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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 14/11/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana 1 – O grande foco de hoje é o WASDE de novembro, que será o primeiro relatório de oferta e demanda desde setembro — lembrando que, após o início do shutdown em 1º/out, nenhuma atualização adicional foi publicada. A expectativa geral é que o USDA traga revisões para cima nas estimativas de safra da China, do Brasil e dos Estados Unidos, além de possíveis sinais de melhora na atividade têxtil chinesa.

Destaque da Semana 2 – As principais entidades que representam o setor do algodão no Brasil, nos EUA e na Austrália têm se reunido com frequência para colocar em prática um plano conjunto de promoção internacional da fibra, destacando seus atributos naturais, sustentáveis e biodegradáveis.

Destaque da Semana 3 – Os três países já estão atuando juntos através da iniciativa MTLC (Make the Label Count), na União Europeia, que atua no combate à desinformação sobre tecidos naturais junto a legisladores europeus.

Canal do Cotton Brazil – Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

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Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 13/nov cotado a 62,90 U$c/lp (-2,5% vs. 06/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,57 U$c/lp (-0,9% vs. 06/nov).

Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 694 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 14/nov/25.

Altistas 1 – O WASDE de novembro pode trazer alguma surpresa positiva em consumo, após meses de forte ritmo de embarques de Brasil e Austrália e revisões anteriores de alta para o uso mundial.

Altistas 2 – Caso o USDA reduza o gap entre consumo e produção em 2025/26, o mercado pode reagir de forma positiva.

Altistas 3 – Na China, o PMI do setor têxtil voltou a ficar acima de 50 em outubro (52,66), com melhora em todos os subíndices, queda moderada nos estoques de fios e aumento na parcela de fiações operando a mais de 90% da capacidade.

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Altistas 4 – A Beijing Cotton Outlook (BCO) também elevou levemente a projeção de consumo da China para 8,45 milhões tons em 2025/26, reforçando que a demanda doméstica, embora pressionada, continua reagindo aos preços mais baixos do algodão.

Altistas 5 – A BCO estima produção chinesa em 7,42 milhões tons (+8,2% a/a), abaixo do consumo projetado de 8,45 milhões de tons e com estoques finais levemente menores em 2025/26. Esse quadro mantém a China como grande importadora líquida.

Altistas 6 – Os estoques portuários chineses em Qingdao caíram para cerca de 300 mil tons, patamar inferior aos meses anteriores, indicando que o algodão importado continua saindo para as fiações.

Altistas 7 – O Brasil exportou 295,6 mil tons em outubro, o maior volume já registrado para o mês, atingindo cerca de 556 mil tons (2,55 milhões de fardos) no acumulado de agosto a outubro.

Baixistas 1 – As cotações seguem pressionadas: o Índice A (referência para preços na Ásia) encerrou em 74,95 U$c/lb, apenas 10 pontos acima do piso de 5 anos registrado em outubro, mantendo o sentimento de mercado “pesado” e defensivo.

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Baixistas 2 – A rolagem do contrato Dez/25 pelos fundos adicionada à necessidade de fixação de compras “on-call” por produtores, em cima do vencimento de dezembro, adicionou pressão baixista no contrato.

Baixistas 3 – A expectativa para o WASDE de hoje é de aumento das safras em China (para algo próximo a 7,4 milhões tons), Brasil (em torno de 4,1 milhões tons) e EUA (13,4–13,75 milhões de fardos, cerca de 2,9 milhões tons).

Baixistas 4 – O comércio físico continua da mão-para-a-boca, com compradores focados em pequenos lotes para embarque próximo.

Baixistas 5 – Apesar da melhora do PMI têxtil, a China registrou forte queda nas exportações de têxteis e vestuário em outubro: -12,6% a/a e -9% m/m, com valor mensal de US$22,26 bilhões. A implementação da trégua na guerra comercial entre EUA e China anunciada este mês deve melhorar este quadro.

