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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Perspectivas climáticas para o período da semeadura do arroz no RS – MAIS SOJA

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Por Jossana Ceolin Cera, Consultora Técnica do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). 
Meteorologista (CREA-RS 244228)

Figura 1. Mapa da precipitação pluvial acumulada (A) e da anomalia da precipitação (B), em mm, no estado do Rio Grande do Sul, durante o mês de julho de 2025, em relação aos valores da Normal Climatológica, relativa ao período 1991-2020. Fonte de dados: INMET.

Após um maio e junho marcados por chuvas expressivas no RS, o mês de julho teve chuvas variando entre 40 e 160 mm, em média. Os menores acumulados ocorreram na Fronteira Oeste e no Extremo Sul, variando de 40 a 80 mm (Figura 1A). As anomalias de precipitação foram negativas na maior parte do Estado e próximas à Normal Climatológica (NC) em parte da Região Central e nas Planícies Costeiras Interna e Externa (Figura 1B).

Durante toda a primeira quinzena de julho não houve registro de chuvas na Metade Sul, o que favoreceu os trabalhos de preparo de solo para a semeadura do arroz, que inicia agora em setembro. No mês, ocorreram basicamente dois episódios de precipitação, em torno dos dias 17 e 27, ambos com baixos volumes acumulados. As temperaturas, em contrapartida, mostraram grande amplitude. Nos dias 1º, 2 e 3 de julho, foram registradas as menores marcas: Bagé e Santa Maria apresentaram mínimas de -3,0°C e -2,0°C, respectivamente. Já por volta do dia 15, houve elevação súbita, com máximas próximas de 30°C na Fronteira Oeste, em Bagé e em Santa Maria (Figura 2). A anomalia mensal da temperatura média do ar foi negativa no Leste, Zona Sul e na Região Central e dentro da média nas demais regiões.

Figura 2. Temperaturas do ar máxima e mínima diária (°C) e suas respectivas Normais Climatológicas (°C) relativas ao período 1991-2020 (nas linhas pontilhadas em vermelho e azul) e precipitação pluvial diária (mm) referentes ao mês de julho de 2025, em seis municípios da Metade Sul do RS, representativos das seis regiões arrozeiras. Fonte de dados: INMET.

Segundo a atualização da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), de 14 de agosto de 2025, o sistema acoplado oceano-atmosfera no Oceano Pacífico tropical refletiu as condições Neutras do ENOS (El Niño-Oscilação Sul). Em julho, a anomalia mensal da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 foi de -0,1°C, dentro da faixa de neutralidade. Já na região Niño 1+2, o valor foi de +0,5°C (Figura 3). A anomalia trimestral, referente a Mai-Jun-Jul/2025, seguiu em -0,1°C, pelo terceiro trimestre consecutivo, também dentro da faixa de Neutralidade.

Figura 3. Anomalia da temperatura (°C) da água da Superfície do Mar no mês de julho de 2025. O retângulo central na imagem mostra a região do Niño3.4, a qual os centros internacionais utilizam para calcular o Índice Niño (que define a ocorrência de eventos de El Niño e La Niña). Já o retângulo menor mostra a região Niño 1+2, que modula a qualidade de distribuição das chuvas, ou seja, sua regularidade de ocorrência no estado do RS. Fonte: Adaptado de CPTEC.

Destaca-se ainda a ampla presença de áreas com anomalias positivas de temperatura da superfície do mar na maior parte dos oceanos globais. Esse cenário merece atenção, pois pode influenciar o clima mundial e interferir nos prognósticos do ENOS, uma vez que tende a mascarar sinais captados pelos modelos de previsão.

Segundo a previsão da NOAA, para o trimestre set-out-nov/2025, a probabilidade de ocorrência de La Niña é de 52%, ligeiramente acima dos 45% de Neutralidade, caracterizando, na prática, um empate técnico. A maior probabilidade para La Niña se projeta para o trimestre seguinte (out-nov-dez/2025), com 59%, contra 49% para Neutralidade. A própria NOAA ressalta que “um breve período de condições de La Niña é favorecido na primavera e início do verão, antes de retornar à neutralidade”. Já o Centro Australiano de meteorologia também aponta que o Pacífico se encontra em neutralidade e deve permanecer assim, pelo menos, até janeiro de 2026. Segundo eles, “isso é consistente com a maioria dos modelos internacionais avaliados, embora alguns indiquem o potencial para níveis limítrofes de La Niña”. Em resumo, o cenário climático para a safra 2025/26 tende a ser bastante similar ao observado na safra 2024/25.

O bolsão de águas subsuperficiais com anomalias negativas voltou a se formar em meados de julho e agosto (Figura 4). Nas últimas semanas, essas águas mais frias emergiram à superfície. Caso a bolha subsuperficial se mantenha, o resfriamento em superfície poderá se prolongar, conferindo características de uma “quase La Niña” nos próximos meses.

Figura 4. Anomalia da temperatura (°C) subsuperficial das águas na região Equatorial do Oceano Pacífico em relação à profundidade (de 0 a 300 m), entre os meses de maio a agosto de 2025. Pêntadas significam média de cinco dias consecutivos. Fonte: Adaptado de CPC/NCEP/NOAA.

Para este trimestre, o consenso do IRI (International Research Institute for Climate Society) indica chuvas abaixo NC para todo o RS, incluindo a Metade Sul. O modelo CFSv2 (Climate Forecast System), da NOAA, prevê precipitações inferiores à NC em setembro e novembro, e dentro da média climatológica em outubro. Por sua vez, a previsão do modelo do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) indica precipitações acima da NC em setembro, abaixo da NC em outubro, e dentro da média em novembro (Figura 5). A previsão do INMET para setembro — mês que marca o início da semeadura do arroz no estado — gera certa preocupação, pois chuvas frequentes ao longo do mês podem atrasar a implantação da cultura.

Figura 5. Precipitação pluvial total (mm) e anomalia de precipitação (mm) previstas para setembro, outubro e novembro de 2025 no estado do RS. Fonte: adaptado de INMET.

O padrão Neutro do ENOS tende a dificultar os prognósticos climáticos, uma vez que não há uma forçante capaz de direcionar os padrões de chuva em escala global. Como já mencionado, a previsão de chuvas acima da média em setembro gera preocupação quanto ao início da semeadura do arroz no RS. No entanto, caso outubro apresente maiores períodos de tempo seco, é possível que o avanço da semeadura se recupere.

De forma geral, é bastante provável que as condições do Oceano Pacífico nesta safra sejam semelhantes às da safra anterior, o que indica grande chance de ocorrência de períodos de estiagem durante o verão.

Diante desse cenário, recomenda-se o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas de curto prazo (7 a 15 dias), como estratégia para melhorar a eficiência na execução das atividades agrícolas e apoiar a tomada de decisão no manejo das lavouras.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:Instituto Rio Grandense do Arroz

Site: Irga

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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