Agro Mato Grosso
Operação destrói balsas usadas em exploração ilegal de ouro em MT; suspeita de contaminação na água

Investigação começou há quatro meses e identificou diversos danos ao meio ambiente na região.
O secretário de saúde de Peixoto Aciomar Marques Carvalho disse que a administração acompanha a situação e ressalta que nenhum caso de contaminação foi notificado ou relatado.
A reportagem também procurou a Aegea, concessionária de água responsável nos dois municípios, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, disse que a principal consequência desse tipo de crime é o aumento da poluição nos rios, com a possível presença de produtos químicos, metais pesados e sedimentos.
Os peritos, durante a operação, coletaram amostras de água para analisar a quantidade de metais pesados, como o mercúrio, além de combustível que era despejada nos rios pelo garimpo ilegal.
Segundo o delegado, a exploração ilegal de ouro coloca em risco o sistema de captação e tratamento de água dos dois municípios, além de causar prejuízos ao meio ambiente.
Outro impacto da lavra ilegal é a devastação da floresta nativa, o que compromete a vida dos animais silvestres.
A operação teve apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Secretaria de Meio Ambiente estadual (Sema), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), Delegacia Regional de Sinop e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
As balsas estavam atracadas em áreas de preservação permanente ao longo de 50 quilômetros de extensão dos rios.
A polícia apontou que as balsas pertenciam a duas cooperativas que atuavam sem licença ambiental.
A investigação começou há quatro meses e identificou alguns danos ambientais:
- erosão;
- assoreamento dos rios;
- possível contaminação na água.
Nome da Operação
Érebo, na mitologia grega, a personificação das trevas e escuridão profunda, sendo um dos deuses que nasceu do Caos, associado às regiões escuras e ocultas da terra, onde há ausência total de luz, simbolizando mistério, perigo e ocultação.
O nome “Rastro de Érebo” significa uma investigação profunda em um ambiente hostil, misterioso e prejudicial. Isso traz a ideia de um rastro deixado pela escuridão que permeia o subsolo e lugares ocultos, fazendo referência onde ocorre a lavra ilegal de forma clandestina.
VEJA;
Agro Mato Grosso
Ônibus de viagem com destino a Natal (RN) tomba em curva de serra em MT

Veículo saiu de Sinop (MT) com 16 passageiros e tombou na Serra da Petrovina, em Pedra Preta. Motorista relatou problema na direção antes do acidente.
Um ônibus de viagem que saiu de Sinop, a 503 km de Cuiabá, com destino a Natal (RN), tombou em uma curva na Serra da Petrovina, em Pedra Preta (MT), na manhã desta segunda-feira (12). O veículo transportava 16 passageiros, e duas pessoas ficaram feridas.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 5h20, na altura do km 137 da rodovia. Uma das vítimas sofreu uma fratura no pé, enquanto a outra teve uma fratura na clavícula. Não foram divulgadas informações sobre o atual estado de saúde dos feridos.
À PRF, o motorista relatou que o ônibus apresentou um problema na direção, o que teria impedido o veículo de completar a curva, provocando o tombamento.
O condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou ingestão de bebida alcoólica. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.
Até a última atualização desta reportagem, o ônibus permanecia tombado no local. Uma equipe da PRF aguardava a chegada de um guincho para realizar o destombamento e a retirada do veículo.
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Duas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRFDuas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRF
Agro Mato Grosso
Jovem de Goiás morre em acidente que matou vereador e mulher no MT

Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, trabalhava como autônoma. Jovem é natural de Anápolis.
Natural de Anápolis, no região central de Goiás, a jovem Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, morreu em um grave acidente registrado em Mato Grosso. O caso também deixou outras duas vítimas fatais, entre elas um vereador do estado e uma mulher.
Em contato com a reportagem, a analista Luana Gabrielle Santana Alves, de 25 anos, confirmou a identidade da irmã. De acordo com a familiar, a jovem atuava como autônoma e não tinha filhos. Nas redes sociais, Luana Gabrielle prestou uma homenagem à irmã, a quem definiu como parceira e confidente.
Na publicação, a jovem relatou que as duas estavam cheias de planos para o futuro e que haviam passado o último fim de semana juntas, sem imaginar que aquele encontro seria uma despedida.
A irmã lamentou a perda repentina e destacou o sofrimento com a ausência de Ana Vitória. “Como eu queria que tudo isso fosse um pesadelo, que você voltasse e que a gente ainda tivesse tanto tempo pela frente. Eu não consigo acreditar, irmã. Não consigo aceitar que você se foi. Está doendo tanto saber que vou ter que aprender a viver sem você aqui”, escreveu.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender ao capotamento de um carro branco, sob a informação de que havia uma pessoa presa às ferragens. Ao chegarem ao local, os militares encontraram os três ocupantes do veículo já mortos. Uma das mulheres apresentava fraturas múltiplas, e a outra sofreu ferimentos graves na cabeça.
As equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e uma ambulância do hospital foram acionadas para atender à ocorrência. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas. Segunda Luana, Ana Vitória será velada neste domingo (11) na funerária Serpos, início às 23h. O sepultamento será na segunda-feira (12), às 15h, com saída às 13h30.
Agro Mato Grosso
Paraíso de águas cristalinas em MT foi descoberto por pai e filho durante caçada há 50 anos

