Connect with us
7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Agricultores gaúchos pressionam por renegociação das dívidas – MAIS SOJA

Published

on


Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br

Sucessão de intempéries climáticas castigou estado nos últimos anos

No último dia 20 de setembro comemorou-se o Dia do Gaúcho, que foi inclusive tema de artigo enriquecedor escrito por Evaristo de Miranda https://sna.agr.br/dia-dos-gauchos/ e publicado no Portal SNA. O Rio Grande do Sul ainda sofre, no entanto, com a sequência de intempéries climáticas dos últimos anos, entre as quais as enchentes de abril e maio de 2024, cujo grau de devastação comoveu e mobilizou todos os brasileiros.  Após as reações iniciais, muitos produtores ainda seguem endividados e cobram a renegociação prometida pelo governo após as medidas emergenciais esgotarem seus efeitos.

Neste sentido, o setor recebeu com otimismo, mas também cautela, a resolução 5.247/2025, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no último dia 19, que criou duas linhas de crédito para a renegociação das dívidas de produtores que tiveram perdas em decorrência de eventos climáticos adversos nos últimos anos. A medida tem abrangência nacional, mas era um pleito principalmente do Rio Grande do Sul.

Advertisement

Essas linhas, no entanto, ainda não estão acessíveis, de acordo com entidades de representação como Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) também precisa oficializar a transferência dos R$ 12 bilhões, liberados pela Medida Provisória (MP) 1.316/2025 ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Após a aprovação da resolução do CMN, o BNDES ainda precisará atualizar os sistemas internos e divulgar uma circular às instituições financeiras credenciadas, para as quais os recursos serão repassados.

A referida Medida Provisória se encaixa num contexto maior, pois foi editada no dia 5 de setembro como alternativa ao Projeto de Lei 5.122/2023, ao qual o governo se opôs. Para equilibrar as demandas sem afetar o arcabouço orçamentário, a MP valerá para pequenos, médios e grandes produtores que tenham sofrido duas perdas de safra nos últimos cinco anos e estejam em municípios que decretaram situação de calamidade pública duas vezes no período. O programa estenderá o prazo de quitação das dívidas para até nove anos, com um ano de carência.

Morosidade e omissões nos repasses irritam setor

Ciente de que os produtores gaúchos encabeçam a lista dos mais necessitados, o governo preparou uma apresentação das medidas na tradicional feira agropecuária Expointer, realizada no início de setembro, em Esteio. Os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, enfrentaram duros protestos durante suas falas, mesmo destacando os valores destinados ao estado. O governador Eduardo Leite também não foi poupado pelos produtores. As vaias permearam todos os discursos das autoridades.

Na raiz da insatisfação dos gaúchos está a morosidade dos trâmites, pois antes das enchentes de 2024, já havia a pressão por ajuda. Mesmo liberando recursos, o governo não agiliza sua chegada aos produtores, na avaliação de lideranças locais. Com isso, o planejamento de safras fica comprometido, enquanto novos problemas podem ocorrer, reforçando o ciclo vicioso de dívidas, intempéries climáticas e colheitas ruins. O Sul também não possui fundo constitucional, nos moldes de outras regiões. Uma proposta de utilizar essa reserva, oriunda do Centro – Oeste, foi aprovada na Câmara, mas está parada no Senado por resistência do governo, como parte do PL 5.122/2023.

Advertisement

Segundo levantamento da Farsul, 65 mil produtores rurais gaúchos somam dívidas de R$ 27,4 bilhões junto às principais instituições financeiras que operam crédito rural no Estado (Banco do Brasil, Sicredi e Banrisul).

Produtores de outras partes do país também levaram suas queixas ao Ministro Fávaro, criticando a resolução do CMN por exigir decretação de calamidade pública ou emergência à época das intempéries que castigaram lavouras. O argumento é que muitos municípios tiveram sua produção afetada mesmo sem esses reconhecimentos formais, entre 2020 e 2025, período de abrangência da resolução. Levantamentos regionais projetam que as novas regras de renegociação alcançarão mais de 1.300 cidades. O Ministério da Agricultura vai divulgar a lista detalhada em breve.

Com informações complementares do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: SNA



 

Advertisement
FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

Published

on


A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

Advertisement

De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

Advertisement

Site: IRGA

Continue Reading

Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Published

on


Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

Advertisement
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


Inscreva-se agora no canal Prof Fábio Marin clicando aqui! 


Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Enfezamento do milho reforça necessidade de manejo integrado para evitar perdas de até 70% – MAIS SOJA

Published

on


A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) permanece como uma das principais ameaças à produtividade da cultura no Brasil, especialmente por sua atuação como vetor do complexo de enfezamentos. Diante desse cenário, a FMC, empresa global de ciências para agricultura, reforça a importância de um manejo integrado, que combine diferentes estratégias ao longo do ciclo produtivo para minimizar perdas e garantir maior segurança ao produtor.

