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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise Ceema: Cotações do trigo subiram nesta primeira semana de dezembro – MAIS SOJA

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Por Argemiro Luís Brum

As cotações do trigo, em Chicago, subiram nesta primeira semana de dezembro, com o bushel do cereal, para o primeiro mês, fechando a quinta-feira (04) em US$ 5,41, contra US$ 5,31 uma semana antes. A média de novembro ficou em US$ 5,35, com aumento de 4,7% sobre a média de outubro. Destacando que a média de novembro de 2024 foi de US$ 5,52/bushel.

Dito isso, após os EUA anunciarem um aumento na sua produção de trigo, safra 2025/26, com a mesma passando a 54 milhões de toneladas, agora é a vez da Austrália elevar sua estimativa de produção para 35,6 milhões de toneladas, se somando a grande oferta mundial, atualmente prevista em 828,9 milhões de toneladas, contra 800,8 milhões no ano comercial anterior. No caso da Austrália, a produção de trigo deve ficar 4% acima do registrado no ano passado, 29% acima da média de 10 anos e a terceira maior da história (cf. Abares).

E na Argentina, a cada semana que passa as estimativas para a nova safra de trigo aumentam. Agora, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica uma produção final recorde de 25,5 milhões de toneladas, devendo superar de longe o recorde anterior de 22,4 milhões alcançado em 2021/22. Com isso, haverá ainda mais trigo argentino para exportar ao Brasil.

E aqui em nosso país o preço do cereal no Rio Grande do Sul voltou a baixar, neste início de dezembro, com as principais praças praticando valores entre R$ 54,00 e R$ 55,00/saco, enquanto no Paraná o produto se manteve entre R$ 64,00 e R$ 66,00/saco. Um ano atrás, os valores pagos aos produtores, nas principais praças gaúchas, eram de R$ 66,00 a R$ 67,00/saco e no Paraná ficavam entre R$ 72,00 e R$ 73,00/saco.

O mercado brasileiro está muito atento à colheita na Argentina e a perspectiva desta safra recorde que indicamos anteriormente. Em 27/11 a colheita no vizinho país atingia a 33,9% da área semeada.

Além disso, a nova valorização do Real, na semana, favorece às importações. Dito isso, a média de novembro, no Rio Grande do Sul, foi de R$ 1.044,82/tonelada FOB, com recuo de 8,2% em relação a outubro/25, e de 17,1% em relação a novembro/24, sendo a menor desde fevereiro/18 (as comparações são em termos reais). Já no Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/tonelada, em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9%, sendo ela a mais baixa desde outubro/23 (cf. Cepea).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

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Agro Mato Grosso

Bayer leva fungicidas e sementes à Hortitec

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Portfólio inclui Valpura, Xivana Smart e novas variedades Seminis para hortifrúti

A Bayer apresenta fungicidas e sementes hortícolas na Hortitec 2026, feira que acontece em Holambra, São Paulo. A companhia leva ao evento tecnologias para proteção de cultivos e materiais da marca Seminis voltados à produtividade, adaptação regional e qualidade.

Os principais destaques em proteção de cultivos incluem os fungicidas Valpura (bixafen) e Xivana Smart (fluoxapiprolim + fluopicolide). O Valpura tem indicação para manejo de pinta preta em batata e tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. O Xivana Smart atua no controle de requeima e míldio em culturas como batata, tomate, cebola, uva e alface.

A empresa informa investimento global anual de 2 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, a previsão soma cinco lançamentos por ano até 2030 em proteção de cultivos.

A Seminis apresenta o Argemiro, novo porta-enxerto de pimentão. O material amplia a atuação da marca em porta-enxertos e busca oferecer vigor, sanidade e estabilidade produtiva ao cultivo. A empresa posiciona a solução para sistemas com pressão de doenças de solo e condições adversas.

A marca também leva a Silverstar, cenoura de inverno com foco em desempenho produtivo, qualidade de raízes e uniformidade. A cenoura Laura reforça o portfólio de verão. O material tem ciclo médio de 110 a 120 dias, vigor de emergência, folhagem ereta, retenção em campo e tolerância média ao pendoamento precoce e ao ombro verde.

Entre as demais novidades aparecem os brócolis Abraham, adaptados à região Sul do Brasil na janela de inverno, e a cebola 1049, com ciclo precoce de 115 a 120 dias e uso da safra principal à tardia. A Bayer também promove a campanha “Variedades Consagradas”, com sementes lançadas há mais de dez anos e ainda presentes no mercado.

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Sustentabilidade

Sistema de produção Arroz – Soja – MAIS SOJA

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O sistema de produção Arroz–Soja é notavelmente empregado em áreas de terras baixas na região Sul do Rio Grande do Sul (RS), bem como no estado do Mississippi (Estados Unidos) e em algumas regiões da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Ele consiste na rotação de cultura entre a semeadura de soja e o cultivo de arroz irrigado.