Baixistas 6 – Há ainda um grande volume de algodão a fixar nas mãos de produtores, portanto qualquer rali de preço tende a ser rapidamente aproveitado para venda, limitando o potencial de alta no curto prazo.

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Baixistas 7 – A fibra de poliéster na China é cotada ao redor de 40 c/lb, em leve queda recente. A diferença de preço continua incentivando a mistura e, em alguns mercados, a substituição direta do algodão por alternativas sintéticas.

EUA – A colheita e o beneficiamento avançam abaixo do ritmo do ano passado, mas com boa qualidade em regiões como South Texas.

China 1 – Os preços futuros em Zhengzhou recuaram na semana, enquanto o Índice CC ficou praticamente estável em 14.819 yuan/ton, ampliando o prêmio sobre o Índice A ajustado, aumentando assim a atratividade do algodão importado.

China 2 – Durante a 8ª China International Import Expo em Xangai, empresas chinesas como COFCO, Chinatex e CNCGC assinaram múltiplos acordos de compra de algodão com fornecedores internacionais, incluindo Brasil, Argentina e Austrália.

Paquistão 1 – O mercado de fios continua fraco, com fiações reduzindo pedidos de preço para viabilizar exportações e pressionando margens ao longo da cadeia.

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Paquistão 2 – A produção de algodão foi revisada para cerca de 1,2 milhão tons, acima da estimativa anterior de 1,1 milhão tons, o que adiciona oferta local em um cenário de demanda têxtil internacional ainda hesitante.

Bangladesh – Os preços de fios recuaram, mas o país segue como importante destino para algodão Brasileiro, africano e australiano, beneficiando-se também do adiamento da implementação de tarifas mais altas no porto de Chattogram.

Índia 1 – A CAI projeta safra de 30,5 milhões de fardos de 170kg (cerca de 5,2 milhões tons), 2% menor que em 2024/25, com queda em estados-chave como Haryana e Telangana e aumento em Punjab e Andhra Pradesh.

Índia 2 – O país deve importar cerca de 4,5 milhões de fardos de 170kg (765 mil tons), devido à isenção temporária de tarifas (até 31/12) e à menor produção interna.

Vietnã – As exportações de fios até outubro superam o mesmo período de 2024, mostrando resiliência do polo têxtil vietnamita, mesmo com queda no valor das exportações têxteis no último mês.

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Turquia – As importações turcas seguem firmes na temporada, com dados recentes indicando forte crescimento ano a ano e participação relevante do Brasil e EUA.

COP30 1 – Em 12/nov na COP30 em Belém, o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, apresentou o painel “O algodão como opção natural e competitiva”, alertando sobre o aumento das fibras sintéticas e seus impactos ambientais.

COP30 2 – O algodão brasileiro foi destacado como solução sustentável por Cyntia Kasai, Head de Sustentabilidade da C&A Brasil. A marca participa do programa SouABR, que faz a rastreabilidade total da semente ao guarda-roupa.

Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 154,8 mil tons na primeira semana de nov/25.

Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (13/11) foram beneficiados nos estados da BA (89%), GO (95,15%), MA (68%), MG (97%), MS (92%), MT (68%), PI (96,74%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 73,87%.

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Plantio 2025/26 – Iniciada a semeadura nos estados do Paraná e São Paulo.

Preços – Consulte a tabela de cotações:

Quadro de cotações para 13 -11

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: Abrapa

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.

O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.

Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.

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PERFIL – De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho – MAIS SOJA

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Dependente da importação de insumos, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto o cenário internacional antes de fazer planos para a próxima safra. Não à toa, a geopolítica é um dos destaques do 4º Congresso Abramilho, que ocorrerá no dia 13 de maio, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” analisa os reflexos de conflitos e tensões internacionais no setor.

O debate ocorre em um cenário de alta complexidade, onde a logística de fertilizantes, defensivos e diesel é diretamente afetada por instabilidades externas. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores de alimentos do mundo, o Brasil enfrenta desafios logísticos. Um deles é a alta dependência externa, já que mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Além disso, parcela significativa do diesel e de moléculas essenciais para defensivos agrícolas vêm de mercados estrangeiros, como a China.

Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige atenção redobrada devido à sensibilidade da cadeia produtiva aos eventos externos. “A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, ponderou Silveira.

Ele ressaltou que qualquer oscilação no mercado global atinge o produtor brasileiro rapidamente. O debate também abordará as negociações do Acordo Mercosul-União Europeia e outros tratados internacionais que influenciam o fluxo comercial. O objetivo é traçar diretrizes para que o agronegócio possa mitigar riscos e encontrar caminhos para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.

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Segundo ele, o painel buscará soluções que envolvam tanto políticas governamentais quanto iniciativas privadas. “Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questionou Glauber Silveira.

O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” será às 12h e terá a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além dela, participarão Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor geral Brasil da Pivot Bio; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação será conduzida por Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.

Serviço
Evento: 4º Congresso Abramilho
Data: 13 de maio de 2026, das 8h às 14h
Local: Unique Palace, Brasília/DF
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808

Fonte: Abramilho

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Sustentabilidade

Oferta de Soja em MT deve recuar 4,47% na Safra 26/27, aponta Imea – MAIS SOJA

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Em mai/26, a oferta de soja para a safra 26/27 em Mato Grosso foi estimada em 49,53 mi de t, queda de 4,47% em relação à temporada anterior. Essa redução está atrelada à projeção de menor produção de soja no estado, sustentada por um cenário de incertezas, principalmente, quanto ao nível de investimentos.

Apesar, do recuo, a produção projetada para a safra é a terceira maior de toda a série histórica do instituto. No que se refere à demanda pela oleaginosa, a previsão é que sejam consumidas 49,39 mi de t na safra 26/27, retração de 3,54% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 13,65 mi de t deverão ser destinadas ao consumo no estado e 5,23 mi de t para outros estados.

Em relação à destinação, as exportações foram estimadas em 30,51 mi de t, queda de 4,98% no comparativo entre safras. Esse movimento é reflexo da menor disponibilidade do grão mato-grossense. Por fim, o estoque final da safra 26/27 foi estimado em 0,14 mi de t, retração de 78,46% em relação à safra anterior.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: diante da cautela quanto à oferta global, após a União Europeia rejeitar cargas oriundas da Argentina, o farelo de soja em Chicago registrou elevação de 1,85% em relação à semana passada.
  • ACRÉSCIMO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso encerrou o período na média de R$103,68/sc, incremento de 1,39% no comparativo semanal.
  • AUMENTO: com a demanda aquecida pela soja em grão e a valorização nas cotações dos coprodutos da oleaginosa, o indicador Cepea apresentou alta de 1,20% frente à semana passada.
Imea divulga primeira projeção da safra 26/27 de soja com redução na produtividade em Mato Grosso.

A área de soja no estado foi projetada em 13,04 milhões de ha, alta de 0,25% em relação à safra 25/26. O avanço mais moderado reflete preços mais baixos da oleaginosa e custos de produção ainda elevados, o que pressiona as margens do produtor. Além disso, as condições de financiamento mais restritas, aliadas às altas taxas de juros, limitam a expansão sobre novas áreas.

Com relação ao rendimento, neste início, as projeções ainda incorporam incertezas associadas às condições climáticas e ao manejo fitossanitário das lavouras. Segundo a NOAA, no 1º trim de desenvolvimento da oleaginosa, a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño é próxima de 80%, podendo intensificar a irregularidade das chuvas em MT.

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Diante desse cenário, a produtividade da temporada foi estimada em 62,44 sc/ha, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Por fim, com o recuo no rendimento, a produção de soja para a safra 26/27 foi projetada em 48,88 milhões de t, redução de 5,19% frente à safra 25/26.

Fonte: IMEA



 

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