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18 de maio de 2026

Sustentabilidade

Embrapa Territorial apresenta atribuição, ocupação e uso das das terras no Brasil na COP30 – MAIS SOJA

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Os dados sobre atribuição, ocupação e uso e a das terras no Brasil foram atualizados com aprimoramentos metodológicos e incorporação de dados mais recentes das bases de origem. A atualização mostra que 65,6% do território brasileiro corresponde a áreas destinadas à vegetação nativa, considerando áreas protegidas pelo Estado e as áreas mantidas dentro dos imóveis rurais. Dessa quantia, a maior parcela dedicada à conservação se encontra dentro das propriedades rurais, que contribuem com uma área equivalente a 29% do território nacional. As atividades agropecuárias, por sua vez, ocupam 31,3% do território nacional.

O estudo será disponibilizado no próximo ano. A divulgação preliminar dos números foi antecipada para ser apresentada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), realizada em Belém, PA. No dia 10 de novembro, Lucíola Magalhães, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, apresentou os principais resultados no Espaço AgriZone. Além do panorama nacional, o trabalho também traz recortes dos biomas Amazônia e Cerrado.

Magalhães ressalta que o trabalho considera dados de bases oficiais, públicas e abertas, que passam periodicamente por atualizações e refinamentos. “Essas bases sofrem ajustes ao longo do tempo em função de diversos fatores, entre eles a adequação dos limites territoriais, como a integração de novas unidades de conservação. Essas mudanças também acabam impactando o resultado final”, explicou. As categorizações também passaram por uma revisão metodológica, com base nas definições dos órgãos geradores, buscando, com isso, mostrar um retrato mais fiel à atual dinâmica do território brasileiro.

O cálculo dos 65,6% das áreas de vegetação nativa resulta da soma das áreas protegidas pelo Estado e das áreas destinadas à preservação nos imóveis rurais. As áreas de Proteção Integral, Terras Indígenas e áreas militares totalizam 19,7% do Brasil. Outros 6,5% correspondem às Unidades de Conservação de Uso Sustentável – áreas que permitem uso controlado dos recursos naturais, como reservas de desenvolvimento sustentável e reservas extrativistas. Por sua vez, as porções destinadas à preservação dentro das fazendas chegam a 29% do País, conforme registros no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). Esse compromisso ambiental dos produtores equivale a metade da área total de imóveis rurais declarados no País. Os 10,4% restantes são áreas ainda não cadastradas ou devolutas, mas com vegetação nativa identificada por trabalhos de sensoriamento remoto de outras instituições.

“A integração das análises espaciais de bases governamentais com os dados de sensoriamento remoto resultou neste retrato detalhado do território brasileiro”, explicou Carlos Alberto de Carvalho, analista da Embrapa Territorial. “O sensoriamento remoto permite identificar a cobertura – vegetação, lavoura e pastagem -, mas não revela quem é o responsável por cada área. Essa informação é obtida com o cruzamento das bases de dados públicas, abertas e oficiais. Ao indicar a responsabilidade sobre a área, este trabalho traz uma contribuição importante para a gestão do território”, acrescentou.

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Em relação aos 31,2% de terras usadas pela agropecuária, 10,8% são usadas pela agricultura, 19,4% pela pecuária e 1,1% pela silvicultura. A comparação com levantamentos anteriores mostra que a área ocupada por lavouras cresceu, enquanto as pastagens diminuíram. As demais porções do território brasileiro abrangem categorias como hidrografia, infraestrutura e outros usos.

Dados por bioma

O estudo também apresenta os recortes por biomas. No Cerrado, onde estão concentradas as grandes áreas de produção de grãos no País, as terras destinadas à proteção e preservação ambiental ocupam 52,2% do território do bioma. As porções declaradas pelos produtores como áreas preservadas dentro dos imóveis rurais correspondem a 34,7% . As atividades agropecuárias ocorrem em  45,9% da área do bioma.

No bioma Amazônia, as porções de terras dedicadas à proteção e preservação da vegetação nativa são ainda maiores, ocupando 83,7% das terras. Isso se deve, principalmente, às dimensões das áreas protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e áreas militares, que totalizam 34,9%. As outras grandes parcelas provêm das áreas registradas no Cadastro Ambiental Rural como dedicadas à preservação dentro dos imóveis rurais, que ocupam 27,4%.

A dimensão territorial das terras ocupadas pelas atividades agropecuárias equivale a 14,1% do bioma. Desse total, 12,1% são áreas de pastagens e 2%, de lavouras. Apesar de não ter o mesmo destaque da produção no bioma Cerrado, a atividade agropecuária é uma importante fonte de renda para os cerca de um milhão de produtores rurais da região.