Segundo Thiago Filippin, desenvolvedor de mercado da FMC, a relação entre a praga e as doenças é direta e exige atenção redobrada. “A cigarrinha é a principal transmissora dos fitoplasmas e espiroplasmas responsáveis pelos enfezamentos pálido e vermelho, além do vírus da risca do milho (MRFV). No entanto, o inseto não nasce infectado — torna-se vetor ao se alimentar de plantas contaminadas e, a partir disso, passa a disseminar esses patógenos pela lavoura”, explica.

Entre os fatores que influenciam a pressão da praga, a época de semeadura se destaca como uma das decisões mais estratégicas. De acordo com Filippin, o plantio no início da janela reduz a incidência inicial da cigarrinha e, consequentemente, o risco de infecção. “Semeaduras tardias expõem o cultivo a populações migrantes, aumentando significativamente a chance de transmissão dos enfezamentos”, afirma.

Os danos causados podem ser severos, incluindo redução do porte das plantas, má formação das espigas, perfilhamento excessivo (brotações laterais) e sintomas visuais como folhas amareladas, avermelhadas ou com o sintoma de raiado fino para a virose. Em situações de alta pressão, as perdas podem variar de 20% a 70%, podendo evoluir para a quebra total da lavoura.

Advertisement

Outro ponto crítico no manejo é o controle das plantas tigueras, que funcionam como reservatório da praga e das molicutes. “Como a cigarrinha depende exclusivamente do milho para completar seu ciclo, eliminar plantas tigueras é fundamental para interromper essa dinâmica. O controle na entressafra e o uso de herbicidas na cultura antecessora ajudam a evitar a chamada ‘ponte verde’”, destaca.

A escolha de cultivares mais tolerantes aos enfezamentos também contribui para reduzir os impactos, especialmente em plantios de médio e final de janela. Além disso, o tratamento de sementes desempenha papel essencial na proteção inicial da lavoura. “É importante optar por tecnologias com bom residual, alta sistemicidade e eficiência no controle da praga, como inseticidas dos grupos dos neonicotinoides e butenolidas”, orienta Filippin.

Embora as pulverizações sejam frequentemente associadas ao controle da cigarrinha, o especialista ressalta que sua eficácia depende de uma série de fatores. “O rápido crescimento do milho, com emissão de novas folhas a cada poucos dias, exige precisão na aplicação. Boa regulagem dos equipamentos, escolha adequada de produtos, rotação de ativos e monitoramento constante são fundamentais para reduzir os danos”, explica.

O profissional destaca que o manejo integrado busca reduzir a incidência da praga a níveis que não comprometam a produtividade da lavoura. “Quando bem executado, o conjunto de práticas contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo e para a rentabilidade do produtor”, diz.

Tecnologia e inovação

A FMC tem como objetivo promover o avanço do campo por meio de tecnologias de proteção sustentável de cultivos e, por isso, investe, constantemente, em pesquisa e desenvolvimento. Prova disso é o inseticida inovador Premio® Star. Com proteção para 50 pragas em mais de 50 culturas, esse é o único produto do mercado que oferece controle simultâneo das principais pragas da soja e do milho, como lagartas e percevejos, e outros alvos secundários das plantações.

Advertisement

“Além de evitar as misturas de tanque, o Premio® Star tem amplo espectro de controle, longo residual e tem como referência o lagarticida Rynaxypir, um potente inseticida, para alta performance em percevejos”, ressalta Sérgio Catalano, gerente de inseticidas da FMC.

O Premio® Star possui tecnologia exclusiva possui a combinação e a proporção exata dos ingredientes, o que constitui uma formulação diferenciada com altíssima performance para insetos mastigadores e sugadores. O Premio® Star possui duplo modo de ação, amplo espectro, efeito de choque e residual, menor lavagem pela chuva e otimização operacional. No milho é indicado para controle da cigarrinha (Dalbulus maidis), percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus), pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

 Sobre a FMC

A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a auxiliar produtores rurais na produção de alimentos, rações, fibras e combustíveis para uma população mundial em expansão, adaptando-se a um ambiente em constante mudança. As soluções inovadoras de proteção de cultivos da FMC – incluindo produtos biológicos, nutrição de cultivos, agricultura digital e de precisão – permitem que produtores e consultores agrícolas enfrentem seus maiores desafios econômicos, protegendo o meio ambiente. A FMC está comprometida em descobrir novos ingredientes ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, formulações de produtos e tecnologias pioneiras que sejam consistentemente melhores para o planeta. Visite fmc.com para saber mais e siga-nos no LinkedIn®.


FMC e o logotipo da FMC, assim como Premio® Star, são marcas comerciais da FMC Corporation ou afiliada. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Sempre leia o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso do produto.

Fonte: Assessoria de imprensa



Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT