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Banco Central reforça que não há motivo de intervenção no Master

O Banco Central (BC) reiterou que não há qualquer motivo que justifique intervenção no Banco Master, reforçando a solidez da instituição e afastando rumores que circularam nos últimos dias no mercado financeiro. A autoridade monetária foi categórica ao afirmar que o Master mantém indicadores dentro das exigências regulatórias, apresentando condições adequadas de capitalização, liquidez e governança.
A posição oficial traz clareza em um momento em que notícias e especulações tentavam criar ruído em torno do banco. Segundo analistas, a manifestação do BC deve dissipar dúvidas e reafirmar que o sistema bancário brasileiro possui mecanismos sólidos de fiscalização, impossibilitando que boatos sem fundamento ganhem ares de verdade.
Especulações sem base concreta
O burburinho em torno de uma suposta intervenção no Master surgiu a partir de interpretações equivocadas de documentos e de informações repassadas de forma incompleta ao mercado. No entanto, ao analisar os dados oficiais, não há qualquer indício que aponte risco sistêmico ou irregularidade que justifique a adoção de medidas extremas por parte do regulador.
Fontes próximas ao BC afirmam que o caso se enquadra em um padrão comum no mercado: a tentativa de construir narrativas negativas em torno de instituições que vêm crescendo e ocupando espaço em setores tradicionalmente dominados por grandes bancos. “Esse tipo de especulação tende a surgir quando um player incomoda a concorrência”, comentou um especialista do setor financeiro.
Sólida performance financeira
O Banco Master, nos últimos anos, tem apresentado expansão consistente em diferentes áreas, incluindo crédito corporativo, gestão de ativos e operações estruturadas. A instituição vem se consolidando como um dos protagonistas no mercado de nicho, atraindo investidores e clientes que buscam alternativas às instituições tradicionais.
Indicadores financeiros reforçam essa percepção. O banco mantém índices de capitalização acima do mínimo exigido pelo Banco Central, além de uma carteira de crédito equilibrada e com perfil de risco administrado. Esses fatores reduzem, na prática, qualquer possibilidade de vulnerabilidade capaz de justificar a hipótese de intervenção.
O papel do Banco Central
Vale lembrar que uma intervenção em instituições financeiras é uma medida de última instância, aplicada apenas em situações críticas de insolvência, fraude ou grave descumprimento de normas. O BC adota protocolos rigorosos antes de qualquer decisão nesse sentido, sempre com base em critérios técnicos e na preservação do sistema financeiro nacional.
No caso do Banco Master, a própria postura do BC de reafirmar a solidez da instituição demonstra que não há elementos que sequer aproximem a situação desse patamar. Pelo contrário: a sinalização reforça que o banco cumpre regularmente suas obrigações e que se encontra em linha com os parâmetros regulatórios.
Contribuição para o mercado
Outro aspecto importante é o impacto positivo do Master no setor. A instituição tem sido responsável por ampliar a concorrência, gerar empregos e oferecer soluções financeiras que movimentam diferentes cadeias produtivas. Esse papel tem contribuído para democratizar o acesso ao crédito e diversificar o mercado, em sintonia com a necessidade de dinamização da economia brasileira.
Além disso, a presença do Master em operações de relevância nacional reforça sua credibilidade. O banco esteve à frente de aquisições estratégicas, estruturou produtos inovadores e participou de movimentações que ampliaram sua visibilidade no cenário econômico. Esses pontos fortalecem a tese de que a instituição não apenas está estável, como desempenha papel relevante no desenvolvimento financeiro do país.
Ruído x Realidade
A diferença entre ruído e realidade precisa ser levada em conta. Em tempos de circulação massiva de informações, muitas vezes dados incompletos ou interpretações enviesadas são usados para sustentar narrativas que não encontram respaldo em números concretos.
No caso do Banco Master, o BC foi claro ao afastar qualquer hipótese de intervenção. Essa manifestação oficial é suficiente para deixar claro que não há risco para clientes, investidores ou para o sistema financeiro.
O Banco Central reforçou de forma categórica que não existe motivo para intervenção no Banco Master, assegurando que a instituição se mantém sólida, regulada e em conformidade com todas as exigências legais. O episódio evidencia como boatos e interpretações distorcidas podem tentar influenciar o mercado, mas também mostra a importância de uma autoridade monetária firme na comunicação com a sociedade.
Enquanto rumores se dissipam, o Master segue consolidando seu espaço como uma instituição relevante no cenário bancário brasileiro, reforçando sua trajetória de crescimento e estabilidade.
