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20 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Fórum da Aprosoja MT reúne produtores e especialistas para discutir crédito e endividamento no campo

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Diante do cenário financeiro desafiador vivido pelo agronegócio, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou nesta segunda-feira (15.09), em Cuiabá, o Fórum de Crédito e Endividamento Rural – Causas, efeitos e alternativas para superar a crise no campo. A iniciativa reuniu mais de 400 participantes, entre produtores rurais, autoridades, especialistas e profissionais do setor, para debater o impacto do endividamento rural e as dificuldades de acesso ao crédito, que têm comprometido a sustentabilidade econômica da atividade agrícola.

A programação contou com palestras que abordaram desde as causas para aumento do endividamento até estratégias para renegociação de dívidas e gestão de riscos. Conforme o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, o fórum acontece em um momento crucial. “O nosso país passa por uma situação delicada, principalmente o nosso setor. Nós vivemos uma alta inflação, principalmente para adquirir insumos e o decréscimo do preço das commodities, somados também a catástrofes climáticas como houve no estado do Rio Grande do Sul e também a que tivemos o ano passado aqui no nosso estado. Diante de todo esse cenário, esse fórum busca trazer soluções para o produtor e também para fornecedores e credores”, afirma.

Além da instabilidade climática, o custo de produção disparou nos últimos anos, com a alta no preço da matéria-prima, fertilizantes, fretes e maquinários, fortemente impactados pelo câmbio e por tensões no mercado internacional. Ao mesmo tempo, os preços das principais commodities agrícolas caíram significativamente, criando um descompasso entre custo e receita. Esse cenário pressionou a rentabilidade do produtor e elevou os índices de inadimplência no setor.

Segundo o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o evento promovido pela entidade é fundamental para entender como contornar as dificuldades causadas por esse desequilíbrio. “A produção agrícola é a base da nossa economia. Nós tivemos um período muito bom no período anterior à pandemia e durante a pandemia toda e no pós-pandemia, o mercado das commodities caiu muito os preços, os agricultores vinham embalados num nível de investimento e esse descompasso gera uma dificuldade. Essa é uma iniciativa importante da Aprosoja MT, porque essas discussões precisam ser feitas de maneira organizada”, aponta.

Durante a programação, o advogado e especialista em direito agro financeiro, Dr. Lutero de Paiva Pereira, abordou os aspectos legais e práticos do alongamento de dívidas, e destacou a importância da iniciativa. “É muito importante um fórum dessa grandeza e dessa natureza, com essa organização, congregar as pessoas que estão vivendo o drama do endividamento e outros que poderão trazer soluções para o endividamento. O endividamento rural no agronegócio tem muito a ver com uma política agrícola mal elaborada pelo Governo e na relação do produtor rural com agentes do mercado, em que os contratos têm grandes vícios jurídicos, grandes ilegalidades e são essas ilegalidades repetidas ao longo de muitos anos é que gerou o endividamento de ontem, o de hoje e, se não for solucionado, o de amanhã”, ressalta.

Produtores que participaram do Fórum também destacaram a importância da discussão para encontrar saídas concretas. O delegado coordenador do núcleo de Tapurah, Regis Porazzi, enfatizou a importância do crédito para que os produtores consigam continuar exercendo a atividade agrícola. “Nós não estamos pedindo perdão de dívidas, nós estamos impossibilitados de pagar as nossas contas porque a nossa produtividade ficou muito próxima do nosso custo de produção. Tivemos catástrofes produtivas, tivemos frustrações no milho, acumulamos uma conta considerável e o crédito é o nosso oxigênio para continuar sustentando esse país, para manter esse PIB que o Brasil tem e essa segurança alimentar que o planeta tanto espera de nós”, explica.

O desembargador Mário Kono, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), defendeu que a mediação é uma via mais eficaz e menos onerosa para produtores e instituições. “Hoje a economia, a produção rural não pode mais esperar um sistema de justiça em que se demoram tantos anos para se dar uma solução e, ao final, nem sempre atinge os ideais necessários. Mas através da composição envolvendo todas as partes, serão encontradas as soluções no sistema ganha-ganha, seja produtor, seja trading ou as instituições financeiras. A credibilidade que a Aprosoja MT tem com os produtores rurais mostra sua própria importância, sabemos que muitos produtores rurais não acompanham como é o sistema de justiça, o sistema econômico, mas com essa responsabilidade técnica da entidade em atender esses produtores, vai ser um grande caminho para se atingir essa finalidade”, salienta.

Além dos debates técnicos, o fórum também cumpriu o papel de aproximar produtores das instituições financeiras e do Poder Judiciário, com o objetivo de construir alternativas para o endividamento crescente no setor. Para o presidente da Central Sicredi Centro Norte e vice-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB/MT), João Carlos Spenthof, as dificuldades enfrentadas pelos produtores são sentidas em toda a cadeia produtiva. “O problema atinge toda a cadeia, nós também, do lado das instituições financeiras, das cooperativas, estamos sentindo o baque desse endividamento que gera inadimplência, que gera provisão para perdas. Estamos juntos na busca de soluções, e parcerias para que a gente possa sair ali na frente melhor dessa crise, mitigando seus impactos. É necessário sentar à mesa com empatia, cada lado procurando entender o outro lado, para que a gente olhe também mecanismos, outras alternativas”, diz.

Devido a combinação de custos elevados, queda nos preços das commodities, eventos climáticos, dentre outros, o produtor rural se vê diante de uma equação financeira inconsistente. Por meio do Fórum de Crédito e Endividamento, a Aprosoja MT reafirma seu compromisso em continuar buscando caminhos para que o produtor consiga produzir com dignidade, segurança jurídica e viabilidade econômica.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.

As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.

Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.

Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.

Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.

A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

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O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.

A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.

Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.

Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.

Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.

“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.

“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.

“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.

 

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Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).

O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.

Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.

Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.

O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.

Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.

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