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20 de setembro de 2026

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Produtores abandonam áreas arrendadas no RS: ‘Isso não é vida’

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Os impactos da enchente que assolou o Rio Grande do Sul entre abril e maio do ano passado persistem até hoje. A tragédia foi a pior da história do estado e deixou mais de 180 mortos. Mais de um ano depois, produtores rurais enfrentam um cenário de dívidas praticamente impagáveis.

Para quem vive e produz no estado, no entanto, as enchentes foram somente o estopim de um acúmulo de eventos climáticos que afetaram seriamente a produção de grãos. Na soja, com exceção da safra 2020/21, todas as outras seis registraram quebra por causa do excesso de chuva ou de seca severa, conforme apontam dados da Emater.

Diante desse cenário, muitos acabam deixando a atividade para trás. Movimento que se reflete também no arrendamento rural, com agricultores abandonando essas áreas por causa da descapitalização. Além disso, a procura por esse tipo de contrato tem diminuído, principalmente nas regiões mais afetadas pelas enchentes e estiagens dos últimos anos.

Produtores pedem socorro

O produtor rural Lucas Scheffer, de Cacequi, confirma a redução das áreas cultivadas com soja no Rio Grande do Sul. O agrônomo que presta assistência à família dele, por exemplo, atendia 12 mil hectares no ano passado. Neste ciclo, a área caiu para 5 mil hectares; não por perda de clientes, mas porque os produtores deixaram de plantar.

Ao arrendar uma terra, o produtor fecha um contrato com o proprietário, que cede a posse e o uso da área para a produção agrícola. Scheffer conta que ele e o irmão, inclusive, plantam em uma área 100% arrendada, mas tiveram de abandonar parte da produção. “Eu e meu irmão reduzimos 50% da nossa área de milho: de 1.400 hectares para 700. As áreas destinadas apenas à soja foram todas largadas”, diz.

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Scheffer também ressalta que o endividamento dos produtores ocorre devido à uma sequência de quebras de safra. “Somando os juros de cada linha e os custos, a conta não fecha. Além disso, estamos falando de uma das safras mais caras dos últimos cinco ou seis anos no Brasil”, afirma. 

O relato de Fernando Camargo, produtor no município de Júlio de Castilhos, na região central do estado, é ainda mais incisivo. Ele afirma que deve desistir do plantio nos próximos anos porque a atividade está se tornando inviável. O agricultor planta em uma área de cerca de 400 hectares, sendo 70 ou 80 hectares próprios, e o restante de terras arrendadas.

“Vou plantar esta safra porque estou com as coisas meio alinhadas, e se eu conseguir amortizar no ano seguinte e vender um imóvel para pagar minhas contas, eu vou sair fora da agricultura. Isso não é vida”, desabafa.

Rescisão unilateral: possível alternativa

O arrendamento rural, apesar de ser uma solução viável por funcionar como um “aluguel de terra”, também traz riscos. O advogado Albenir Querubini, professor do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), explica que, nesse modelo, os riscos da atividade ficam sob responsabilidade do produtor que arrenda a terra, que deve pagar o valor acordado mesmo diante de quebras de safra.

Em meio ao endividamento do agro gaúcho, Querubini lembra que a lei prevê a possibilidade de resilição unilateral. Nessa modalidade, prevista no artigo 473 do Código Civil, o arrendatário pode encerrar o contrato sem aplicação de multas ou penalidades, e sem que o proprietário possa impedir a decisão.

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Além disso, o advogado ressalta a importância da negociação entre as partes. “Sempre é recomendável buscar acordo, seja para reduzir a área, ajustar o preço ou até encerrar o contrato. Mas os arrendatários também precisam conhecer a possibilidade da rescisão unilateral em situações como as do Rio Grande do Sul, desde que motivada e comprovada por fatores climáticos”, orienta Querubini.

Futuro incerto

Com a proximidade do plantio da safra de verão, os produtores gaúchos se veem em um beco sem saída. O presidente da Aprosoja-RS, Ireneu Orth, confirma que a tendência é de queda nos arrendamentos e que dificilmente o Rio Grande do Sul colherá uma boa safra. Segundo ele, há dois pontos distintos: o clima, e as condições de produção. 

“Se chover dentro da normalidade, esse é um aspecto. Mas mesmo assim dificilmente o estado terá uma grande safra, porque muitos produtores deixarão de plantar, especialmente em áreas arrendadas, e outros irão para o campo sem insumos ou com menos do que o necessário”, alerta.

Para Querubini, os problemas se acumulam. “O endividamento do produtor rural gaúcho, os custos de produção, a queda do preço da cotação dos grãos e a baixa oferta de crédito para custeio têm sido verdadeiros obstáculos para a agricultura. Por isso, é preciso ter políticas públicas para renegociação de dívidas agrícolas e, ao mesmo tempo, programas para enfrentamento de novas estiagens, com incentivo à armazenagem de água, irrigação e melhoramento de solos”, avalia.

