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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Desafios do agro reforçam importância da proteção por meio dos seguros – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, responsável por impulsionar o desenvolvimento de diversas regiões do país e gerar milhões de empregos. No entanto, o setor enfrenta desafios cada vez mais complexos , que vão desde os impactos das mudanças climáticas, variações de mercado e custos de produção, até riscos ligados a questões logísticas e ambientais. Em um cenário de tantas incertezas, o seguro se torna um aliado essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade das atividades no campo.

A proteção oferecida pelos seguros rurais vai muito além das lavouras. Ela se estende às fazendas, maquinários, armazéns, transportes, lojas agropecuárias e até aos animais, assegurando que produtores e empresários do setor possam se recuperar de eventuais perdas e seguir com suas operações. A contratação de seguros específicos para o agro tem crescido no país, reflexo da consciência cada vez maior sobre a importância de prevenir riscos e preservar o patrimônio.

De acordo com Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG (Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais), o seguro é um instrumento estratégico para o desenvolvimento do agronegócio.

“O produtor rural lida diariamente com fatores que estão fora do seu controle — o clima, o mercado e até questões sanitárias. O seguro é o que garante a tranquilidade para continuar produzindo mesmo diante das adversidades. Ele protege o investimento e fortalece o setor como um todo, seja na fazenda, na loja agropecuária ou na empresa que atua na cadeia do agro”, destaca Bentes.

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Com o avanço da tecnologia, novas modalidades de seguros vêm sendo desenvolvidas para atender às diferentes demandas do setor. Diante dos desafios e da relevância do agronegócio para o Brasil, investir em proteção não é apenas uma decisão financeira, mas também uma medida de gestão responsável, que assegura a continuidade dos negócios e contribui para o crescimento sustentável do campo.

Fonte: Assessoria de Imprensa 



 

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Sustentabilidade

Soja fecha o dia com preços firmes e quedas pontuais; veja as cotações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços entre estáveis e mais baixos nesta quinta-feira (5). De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, os participantes permaneceram afastados das negociações, com pouco interesse de compra.

O dia também foi marcado por exportações mais lentas e limitadas ofertas destinadas ao mercado interno.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou perdas mais acentuadas a partir do meio-pregão, pressionando as cotações domésticas. O dólar, por sua vez, ajudou a compensar parcialmente o movimento negativo.

Segundo Silveira, a baixa movimentação fez com que muitas indicações de preços fossem apenas nominais, sem negócios efetivos que confirmassem as referências.

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Preços médios da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 152,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 153,50
  • Cascavel (PR): R$ 148,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 140,00
  • Dourados (MS): recuou de R$ 140 para R$ 138
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 141 para R$ 140
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 159
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 160,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira. O avanço da colheita daquela que deve ser a maior safra da história dos Estados Unidos colocou os contratos nos menores níveis em dois meses e meio.

As atenções se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A aposta é de que o número para a safra americana seja elevados.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,601 bilhões de bushels. Em outubro, a previsão era de 4,562 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados em outubro.

“Quanto ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 125,3 milhões de toneladas, avançando frente aos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá elevar sua estimativa de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas”, detalha o analista. O relatório será divulgado na próxima terça-feira (10), às 14h.

Contratos futuros da soja

Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 14,00 centavos de dólar ou 1,16%, a US$ 11,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,96 1/4 por bushel, com retração de 14,00 centavos de dólar ou 1,15%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,43% a US$ 317,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,24 centavos de dólar, com perda de 1,29 centavo ou 2,03%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,68%, negociado a R$ 5,4855 para venda e a R$ 5,4875 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4267 e a máxima de R$ 5,4947.

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Sustentabilidade

Plantio de soja chega a 86% no Norte do Paraná em meio a chuvas e perdas pontuais por granizo – MAIS SOJA

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Mesmo diante das chuvas frequentes e das condições desfavoráveis do solo, o plantio da safra de soja 2026/27 avançou para 86% da área prevista no Norte do Paraná. Em entrevista exclusiva à Agência Safras, o administrador de empresas e gerente comercial da Modo Agro, Jocimarcio Borges, destacou que os produtores enfrentam dificuldades para dar continuidade à semeadura, enquanto episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas.

“Os produtores seguem atentos às poucas janelas de tempo mais favorável, aproveitando cada oportunidade para dar continuidade aos trabalhos, mesmo diante de condições de solo ainda pouco adequadas”, relata Borges.

Apesar dos obstáculos enfrentados na implantação da safra, as variedades cultivadas têm demonstrado boa resistência às adversidades climáticas. “Os materiais têm demonstrado boa resiliência, mantendo perspectivas de evolução à medida que as condições se tornem mais favoráveis”, destaca.