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Magalhães acredita que o estudo pode orientar políticas públicas voltadas ao uso sustentável do solo. “Compreender como o território brasileiro está atribuído, ocupado e utilizado por diferentes atores, públicos e privados, é fundamental para embasar decisões mais assertivas e bem dimensionadas. Essas informações apoiam, por exemplo, a formulação de programas de pagamento por serviços ambientais, o planejamento de projetos de monitoramento e a busca de financiamentos direcionados a diferentes perfis de produtores e áreas. Conhecer essa realidade territorial permite estruturar políticas compatíveis com as oportunidades e desafios de cada contexto, além de promover o uso sustentável da biodiversidade como vantagem competitiva. É essencial conhecer, reconhecer e valorizar o compromisso ambiental dos produtores rurais. Este trabalho contribui para essa visão e reforça o papel do Brasil como uma grande potência agroambiental”, afirmou.

Para Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial, a atualização atribuição, ocupação e uso das das terras no Brasil reforça a importância de manter e aprimorar os cadastros públicos, garantindo que o território brasileiro permaneça monitorado com rigor técnico, em benefício da sociedade, da gestão pública e do desenvolvimento sustentável. “Estes resultados, apresentados nos palcos da COP30, não apenas qualificam o debate ambiental, mas também fortalecem a imagem do Brasil como líder global em uso sustentável da terra”, completa o gestor.

Fonte: Embrapa

Autor:  Alan Rodrigues (MTb 2625/CE) – Embrapa Territorial

 

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Anúncio de acordo entre China e EUA impulsiona soja em Chicago; julho sobe 3% – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi de ampla recuperação, reflexo do anúncio de acordo feito durante o final de semana pela Casa Branca, envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos por parte da China.

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, informou a Casa Branca neste domingo.Segundo o governo americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

A Casa Branca destacou que esse valor não inclui os compromissos relacionados às compras de soja acertados anteriormente, em outubro de 2025. O anúncio ocorre após forte retração das exportações agrícolas americanas para a China provocada pela escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

A Casa Branca informou ainda que a China trabalhará com reguladores americanos para suspender restrições sobre frigoríficos dos Estados Unidos e retomar importações de carne de aves provenientes de estados considerados livres de gripe aviária.

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O governo americano também confirmou a criação do Conselho EUA-China de Comércio e do Conselho EUA-China de Investimentos, já mencionados anteriormente por autoridades chinesas.

Segundo os dois governos, os novos organismos deverão tratar de questões relacionadas a acesso a mercados agrícolas e ampliação do comércio bilateral dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 36,00 centavos de dólar, ou 3,05%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,11 por bushel, com elevação de 34,50 centavos de dólar ou 2,93%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,20 ou 0,05% a US$ 334,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,63 centavos de dólar, com ganho de 1,75 centavo ou 2,36%.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Expectativa de compras chinesas impulsiona trigo em Chicago, que fecha com alta superior a 4% – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em forte alta, com ganhos superiores a 4%, impulsionada pelo acordo agrícola firmado entre Estados Unidos e China e pelas preocupações com a oferta norte-americana.

O mercado reagiu aos compromissos anunciados pela Casa Branca, segundo os quais a China deverá comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. O movimento reforçou as expectativas de aumento da demanda chinesa por commodities agrícolas dos Estados Unidos e estimulou forte entrada de recursos nos mercados agrícolas.

Além disso, persistiram as preocupações com a oferta norte-americana diante da seca nas regiões produtoras das Planícies, que segue afetando o potencial produtivo das lavouras de trigo de inverno. Comentários internacionais indicaram que as chuvas previstas para esta semana devem chegar tarde demais para parte das áreas mais afetadas, podendo inclusive ampliar os danos às lavouras em estágio avançado de desenvolvimento.

O mercado também acompanhou a expectativa pelo relatório de andamento das lavouras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante dos temores de nova deterioração nas condições do trigo de inverno norte-americano.

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No campo da demanda, as inspeções de exportação norte-americanas de trigo chegaram a 223.972 toneladas na semana encerrada em 14 de maio, conforme relatório do USDA. Na semana anterior, haviam atingido 511.703 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 431.383 toneladas.

No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de junho de 2025, as inspeções somam 23.098.775 toneladas, contra 20.750.076 toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,64 1/2 por bushel, alta de 28,75 centavos de dólar, ou 4,52%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,77 3/4 por bushel, com avanço de 28,00 centavos de dólar, ou 4,30%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Renegociação de dívidas terá mecanismo com FGI que pode alavancar até R$ 200 bilhões – MAIS SOJA

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Produtores de todo o país estão próximos de ter uma alternativa para repactuar as dívidas rurais acumuladas nos últimos anos. Uma emenda da vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi incluída no Projeto de Lei 5.122/2023 e pode alavancar até R$ 200 bilhões para essa finalidade.

