Sustentabilidade
Embrapa Territorial apresenta atribuição, ocupação e uso das das terras no Brasil na COP30 – MAIS SOJA

Os dados sobre atribuição, ocupação e uso e a das terras no Brasil foram atualizados com aprimoramentos metodológicos e incorporação de dados mais recentes das bases de origem. A atualização mostra que 65,6% do território brasileiro corresponde a áreas destinadas à vegetação nativa, considerando áreas protegidas pelo Estado e as áreas mantidas dentro dos imóveis rurais. Dessa quantia, a maior parcela dedicada à conservação se encontra dentro das propriedades rurais, que contribuem com uma área equivalente a 29% do território nacional. As atividades agropecuárias, por sua vez, ocupam 31,3% do território nacional.
O estudo será disponibilizado no próximo ano. A divulgação preliminar dos números foi antecipada para ser apresentada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), realizada em Belém, PA. No dia 10 de novembro, Lucíola Magalhães, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, apresentou os principais resultados no Espaço AgriZone. Além do panorama nacional, o trabalho também traz recortes dos biomas Amazônia e Cerrado.
Magalhães ressalta que o trabalho considera dados de bases oficiais, públicas e abertas, que passam periodicamente por atualizações e refinamentos. “Essas bases sofrem ajustes ao longo do tempo em função de diversos fatores, entre eles a adequação dos limites territoriais, como a integração de novas unidades de conservação. Essas mudanças também acabam impactando o resultado final”, explicou. As categorizações também passaram por uma revisão metodológica, com base nas definições dos órgãos geradores, buscando, com isso, mostrar um retrato mais fiel à atual dinâmica do território brasileiro.
O cálculo dos 65,6% das áreas de vegetação nativa resulta da soma das áreas protegidas pelo Estado e das áreas destinadas à preservação nos imóveis rurais. As áreas de Proteção Integral, Terras Indígenas e áreas militares totalizam 19,7% do Brasil. Outros 6,5% correspondem às Unidades de Conservação de Uso Sustentável – áreas que permitem uso controlado dos recursos naturais, como reservas de desenvolvimento sustentável e reservas extrativistas. Por sua vez, as porções destinadas à preservação dentro das fazendas chegam a 29% do País, conforme registros no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). Esse compromisso ambiental dos produtores equivale a metade da área total de imóveis rurais declarados no País. Os 10,4% restantes são áreas ainda não cadastradas ou devolutas, mas com vegetação nativa identificada por trabalhos de sensoriamento remoto de outras instituições.
“A integração das análises espaciais de bases governamentais com os dados de sensoriamento remoto resultou neste retrato detalhado do território brasileiro”, explicou Carlos Alberto de Carvalho, analista da Embrapa Territorial. “O sensoriamento remoto permite identificar a cobertura – vegetação, lavoura e pastagem -, mas não revela quem é o responsável por cada área. Essa informação é obtida com o cruzamento das bases de dados públicas, abertas e oficiais. Ao indicar a responsabilidade sobre a área, este trabalho traz uma contribuição importante para a gestão do território”, acrescentou.
Em relação aos 31,2% de terras usadas pela agropecuária, 10,8% são usadas pela agricultura, 19,4% pela pecuária e 1,1% pela silvicultura. A comparação com levantamentos anteriores mostra que a área ocupada por lavouras cresceu, enquanto as pastagens diminuíram. As demais porções do território brasileiro abrangem categorias como hidrografia, infraestrutura e outros usos.
Dados por bioma
O estudo também apresenta os recortes por biomas. No Cerrado, onde estão concentradas as grandes áreas de produção de grãos no País, as terras destinadas à proteção e preservação ambiental ocupam 52,2% do território do bioma. As porções declaradas pelos produtores como áreas preservadas dentro dos imóveis rurais correspondem a 34,7% . As atividades agropecuárias ocorrem em 45,9% da área do bioma.
No bioma Amazônia, as porções de terras dedicadas à proteção e preservação da vegetação nativa são ainda maiores, ocupando 83,7% das terras. Isso se deve, principalmente, às dimensões das áreas protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e áreas militares, que totalizam 34,9%. As outras grandes parcelas provêm das áreas registradas no Cadastro Ambiental Rural como dedicadas à preservação dentro dos imóveis rurais, que ocupam 27,4%.
A dimensão territorial das terras ocupadas pelas atividades agropecuárias equivale a 14,1% do bioma. Desse total, 12,1% são áreas de pastagens e 2%, de lavouras. Apesar de não ter o mesmo destaque da produção no bioma Cerrado, a atividade agropecuária é uma importante fonte de renda para os cerca de um milhão de produtores rurais da região.
Magalhães acredita que o estudo pode orientar políticas públicas voltadas ao uso sustentável do solo. “Compreender como o território brasileiro está atribuído, ocupado e utilizado por diferentes atores, públicos e privados, é fundamental para embasar decisões mais assertivas e bem dimensionadas. Essas informações apoiam, por exemplo, a formulação de programas de pagamento por serviços ambientais, o planejamento de projetos de monitoramento e a busca de financiamentos direcionados a diferentes perfis de produtores e áreas. Conhecer essa realidade territorial permite estruturar políticas compatíveis com as oportunidades e desafios de cada contexto, além de promover o uso sustentável da biodiversidade como vantagem competitiva. É essencial conhecer, reconhecer e valorizar o compromisso ambiental dos produtores rurais. Este trabalho contribui para essa visão e reforça o papel do Brasil como uma grande potência agroambiental”, afirmou.
Para Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial, a atualização atribuição, ocupação e uso das das terras no Brasil reforça a importância de manter e aprimorar os cadastros públicos, garantindo que o território brasileiro permaneça monitorado com rigor técnico, em benefício da sociedade, da gestão pública e do desenvolvimento sustentável. “Estes resultados, apresentados nos palcos da COP30, não apenas qualificam o debate ambiental, mas também fortalecem a imagem do Brasil como líder global em uso sustentável da terra”, completa o gestor.
Fonte: Embrapa
Autor: Alan Rodrigues (MTb 2625/CE) – Embrapa Territorial
Sustentabilidade
MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).
Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.
O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.
Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.
PERFIL – De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho – MAIS SOJA