No último fim de semana, episódios pontuais de granizo provocaram perdas localizadas e necessidade de replantio em algumas áreas. Segundo o gerente comercial, os danos não representam, até o momento, impacto significativo para o conjunto da região.

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Nas lavouras já implantadas, o desenvolvimento inicial apresenta um leve retardamento em razão das condições climáticas e do solo. Entretanto, Borges ressalta que ainda não há elementos suficientes para indicar redução do potencial produtivo.

“Neste momento, ainda é prematuro apontar qualquer comprometimento do potencial produtivo das lavouras. Observa-se, no campo, um leve retardamento no desenvolvimento inicial das plantas, reflexo das condições climáticas e de solo enfrentadas até aqui”, afirma.

O acompanhamento das próximas semanas será determinante para avaliar a evolução das áreas semeadas. “Apesar dos desafios, até o momento não há indicativos de comprometimento produtivo generalizado na região”, conclui Borges.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

É possível produzir mais soja sem desmatar a Amazônia? – MAIS SOJA

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O Brasil é o país com maior área cultivada de soja no mundo (49 milhões de hectares), o que posiciona o país como o maior produtor mundial da cultura (Conab, 2026; FAOSTAT, 2026), ao mesmo tempo que abriga 60% da floresta amazônica, que ocupa 550 milhões de hectares na América do Sul. Historicamente, parte importante do crescimento da produção de soja no país veio da conversão de florestas e savanas em lavoura (MapBiomas, 2020), o que levanta uma pergunta central para o setor agrícola: é possível continuar aumentando a produção sem repetir esse padrão de expansão sobre áreas nativas?

Um estudo conduzido por Marin et al. (2022) combinou modelos de simulação de cultivo e análise espacial para avaliar, nos quatro principais biomas produtores de soja do Brasil (Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia), o quanto a intensificação produtiva, ou seja, o aumento da produtividade na área já cultivada poderia substituir a abertura de novas áreas até 2035.

Entre 2007 e 2019, o aumento da produção de soja na Amazônia e no Cerrado veio majoritariamente da expansão de área (fatia vermelha na Figura 1a), e não do ganho de produtividade (fatia verde na Figura 1a), ao contrário do observado em outros biomas como na Mata Atlântica e no Pampa, regiões de ocupação mais antiga. Um terço de toda a expansão da soja no Brasil entre 2015 e 2019 ocorreu na Amazônia, com metade dela avançando sobre floresta nativa. O estudo demonstra que a lacuna de produtividade explorável da soja aumenta de sul para norte, de 10% no Pampa a 35% na Amazônia e no Cerrado, indicando que ainda há bastante espaço para ganhar produtividade nessas regiões sem abrir uma nova área (Figura 1b).

Figura 1. Contribuição da expansão de área e do ganho de produtividade para o aumento da produção de soja por bioma entre 2007 e 2019 (a) e gap de produtividade explorável da soja nos biomas brasileiros (b). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Para testar o potencial da intensificação, os autores compararam três cenários até 2035: manter o padrão atual de expansão sobre novas áreas (BAU), travar a expansão sobre áreas nativas sem investir em manejo (NCE) e intensificar a produção, acelerando o ganho de produtividade e permitindo a expansão da soja apenas sobre pastagens já existentes (INT). No cenário de intensificação, a produção de soja chegaria a 162 milhões de toneladas em 2035, sem nenhum desmatamento adicional e com 58% menos emissões de gases de efeito estufa do que no cenário de expansão atual (Figura 2).

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Figura 2. Produção anual de soja no Brasil projetada até 2035 em três cenários: manutenção do padrão atual de expansão (BAU), contenção da expansão sobre áreas nativas sem ganho adicional de manejo (NCE) e intensificação da produção associada à expansão apenas sobre pastagens (INT). Fonte: adaptado de Marin et al. (2022).

Isso mostra que fechar o gap de produtividade não é apenas uma estratégia para aumentar a renda da propriedade: no caso da soja no Brasil, intensificar o manejo na área já plantada é também o caminho mais viável para proteger a Amazônia e o Cerrado, conciliando o crescimento da produção com a sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de desmatar mais um hectare.



Referências:

Collection [5.0] of the Annual Series of Land Use and Land Cover Maps of Brazil (MapBiomas Project, 2020); https://mapbiomas.org/en

Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). 1º Levantamento safra de grãos 2026/2027. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/1o-levantamento-safra-2026-27/1o-levantamento-safra-2026-27 >, acesso: 20/10/2026

MARIN, F.R. et al. Protecting the Amazon forest and reducing global warming via agricultural intensification. Nature Sustainability, v. 5, p. 1018-1026, 2022. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41893-022-00968-8 >, acesso: 15/10/2026.
FAOSTAT Statistical Database (Food and Agriculture Organization). Disponível em: < https://www.fao.org/faostat/en/#data >, Acesso: 20/10/2026.

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