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6 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Operação destrói balsas usadas em exploração ilegal de ouro em MT; suspeita de contaminação na água

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Nove balsas foram destruídas durante a Operação Rastro de Érebo deflagrada pela Polícia Civil nessa segunda-feira (20) contra a exploração ilegal de ouro nos rios Peixotinho e Peixoto, em Peixoto de Azevedo e Matupá, a cerca de 600 km de Cuiabá. A investigação também apura suspeita de contaminação na água dos rios a partir dessa exploração de minérios.

O secretário de saúde de Peixoto Aciomar Marques Carvalho disse que a administração acompanha a situação e ressalta que nenhum caso de contaminação foi notificado ou relatado.

A reportagem também procurou a Aegea, concessionária de água responsável nos dois municípios, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, disse que a principal consequência desse tipo de crime é o aumento da poluição nos rios, com a possível presença de produtos químicos, metais pesados e sedimentos.

Os peritos, durante a operação, coletaram amostras de água para analisar a quantidade de metais pesados, como o mercúrio, além de combustível que era despejada nos rios pelo garimpo ilegal.

Segundo o delegado, a exploração ilegal de ouro coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água dos dois municípios, além de causar prejuízos ao meio ambiente.

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Outro impacto da lavra ilegal é a devastação da floresta nativa, o que compromete a vida dos animais silvestres.

A operação teve apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Secretaria de Meio Ambiente estadual (Sema), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

As balsas estavam atracadas em áreas de preservação permanente ao longo de 50 quilômetros de extensão dos rios.

A polícia apontou que as balsas pertenciam a duas cooperativas que atuavam sem licença ambiental.

A investigação começou há quatro meses e identificou alguns danos ambientais:

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  • erosão;
  • assoreamento dos rios;
  • possível contaminação na água.

 

Nome da Operação

Érebo, na mitologia grega, a personificação das trevas e escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da terra, onde há ausência total de luz, simbolizando mistério, perigo e ocultação.

O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial. Isso traz a ideia de um rastro deixado pela escuridão que permeia o subsolo e lugares ocultos, fazendo referência onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.

VEJA;

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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