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Bayer promove agenda na COP30 com foco em agricultura regenerativa e desenvolvimento social

A multinacional restaurou, em Belém, um casarão histórico que tem sediado um hub de inovação durante a Conferência, além de firmar acordo com Honduras e Suriname para proteger florestas tropicais e apresentar inovações agrícolas no combate às mudanças climáticas
São Paulo, novembro de 2025 – Na COP30, em Belém (PA), a Bayer reforça seu compromisso no enfrentamento às mudanças climáticas ao criar uma rede de diálogo e colaboração entre políticos, empresas, organizações e sociedade civil. A companhia revitalizou um casarão histórico, no centro da cidade, onde são oferecidos cursos diversos, consultoria jurídica e assistência psicológica a alunos da rede pública e famílias em situação de vulnerabilidade. O projeto é realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Produtos e Serviços Culturais (Embrasesc) e o Centro Cultural e Esportivo do Pará (CCESP), que são responsáveis pela gestão do local.
Além de reformar o espaço, a empresa fornecerá, por um ano, apoio financeiro à Embrasesc para ações educativas e de engajamento comunitário no local. Durante a COP30, o imóvel tem sediado a “Casa Bayer” e abrigado eventos organizados por entidades como as Câmaras de Comércio do Brasil e dos Estados Unidos, a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para discutir soluções voltadas ao combate das mudanças climáticas.
“A Bayer tem uma longa e profunda ligação com o povo brasileiro, nossos clientes e colaboradores”, disse o CEO da Bayer, Bill Anderson. “Com a COP30 sediada em um dos nossos mercados mais importantes, queríamos encontrar uma forma diferente e mais duradoura de engajamento que demonstrasse nosso grande interesse na prosperidade do país e do mundo. Por isso, criamos a Casa Bayer, um centro para o nosso relacionamento com stakeholders e parceiros em Belém.”
Ainda em relação à educação, em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a multinacional selecionou bolsistas do curso de Agronomia, entre graduandos e pós-graduandos, para uma imersão nas iniciativas do PRO Carbono, plataforma de soluções regenerativas da Bayer para escalar a agricultura regenerativa na América Latina. O estágio tem como objetivo prepará-los para apresentar o PRO Carbono na AgriZone e fortalecer sua formação nas discussões sobre agricultura regenerativa, clima e carbono.
Deutsche Bank e Bayer assinam acordo com Honduras e Suriname para proteger florestas tropicais
Como parte da Cúpula de Líderes da COP30, Deutsche Bank, Siemens, Bayer, Coalizão para Nações da Floresta Tropical (CfRN, na sigla em inglês) e governos de Honduras e Suriname assinaram uma Carta de Intenções para uma nova modalidade de crédito de carbono baseada em florestas tropicais. A Symrise AG também aderiu à iniciativa. O desenvolvimento planejado de um novo crédito de carbono soberano, conforme Artigo 6.2 do Acordo de Paris, facilitará, pela primeira vez, a compra direta de certificados pelo setor privado de países latino-americanos com florestas tropicais para apoiar a conservação das florestas. A proposta será um passo significativo para canalizar financiamento privado e proteger a floresta amazônica.
O CEO da Bayer e a presidente de Honduras, Xiomara Castro, além de ministros federais dos países assinaram o acordo. A cerimônia contou com a presença do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago. A iniciativa está alinhada ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), lançado recentemente pelo governo brasileiro.
COP30 destaca a inovação agrícola inteligente para o clima
Por ser realizada no Brasil, um grande polo agrícola, a COP30 abriga a AgriZone (Casa da Agricultura Sustentável), espaço liderado pela Embrapa e dedicado a debates, exposições e atividades técnicas relacionadas à agricultura sustentável, segurança alimentar e descarbonização da produção.
“Nos últimos 30 anos, o Brasil passou de importador líquido de produtos agrícolas a um dos maiores exportadores agrícolas, aumentando a produtividade”, afirmou o presidente global da Divisão Agrícola da Bayer, Rodrigo Santos. “Isso foi possível graças à ciência e à inovação que apoiam o trabalho incrível realizado pelos agricultores, e estou muito entusiasmado com o fato de a COP30 destacar a importância da agricultura resiliente para o benefício dos agricultores, da sociedade e do nosso planeta.”