Nessas áreas, os fatores que limitam a produtividade da soja diferem daqueles observados nas áreas de terras altas, sendo comuns as seguintes características edáficas:

  1. Camada subsuperficial compactada;
  2. Baixa condutividade hidráulica e baixa capacidade de armazenamento de água;
  3. Baixo pH do solo (exceto na Venezuela e em certas localidades da Colômbia, onde o pH tende à alcalinidade).

As características edáficas peculiares das terras baixas impõem a necessidade de um manejo diferenciado, priorizando fatores que poderiam ser negligenciados em terras altas. Ambientes de várzea são naturalmente mais propícios à ocorrência de excesso hídrico no solo, um grande limitante para a produtividade da soja.

Para minimizar os efeitos negativos do excesso hídrico, diversas estratégias de drenagem devem ser adotadas de forma conjunta. Uma das principais estratégias durante a semeadura é a utilização de microcamalhões. Esta prática visa melhorar a aeração do solo e proporcionar o aprofundamento radicular das plantas, atenuando a ocorrência ou a intensidade do encharcamento.

A época de semeadura da soja em terras baixas possui uma influência distinta daquela observada em terras altas, especialmente em função do risco climático e das condições hídricas do solo. Uma análise realizada pela Equipe FieldCrops em 161 lavouras de arroz no RS identificou que a janela de semeadura que maximiza a produtividade está entre 21 de outubro e 18 de novembro que apresentaram as maiores produtividades de grãos de soja (5 T ha-1) (Figura 1), quando as semeaduras são realizadas antes do dia 20 de outubro, resulta-se em perdas de produtividade de 95 quilos por hectare por dia  (kg ha-1 d-1), enquanto semeaduras realizadas após 17 de novembro resultam em perdas de 68 (kg ha-1 d-1).

Figura 1. Produtividade de grãos de soja (t ha-1) em função da data de semeadura (dias após 20 de setembro) para lavouras de soja em rotação com arroz em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (A). Análise de probabilidade de produtividade de grãos de soja de 3 t ha-1 (linha tracejada preta) em função de duas épocas de semeaduras, em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (B).
Fonte: Equipe Field Crops

Com base em duas épocas de semeaduras (antes de 18 de novembro e a partir de 18 de novembro) foi determinada a probabilidade de atingir produtividades de grãos, acima ou abaixo, de 3 t ha-1 (Figura 1B). A análise de probabilidade indica que há 54% de chance de produzir igual ou mais que 3 t ha-1 em semeaduras de antes de 18 de novembro. Enquanto, semeaduras a partir de 18 de novembro a probabilidade é de 34%.

Referências Bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

 

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Sustentabilidade

Colheita do milho atinge 99% no RS e produtores já planejam a próxima safra – MAIS SOJA

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A colheita da cultura está finalizada na maior parte do Estado, chegando a 99% da área cultivada. Restam poucas lavouras principalmente correspondentes a pequenos cultivos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras de milho de implantação tardia e as áreas de safrinha continuam em fase de colheita, representando menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região.

Os produtores estão planejando a próxima safra. Em Maçambará, a previsão de El Niño tem estimulado os produtores de sequeiro a investir na cultura, devido à expectativa de condições hídricas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Na de Caxias do Sul, restam algumas áreas de pequenos produtores para ser colhidas. Nas pequenas propriedades das regiões da Serra e das Hortênsias, a colheita costuma ocorrer em etapas com máquinas de pequeno porte ou de forma manual, e os grãos são armazenados em espiga ou a granel para posterior consumo na propriedade.

Na de Ijuí, a colheita está praticamente finalizada, restando poucas áreas. Na de Pelotas, ainda há atividades de colheita em alguns municípios. As condições climáticas dificultaram as atividades de colheita em função dos dias com o céu encoberto, do nevoeiro e do excesso de orvalho nas manhãs, além das chuvas generalizadas em 12/06 (sextafeira). Na região, 87% dos cultivos estão colhidos, e 13% maduros e prontos para colher. Os cerealistas da região estão anunciando o recebimento de milho de lavoura para secagem, armazenamento e comercialização.

Na de Soledade, há áreassemeadas em período intermediário e tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) em fase de enchimento de grãos. Apesar das adversidades climáticas, o padrão produtivo desses cultivos está satisfatório. As temperaturas e a radiação solar baixas aumentam o tempo de maturação, e as lavouras são colhidas com alta umidade do grão, exigindo secagem antes do armazenamento para manter a sua qualidade.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A pesquisa semanal de preços pagos ao produtor realizada pela Emater/RS-Ascar indica redução de 0,12% na cotação do milho, passando de R$ 58,98 para R$ 58,91 em média no
Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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