Osmair Guimarães tinha 9 anos quando, ao lado do pai, seguiu os cães que perseguiam uma anta e chegou ao local, que hoje reúne piscina natural, cânions, cachoeira e araras-vermelhas.
🏞️ Um paraíso de águas cristalinas escondido entre paredões de pedra na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) foi descoberto durante uma caçada há mais de 50 anos, segundo o agente de endemias Osmair Guimarães Farias, de 65 anos. Ele contou que tinha 9 anos quando chegou ao local pela primeira vez, enquanto acompanhava o pai em uma caçada pela região.
Segundo Osmair, os cães que acompanhavam pai e filho encontraram uma anta e começaram a perseguir o animal pela mata. Os dois seguiram os cachorros e, durante o percurso, chegaram ao lugar hoje conhecido como Santuário das Araras, que reúne uma piscina natural de águas cristalinas, cânions, cachoeira e araras-vermelhas.
“Subimos acompanhando os cachorros e chegamos nesse lugar que me deixou muito encantado com aquela beleza toda ali do santuário. No dia seguinte, a gente retornou lá, eu e minhas irmãs, porque eu cheguei e contei para elas a maravilha que a gente tinha encontrado”, detalhou.
O que tem no Santuário das Araras:
- ⛰️Cânion das Araras: corredor de paredões de rocha arenítica que chegam a 100 metros de altura;
- 🦜Show das Araras-Vermelhas: dezenas de araras-vermelhas voando livremente entre os paredões;
- 🏞️Poço azul: piscina natural de águas cristalinas e tons azulados;
- 🚵Trilha ecológica: caminho em meio à vegetação preservada do Cerrado;
- 🤿Flutuação e mergulho: águas transparentes que permitem ver peixes e o fundo do poço.
Osmair contou que, inicialmente, o lugar ficou conhecido como Boqueirão das Araras, nome inspirado tanto pela presença das aves na região quanto pelas características da paisagem.
“A gente não chamava de Santuário das Araras, a gente chamava de Boqueirão das Araras. Não só pela quantidade de arara que existia, mas pela beleza também do lugar, que é encantador. Até hoje, quando eu chego lá, sinto aquela emoção de estar chegando num lugar que parece que foi Deus que guiou a gente até lá para encontrar”, disse.
Foi somente décadas depois daquela primeira descoberta que Osmair passou a enxergar o potencial turístico do lugar. Segundo ele, isso aconteceu em 2012, quando retornou ao ponto que havia conhecido ainda criança durante uma travessia pela Serra do Roncador. Anos depois, em 2019, uma visita da TV Globo à Serra do Roncador levou à mudança para o nome pelo qual o local é conhecido atualmente.
“O [jornalista] Chico José chegou lá, se encantou também com toda aquela maravilha e disse: ‘Aqui é um verdadeiro santuário’. E, a partir daquele momento, a gente deixou de chamar de Boqueirão das Araras e começou a chamar de Santuário das Araras’, explicou.
A procura por visitas aumentou, posteriormente. Segundo ele, o local passou a receber turistas que chegavam à região especificamente interessados em conhecer o Santuário das Araras após terem contato com imagens do lugar. Atualmente, o atrativo recebe visitantes de diferentes partes do país.
🗓️☀️ Melhor período para visitar
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Águas azuis e cristalinas formam piscina natural entre as rochas do Santuário das Araras, na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) — Foto: Lucas Machado de Souza
Segundo Lucas Machado, proprietário de uma agência de turismo em Barra do Garças, o período de seca, entre o fim de abril e meados de outubro, é o mais indicado para quem busca encontrar a água da piscina natural com a coloração mais azulada e evitar chuvas.
Já para quem deseja ver os raios de sol incidindo diretamente na formação rochosa, a melhor época é durante o período chuvoso, entre meados de outubro e março. Apesar das diferenças entre os períodos, os passeios são realizados durante todo o ano.
O Santuário das Araras fica a cerca de 48 km do centro de Barra do Garças, com acesso pela BR-070 e trecho de estrada de terra. A visita deve ser feita com guia ou agência, e a trilha tem 12 km no total, com cerca de duas horas de caminhada na ida.
🛣️📍 Barra do Garças entre os destinos de ecoturismo
A região de Barra do Garças tem se destacado no cenário nacional do ecoturismo. Um estudo dos principais destinos naturais do Brasil em 2026, desenvolvido pela plataforma PlanetaEXO, apontou o município como o 3º melhor destino de ecoturismo do Brasil e o 1º de Mato Grosso, impulsionado por atrativos como o Santuário das Araras.
Lucas Ribeiro, diretor do PlanetaEXO, afirmou que o município se diferencia pela concentração de diferentes experiências em uma mesma região.
“Em uma mesma viagem, é possível fazer trilhas pelo Cerrado, conhecer cachoeiras e cânions, chegar a mirantes, nadar em águas naturais e também aproveitar águas termais. Existe uma diversidade grande sem que o viajante precise percorrer enormes distâncias entre diferentes regiões do país”, destacou.
Além do Santuário das Araras, a região também oferece diversos atrativos turísticos, como cachoeiras, cânions e piscinas naturais, com trilhas de nível médio a difícil. A região também reúne outros atrativos naturais, como o Cânion do Cipó e a Cachoeira Sol Nascente, que fazem parte dos roteiros de visitação do município.
*Sob supervisão de Kessillen Lopes.
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