade
Portos do Paraná batem recorde com 73,5 milhões de toneladas e alcançam maior crescimento do País – MAIS SOJA

Os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros ao longo de 2025. Segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados neste mês de janeiro, o crescimento foi de 10,1% em relação ao ano anterior, reflexo da movimentação de cargas da Portos do Paraná, que passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões considerando mercadorias exportadas e importadas. O Porto de Santos ficou em 2º.
O recorde histórico da Portos do Paraná já havia sido quebrado no começo do mês de dezembro, quando a movimentação atingiu 70 milhões de toneladas. No dia 31, chegou a 73.506.480 toneladas. Na média, foram mais de 6,1 milhões de toneladas por mês de produtos que entraram e saíram do Paraná. Em 2024, a média mensal era de 5,5 milhões de toneladas.
De acordo com estudos técnicos realizados em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão era de que esse volume só fosse alcançado a partir de 2035. Investimentos e a aplicação de um planejamento de gestão estão entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado. “O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil prova, mais uma vez, que é referência para todo o País”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Nos últimos sete anos, o crescimento na movimentação da Portos do Paraná foi de 38,16%, índice muito acima do registrado no período entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.
“Não é simplesmente um novo recorde. É uma conquista que reflete em toda a cadeia econômica do nosso Estado. Prova que estamos trabalhando para fazer deste porto um equipamento logístico melhor e mais adequado, atendendo às solicitações do mercado”, comemorou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o marco atingido é motivo de comemoração. “Esse novo recorde vem coroar o trabalho altamente qualificado que coloca o Paraná, mais uma vez, em evidência com um dos portos mais eficientes do mundo”, afirmou.
PRINCIPAIS DESTAQUES DE 2025
A commodity que apresentou o maior crescimento em 2025 foi o milho, que passou de 1.071.474 toneladas, em 2024, para 5.094.470 toneladas em 2025, representando um aumento de 375%. Outro crescimento expressivo foi o de óleos vegetais, com alta de 32% na movimentação, mantendo o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. Celulose e açúcar ensacado também se destacaram, com aumentos de 16% e 15%, respectivamente.
A soja seguiu em alta, com 14,6 milhões de toneladas enviadas para outros países, o que representa 11% a mais do que em 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja, ou seja, o volume movimentado pelo Porto de Paranaguá representa, de forma ilustrativa e não efetiva, 69% de toda a produção do Estado. Vale destacar que o porto também é responsável pelo envio ao Exterior da soja colhida em outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo, por exemplo.
O farelo de soja também se destacou ao longo do ano, com aumento de 5% em comparação ao período anterior, totalizando 6,5 milhões de toneladas exportadas.
A madeira ficou entre os três principais produtos exportados, totalizando 1,6 milhão de toneladas — 0,24% a mais do que em 2024. Um dos principais destinos da mercadoria são os Estados Unidos. Vale destacar que a movimentação se manteve em linha, apesar da instabilidade gerada no mercado até a confirmação de que o produto ficaria fora dos tarifaços aplicados aos produtos brasileiros anunciados pelo governo norte-americano nos meses de abril e agosto.
IMPORTAÇÃO
Os fertilizantes lideraram o volume na importação, alcançando a marca de 11.609.133 toneladas, crescimento de 4%, batendo, mais uma vez, o recorde histórico. Os portos paranaenses seguem como a principal porta de entrada do produto no País. Mais de 25% do consumo nacional chega por Paranaguá e Antonina. O grupo dos cereais, como trigo, malte e cevada, também registrou recorde, com o desembarque de 1.104.808 toneladas em 2025, frente a 1.078.673 toneladas em 2024.
FATORES DE IMPULSIONAMENTO
Além das estratégias que possibilitaram a aplicação de uma logística inteligente, elaborada pela empresa pública nos últimos oito anos para otimizar a operação de cargas, também houve melhorias estruturais.
Com a conclusão da derrocagem — remoção de parte do maciço rochoso da Pedra da Palangana —, no final de 2024, foi possível tornar a navegabilidade no canal de acesso mais segura, com menos manobras e, consequentemente, mais ágil.
