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20 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

MT se aproxima de safra histórica de algodão com alta produtividade na temporada 24/25

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A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso caminha para resultados históricos. O estado é o maior produtor da fibra no país. De acordo com o relatório de 1º de setembro de 2025 do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produtividade média do ciclo foi estimada em 308,08 arrobas por hectare, o que representa 5,61% acima da safra passada.

Se confirmada, será a segunda maior produtividade média da série histórica. O bom desempenho tem relação com chuvas fora de época, que prolongaram o ciclo da cultura. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou a pesquisadora de Fitotecnia da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Daniela Dalla Costa.

Embora as chuvas atípicas, registradas em maio e junho, tenham atingindo algumas poucas lavouras que já estavam com capulhos abertos, na maior parte da área cultivada resultaram no aumento da produtividade. Foi o que aconteceu na área de pesquisa da Fundação MT, localizada em Sapezal.

“Especialmente, a chuva de maio causou uma maior retenção de estruturas reprodutivas, o que desencadeou um maior enchimento das maçãs e resultou em produtividades finais melhores”, disse a pesquisadora.

No ensaio da Fundação MT, em Sapezal, foi observada uma média de 393 arrobas de algodão em caroço por hectare, chegando em algumas áreas a ter uma produtividade de 457 arrobas por hectare. “É um dado de um ano que tivemos chuvas atípicas. Não é todo ano que isso vai acontecer. Precisamos garantir o manejo de cultura, a escolha da cultivar e época de semeadura para alcançar maiores status produtivos”, alertou a pesquisadora Daniela Dalla Costa.

A área cultivada com algodão no estado, segundo o IMEA, segue estimada em 1,52 milhão de hectares, o que representa um aumento de 4,18% em relação ao registrado na safra 23/24. Com isso, a produção total esperada para safra 24/25 é de 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões de toneladas são de algodão em pluma, 11,38% mais que no ciclo anterior.

Tempo compensou o atraso no plantio do algodão, mas produtores ainda driblam os aumentos dos custos de produção

As chuvas atípicas compensaram o atraso no plantio do algodão no estado. De acordo com o último relatório do IMEA, a colheita está em torno de 8% atrasada em relação à safra anterior. O ciclo da pluma sofreu atrasos desde o início, por causa do plantio da soja, que foi adiado pela falta de chuvas, o que repercutiu no calendário do algodão.

O produtor Alexandre Schenkel, que também é engenheiro agrônomo, destaca que, apesar dos riscos do plantio tardio, a safra superou as expectativas. “Foi um ano com produção e qualidade excelentes. O clima ajudou e tivemos HVI (índice de qualidade da fibra) com bons resultados”, explicou.

O fator clima e os desafios da safra 24/25 foram debatidos durante o 17º Encontro Técnico de Algodão, realizado pela Fundação MT, no começo de setembro, em Cuiabá.

“Por conta dos custos altos e dos preços baixos, era um ano que realmente a gente precisava produzir bem. A maioria dos produtores de algodão vai conseguir ter boa produtividade. Isso traz tranquilidade para o planejamento da próxima safra”, disse o produtor rural Lucas Daltrozo, de Primavera do Leste, que representou a região sul no painel.

 

Expectativas para a safra de algodão 25/26

Com a safra quase concluída, os produtores rurais e especialistas já planejam a próxima semeadura.

“Ainda é cedo para avaliarmos a questão de redução ou não de área, mas eu creio que ela deve ocorrer, em virtude dos custos de produção e todas as dificuldades que estamos enfrentando”, analisou Márcio Souza, coordenador de projetos e difusão de tecnologia do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMA), que mediou o debate do painel sobre os resultados da safra 24/25, no evento realizado pela Fundação MT.

“O que o produtor vai fazer? Aquelas áreas onde não existem o potencial produtivo, essas áreas não serão plantadas porque o produtor não quer arriscar, ele quer buscar o teto máximo de produção”, afirmou Márcio Souza.

Para Fernando Piccinini, gerente agrícola do Grupo Bom Jesus, a identificação e segregação das áreas mais produtivas foi fundamental para entender onde investir.

“Identificamos talhões acima de 400 arrobas e outros abaixo de 250”, relatou. “A ideia é justamente avaliarmos em cima dessa safra, o que faremos de diferente na próxima”, concluiu o gerente agrícola.

Outro ponto que os cotonicultores mato-grossenses seguem acompanhando é a demanda da pluma de algodão por outros países. Em relação à safra 24/25, as exportações continuam estimadas em 2,06 milhões de toneladas, segundo o IMEA. A concorrência na indústria têxtil é com a fibra sintética.

“Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

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Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.

As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.

Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.

Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.

Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.

A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

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O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.

A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.

Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.

Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.

Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.

“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.

“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.

“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.

 

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Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).

O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.

Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.

Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.

O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.

Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.

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