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14 de maio de 2026

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“Somos referência mundial no eucalipto por causa da genética”, diz Pedro Francio

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O Brasil se consolida como uma referência mundial na produção e produtividade de eucalipto, superando as taxas de crescimento de seu país de origem, a Austrália. A combinação de genética avançada com as condições climáticas favoráveis do território nacional permite um ciclo florestal significativamente mais rápido em comparação com o resto do mundo, segundo especialistas.

Pedro Francio, consultor em florestas plantadas e agrossilvicultura, da Francio Soluções Florestais, expressa o orgulho pela posição brasileira. “Orgulhosamente, nós somos uma referência mundial na produção e produtividade. Tanto no melhoramento genético, e nisso nós temos bastante orgulho de fazer parte desse desenvolvimento, quanto na silvicultura”, afirma em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.

O sucesso brasileiro se deve, em grande parte, ao investimento em genética. “O eucalipto veio para cá, e ele na latitude e altitude se completa perfeitamente nos climas daqui subtropical e tropical. Só que, pela alta demanda brasileira de matéria-prima, acabou tendo um programa de melhoramento genético. Por esse motivo, nós viramos referência mundial na produção de eucalipto”, explica Francio.

Em regiões como o Mato Grosso, cita o especialista, a produtividade atinge picos de 60 metros cúbicos por hectare/ano, muito acima da média global. O consultor destaca ainda que as condições brasileiras, somadas a genética, encurtam drasticamente o tempo necessário para a colheita, o que explica o Brasil ter a maior produtividade de eucalipto.

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“Aqui com seis, sete anos, nós cortamos, um ciclo florestal de eucalipto que leva, pela mesma produção de volume, por exemplo, em outros continentes, às vezes 30, 40, 50 anos para ter aquele volume. Países do hemisfério norte, até 60, 70 anos para ter aquele mesmo volume. Então, nós temos as condições e dados climáticas favoráveis. Tem temperatura, umidade, precipitação, genética do eucalipto e gente”.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Demanda acelerada e déficit de madeira

Apesar da alta produtividade, a demanda por floresta plantada no Brasil cresce exponencialmente nos últimos anos e gera um déficit no suprimento de matéria-prima para diversas indústrias.

Hoje, o país conta com aproximadamente 10,2 milhões de hectares de florestas plantadas, incluindo pinus, eucalipto e outras espécies. Contudo, essa área é insuficiente.

“Estima-se uma falta real no Brasil de 20 a 30% para suprir a demanda atual, sem falar em projeções futuras”, revela Pedro Frâncio ao programa do Canal Rural mato Grosso.

A necessidade de madeira é impulsionada por um aumento diversificado do consumo, abrangendo desde o tradicional mercado de celulose até setores inesperados. A demanda é elevada, por exemplo, para usinas de etanol de milho (biomassa), carvão vegetal para indústrias de ferro-gusa e aço florestal, móveis, serraria, laminação e as embalagens para o crescente mercado de e-commerce, que disparou após a pandemia de Covid-19.

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O especialista ressalta a presença da madeira em produtos invisíveis ao consumidor final. “Muita gente não tem nem ideia que a película de um celular ela tem nano cristais de celulose”, exemplifica o consultor, reforçando que a demanda por produtos florestais “tende nas mais diversas finalidades”.

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Conab participa da 13ª FEIRAFES em Valente e apresenta ações para o Semiárido baiano

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participa, a partir desta quinta-feira (14), da 13ª Feira da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária do Semiárido da Bahia (FEIRAFES), em Valente (BA). A programação segue até domingo (17), na Praça da Jazida, com exposição e venda de produtos, atividades técnicas e ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar na região.

Segundo a Superintendência Regional da Bahia da Conab (Sureg/BA), a estatal será representada por Francisco Lopes, gerente de Operações no estado, que também integra a mesa de abertura. A proposta da participação institucional é apresentar programas e instrumentos públicos ligados ao apoio à comercialização, ao abastecimento e ao escoamento da produção familiar no Semiárido baiano.

A FEIRAFES reúne agricultores familiares dos 20 municípios do Território do Sisal, além de expositores de outras áreas do Semiárido da Bahia e de estados do Nordeste. De acordo com a organização, o evento foi estruturado com articulação regional entre o Território do Sisal, a Bacia do Jacuípe e o Portal do Sertão, e hoje alcança escala macrorregional.

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Na feira, os produtores levam itens como animais da caprinovinocultura, alimentos beneficiados, produtos da culinária regional, artesanato e outras iniciativas produtivas. A programação também inclui torneios leiteiros de caprinos, julgamento e premiação de caprinos e ovinos, seminários, oficinas, intercâmbios, dias de campo e espaços de troca de conhecimento.

Tecnicamente, a presença da Conab se insere no eixo de políticas públicas voltadas à compra de alimentos da agricultura familiar e à conexão entre produção e mercado. Esse tipo de ação tende a ampliar a visibilidade dos empreendimentos locais e a facilitar o acesso dos produtores a canais institucionais e privados, com reflexos sobre renda, circulação de mercadorias e abastecimento regional.

Fonte: gov.br

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Setor produtivo de Mato Grosso vê barreira comercial em decisão da União Europeia

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

O setor produtivo de Mato Grosso avalia com cautela e equilíbrio a recente decisão da União Europeia de suspender a importação de proteínas animais do Brasil. As principais lideranças do estado enxergam a medida como uma possível barreira comercial disfarçada de exigência sanitária, uma vez que o setor já adota controles rigorosos. O foco das entidades agora está em evitar o oportunismo da indústria nos preços e em reforçar a parceria com grandes players, como a China.