As ações e os investimentos constantes em dragagens permitiram o aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Um calado maior possibilita que o navio receba mais mercadorias de uma única vez, ampliando a capacidade operacional da estrutura portuária e reduzindo os custos para quem exporta ou importa.
Em menos de um ano, a empresa pública obteve duas permissões para o aumento do calado, fruto de um trabalho contínuo, com planejamento e ações práticas. Em dezembro de 2024, o calado passou de 12,8 metros para 13,1 metros e, em setembro de 2025, para 13,3 metros. Os 50 centímetros adicionais permitiram, por exemplo, o embarque de 3,7 mil toneladas a mais por navio.
Como resultado dessas mudanças, no início de dezembro, o Porto de Paranaguá carregou, nos porões do MV Minoan Pioneer, 77 mil toneladas de milho — um recorde. Foi a maior quantidade de granel vegetal sólido já embarcada em um único navio.
A profundidade do canal deve aumentar ainda mais nos próximos anos, e o calado poderá chegar a 15,5 metros. Isso será possível com a concessão do canal de acesso aos portos do Paraná, por meio de leilão realizado em outubro. A ampliação permitirá embarcar, em uma única embarcação, até 14 mil toneladas adicionais de granéis vegetais sólidos, como grãos ou farelos, ou ainda mil contêineres.
O diretor-presidente da Portos do Paraná destaca que o processo de qualificação dos portuários contribui significativamente para o aumento constante da eficiência de um dos principais hubs logísticos portuários da América Latina. De 2019 a 2025, cerca de 80% dos trabalhadores da empresa pública receberam algum tipo de treinamento ou capacitação.
Garcia também ressalta que a comunidade portuária — que congrega todos os segmentos que atuam direta e indiretamente no complexo — mantém uma relação ímpar de união e comprometimento com os portos do Paraná.
“Esses resultados são o reflexo da ação conjunta do Governo do Estado, da Autoridade Portuária, dos trabalhadores — que, sob chuva ou sol, fazem tudo funcionar — e das empresas que operam aqui dentro e acreditam no nosso potencial”, afirmou.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
De acordo com o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO) de Paranaguá, houve aumento no número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) no litoral paranaense. Em 2025, 1.849 trabalhadores — entre estivadores, conferentes, vigias e arrumadores — atuaram no Porto de Paranaguá, crescimento de 12% em relação a 2024, quando foram registrados 1.639 portuários.
INVESTIMENTOS
O potencial de produtividade da Portos do Paraná será ampliado ainda mais em curto prazo. Até fevereiro, será concluída a maior obra pública portuária do Brasil: o Moegão, que já ultrapassou 80% de execução.
O Governo do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões no complexo de recepção de cargas pelo modal ferroviário. Após a conclusão, o Moegão poderá receber até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo os terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).
Em breve, será iniciada a construção do Píer em “T”, cuja primeira fase está orçada em R$ 1,2 bilhão. A estrutura vai dinamizar o Corredor de Exportação Leste, com quatro novos berços de atracação equipados com o sistema de carregamento mais rápido do mundo. A segunda fase contará com aporte adicional de R$ 1 bilhão, representando o primeiro investimento do Governo do Estado na área portuária em mais de 50 anos.
Outra novidade será o Píer em “F”, que conectará os terminais do novo Corredor Oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga.
Esses investimentos são resultado dos nove leilões realizados desde 2019 em áreas portuárias do litoral paranaense, que permitirão a ampliação e modernização do Porto de Paranaguá. Com a regularização total das áreas, denominadas PARs do complexo portuário, destinadas à exploração privada, a Portos do Paraná garantiu R$ 5,1 bilhões, incluindo a concessão do canal de acesso.
“São compromissos firmados com as empresas, que passam a contar com garantia jurídica, contratos saudáveis e obrigações e direitos claramente definidos, tanto para quem assumiu os arrendamentos e a concessão quanto para a Autoridade Portuária”, afirmou o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.