Dependente da importação de insumos, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto o cenário internacional antes de fazer planos para a próxima safra. Não à toa, a geopolítica é um dos destaques do 4º Congresso Abramilho, que ocorrerá no dia 13 de maio, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” analisa os reflexos de conflitos e tensões internacionais no setor.
O debate ocorre em um cenário de alta complexidade, onde a logística de fertilizantes, defensivos e diesel é diretamente afetada por instabilidades externas. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores de alimentos do mundo, o Brasil enfrenta desafios logísticos. Um deles é a alta dependência externa, já que mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Além disso, parcela significativa do diesel e de moléculas essenciais para defensivos agrícolas vêm de mercados estrangeiros, como a China.
Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige atenção redobrada devido à sensibilidade da cadeia produtiva aos eventos externos. “A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, ponderou Silveira.
Ele ressaltou que qualquer oscilação no mercado global atinge o produtor brasileiro rapidamente. O debate também abordará as negociações do Acordo Mercosul-União Europeia e outros tratados internacionais que influenciam o fluxo comercial. O objetivo é traçar diretrizes para que o agronegócio possa mitigar riscos e encontrar caminhos para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.
Segundo ele, o painel buscará soluções que envolvam tanto políticas governamentais quanto iniciativas privadas. “Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questionou Glauber Silveira.
O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” será às 12h e terá a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além dela, participarão Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor geral Brasil da Pivot Bio; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação será conduzida por Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.
Serviço
Evento: 4º Congresso Abramilho
Data: 13 de maio de 2026, das 8h às 14h
Local: Unique Palace, Brasília/DF
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808
Fonte: Abramilho
Sustentabilidade
Oferta de Soja em MT deve recuar 4,47% na Safra 26/27, aponta Imea – MAIS SOJA

Em mai/26, a oferta de soja para a safra 26/27 em Mato Grosso foi estimada em 49,53 mi de t, queda de 4,47% em relação à temporada anterior. Essa redução está atrelada à projeção de menor produção de soja no estado, sustentada por um cenário de incertezas, principalmente, quanto ao nível de investimentos.
Apesar, do recuo, a produção projetada para a safra é a terceira maior de toda a série histórica do instituto. No que se refere à demanda pela oleaginosa, a previsão é que sejam consumidas 49,39 mi de t na safra 26/27, retração de 3,54% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 13,65 mi de t deverão ser destinadas ao consumo no estado e 5,23 mi de t para outros estados.
Em relação à destinação, as exportações foram estimadas em 30,51 mi de t, queda de 4,98% no comparativo entre safras. Esse movimento é reflexo da menor disponibilidade do grão mato-grossense. Por fim, o estoque final da safra 26/27 foi estimado em 0,14 mi de t, retração de 78,46% em relação à safra anterior.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: diante da cautela quanto à oferta global, após a União Europeia rejeitar cargas oriundas da Argentina, o farelo de soja em Chicago registrou elevação de 1,85% em relação à semana passada.
- ACRÉSCIMO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso encerrou o período na média de R$103,68/sc, incremento de 1,39% no comparativo semanal.
- AUMENTO: com a demanda aquecida pela soja em grão e a valorização nas cotações dos coprodutos da oleaginosa, o indicador Cepea apresentou alta de 1,20% frente à semana passada.
Imea divulga primeira projeção da safra 26/27 de soja com redução na produtividade em Mato Grosso.
A área de soja no estado foi projetada em 13,04 milhões de ha, alta de 0,25% em relação à safra 25/26. O avanço mais moderado reflete preços mais baixos da oleaginosa e custos de produção ainda elevados, o que pressiona as margens do produtor. Além disso, as condições de financiamento mais restritas, aliadas às altas taxas de juros, limitam a expansão sobre novas áreas.
Com relação ao rendimento, neste início, as projeções ainda incorporam incertezas associadas às condições climáticas e ao manejo fitossanitário das lavouras. Segundo a NOAA, no 1º trim de desenvolvimento da oleaginosa, a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño é próxima de 80%, podendo intensificar a irregularidade das chuvas em MT.
Diante desse cenário, a produtividade da temporada foi estimada em 62,44 sc/ha, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Por fim, com o recuo no rendimento, a produção de soja para a safra 26/27 foi projetada em 48,88 milhões de t, redução de 5,19% frente à safra 25/26.
Fonte: IMEA
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