Já para Scheffer, o cenário é claro: o Plano Safra está travado pela inadimplência e pela falta de recursos. Essa é também a realidade da produtora rural Ana Debortoli. Há cinco anos, ela e o marido, Marcelo, lutam para manter a atividade no campo. Para honrar as dívidas, venderam as poucas máquinas que tinham e até o carro da família foi tomado pelo banco. 

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A rotina se soma a problemas de saúde e à falta de crédito para continuar produzindo. “Já passamos um mês inteiro comendo apenas arroz e feijão. Ainda assim, não desanimo. Tenho que ter força para ajudar minha família”, conta.

No campo gaúcho, muitos não sabem como plantar a próxima safra, mas seguem tentando resistir, à espera de dias melhores. “O que resta para nós é reduzir áreas, tentar diminuir custos de arrendamento e se manter na atividade por três ou quatro anos, na esperança de dias melhores para quitar dívidas e honrar compromissos”, resume Scheffer. 

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Caju vira alternativa de renda para produtores em região castigada pela seca no Ceará

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Foto: AGCO Agriculture Foundation

Em uma região marcada pela escassez de água e pelos desafios para manter a produção agrícola, o cultivo de caju vem sendo utilizado como alternativa para ampliar a geração de renda de pequenos produtores no semiárido do Ceará. Mais de 100 agricultores de 15 comunidades participam de uma iniciativa que prevê a implantação de novos pomares, capacitação e acompanhamento técnico.

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Ao todo, 10 mil mudas estão sendo distribuídas pelo Projeto Caju, desenvolvido pela organização Amigos do Bem com apoio da AGCO Agriculture Foundation.

A escolha da cultura está relacionada à capacidade do cajueiro de se adaptar ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade de água. A proposta é combinar essa característica com orientação técnica para ampliar as possibilidades de produção e renda nas propriedades.

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Dos 107 produtores envolvidos na iniciativa, 63 receberam apoio direto por meio de recursos da AGCO Agriculture Foundation. Do total de participantes, 64% estão entrando agora no projeto, enquanto 36% já haviam recebido apoio anteriormente.

“Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente-geral da AGCO América Latina.

Produtores recebem capacitação para implantação dos pomares

Além da distribuição das mudas, a capacitação técnica é uma das principais frentes do projeto. Setenta agricultores participaram de treinamentos sobre implantação e manejo dos pomares.

As orientações incluem escolha de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, definição do espaçamento, fertilização, controle de plantas daninhas e poda de formação.

Outro grupo de 34 produtores participou de um dia de campo, com demonstrações práticas de técnicas de plantio e manejo. A atividade também permitiu a troca de experiências e a discussão de dificuldades encontradas nas propriedades.

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A combinação entre acesso às mudas e assistência técnica busca reduzir os riscos nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares, especialmente diante dos períodos prolongados de seca enfrentados na região.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade”, afirma Alceu Caldeira, diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

Projeto recebe investimento de mais de R$ 100 mil

A AGCO Agriculture Foundation destinou mais de R$ 100 mil à iniciativa. Os recursos são utilizados na produção das mudas, apoio aos pequenos agricultores, capacitações, monitoramento e gestão do projeto.

Com a implantação dos pomares, o trabalho entra agora na fase de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores durante o ciclo produtivo.

A programação prevê ainda novos treinamentos voltados à pré-colheita e pós-colheita, incluindo orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação para as próximas etapas da produção.

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O Projeto Caju faz parte das ações dos Amigos do Bem no sertão nordestino. Segundo a organização, cerca de 150 mil pessoas de 300 comunidades em Alagoas, Pernambuco e Ceará são atendidas por iniciativas relacionadas à educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

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Conab diz que Brasil será, mais uma vez, o maior provedor de soja do mundo; quanto a produção deve crescer em 26/27?

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado da soja teve uma semana marcada por projeções importantes para a safra 2026/27. No Brasil, a primeira estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para um crescimento mais moderado da produção da oleaginosa. No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao elevar a previsão para a safra norte-americana.

A Conab projeta produção de 181,64 milhões de toneladas de soja para a safra 2026/27, avanço de 0,7% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está calculada em 3.683 quilos por hectare, recuo de 0,8%.

Apesar do crescimento mais moderado, a soja continua entre as principais responsáveis pelo avanço da produção brasileira de grãos. Para a Conab, o país deve manter a trajetória de expansão da oleaginosa e novamente superar a marca de 181 milhões de toneladas.

“ A soja vem mantendo uma trajetória constante de crescimento e é o produto que mais avança. Vamos ultrapassar novamente as 181 milhões de toneladas, garantindo outra grande safra. Seremos, mais uma vez, os maiores provedores do mundo, diante das quebras em outros países e do cenário de desabastecimento internacional”, afirmou o presidente da Conab, Silvio Porto.

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Na temporada 2025/26, a produção brasileira chegou a 180,406 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

A área cultivada também avançou, passando de 47,346 milhões de hectares em 2024/25 para 48,608 milhões de hectares em 2025/26, crescimento de 2,7%. Já a produtividade subiu de 3.622 para 3.711 quilos por hectare no período.