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Feira de adoção encontra novos lares para oito animais em Cuiabá

Evento reuniu aproximadamente 100 pessoas e disponibilizou 13 animais para adoção.
Oito animais ganharam uma nova família durante a Feira de Adoção promovida pela Prefeitura de Cuiabá no sábado (19). A ação, realizada no Supermercado Comper do bairro Belvedere, resultou na adoção de cinco cães adultos e três gatos.
Ao todo, 13 animais foram levados para a feira. Cerca de 100 pessoas passaram pelo local entre 9h30 e 12h para conhecer os cães e gatos e receber orientações sobre os cuidados e as responsabilidades de uma adoção.
Antes de levar o animal para casa, os interessados responderam a um questionário com informações sobre endereço, presença de outros animais e estrutura do imóvel. A Secretaria Municipal Adjunta de Bem-Estar Animal também acompanha a adaptação após a adoção.
Os cinco animais que não foram adotados retornaram ao canil e continuam disponíveis. Interessados podem visitar a unidade para conhecer esses e outros cães e gatos acolhidos pela Prefeitura.
A feira faz parte de uma parceria com a rede de Supermercados Comper. A previsão é realizar uma edição por mês, alternando entre as 12 unidades da rede em Cuiabá. A próxima ação está prevista para a segunda semana de outubro, em local ainda não divulgado.
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Maurício Coelho quer revisão de incentivos e gestão por metas para governar MT

Em entrevista ao LIVRE, candidato ao governo defendeu diversificação econômica, estímulos a bairros periféricos, fortalecimento da indústria local e ações específicas para cada modalidade de crime
O empresário e candidato ao Governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), defendeu uma revisão dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado como ponto de partida para diversificar a economia mato-grossense. Em entrevista ao O LIVRE, ele também apresentou propostas para estimular negócios em bairros periféricos, ampliar o mercado consumidor, desenvolver indústrias voltadas à demanda local e reorganizar a segurança pública por meio de metas e indicadores.
Autor de um livro técnico sobre análise eleitoral, Maurício trabalhou durante 15 anos com eleições e políticas públicas nas cinco regiões do país. Segundo o candidato, sua atuação profissional ocorreu exclusivamente com recursos privados, sem contratos decorrentes de licitações públicas. Agora, ele afirma colocar essa experiência a serviço de uma candidatura voltada especialmente aos trabalhadores urbanos.
Durante a entrevista, Maurício também descartou assumir secretarias em uma eventual administração de Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes ou mesmo na Prefeitura de Cuiabá. Questionado sobre seu futuro político em caso de derrota, afirmou não ter planos definidos além da atual disputa.
“Hoje eu não tenho plano nenhum para o futuro. Meu plano é: eu estou colocando uma candidatura e sinto que já estou fazendo um bem enorme para a sociedade”, declarou. Para ele, sua campanha já conseguiu inserir o debate sobre renúncias fiscais na agenda eleitoral.
Revisão das renúncias fiscais
Uma das principais propostas defendidas pelo candidato é a revisão dos benefícios tributários concedidos pelo Governo de Mato Grosso. Maurício afirma que o Estado deixa de arrecadar aproximadamente R$ 15 bilhões por ano por meio de renúncias fiscais.
Ele ressalta que não pretende criar novos impostos nem acabar completamente com os incentivos. A proposta, segundo o candidato, é avaliar quais benefícios ainda cumprem uma função econômica e substituir aqueles que já não seriam necessários.
“Renúncia fiscal é uma forma de fazer gestão. Todo governo hoje tem renúncia fiscal, mas você tem que olhar para onde elas estão indo, em que volume e se aquilo está atingindo os objetivos governamentais”, explicou.
Maurício citou o setor de etanol, que, conforme declarou, recebe quase R$ 5 bilhões em incentivos. Na avaliação dele, os benefícios foram importantes para consolidar a atividade, mas o cenário atual permitiria que as empresas continuassem investindo mesmo sem o mesmo volume de renúncias.
“O investimento já aconteceria se você não tivesse dado o incentivo. Houve um momento em que precisou; se não tivesse dado, ninguém ia produzir. Hoje não precisa”, argumentou.
Incentivo para bairros periféricos
Embora critique a atual distribuição das renúncias, Maurício pretende usar o mesmo instrumento para incentivar a abertura de empresas em bairros periféricos criados a partir de programas habitacionais.
A proposta prevê condições diferenciadas e temporárias de ICMS para estabelecimentos como farmácias, supermercados e outros comércios que se instalarem nessas regiões. O objetivo seria levar empregos e serviços para perto dos moradores, além de reduzir a necessidade de deslocamento diário até as áreas centrais.