A posição das associações mato-grossenses surge após o bloco europeu excluir o Brasil, no último dia 12 de maio, da lista de países autorizados a exportar carnes, ovos e animais. A justificativa oficial é o não cumprimento de regras contra o uso de antibióticos e antimicrobianos como promotores de crescimento. A restrição passa a valer em setembro e ocorre logo após o início do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, em 1º de maio.

Para os produtores locais, a exclusão do Brasil, enquanto vizinhos como Argentina e Colômbia foram mantidos, levanta suspeitas sobre as reais motivações do bloco. O setor produtivo de Mato Grosso defende que a qualidade e a sustentabilidade da produção estadual são as garantias para superar o desafio. Além disso, destacam que a dependência do mercado europeu é baixa se comparada ao volume absorvido pelos 165 países que compram a carne brasileira.

A estratégia agora é aguardar a atuação técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para esclarecer possíveis mal-entendidos sanitários. Caso a questão técnica não avance, os produtores cobram uma postura diplomática firme para garantir o respeito aos acordos comerciais. O sentimento geral entre os criadores é de confiança na competitividade mato-grossense, acreditando que a demanda internacional, especialmente a asiática, continuará firme no segundo semestre.

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Avaliação da pecuária e mercado externo

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luís Fernando Conte, afirma que a notícia pegou o país de surpresa, mas ressalta que a União Europeia representa pouco mais de 3% das exportações. Para ele, o foco deve ser a manutenção do bom contato com outros mercados, como a China, maior comprador do setor. Conte alerta ainda que o mercado não deve aceitar pressões antecipadas da indústria para a redução dos preços pagos aos produtores.

“O mercado europeu não representa tanto assim para nós. Exportamos para 165 países. A China é de longe o nosso maior país exportador. Então acho que a gente precisa se concentrar e conduzir isso com bastante calma. Não pode haver por parte da indústria agora um oportunismo de tentar baixar preço antes mesmo dessa medida entrar em vigor”, destaca Luís Fernando Conte em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

Para o presidente da Acrimat, a capacidade técnica brasileira é suficiente para sanar as dúvidas europeias, mas a diplomacia precisa estar atenta a interesses comerciais ocultos. “Vamos avaliar se por trás disso tem de fato alguma questão sanitária ou se tem alguma coisa, uma barreira comercial e aí a gente precisa diplomaticamente também impor algumas regras. O Ministério tem a capacidade de solucionar”, afirma o dirigente.

Suinocultura, suíno, controle
Foto: Embrapa Suínos e Aves

Competitividade e barreiras comerciais

O setor de suinocultura também manifestou preocupação, mas reforça que as imposições europeias sobre o uso de antimicrobianos já fazem parte do controle rigoroso adotado em Mato Grosso. O presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, avalia que o Brasil é alvo constante de sanções justamente por sua alta competitividade em preço e qualidade, o que incomoda os mercados concorrentes.

Tannure Filho frisa que o produtor mato-grossense faz o dever de casa e que o mundo não pode prescindir do que é produzido no estado. “O mundo precisa do Brasil, o mundo precisa do Mato Grosso, o mundo precisa do nosso produto. Os Estados Unidos impuseram toda aquela questão tarifária e o Brasil seguiu vendendo normalmente. Na suinocultura não é diferente. Entra ano, sai ano, nós somos bombardeados”, explica o presidente da Acrismat ao Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com o presidente da associação, a saída será o aprimoramento dos controles para provar a excelência sanitária da suinocultura local. “Essa condição que a União Europeia está colocando de um controle mais rigoroso no uso de promotor de crescimento, de antimicrobianos nós já fazemos isso. Então nós vamos melhorar ainda mais o controle disso e assim vamos conseguir contornar a situação”, conclui Frederico Tannure Filho.

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Agudo recebe oficina sobre prevenção de desastres climáticos no meio rural

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A oficina “Riscos no Campo e Planejamento Comunitário” foi realizada nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Agudo, no Rio Grande do Sul, com foco em planejamento para prevenir, reduzir e enfrentar desastres climáticos no meio rural. A atividade reuniu agricultores, extensionistas, representantes da defesa civil, bombeiros, estudantes e agentes públicos em um município atingido pelos eventos extremos de maio de 2024.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Agudo e outros cinco municípios — Santa Maria, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Restinga Seca e Paraíso do Sul — foram incluídos na ação porque tiveram áreas rurais fortemente afetadas pelo desastre climático registrado em maio de 2024.

A oficina foi ministrada por Abner Willian Quintino de Freitas, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e fundador da startup Hopeful, sediada no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). De acordo com a organização, a empresa atua desde 2017 com treinamento de indivíduos e instituições em situações de desastre.

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O projeto é coordenado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, com participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul/Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), além de instituições de pesquisa, saúde pública e universidades. Em Agudo, também estão em andamento ações financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), como a recuperação de matas ciliares e a instalação de uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal.

Na parte técnica, o treinamento aborda procedimentos antes, durante e após desastres, além de práticas de conservação de solo e água, uso de bioinsumos e sistemas agroflorestais. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta das comunidades rurais e acelerar a recuperação produtiva de áreas atingidas.

A oficina integra o projeto “Uma só saúde na agropecuária: diagnóstico e resiliência a desastres no contexto das mudanças climáticas no Estado do Rio Grande do Sul”, coordenado pelo pesquisador José Reck Júnior, do DDPA. Segundo a Seapi, uma nova oficina deve ser realizada ainda em 2026 e uma publicação técnica será produzida ao fim do projeto.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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