USDA surpreende com safra maior nos EUA

Enquanto o Brasil deve apresentar um avanço mais contido, o USDA trouxe uma surpresa para o mercado internacional ao elevar a estimativa para a produção de soja dos Estados Unidos em 2026/27.

A safra norte-americana foi projetada em 4,535 bilhões de bushels, equivalentes a 123,4 milhões de toneladas. No relatório anterior, de agosto, a previsão era de 4,519 bilhões de bushels, ou cerca de 123 milhões de toneladas.

A revisão ocorreu mesmo com a produtividade sendo reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre.

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O número também ficou acima da expectativa do mercado, que trabalhava com produção de 4,492 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 122,3 milhões de toneladas.

Os estoques finais norte-americanos para 2026/27 foram estimados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. Em agosto, a projeção era de 320 milhões de bushels, equivalentes a 8,71 milhões de toneladas.

O mercado esperava estoques finais de 289 milhões de bushels, ou 7,86 milhões de toneladas.

Para o esmagamento nos Estados Unidos, o USDA manteve a previsão em 2,78 bilhões de bushels. Já as exportações foram projetadas em 1,685 bilhão de bushels, acima dos 1,66 bilhão de bushels estimados anteriormente.

Produção mundial de soja

No cenário global, o USDA estima uma produção de 442,35 milhões de toneladas de soja em 2026/27, praticamente estável em relação à previsão de agosto, de 442,25 milhões de toneladas.

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Os estoques finais mundiais estão projetados em 124,02 milhões de toneladas, acima da expectativa do mercado, de 123,1 milhões de toneladas.

Para a temporada 2025/26, os estoques finais foram estimados em 125,27 milhões de toneladas.

O USDA também manteve a previsão para a produção brasileira em 2025/26, em 180,5 milhões de toneladas. Para 2026/27, a estimativa segue em 186 milhões de toneladas.

Na Argentina, a projeção permanece em 49,5 milhões de toneladas para 2025/26 e em 50 milhões de toneladas para 2026/27.

China mantém demanda

Do lado da demanda, o USDA manteve as projeções para as importações chinesas de soja.

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Para 2026/27, a expectativa permanece em 115 milhões de toneladas. Para 2025/26, o departamento trabalha com importações de 113 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior.

Com o Brasil projetando um crescimento mais moderado da produção e os Estados Unidos apresentando uma estimativa acima do esperado pelo mercado, o cenário para a soja passa a depender da evolução do clima, da produtividade e do comportamento da demanda dos grandes compradores globais ao longo da nova temporada.

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Número de vinícolas cresce quase 5 vezes acima da média nacional em Goiás

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Foto: Emater Goiás

O número de vinícolas aumentou 9,1% em Goiás ao longo de 2025, ritmo quase cinco vezes superior à média brasileira. O estado chegou a 12 estabelecimentos registrados no período, enquanto o país alcançou 965, com avanço de 1,9% em relação ao ano anterior.

Os dados fazem parte do Anuário do Vinho 2026, primeira publicação específica sobre essa cadeia produtiva lançada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O levantamento mostra que Goiás concentra 70,6% das vinícolas registradas no Centro-Oeste. Das 17 empresas contabilizadas na região, 12 estão no estado, enquanto Mato Grosso e o Distrito Federal têm dois estabelecimentos cada, e Mato Grosso do Sul, um.

Vinhos registrados

As vinícolas goianas somavam 161 vinhos registrados no Mapa em 2025, média de 13,4 por estabelecimento. O levantamento contabiliza produtos formalmente registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), por isso o número não corresponde necessariamente à quantidade de rótulos disponíveis comercialmente.

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A quantidade de produtos coloca Goiás na sétima posição nacional em número de vinhos registrados. A média brasileira é de 16,8 por estabelecimento.

Dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apontam cerca de 116 produtores de uva, 410 hectares cultivados e presença da cultura em 55 municípios de Goiás.

As principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, em municípios como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. A produção de uva de mesa ainda predomina, mas a Agência também aponta potencial para ampliação do cultivo destinado à fabricação de sucos e vinhos.

Vinhos de inverno

A presença de Goiás nessa nova geografia da produção brasileira está relacionada também ao desenvolvimento de técnicas que permitiram levar a vitivinicultura a regiões antes pouco associadas ao vinho.

Pesquisa da Embrapa Uva e Vinho identifica no país uma terceira macrorregião produtora, mais recente, baseada nos chamados vinhos de inverno. O modelo começou em Minas Gerais e chegou, entre outros estados, a Goiás.

Nesse sistema, a videira passa por duas podas ao ano, com a colheita deslocada para o inverno, entre junho e agosto. Segundo a Embrapa, essa nova fronteira está presente em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, com vinhedos localizados entre 600 e 1.200 metros.

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A técnica altera o calendário tradicional da cultura e permite que a maturação das uvas ocorra em condições diferentes das encontradas na colheita de verão.

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