“Você cria regimes de ICMS diferentes para quem vai abrir uma farmácia, um supermercado ou um comércio, por tempo limitado. Não é eterno. É para levar infraestrutura e emprego para perto das pessoas”, afirmou.
Para o candidato, toda renúncia fiscal provoca algum tipo de distorção no mercado. A decisão de concedê-la, portanto, deve considerar se o benefício produzirá resultados positivos para o conjunto da economia e da população.
Renda, energia e indústria local
Maurício defende que a diversificação econômica depende da ampliação da renda disponível da população. Para isso, propõe reduzir o peso de despesas básicas, como alimentação, energia e transporte, no orçamento das famílias.
Com mais dinheiro disponível, argumenta o candidato, a população poderia consumir produtos e serviços além dos itens essenciais, fortalecendo o mercado interno. Esse processo, combinado com energia mais barata, criaria condições para o surgimento de novas indústrias.
A proposta não é transformar Mato Grosso em concorrente direto dos grandes centros industriais ou da China. Maurício pretende estimular fábricas voltadas ao consumo local, como as de roupas, móveis, calçados e alimentos.
“A gente não tem fábrica de chinelo, fábrica de biscoito direito, fábrica de móveis, de roupa. Coisas simples de consumo local que, se você não fabricar aqui, o dinheiro vai para São Paulo”, disse.
Na visão do candidato, a capital possui maior vocação para a prestação de serviços, enquanto o interior poderia receber parte significativa das novas indústrias.
Serviços complexos e tecnologia
Outra frente apresentada por Maurício é o desenvolvimento de serviços complexos, definidos por ele como atividades que podem ser realizadas de qualquer lugar e comercializadas para um mercado global.
O candidato considera que Mato Grosso precisa participar não apenas da produção agrícola, mas também do desenvolvimento e da propriedade das tecnologias usadas no campo. Ele citou sementes e pesquisas como exemplos de áreas nas quais o Estado ainda dependeria de empresas e instituições externas.
Maurício argumenta que a prosperidade baseada no aumento da produção de grãos e na valorização internacional dos alimentos pode não se repetir com a mesma força nos próximos anos. Por isso, defende que os recursos atualmente disponíveis sejam direcionados à diversificação da indústria e dos serviços.
“O que nos trouxe até aqui não vai nos levar aonde queremos. Ou a gente se compromete com um programa que usa o dinheiro atual para diversificar a indústria e os serviços, ou afunda”, afirmou.
Segurança com metas e responsáveis
Na segurança pública, Maurício propõe separar os crimes por modalidade e elaborar planos específicos para cada problema. A proposta prevê a criação de indicadores, o estabelecimento de metas e a designação de responsáveis pelos resultados de áreas como feminicídio, estelionato, roubo de veículos e atuação de organizações criminosas.
Ele citou o Espírito Santo como exemplo de estado que teria conseguido melhorar seus índices por meio de organização e gestão. Também mencionou o combate aos sequestros e ao chamado “novo cangaço” como casos em que ações coordenadas produziram resultados.
“Quando você entende o crime, cria indicadores, um plano de ação e nomeia um responsável, o resultado vem”, declarou.
O candidato defende avaliações mensais sobre o cumprimento dos planos. Caso as medidas não tenham sido executadas, o responsável deveria ser substituído; se foram cumpridas sem alcançar os resultados esperados, o planejamento precisaria ser revisto.
“O que não dá é tratar a segurança soltando a polícia, esperando sete anos dando tudo errado para depois falar que vai comprar arma e ter tolerância zero. O que funciona é gestão de projetos”, acrescentou.

Trabalhador urbano na pauta
Ao explicar por que deseja governar Mato Grosso, Maurício afirmou que sua candidatura procura ampliar o espaço dos trabalhadores urbanos no debate político e econômico estadual.
Segundo ele, profissionais como jornalistas, motoristas de aplicativo, enfermeiros, médicos e dentistas não recebem a mesma atenção destinada aos setores tradicionalmente representados na política de Mato Grosso.
“Todo o meu plano de governo é para trazer esse trabalhador que está alijado”, disse. “Os outros só querem trocar o nome de quem está no poder, mas não estão, de fato, trocando a pauta.”