Além disso, na COP30, a Bayer participa de eventos e debates sobre tecnologia agrícola voltada à mitigação e à adaptação às mudanças climáticas. Entre essas inovações, estão o recém-lançado Sistema Inteligente de Milho Preceon™, com maior resistência a tempestades para proteger a produtividade, e o Arroz de Semeadura Direta da Bayer que, em comparação com o arroz transplantado, tem o potencial de reduzir o consumo de água em até 40% e as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 45%.
Em relação à agricultura regenerativa, a empresa impulsiona seus programas de agricultura de carbono no mundo, especificamente na América Latina, por meio da plataforma PRO Carbono para criar um conjunto de soluções para a área e beneficiar tanto o meio ambiente quanto as futuras gerações. Com cerca de três mil produtores no Brasil e na Argentina, tornou-se o maior programa de carbono da região. Juntos, eles cultivam 2,7 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Durante a COP30, o programa atingirá a marca de 3 milhões de hectares.
Com o PRO Carbono, a Bayer oferece aos agricultores e empresas da América Latina as ferramentas adequadas, desenvolvidas em parceria com a Embrapa, para a adoção de práticas regenerativas que aumentam a eficiência das terras agrícolas e reduzem, capturam e armazenam emissões de carbono. Segundo dados recentes, agricultores que aderiram ao programa obtiveram na soja uma pegada de carbono 50% menor quando comparada à média nacional. Essa redução pode ser superior a 70% com melhorias no manejo, adoção de práticas regenerativas e otimização das operações por meio de ferramentas e insights da companhia. Já para o milho, a pegada de carbono foi 55% menor em comparação com a média nacional, e pode passar dos 60% com melhorias no manejo.
Bayer apoia o compromisso da COP30 de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis
Um dos focos da COP30 é a descarbonização do setor de transportes, especialmente da aviação. Como as oportunidades para eletrificação são limitadas, os Combustíveis Sustentáveis para Aviação (SAF) são essenciais para o alcance das metas climáticas. Pouco antes da Conferência, o Brasil lançou o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, intitulado “Belém 4x”, com meta global de quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. Além do governo brasileiro, 19 países apoiam a iniciativa.
A agricultura pode desempenhar um papel fundamental na expansão do fornecimento de combustíveis sustentáveis por meio de matérias-primas agrícolas, tanto emergentes quanto tradicionais. A Bayer tem um longo histórico de compromisso com o melhoramento genético inovador de plantas no campo dos biocombustíveis de baixo carbono. Com as variedades CoverCress e Camelina, investe na expansão de matérias-primas para biocombustíveis de baixo carbono e cria oportunidades de renda para agricultores. Desde o ano passado, participa do Conselho da Indústria Biofuture, que reúne governos, indústria e stakeholders para promover o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.
Em apoio aos combustíveis sustentáveis, a companhia anunciou a adesão à Sustainable Aviation Buyers Alliance (SABA), em português, Aliança de Compradores de Aviação Sustentável. O objetivo da iniciativa sem fins lucrativos, que inclui quase 40 empresas, é acelerar a redução das emissões de CO₂ no transporte aéreo global, por meio da compra de combustíveis sustentáveis, fomento de oportunidades de investimento e promoção de novas tecnologias.
A Bayer também aderiu à nova coalizão global Carbon Measures (em português, Medidas de Carbono), que reúne 19 multinacionais de diferentes setores e regiões. O objetivo é estabelecer uma estrutura mais precisa de contabilização de carbono.
Plano de Transição e Transformação Climática
Na COP30, a Bayer reafirma seu Plano de Transição e Transformação Climática, com o compromisso de reduzir suas próprias emissões em 42% até 2030 e em 90%, incluindo sua cadeia de valor, até 2050. Até o fim de 2029, toda a eletricidade da Bayer virá de fontes renováveis.
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‘Mitigar perdas e garantir produtividade ao sojicultor é o principal objetivo’, diz pesquisador da UFPR

Entre os indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil safra 2025/26 está o pesquisador Leandro Paiola Albrecht, que atua em estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de práticas que ajudam produtores a aumentar a produtividade e a rentabilidade na cultura da soja.
Segundo ele, quando se fala em novas tecnologias no campo, muitas vezes o foco acaba sendo apenas o uso de herbicidas. No entanto, o trabalho de pesquisa envolve um conjunto mais amplo de práticas dentro do sistema produtivo.