A iniciativa autoriza o governo federal a ampliar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), com previsão de aporte adicional de até R$ 20 bilhões. Os recursos seriam usados exclusivamente como garantia para operações de renegociação de dívidas rurais. De acordo com a senadora, a medida pode disponibilizar ao menos R$ 70 bilhões para a prorrogação das dívidas, mas depende também da disposição do Executivo em apoiar os produtores.

“Esse fundo é o que vai deixar um legado para a agricultura, se ele for instituído. Mas o governo tem que entender que não basta criar o fundo: precisamos colocar recursos nele. Sabemos das dificuldades fiscais, do problema do crédito e das despesas primárias, mas R$ 20 bilhões neste fundo podem alavancar mais de R$ 70 bilhões, podendo chegar até R$ 200 bilhões”, destacou Tereza Cristina, nesta quarta-feira (13), durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o produtor rural enfrenta uma “tempestade perfeita” contra a produção agropecuária. Segundo ele, a articulação dos últimos dias tem sido voltada à construção de soluções efetivas para o endividamento no campo, como a apresentada por meio da emenda.

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“A gente entende que aqueles R$ 30 bilhões que aprovamos na Câmara não são suficientes nem para o início do trabalho. Hoje, a dívida dos produtores chega a R$ 150 bilhões. Precisamos buscar esse montante de recursos, e essa é a alternativa que estamos apresentando. Nosso compromisso é com o produtor rural. Por isso, estamos trabalhando para que essa solução do endividamento seja real e para que a gente consiga enfrentar as resistências dentro do governo”, comentou.

O PL 5.122/2023 tramita na CAE sob relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar destacou a participação dos membros da FPA na construção do texto e afirmou que a emenda da senadora Tereza Cristina foi incorporada ao relatório. A previsão é de que a votação ocorra na próxima terça-feira (19). A bancada também articula para que o projeto seja votado no Plenário do Senado na mesma semana.

“A senadora Tereza Cristina entende, e eu entendo igualmente, que a utilização do FGI como lastro para a renegociação das dívidas agrícolas resolveria de uma vez por todas esse problema no Brasil. Nós colocaríamos esses títulos no mercado, em um fundo privado, e isso serviria para renegociações daqui para frente”, disse Renan Calheiros ao tratar sobre a emenda do FGI.

Corrida contra o tempo

 A intenção da FPA é que toda a estrutura de renegociação prevista no projeto entre em vigor antes do anúncio do próximo Plano Safra. Por isso, o coordenador institucional da frente, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), defendeu que os ajustes no relatório sejam feitos até a votação da próxima semana. Segundo ele, isso evitaria novas modificações quando o texto retornar à Câmara dos Deputados, facilitando uma aprovação rápida pelos deputados.

“O que estamos fazendo aqui hoje não é apenas um remédio para curar os males dos endividados por problemas climáticos. Estamos criando um novo sistema de financiamento para o Brasil”, ressaltou o parlamentar gaúcho.

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Além dos recursos que poderão ser operados com a garantia do FGI, a proposta cria uma linha emergencial específica para a prorrogação das dívidas, com montante de até R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Social (FS). O relator também pretende incluir a possibilidade de o governo utilizar recursos do orçamento para criar outras linhas destinadas à renegociação. Integrantes do Executivo chegaram a mencionar a possibilidade de disponibilizar R$ 82 bilhões.

Na reunião da CAE desta quarta-feira, outros membros da bancada reforçaram apoio ao relatório-base apresentado pelo senador Renan Calheiros. O 2º vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), destacou a abrangência nacional da proposta.

“Acredito que boa parte dos estados e municípios brasileiros vai se enquadrar nesses três quesitos necessários para fazer a regularização do endividamento que o PL 5.122/2023 traz”, disse.

Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ressaltou a urgência da iniciativa para o Rio Grande do Sul. “Esse projeto é mais do que necessário para buscar uma solução para a difícil situação que o homem do campo vive, em particular no meu estado, o Rio Grande do Sul”, afirmou.

O coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (PP-RS), relator da matéria na Câmara dos Deputados, também foi na mesma linha. “Estamos muito próximos de oferecer uma ferramenta de dignidade e respeito aos agricultores”, destacou.

Outros parlamentares também comentaram o momento enfrentado pelo produtor rural. “O agro brasileiro enfrenta uma das maiores crises financeiras dos últimos anos. O produtor rural foi atingido por juros altos, aumento do diesel, energia cara, dificuldade de acesso ao crédito e queda da rentabilidade”, apontou o senador Wilder Morais (PL-GO).

Já o coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), afirmou que a medida terá efeito para além do setor agropecuário. “A agricultura é a céu aberto, o agricultor não tem contracheque. Esse projeto, embora passe pelo agro, vai impactar a vida de todos os brasileiros”, ressaltou.

Fonte: FPA


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FONTE
Advertisement

Autor:FPA

Site: FPA

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