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Gisela leva articulação de Pivetta ao Nortão e reúne lideranças em Colíder e Nova Canaã

Recepcionada por prefeito, ex-prefeito, presidente da AMM e vereadores, candidata a vice amplia diálogo político
A passagem de Gisela Simona por Colíder, neste sábado (19), foi mais do que uma agenda de campanha cumprida no Nortão, muito antes mais uma oportunidade de realizar uma escuta ativa, colhendo as principais demandas da população para transformá-las em políticas públicas eficientes no plano de governo. Ao lado das lideranças locais, a candidata a vice-governadora reforçou o compromisso da chapa com o desenvolvimento regional sustentável, garantindo que o progresso econômico de Mato Grosso se traduza em melhorias reais na saúde, na segurança e na infraestrutura dos municípios do interior.
No município, a candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta reuniu representantes do Executivo, do Legislativo e lideranças políticas. Ainda participou de entrevista na Rádio Líder e, na sequência, seguiu para Nova Canaã do Norte, onde manteve encontros com representantes de municípios da região.
Na chegada ao aeroporto de Colíder, Gisela foi recebida pelo prefeito Rodrigo Benassi, pelo ex-prefeito Nilson Santos, atual presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), e pelos vereadores Rika Matos, José Moreira, Alencar Pereira e Denny Serafini. A presença conjunta de lideranças de diferentes espaços da política municipal deu à agenda um caráter de articulação regional, em uma campanha em que a disputa majoritária intensificou a presença de Pivetta e Gisela no interior..
A aproximação de Benassi com o projeto de Pivetta não é recente. Em junho, o prefeito de Colíder filiou-se ao Republicanos, partido do governador e candidato à reeleição, em ato realizado em Cuiabá com a presença de Pivetta e outras lideranças da legenda. Antes disso, o próprio prefeito já havia mantido reuniões com o governo estadual para tratar de demandas estruturantes de Colíder e dos municípios do entorno, entre elas a pavimentação da MT-410 e obras de infraestrutura regional.
A recepção no aeroporto foi seguida por uma entrevista na Rádio Líder, onde Gisela procurou associar a presença da chapa na região às entregas realizadas pelo governo estadual nos últimos anos. Segundo ela, Colíder recebeu cerca de R$ 298 milhões em recursos por meio de convênios, repasses diretos e projetos executados durante as gestões de Pivetta e Mauro Mendes.
“Estou imensamente feliz de estar em um município que foi acolhido pela gestão de Mauro Mendes e Pivetta nestes quase oito anos de administração. Que recebeu na ordem de 298 milhões, seja por meio de convênios, de forma direta ou através de projetos que foram executados aqui. Para nós é sempre uma honra poder andar pelos municípios de Mato Grosso e saber o tamanho das entregas realizadas.”
Na entrevista, Gisela também citou indicadores que, segundo ela, representam parte da transformação promovida no Estado, destacando a evolução de Mato Grosso na educação de 26ª colocação para a 6ª e a expansão da malha rodoviária pavimentada, em bem mais de 7 mil quilômetros.
E ao defender a continuidade das políticas de investimento, Gisela resumiu a mensagem que pretende levar para a campanha: “Mato Grosso não pode parar.”
O argumento ganha dimensão política justamente quando colocado diante das demandas municipais. Colíder é um dos municípios estratégicos do Nortão e funciona como polo de uma região que depende de infraestrutura, logística e capacidade de articulação entre os governos estadual e municipais. Em janeiro de 2025, por exemplo, Benassi já havia levado ao governo estadual demandas relacionadas à pavimentação da MT-410, às pontes da rodovia e a equipamentos para o município.
Depois da entrevista, Gisela se reuniu com vereadores que declararam apoio à chapa formada por Pivetta e Gisela.
Rika Matos, José Moreira, Alencar Pereira e Denny Serafini manifestaram publicamente o apoio à composição. A movimentação tem peso próprio porque os parlamentares representam uma articulação política importante. Sobretudo, quando unida, demonstrando como a campanha de Pivetta e Gisela buscam ampliar a interlocução com as bases municipais.
Em eleições majoritárias, esse tipo de aproximação coloca em discussão não apenas o apoio eleitoral, mas a capacidade de uma futura gestão de manter canais permanentes de diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças regionais.
Para a candidata a vice, esse contato com os municípios amplia esse movimento justamente para uma região em que infraestrutura, produção, logística e desenvolvimento regional estão diretamente ligados à capacidade de investimento público.
Depois de Colíder, Gisela seguiu para Nova Canaã do Norte, onde participou de almoço e reuniões com lideranças políticas de municípios da região. O deslocamento entre as duas cidades reforçou a estratégia de transformar a agenda da candidata em uma interlocução política construída a partir do contato direto com municípios, lideranças e população.
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