“Quando a gente pensa em desenvolvimento de novas tecnologias, hoje basicamente se pensa em herbicidas, mas não é só isso. Trabalhamos com desenvolvimento de práticas culturais que o agricultor pode acessar com facilidade e baixo custo, como rotação de culturas, cobertura de solo e outras práticas dentro do sistema produtivo que impactam diretamente na produção”, afirma.
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O pesquisador também participa de estudos que investigam a resistência de plantas daninhas em áreas de produção de soja, tanto no Brasil quanto em parceria com instituições do Paraguai. “Participamos de trabalhos de resistência não apenas no Brasil, mapeando resistências na cultura da soja, mas também no Paraguai, avaliando plantas como buva, caruru, picão, leiteiro e capim-amargoso”, explica.
De acordo com Paiola, o capim-amargoso chamou atenção inicialmente em pesquisas realizadas no país vizinho, quando foram identificados casos de resistência não apenas ao glifosato, mas também a graminicidas. Posteriormente, estudos conduzidos no Brasil confirmaram a presença de resistência múltipla da planta daninha.
Outro ponto de atenção nas pesquisas é o avanço do caruru (Amaranthus), planta que tem se expandido em diferentes regiões produtoras. “Uma planta de caruru por metro quadrado pode levar a perdas muito significativas na cultura da soja. Esse impacto pode ficar em torno de 8% no rendimento, mas pode avançar para mais de 20%, dependendo da infestação”, destaca.
Segundo o pesquisador, o foco das pesquisas é desenvolver estratégias que ajudem os produtores a reduzir perdas e manter a produção de forma sustentável. ”Tudo o que temos de pesquisa hoje focado no manejo de plantas daninhas é direcionado para mitigar perdas e garantir produção para o produtor, que é o foco do nosso trabalho”, afirma.
Paiola também destaca a participação de estudantes nas pesquisas, aproximando o conhecimento científico das demandas do campo. “Quando colocamos os nossos alunos no campo via grupo de pesquisa, como é o Suprapesquisa, eles entram em contato direto com o sistema produtivo, gerando conhecimento nas lavouras e contribuindo com soluções para o agro brasileiro”, explica.
Segundo ele, muitas pesquisas surgem a partir de desafios relatados pelos próprios produtores. “As primeiras pesquisas que fizemos, inclusive com buva, surgiram a partir de demandas de produtores da região, que buscavam soluções para os desafios que enfrentavam no campo”, afirma.
Para o pesquisador, o objetivo final é integrar diferentes tecnologias e práticas de manejo para gerar resultados concretos ao produtor “Trabalhamos tentando encaixar manejos, herbicidas, produtos e tecnologias para que façam a diferença no campo, garantindo economicidade, alta rentabilidade e preservação do meio ambiente”, conclui.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 será aberta no dia 10 de março no site do projeto. Acompanhe!
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Mercado internacional aumenta preço do petróleo e sindicato prevê novos reajustes no Brasil

O Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo) informa que, mesmo sem anúncio de reajuste imediato por parte da Petrobrás em suas refinarias, a maioria das distribuidoras de combustíveis já promoveu aumento nos preços de venda para os postos revendedores.
Esse movimento ocorre em razão da forte elevação do preço do petróleo no mercado internacional. A escalada das tensões e do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou uma alta expressiva nas cotações do petróleo, que registraram aumento aproximado de 18% nos últimos dias.
Embora a Petrobrás ainda não tenha alterado oficialmente seus preços, parte relevante do abastecimento de combustíveis no Brasil depende de produtos importados. Com a valorização do petróleo e dos derivados no mercado internacional, os importadores já estão internalizando esses novos custos, o que acaba impactando diretamente os preços praticados pelas distribuidoras.
Diante desse cenário, as distribuidoras passaram a repassar os aumentos aos postos revendedores. Infelizmente, esse movimento tende a refletir também nos preços ao consumidor final, à medida que os novos estoques com valores mais elevados chegam ao mercado.
O Sindipetróleo ressalta que os postos revendedores não têm controle sobre os preços praticados pelas distribuidoras, sendo a formação de preços resultado da dinâmica de custos ao longo de toda a cadeia de abastecimento.
A entidade segue acompanhando atentamente a evolução do cenário internacional e seus reflexos no mercado brasileiro de combustíveis.
Agro Mato Grosso
Pesquisa no campo ajuda a enfrentar desafios da soja em Mato Grosso

A Aprosoja Mato Grosso realizou o 1º Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé para auxiliar produtores diante dos desafios da cultura da soja na região
O Vale do Guaporé possui particularidades próprias de clima, solo e sistema produtivo, que fazem com que a cultura da soja enfrente desafios diferentes de outras regiões de Mato Grosso. Ao longo das safras, os produtores têm lidado com algumas situações como o quebramento das hastes e apodrecimento das vagens de soja.
Para auxiliar na compreensão desses problemas e oferecer suporte técnico mais próximo da realidade local, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé, aproximando produtores, técnicos e pesquisadores e fortalecendo a troca de informações diretamente no campo.
Realizado no dia 11 de fevereiro, o Giro de Pesquisa abordou temas de extrema importância para a realidade do Vale do Guaporé, com estações voltadas ao manejo da cultura, escolha de cultivares, adubação esanidade, visando estratégias para melhorar o desempenho da soja. A iniciativa ganha ainda mais relevância em uma região que, além dos desafios agronômicos enfrentados no campo, convive com dificuldades logísticas e de armazenagem, fatores que impactam diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do produtor rural.
O vice-presidente Oeste, Luiz Otávio Tatim, destaca que no Vale, fatores como tipo de solo, clima, temperatura e altitude influenciam diretamente o manejo de diferentes produtos, como fungicidas e inseticidas, além da definição da população de plantas das cultivares utilizadas. “O Vale do Guaporé possui peculiaridades próprias, únicas dentro do estado de Mato Grosso. Por se tratar de uma nova fronteira agrícola, é fundamental que as estratégias adotadas na região resultem em maior eficiência produtiva, com custos mais adequados à realidade local”, explica ele.
Para o vice-presidente Oeste, o Vale do Guaporé apresenta uma alta produtividade em comparação a outras regiões do Estado, em razão da fertilidade do solo e das condições climáticas. Ele ressalta ainda que um dos principais gargalos que impactam a região é a logística de escoamento da produção de grãos.
“O Vale, historicamente, possui uma fertilidade muito boa, o que faz com que as médias de produtividade da soja na região sejam bastante elevadas. Costumo dizer que, muitas vezes, o que agricultores de fora do Vale levam 40 ou 50 anos para alcançar, o produtor do Vale consegue em um, dois ou três anos. Isso se deve à fertilidade do solo e também às condições climáticas. Hoje, vejo que o grande gargalo da região é a logística. Por isso, é importante trabalharmos nessa questão, junto aos produtores rurais e à classe política”, finaliza ele.
O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé e produtor rural da região, Yuri Nunes Cervo, pontua que, nesta fase final da colheita, tem sido possível identificar diversos problemas na cultura da soja, que vão além das anomalias e do quebramento de hastes, incluindo também a ocorrência de antracnose.
“Agora, no final da colheita, estamos conseguindo identificar que os problemas na lavoura não se resumem apenas às anomalias. Além delas, que já vêm sendo observadas desde o início da safra, também aparecem o quebramento de plantas e a antracnose, que favorece a entrada de umidade. Esses são hoje os três principais pontos de atenção na região”, explica o delegado coordenador.
Yuri salienta ainda que, apesar de a região ser extensa e apresentar particularidades específicas, muitos produtores enfrentam desafios em comum. Para ele, esse foi um dos principais pontos do encontro realizado durante o Giro de Pesquisa. “O Giro foi extremamente proveitoso, pois possibilitou essa troca de informações e deixou o produtor mais atento ao que está acontecendo na lavoura”, conta ele.
Com a realização do Giro de Pesquisa, a Aprosoja Mato Grosso reforça a importância de investir em estudos regionais e na aproximação entre pesquisa e produtor rural, especialmente em áreas com características tão específicas como o Vale do Guaporé. A iniciativa contribui para ampliar o acesso a informações técnicas, orientar decisões de manejo e fortalecer a capacidade dos produtores de enfrentar os desafios da cultura da soja, promovendo maior eficiência produtiva, redução de riscos e desenvolvimento sustentável da agricultura na região.
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