O prazo para a conclusão de todos os investimentos previstos nos editais varia de cinco a sete anos, de acordo com as especificidades de cada contrato, contados a partir da assinatura definitiva das concessões.
Fonte: Agência Estadual de Notícias Paraná
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Com endividamento em alta, como o produtor pode planejar o crédito para 2026 – MAIS SOJA

O crédito rural entra em 2026 sob um cenário mais restritivo. O Banco Central alertou para o aumento do prejuízo entre arrendatários e produtores dependentes de capital de giro, ao mesmo tempo em que agentes financeiros ampliam a seletividade na concessão de recursos. A deterioração da capacidade de pagamento, somada às margens apertadas e à pressão por liquidez, deve influenciar diretamente a análise de risco das instituições no próximo ciclo agrícola.
Segundo Victor Lemos Cardoso, Head Comercial da Agree, o comportamento atual do mercado exige atenção redobrada na contratação das operações. “O produtor tende a enxergar o crédito como solução imediata, mas quando a estrutura financeira está desorganizada, cada nova operação pode reforçar um problema já existente. Em 2026, a qualidade da originação será determinante para a continuidade financeira das operações”, alerta.
A avaliação técnica ganha peso diante do aumento do endividamento rural. O especialista aponta que parte dos produtores enfrenta dificuldades não por falta de crédito, mas por contratações feitas sem aderência ao fluxo de caixa, com prazos curtos para ciclos longos ou garantias incompatíveis com o risco da operação. Em muitos casos, a inadimplência começa antes mesmo da primeira parcela, quando a projeção de pagamento não reflete a realidade da propriedade.
Nesse cenário mais seletivo, ferramentas que realizam análises técnicas de risco ganham relevância. O Agree Hub, plataforma operada pela Agree, utiliza inteligência artificial para cruzar dados, simular cenários de pagamento e indicar operações compatíveis com o ciclo produtivo e a capacidade financeira do produtor. Além de organizar informações, o sistema orienta sobre prazos, modalidades e condições mais adequadas, reduz inconsistências e aumenta a precisão das decisões, um diferencial em um momento em que bancos exigem operações mais bem estruturadas.
Para Cardoso, decisões mais criteriosas serão determinantes para evitar que 2026 repita os prejuízos recentes. “O crédito existe, mas será mais exigente. Quem tiver controles de caixa atualizados, entender sua capacidade de pagamento e estruturar as operações de forma aderente ao ciclo produtivo terá mais acesso, mais segurança e menos risco de entrar em renegociações constantes”, explica.
Além do ajuste interno, o setor deve observar movimentos dos agentes financeiros, que já ampliam critérios de documentação, rastreabilidade e comprovação de previsão de receita. A expectativa é que análises mais profundas de risco se tornem padrão, aumentando a necessidade de dados consolidados, histórico financeiro confiável e modelagem realista das operações.
Com o cenário mais técnico e seletivo, o planejamento antecipado deixa de ser recomendação e passa a ser condição. A estratégia para 2026, segundo Cardoso, envolve revisão do caixa atual, reorganização de dívidas, escolha adequada de modalidades e monitoramento constante da capacidade de pagamento, um conjunto de práticas que reduz a vulnerabilidade e fortalece a continuidade da atividade rural.
Sobre a Agree
Fundada em 2022, a partir da união de profissionais com mais de 15 anos de experiência no financiamento do agronegócio, a Agree é uma fintech especializada em soluções tecnológicas que aumentam a eficiência e a segurança na originação de crédito rural. Antes de lançar a plataforma de tecnologia Agree Hub, a empresa estruturou milhares de operações de crédito em todo o país, somando mais de R$ 1,5 bilhão em recursos liberados e R$ 2 bilhões em limites de crédito aprovados. Essa trajetória prática, ao lado de produtores e instituições financeiras, consolidou a expertise que hoje orienta o desenvolvimento de soluções digitais voltadas a toda a cadeia do agro. Hoje, a empresa concentra seus esforços em expandir o uso do Agree Hub, uma plataforma criada para trazer agilidade na análise do produtor rural desde o cadastro, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio.
Fonte: Assessoria de imprensa Agree
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